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A demissão de Vinícius Nina

Muito grave o narrado pelo blog do colega Marco D’Eça no post Por que a humilhação?, sobre o enredo que culminou na demissão de Vinícius Nina da Secretaria de Municipal de Saúde (Semus).

Ontem mesmo, logo após o anúncio da demissão de Nina ter ganhado o noticiário na blogosfera, o Blog do Robert Lobato recebeu um telefonema de uma servidora da Semus que disse jamais ter visto tamanha confusão, bate-boca e revolta ao mesmo tempo por causa da exoneração de um secretário.

“Foi muita confusão, revolta, bata-boca e teve gente que quase ia às vias de fato. Um Deus nos acuda. Quando soube que já estava demitido, o secretário disse que ia mesmo pedir demissão porque não tolerava mais tanta intervenção de outros secretários que não entendem de saúde querer teleguiá-lo. O secretário já estava insatisfeito por não poder realizar um bom trabalho e de não poder fazer o que ele queria”, disse a servidora.

O fato é que a forma como resolveram demitir Vinícius Nina do governo Edivaldo Júnior pegou mal, muito mal.

Não semente para o “ex”, mas para o prefeito também…


Tosse: entenda o seu mecanismo, causas e tratamentos

Ora sol escaldante, ora chuva, condições sanitárias da cidade uma lástima, poluição no trânsito, enfim, condições do meio ambiente propícias para o alastramento de diversas enfermidades e a até mesmo de epidemias.

Atualmente são poucas as pessoas que ainda não foram acometidas por um gripe sinistra que toma conta da cidade – quem ainda não a pegou, com certeza conhece alguém que a tenha pegado, e a tosse é uma das principais consequências imediatas do problema. Nossas crianças são as vítimas mais vulneráveis dessa “peste”.

Nesse sentido, o Blog do Robert Lobato reproduz interessante entrevista com Daniel Deheizelin, concedida ao doutor Drauzio Varella. O médico pneumologista, livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, faz parte do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo (SP), e fala sobre os mecanismos da tosse,  as causas e tratamento para este incômodo e às vezes constrangedor som em forma do “cof…cof”, que muitas vezes tem no tabagismo uma das causas principais.

Não deixe de ler a íntegra da entrevista:

TOSSE

O aparelho respiratório é formado pelas fossas nasais que se comunicam com a faringe, órgão comum aos aparelhos digestivo e respiratório. Depois vêm a laringe, onde se localizam as cordas vocais, e a traqueia, tubo cartilaginoso que se divide em dois mais finos: os brônquios. Dentro dos pulmões, os brônquios sofrem sucessivas divisões, formando ramos cada vez mais fininhos até atingirem os alvéolos onde se realiza a troca gasosa.

Na parte superior da laringe, fica a epiglote, uma espécie de tampa que evita a comunicação entre os aparelhos respiratório e digestivo. Quando tomamos água, por exemplo, essa tampa se fecha, o líquido corre pelo esôfago e alcança o estômago. Se a epiglote estiver aberta, a água penetrará no sistema respiratório e provocará um acesso de tosse. O mesmo acontece quando, em virtude de um processo inflamatório, infeccioso ou alérgico, começamos a juntar muco que não pode permanecer nos brônquios, bronquíolos e pulmões para não comprometer a respiração.

A tosse é um reflexo natural do organismo para livrar o aparelho respiratório de substâncias estranhas, de muco ou de partículas absorvidas com a respiração.

MECANISMO DA TOSSE

Drauzio – Você poderia explicar como funciona o mecanismo da tosse?

Daniel Deheinzelin – O pulmão é a superfície do corpo que tem maior contato com o meio externo. Para o ar que respiramos entrar em contato com o sangue levando oxigênio e trazendo gás carbônico, o pulmão possui uma superfície que no adulto corresponde a mais ou menos 100m², ou seja, aproximadamente o tamanho de uma quadra de tênis. No caminho de ida, o ar é aquecido, umidificado e sofre um turbilhonamento cuja finalidade é fazer grudar nas paredes por onde passa as partículas que estiverem flutuando. É por isso, por exemplo, que eliminamos poeira, se assoarmos o nariz depois de andar por uma estrada empoeirada. Esse é um mecanismo de defesa que ajuda na limpeza dessas estruturas. Mesmo assim resíduos podem alcançar os brônquios e ficarão retidos nas paredes de suas bifurcações.

Embora sejam revestidos por cílios que, num movimento contínuo, empurram o muco para fora com a sujeira que nele aderiu, parte dela pode alcançar a área terminal do pulmão e comprometer seu funcionamento adequado. Essas partículas precisam sair de alguma forma. Para tanto, o pulmão se enche de ar, um reflexo do sistema nervoso central fecha a epiglote, e a musculatura toda se contrai para libertar o ar aprisionado. Isso gera uma pressão tão grande que, aberto o sistema, ele sai como um tiro e expulsa o que estiver lá dentro. Em termos gerais, é assim que funciona o mecanismo da tosse.

Drauzio – Como se sabe que está na hora de tossir para expulsar os elementos estranhos?

Daniel Deheinzelin – No fim da árvore brônquica, há receptores que percebem a presença de corpos estranhos lá em cima. Esses receptores estão em conexão com o cérebro que coordena o processo de encher o pulmão, fechar a epiglote, contrair a musculatura e de repente abrir para a explosão da tosse. Portanto, a tosse é um mecanismo reflexo quase impossível de controlar. A pessoa precisa fazer muita força para não tossir.

Drauzio – E mesmo assim o controle é limitado…

Daniel Deheinzelin – O controle é limitado, porque é fundamental manter a via aérea aberta para o ar entrar e sair. Parar de respirar tem consequências muito sérias. Os receptores de que falei podem ser estimulados por um cisco, por exemplo, ou por uma inflamação.

Basicamente, existem dois tipos de tosse: a produtiva, ou secretiva, e a tosse seca sem muco. Essa distinção é muito importante para entender a origem da tosse, um mecanismo de defesa, um sinal de que alguma coisa não vai bem no aparelho respiratório.

Em medicina, é muito mais comum usar medicamentos para inibir a tosse do que tratar sua causa. Isso é ruim porque o problema persiste, uma vez que só está sendo tratada a consequência. Além disso, depois que o mecanismo foi ativado, o próprio fato de ficar tossindo perpetua o processo e os acessos de tosse ficam mais frequentes e intensos.

Gostaria de repetir que inibir a tosse nem sempre é a melhor conduta. Vamos imaginar que alguém tenha um tumor no pulmão. O crescimento descontrolado das células entope o brônquio e é entendido pelo organismo como uma obstrução a ser removida. Consequentemente, o indivíduo tosse e vai continuar tossindo enquanto o problema persistir. Nesse caso, faz sentido bloquear o reflexo da tosse, porque já se conhece sua causa.

Drauzio – Você disse que a superfície do pulmão corresponde à de uma quadra de tênis. As pessoas estranham a comparação. Você poderia explicar como se chegou a esse dado?

Daniel Deheinzelin – O pulmão é uma estrutura extremamente especializada, revestido por uma membrana muito fina que permite o contato entre o ar que está dentro dos alvéolos e o sangue que flui pelos capilares. Se for esticada e medida toda a superfície em que esse contato se estabelece, obteremos uma área equivalente à de uma quadra de têni

TOSSE DO FUMANTE

Drauzio – E a tosse provocada pelo cigarro, a mais comum de todas, que o fumante interpreta como coisa normal para quem fuma?

Daniel Deheinzelin – Não existe tosse normal. A tosse do fumante ocorre por dois mecanismos fundamentais. Primeiro: quando a pessoa inala a fumaça do cigarro, está aspirando diversos irritantes químicos potentes. Aliás, não só químicos como térmicos. Para realizar a combustão completa do cigarro, o calor da chama é elevado a 300 graus centígrados, mais ou menos.

Drauzio – Fumaça a 300ºC não queima o indivíduo por dentro?

Daniel Deheinzelin – Queima. É por isso que as pessoas tossem quando fumam pela primeira vez. Depois não tossem mais, porque o mecanismo de defesa perde a sensibilidade e deixa de perceber que a fumaça está quente demais.

Drauzio – As pessoas custam a entender isso porque estabelecem uma analogia com a água. Se ponho o dedo na água a 100ºC, eu me queimo. Como é que a fumaça entra a 300ºC e não percebo que está queimando por onde passa?

Daniel Deheinzelin – Primeiro, porque a fumaça esfria muito rápido. Em segundo lugar, porque é um gás e não um líquido. O líquido retém o calor por mais tempo e o transmite rapidamente. Já a fumaça esfria e se dissipa mais depressa. Leva pouco tempo para entrar em equilíbrio com a temperatura dos gases do corpo. Antes, porém, exerce seu efeito destrutivo sobre as células que revestem a boca e a pessoa perde o reflexo da tosse. Depois, com a continuidade do ato de fumar, a produção de muco cresce muito. Uma biópsia feita no pulmão de um fumante revela que neles o número de glândulas produtoras de muco aumenta bastante. É uma defesa do organismo.

E tem mais: esse muco funciona como estimulante dos receptores que desencadeiam o mecanismo da tosse por causa da irritação direta provocada pela fumaça e, em função de seu efeito sobre as glândulas produtoras de muco, que passam a produzir essa substância em excesso.

Drauzio – Além disso, a fumaça quente queima os cílios que revestem a mucosa que recobre o aparelho respiratório.

Daniel Deheinzelin – Não só queima os cílios, como seu efeito inflamatório impede que eles batam de forma coordenada ao mesmo tempo e na mesma direção, num movimento que lembra o “vento no trigal”. Como esse mecanismo de defesa também deixa de funcionar direito, há maior acúmulo de muco. Por isso, a tosse é mais frequente quando a pessoa acorda. O tempo que passou dormindo e sem fumar permitiu que o muco migrasse um pouco e surge a necessidade de eliminá-lo. Algumas infecções virais, por exemplo as causadas pelo vírus do resfriado, em especial pelo adenovírus, também podem modificar essa função dos cílios.

TOSSE ALÉRGICA

Drauzio – Quais são as características das tosses alérgicas?

Daniel Deheinzelin – A alergia é uma forma especializada de inflamação que pode também desencadear o mecanismo da tosse. Quando a pessoa entra em contato com alguma substância que seu organismo não reconhece ou reconhece como estranha, ativa células específicas que produzem um anticorpo contra essa substância que se chama IGE e que se localiza preferencialmente na parede dos mastóscitos (células de defesa distribuídas pelo tecido conjuntivo). Se eles percebem a presença da substância indesejada, provocam uma reação inflamatória que ativa os receptores denominados de histamina.

Drauzio – Os mastóscitos fazem isso porque querem ver-se livres da substância que o organismo não reconhece direito?

Daniel Deheinzelin – Eles querem ver-se livres dela e sinalizar que a pessoa entrou em contato com algo que não devia. Às vezes, essa reação alérgica de defesa é exagerada e pior do que o ataque que a pessoa está sofrendo. Quando há liberação de histamina, aumenta a produção de muco e consequentemente o mecanismo de tosse que se manifesta nessa situação não é muito diferente do que ocorre nas infecções por vírus.

OUTRAS CAUSAS DA TOSSE

Drauzio – Uma das causas mais frequentes de tosse é o refluxo gastroesofágico, mas dificilmente as pessoas imaginam que estão tossindo porque o conteúdo ácido do estômago refluiu para o esôfago.

Daniel Deheinzelin – Normalmente, as pessoas associam a tosse ao pulmão, mas as duas causas mais frequentes desses episódios são o refluxo gastroesofágico e a sinusite que nada têm a ver com o pulmão. Muitos pacientes procuram os consultórios de pneumologia desanimados, porque já tiraram radiografias, tomaram xaropes e antibióticos e não melhoraram da tosse. Nesses casos, a causa do problema pode não estar no aparelho respiratório e, sim, no aparelho digestivo.

O refluxo gastroesofágico é provocado por dois fatores: o aumento da produção de ácido pelo estômago e pela incapacidade do cárdia (ou junção gastroesofágica) de fechar direito permitindo a volta do conteúdo do estômago para o esôfago. O estômago é revestido de tal forma que resiste à presença dessa acidez, mas no esôfago ela provoca uma reação inflamatória que por si só é capaz de ativar o reflexo da tosse. Agora, se esse ácido subir até as vias aéreas superiores, for aspirado e cair no pulmão, mesmo que esteja livre de bactérias, causa uma pneumonia extremamente grave, a pneumonia aspirativa, que também ativa o reflexo de tosse.

Para entender como é possível o ácido estomacal alcançar os pulmões, basta lembrar que todo sistema respiratório está submetido a uma pressão negativa e será aspirado tudo que vier de fora. Como muitas vezes o conteúdo do estômago sobe até a boca, é aspirado também. E não estou falando de grandes quantidades. Microaspirações são suficientes para desencadear a doença e o reflexo de tosse. O refluxo gastroesofágico é responsável por mais ou menos um terço dos casos de tosse crônica, principalmente da tosse seca.

Drauzio – A outra causa importante é a sinusite, que não dá só dor de cabeça, não é?

Daniel Deheinzelin – Existem duas formas de sinusite. A menos frequente é a sinusite aguda provocada por uma infecção dos seios da face, cavidades localizadas na região frontal, atrás do nariz e do maxilar, e onde o ar é aquecido.

A sinusite crônica é uma inflamação nos seios da face que produz pequenas quantidades de líquido. Esse líquido desce por trás da garganta, fica batendo na glote e provoca tosse seca. Essa é a causa de 30% a 40% das tosses improdutivas. Quer dizer que, se juntarmos o refluxo gastroesofágico e as sinusites, teremos apontado entre 50% e 60% das causas de tosse seca.

TRATAMENTO DA TOSSE

Drauzio – Vamos falar um pouco do tratamento da tosse. Você disse que dispomos de medicamentos para inibir a tosse, os xaropes. Você prescreve xaropes?

Daniel Deheinzelin – Muito pouco. O xarope tem muito poucas indicações. O mecanismo fundamental para tratamento da tosse é a hidratação do muco. Quanto mais fácil for eliminá-lo, mais depressa a tosse vai desaparecer.

Drauzio – Quer dizer que água é o melhor remédio para a tosse?

Daniel Deheinzelin – Água é sempre o melhor remédio. Na verdade, existem diferentes tipos de xarope. Os mucolíticos, que tornam o muco mais fluido, têm eficiência muito pequena. Os broncodilatadores são mais eficientes para alguns casos de tosse, pois ajudam a abrir os brônquios para eliminar o muco acumulado. O terceiro tipo contém drogas que agem no sistema nervoso central e inibem o reflexo da tosse. São xaropes com base de codeína, normalmente derivados de morfina. Esses de fato funcionam, mas tratam da consequência e não da causa da tosse. Por isso, indico pouco o uso de xaropes.

Drauzio – E os tratamentos alternativos funcionam? Muita gente usa própolis, por exemplo, para diminuir as crises.

Daniel Deheinzelin – Não conheço estudos que demonstrem com solidez que esses medicamentos funcionem, mas há pacientes que dizem melhorar quando fazem uso deles.

Drauzio – Algumas pessoas esfregam pomadas no peito quando estão com tosse. O calor local é anti-inflamatório?

Daniel Deheinzelin – Em geral, o que costuma acontecer é mais ou menos o seguinte: a pessoa pega uma tosse seca e passa uma pomada no peito. Esses produtos são extremamente irritantes, aumentam a produção de muco e a tosse que era seca vira produtiva. Daí, a pessoa acha que o fato de estar eliminando muco é sinal de melhora, o que é um engano. Ela só irritou mais as vias aéreas e mudou a característica da tosse.

ORIENTAÇÕES PRÁTICAS

Drauzio – Além do tratamento especifico para a tosse, que medidas práticas você sugere aos pacientes?

Daniel Deheinzelin – Primeiro, é importante beber muita água. Segundo, observar se existe algum ambiente da casa onde a tosse fica mais intensa, porque existem processos alérgicos, principalmente a asma, que são desencadeados por fungos, mofo ou poeira, por exemplo. Notar se isso acontece ajuda não só no resultado do tratamento como a descobrir a causa do problema. Essas são orientações básicas para o paciente. Quanto ao médico, ele deve levantar a história o mais completa possível do paciente e procurar a causa para o aparecimento da tosse.

Drauzio – Você manda tomar chá quente?

Daniel Deheinzelin – Só se a pessoa notar que alivia. Não é obrigatório. O importante é beber água.

Drauzio – Fazer inalação ajuda a melhorar a tosse?

Daniel Deheinzelin – A inalação representa outra forma de fazer chegar líquido aos pulmões. Ela melhora a tosse, porque umidifica o muco e facilita sua eliminação. Feita com um broncodilatador, ajuda a abrir os brônquios. No entanto, pode-se dizer que o resultado de fazer inalação com água fervendo ou beber muita água é mais ou menos o mesmo.

Drauzio – Tomar banho bem quente e aspirar o vapor d’água têm resultado semelhante?

Daniel Deheinzelin – O resultado será o mesmo da inalação se a pessoa aspirar bem o vapor durante o banho. Isso faz chegar líquido dentro das vias aéreas, o que ajuda a soltar o muco.

Drauzio – Como mensagem final, poderíamos dizer que quem tem tosse deve hidratar-se bastante?

Daniel Deheinzelin – Essa é a primeira mensagem. A outra é que fundamental identificar a causa de qualquer tosse que dure mais de 10 ou 15 dias. Em geral, as pessoas acham que estão tossindo por causa de resfriado ou gripe. Nem sempre isso está certo. Tosse por tempo prolongado exige atendimento médico para diagnóstico. Terceira e última mensagem: mais da metade dos casos de tosse acontecem fora do pulmão e são provocados pelo refluxo gastroesofágico ou por sinusite, entre outras causas. Esses fatores desencadeantes não podem ser desprezados nem esquecidos no diagnóstico e para o tratamento.


Dr. Pádua quer Imperatriz no programa “Mulher, viver sem violência”

Dep. Dr. Pádua: atuação destacada em prol da região Sul do MA

Imperatriz –O deputado estadual Dr. Pádua (PSD) defendeu ontem a inclusão de Imperatriz no Programa “Mulher, viver sem violência” lançado pelo governo federal que prevê a construção de centros chamados “Casa da Mulher Brasileira”, que integrarão serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda.

Ele explica que a mulher disporá de todos os serviços e não precisará peregrinar atrás de cada um deles, em Imperatriz. A meta é reduzir os índices de violência contra a mulher verificado nestas últimas semanas na cidade.

O deputado lembra que o governo federal investirá ainda nesse ano R$ 115,7 milhões na construção dos centros, compra de equipamentos e manutenção; R$ 25 milhões na ampliação da Central de Atendimento à Mulher – o Ligue 180; R$ 13,1 milhões na atenção à saúde; R$ 6,9 milhões na humanização da perícia para aperfeiçoamento da coleta de provas de crimes sexuais.

“O custo médio de cada centro é estima em R$ 4,3 milhões, incluindo a construção e aquisição de equipamentos, cuja meta é atender 200 mulheres por dia e 72 mil por ano em cada uma dessas unidades”, frisa.

Dr. Pádua considera assustador o Mapa da Violência, publicado em 2012, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), que revela mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no país entre os anos de 1980 e 2010, tendo quase metade dessas mortes se concentrado apenas na última década. Em 2011, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, registrou 70.270 atendimentos a mulheres vítimas da violência. A maioria delas tinha entre 15 e 29 anos e foi agredida por maridos ou namorados.

Unidade Mista de Saúde

Outra ação importante de destaque do deputado estadual Dr. Pádua (PSD) diz respeito à solicitação à governadora Roseana Sarney e ao secretário de Estado da Saúde (SES), Ricardo Murad a construção de uma Unidade Mista de Saúde, no bairro Trizidela, na cidade de Barra do Corda.

Ele entende que esse equipamento público é considerado de suma importância para melhorar o atendimento à comunidade, principalmente na região do bairro Trizidela que clama por avanços nessa área.

“O governo melhorou nestes últimos anos o sistema público de saúde com a inauguração de novos hospitais (20 e 50 leitos); Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a construção de hospitais de 100 leitos (em andamento) nas cidades de Imperatriz, Pinheiro, Santa Inês, Caxias; e outro, de 50 leitos, em Chapadinha”, disse ele, que vê com entusiasmo a construção de novos equipamentos públicos de saúde no Maranhão.

Dr. Pádua observa que a cidade está localizada no centro geográfico do Maranhão, mas que ainda não dispõe de uma grande estrutura hospitalar para atender os moradores de Barra do Corda e dos municípios circunvizinhos.

“Nós também vamos solicitar ao governo do Estado a construção de um hospital de 50 leitos, pois a cidade cresceu e registra hoje uma população de mais de 80 mil habitantes que necessitam desses serviços nessa área da saúde pública”, concluiu.


Paço do Lumiar: inaugurado Centro de Especialidade e Diagnóstico

Prefeito Josemar Sobreiro entre a secretária de Saúde, Nadir Moraes, o presidente da Câmara Municipal, Leonardo Bruno, e demais vereadores de Paço do Lumiar

O município de Paço do Lumiar deu mais um sinal que será outra sob a administração do prefeito Josemar Sobreiro.

Na tarde desta sexta-feira (1) a cidade ganhou um Centro de Especialidade e Diagnóstico-CED, que vai prestar prestar serviços de saúde com qualidade e comodidade à população luminense.

Na solenidade de inauguração do CED estivaram, além do prefeito de Paço do Lumiar, Josemar Sobreiro a secretária municipal de Saúde, Nadi Morais, vários vereadores  presença do legislativo municipal, secretários municipais e a comunidade em geral.

O morador mais antigo de Paço do Lumiar, o senhor Ubirajara da Costa, foi convidado a cortar a fita de inauguração junto com o prefeito, e aproveitou a oportunidade para agradecer a entrega dessa obra tão importante e esperada há muito tempo povo luminense. Em seguida, o diácono João Resende abençoou as instalações do CED.

O prefeito Josemar afirmou que esta primeira obra entregue tem um sentimento especial, pois beneficiará a comunidade carente do município. “Os serviços prestados pelo Centro de Especialidade e, em todos os postos de saúde terá um atendimento humanizado, completo, para que a população tenha a satisfação em estar recebendo os cuidados médicos e a orientação médica necessária”, destacou.

Especialidades – Após grande reforma estrutural e renovação dos equipamentos hospitalares, a população receberá atendimento ambulatorial especializado em ortopedia, ginecologia, oftalmologia, cardiologia, pediatria, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia, além de médicos radiologistas, que farão os exames de ultrassonografia, radiografias, eletrocardiogramas e ecocardiograma, e mais, um laboratório de analises clinicas.

Para Nadi Morais, a abertura do Centro representa um sonho que se tornou realidade nesta nova administração. “A população liminense tem agora um espaço próprio, especializado em diversas patologias, com exames de diagnósticos de média complexidade”, disse a Secretária, que acrescentou ainda, que a marcação das consultas e exames na CEMARC de Paço do Lumiar, acontecerá em tempo hábil e sem esperas.

O CED de Paço do Lumiar funciona de segunda a sexta-feira, das 08 às 18 horas sob a administração de Henrique Augusto, e com uma uma equipe de médicos e enfermeiros com larga experiência nas especialidades.


Saúde: Dr. Pádua elogia postura do prefeito Sebastião Madeira

Dr. Pádua elogia posição de Sebastião Madeira

O deputado estadual, Dr. Pádua (PSD), elogiou a postura do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB) quanto a sua defesa por mais recursos para a saúde da segunda maior cidade do Maranhão.

Para o deputado, que é dos principais representantes da Região Sul do estado, Madeira está correto em exigir do Ministério da Saúde o mesmo tratamento dado a São Luis, uma vez que Imperatriz enfrenta as mais dificuldades da capital, embora receba menos recursos para a área.

“O prefeito Sebastião Madeira está correto ao exigir para Imperatriz o mesmo tratamento que São Luis tem recebido do Ministério da Saúde. Todas as cidades maranhenses enfrentam problemas graves na saúde pública. Lembro quando Imperatriz recebeu um aporte do Ministério, a partir de uma iniciativa do prefeito Madeira, imediatamente as cidades de Caxias e São Luis foram contempladas com altos recursos, então não justo que somente a capital seja beneficiada”, disse.

Parceria – Dr. Pádua também considerou positiva a relação que o prefeito Madeira tem mantido com o Governo do Estado.

O parlamentar afirmou que os gestores públicos não podem colocar os seus interesses políticos ou partidários à frente dos interesses da sociedade, e que as parcerias são fundamentais para que as prefeituras possam executar obras e desenvolver e programas sociais.

“Defendo a parceria institucional que o prefeito Sebastião Madeira tem feito com o Governo do Estado, pois os gestores públicos têm que focar é nos interesses do povo e não nas questões políticas e partidárias menores. As parcerias são fundamentais para que as prefeituras possam executar obras e desenvolver e programas sociais. O prefeito de Imperatriz está certo também nessa questão e conta com o nosso apoio”, assegurou Dr. Pádua.


Pacientes: algozes ou vítimas?

por Flávio Dino (Publicado originalmente no jornal Folha de São Paulo, edição deste domingo (13).

“É impossível ter qualidade em serviços prestados com jornadas ininterruptas de 24 horas, especialmente de médicos que atuam em UTIs, cirurgias etc. Alguém aceitaria entrar em um avião comandado por piloto que estivesse trabalhando por 24 horas seguidas?”

Flávio Dino

Em artigo neste espaço, o professor Miguel Srougi (“Médicos inaptos: algozes ou vítimas?”, em 6/01), referindo-se aos novos médicos, qualificou-os como vítimas do que chamou de “uma sociedade complacente e governantes incompetentes”.

Como pai de Marcelo, vítima, há um ano, de erro médico no maior hospital privado de Brasília, creio que a abordagem do articulista merece reparos, sob a ótica dos pacientes, que são as maiores vítimas desse sistema. É preciso falar também da responsabilidade profissional, que não se refere apenas aos médicos recém-formados, como parece sustentar o articulista.

Recentemente, uma criança deixou de ser operada e morreu no Rio de Janeiro porque um médico, com muitos anos de formado, simplesmente faltou ao plantão, sem deixar substituto, alegando não concordar com a escala. Tal conduta, que infelizmente não é rara, viola o Código Penal e o Código de Ética Médica.

Também se tornou frequente médicos multiplicando jornadas e vínculos de trabalho, muitas vezes por problemas remuneratórios –mas às vezes por pura ganância–, prejudicando e matando pacientes.

É impossível ter qualidade em serviços prestados com jornadas ininterruptas de 24 horas, especialmente de médicos que atuam em UTIs, cirurgias etc. Alguém aceitaria entrar em um avião comandado por piloto que estivesse trabalhando por 24 horas seguidas? Em outros países, já há regulação sobre a duração do trabalho nos hospitais. Aqui, equivocadamente, esse tema é tratado exclusivamente pela lógica do mercado, por omissão do Estado e das entidades médicas.

Jornadas abusivas decorrem de outro problema: a terceirização ilegal, praticada em hospitais dirigidos por profissionais formados há muitos anos. A súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho define que a prestação de serviços hospitalares deve ser feita por empregados. O trabalho precário lesa direitos dos profissionais e do erário e, mais grave, dos pacientes –vítimas de erros e crimes.

Nesse caso, os próprios médicos dirigentes dos hospitais são algozes de outros médicos e dos pacientes.

A débil fiscalização sobre os hospitais é burlada por maus médicos: em consulta ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde, verifiquei que constam profissionais que fazem, ou dizem fazer, jornadas de mais de cem horas semanais.

Como podemos ver com esses exemplos, que se multiplicam Brasil afora, a “sociedade complacente” inclui maus profissionais que reproduzem práticas desumanas e perversas, esperando que “governantes incompetentes” tudo resolvam.

Claro que há muito a mudar na gestão da saúde. Mas é preciso ter cuidado, pois não se pode chegar ao ponto de dizer que os pacientes são os culpados de serem vítimas de erros e crimes –como ouvi do representante da classe médica de Brasília em um seminário.

Precisamos de mais e melhores escolas de medicina no Brasil, que diminuam a carência de bons profissionais e formem seres humanos que enxerguem as dores dos outros como se fossem suas, que sofram com os sofrimentos dos seus pacientes e que gritem junto com eles por uma saúde decente. Sem corporativismos, com coragem e espirito cívico.

FLÁVIO DINO, 44, advogado, é presidente da Embratur, foi secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça e deputado federal


Governo divulga as empresas que vão construir hospitais macrorregionais

Com a conclusão da correspondente licitação, foram definidas ontem [07/01] as empresas responsáveis pela construção dos hospitais macrorregionais de Pinheiro, Santa Inês, Imperatriz e Caxias. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A construção dos hospitais de Pinheiro e Santa Inês ficará a cargo da Star Construções. Já os de Imperatriz e Caxias serão construídos pela Dimensão Engenharia.

De acordo com a SES, o próximo passo é a homologação do processo, que deve ocorrer nas próximas horas, uma vez que a licitação transcorreu dentro da normalidade, não havendo recursos pendentes de julgamento. Após a homologação, as empresas serão convocadas para a assinatura dos contratos respectivos e emissão da ordem de serviço. A expectativa da Secretaria de Saúde é emitir a Ordem de Serviço em meados da próxima semana, o que marcará o início das obras.

Os hospitais de Pinheiro, Santa Inês, Caxias e Imperatriz terão uma área construída de 5.526 metros quadrados cada um. Essas novas unidades de saúde da rede estadual terão, individualmente, capacidade de 100 leitos de internação clínica e 10 de UTI.

As unidades de saúde terão, cada uma, centros cirúrgicos com quatro salas e os hospitais disporão ainda de centros de imagem para exames de tomografia, Raio-X, ultrassonografia, mamografia e endoscopia.

Os quatro hospitais colocarão à disposição dos pacientes o Serviço de Pronto Atendimento 24 horas (SPA), bem como laboratórios de análises clínicas. O município de Chapadinha terá um Hospital Geral com capacidade de 50 leitos.

Os novos hospitais integram a segunda etapa do Programa Saúde é Vida, empreendido pelo Governo do Maranhão. Com investimentos de mais de R$ 500 milhões, o Programa Saúde é Vida foi concebido com o objetivo de construir, equipar e ajudar a operacionalizar hospitais em municípios maranhenses.


Ricardo Murad faz balanço positivo da saúde em 2012

O secretário de Saúde, Ricardo Murad, fez um breve balanço do setor através da sua página pessoal no Facebook.

Murad afirma que, ao ser chamado pela governadora Roseana Sarney para comandar a saúde maranhense, se viu diante três desafios principais:

- implantar, em todo o território estadual, uma rede de unidades de saúde, de alta qualidade, descentralizada, com atendimento aberto a todos os maranhenses, inclusive nas áreas de alta complexidade;

- resolver o problema da falta de água em São Luís e nos municípios abastecidos pela Caema;

- implantar o sistema de coleta e tratamento de esgoto de São Luís e estender esses serviços aos demais municípios.

Ao final desse dois anos a frente da Secretaria de Estado Saúde (SES), Ricardo Murad garante que há muito a comemorar. Veja as palavras do secretário:

Através do Programa Saúde é Vida, estamos desenvolvendo o maior projeto de saúde pública do Brasil, já com resultados concretos, atestado por centenas de milhares de maranhenses que utilizam a rede de unidades de saúde do Estado.

As obras para substituição da adutora do ITALUÍS, e as intervenções que irão aumentar e otimizar a produção e a distribuição de água dos sistemas Paciência e Sacavém, estão a todo vapor, assim como as obras na área da coleta e tratamento do esgoto de São Luís.

A Caema está trabalhando em mais de uma centena de municípios para ampliar o abastecimento de água. Em outra frente, a empresa desenvolve projetos executivos para viabilizar os investimentos para sistemas de saneamento em mais de cinqüenta municípios.

E tem muito mais sendo feito…

Muito criticado pelo estilo deveras “arrojado”, o fato é que Ricardo Murad tem sido um dos secretários mais atuantes do governo Roseana Sarney, ainda que não seja um profissional ou especialista da área da saúde.

Claro que o setor está longe do ideal, sem falar no compromisso dos famosos 72 hospitais que nunca se tornou uma realidade, daí que até hoje o secretário é muito criticado em relação ao assunto.

E assim segue Ricardo Murad, tocando a SES entre elogios e críticas.


Em artigo, deputado Simplício Araújo alerta para o caos na saúde de São Luis

Deputado federal Simplício Araújo: saúde de São Luis à beira do caos

Muito interessante e mais do que pertinente o artigo O desafio da saúde em São Luis, de autoria do deputado federal Simplício Araújo (PPS).

O deputado, que foi por duas vezes consultor do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Maranhão (Cosems), chama atenção das autoridades, do futuro prefeito de São Luis, Edivaldo Júnior, e da sociedade em geral, para o quadro desolador do Sistema de Saúde de São Luis.

É lamentável no que se transformou o modelo de saúde de São Luís, a política de atenção às Urgências é deplorável, o sistema de resgate Pré-hospitalar, o SAMU está sucateado, sem ambulâncias, força de trabalho em greve, sem política salarial igualitária. As duas UPAS municipais (Os Socorrinhos), praticamente estão desativadas, os Pronto Socorros (Socorrões I e II e Hospital da Criança) estão sempre superlotados, faltam medicamentos, material hospitalar, manutenção de equipamento, chegando ao cúmulo de faltar alimentação para os pacientes e trabalhadores, e o mais grave, as gratificações dos funcionários e os salários de médicos atrasados“, denuncia o deputado.

Membro da Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara dos Deputados, Simplício Araújo é estudioso do SUS e coordenou a área de saúde da Famem, na gestão do prefeito Júnior Marreca.

O artigo é bem fundamentado e de leitura obrigatória, não somente para os gestores e profissionais da saúde, mas para todos os cidadãos e cidadãs que se interessam por uma saúde pública e de qualidade em São Luis e em todo o estado do Maranhão. Veja:

O desafio da saúde em São Luis

O Sistema Único de Saúde é a maior política pública com garantia de direitos para a população que conseguimos traduzir na Constituição Brasileira, o acesso à saúde é uma obrigação do Estado e desde a criação do SUS (Sistema Único de Saúde) o poder publico tenta concretiza-lo na plenitude, no entanto o máximo que conseguiu foi que alguns governos o coloquem como política prioritária que tenta cumprir as garantias constitucionais dos cidadãos.

A população fica a mercê de cada governante, quando este entende o processo, o sistema de saúde avança e melhora, porém quando não entendem, as consequências são danosas para a população e o sistema retrocede, de tal forma que pode exibir requintes de crueldades para quem precisa dele.

As capitais brasileiras, no que se refere à implantação e desenvolvimento do SUS, têm um papel de suma importância na composição desse Sistema em cada estado. De forma regionalizada, hierarquizada, e descentralizada com a participação popular, devem buscar oferecer à população um sistema de saúde eficiente na atenção primária de saúde, ações de saúde de Média e Alta Complexidade, Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Saúde do Trabalhador e Vigilância Ambiental, dando respostas aos grandes problemas de saúde da população. Por ser capaz de oferecer um grande número de serviços nos mais diversos graus de complexidade à sua população, a capital é também na maioria das vezes referência de atendimentos para outros municípios que não dispõem desses serviços mais especializados.

As capitais devem caminhar para ser um exemplo de modelo de gestão em saúde no estado. É imprescindível o entendimento de todos que o SUS é de responsabilidade tripartite (governos estadual, municipal e federal) em todo o país e que os fóruns de pactuação (COMISSÕES INTERGESTORAS BIPARTITE e TRIPARTITE) sejam respeitados, pois as mesmas definem o que cada ente federado fará no sistema em se tratando de ações e serviços de saúde assim como o financiamento. Importante também lembrar o papel de controle dos Conselhos de Saúde e do Ministério Público da execução da Política de Saúde, numa lógica de cobrança da responsabilidade tripartite pactuada pelos gestores do SUS em cada Estado.

Nesse contexto, é lamentável no que se transformou o modelo de saúde de São Luís, a política de atenção às Urgências é deplorável, o sistema de resgate Pré-hospitalar, o SAMU está sucateado, sem ambulâncias, força de trabalho em greve, sem política salarial igualitária. As duas UPAS municipais (Os Socorrinhos), praticamente estão desativadas, os Pronto Socorros (Socorrões I e II e Hospital da Criança) estão sempre superlotados, faltam medicamentos, material hospitalar, manutenção de equipamento, chegando ao cúmulo de faltar alimentação para os pacientes e trabalhadores, e o mais grave, as gratificações dos funcionários e os salários de médicos atrasados.

A dificuldade para o usuário do SUS conseguir realizar exames laboratoriais, consultas especializadas e internações eletivas é uma triste realidade. Aqueles que precisam e não conseguem, pedem às pessoas que imaginam que poderão influenciar para conseguir o direito constitucional que lhes está sendo negado. As filas já começam a se formar nas marcações de consultas, pois com o desmonte dos laboratórios municipais, a contratação de serviços laboratoriais privados não consegue dar resposta às demandas de exames que são solicitados. Contribui também para esse aumento, a escassez de consultas especializadas que ocorre em parte pela precariedade de funcionamento do Centro de Especialidades do Filipinho e do fechamento para reforma do Pam Diamante.

O Sistema de Regulação ainda é incipiente, não se firmou como instrumento de controle e organização do gestor de saúde da capital, e é ignorado pelo gestor estadual, o município não faz o seu papel com competência e eficiência, a SEMUS é obrigada a conviver com um pequeno sistema de saúde paralelo estadual que não informa dados do atendimento realizado e nem aceita ser regulado pelo município. O prédio onde funciona a Central de Regulação Municipal (CEMARC) está em péssimo estado de conservação e o pátio de computadores para realizar o atendimento é insuficiente, obsoleto e sucateado. O problema se agravou após algumas unidades descentralizadas de marcação de consultas serem desativadas quando deveriam ter sido ampliadas.

A Vigilância em Saúde, composta pela Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Ambiental e Saúde do trabalhador, foi colocada em segundo plano, isso é demonstrado pelo abandono da área onde funciona, necessitando de reformas e equipamentos, chegando ao absurdo da Vigilância Sanitária Municipal ter sido interditada pela Vigilância Sanitária Estadual. Os Veículos utilizados para executar as ações de saúde dessas áreas, mais de 60% estão parados precisando de reparos, e para suprir essa deficiência foi contratada uma empresa de locação de carros, que não conseguem atender às demandas específicas das vigilâncias. O Centro de Controle de Zoonose está quase desativado, o controle da população de cães e gatos está abandonado, e a vacinação é precária. O resultado foi o aparecimento de dois casos de RAIVA HUMANA em São Luís levando ao óbito duas pessoas por ineficiência do poder público no que se refere ao controle de endemias na nossa capital.

O SUS tem estratégias pontuais que contribuem para a melhoria e eficiência do Sistema de Saúde, mas o governo municipal praticamente não as utiliza. Como exemplo, podemos citar: Saúde na Escola, estratégias de humanização do atendimento, Academia da Saúde, Internação domiciliar, Núcleos de Apoio à Saúde da Família entre outras.

A realidade é que o Sistema de saúde de São Luís está com muitos problemas, o governo que entra tem que ter a competência de construir estratégias para superar grandiosos desafios, para que possa voltar a ser um Gestor Pleno de Saúde, pautado no Pacto Pela Saúde e protagonista de um comando único na Gestão da Saúde Municipal.

Entre os inúmeros desafios a serem enfrentados podemos citar: o subfinanciamento da saúde municipal, onde dos recursos Federais destinados ao estado só 45% em média desse montante fica na gestão do município de São Luís que é uma Macro região, responsável por 03 hospitais de Urgência sem nenhum tipo de ajuda do tesouro estadual para executar essa missão; a necessidade de reforma e equipamentos de todas as unidades de saúde da SEMUS, assim como a construção de novas unidades hospitalares; a desvalorização dos servidores públicos municipais, massacrados pela injustiça salarial e a falta de uma política de capacitação das diversas categorias de servidores públicos para exercer suas funções com maior competência.

Não se pode deixar de ter estratégias para acabar com o sofrimento que demonstra requintes de crueldades do sistema saúde municipal com pacientes depositados nos corredores dos Socorrões, direito à alimentação e direito à privacidade sendo negado, deve se buscar atendimento e internação digna dentro do respeito às regras de Vigilância Sanitária e da garantia do tratamento médico adequado. É imprescindível a obrigação de pagar os prestadores do SUS no mês subsequente à prestação de serviço à população seja cumprido, o pagamento está atrasado há três meses, só com a assiduidade se pode garantir que a regulação dos serviços oferecidos seja respeitada.

Reorganizar o sistema de saúde articulando a Atenção primária e aumentando sua cobertura no PSF, com as ações de Média e Alta Complexidade é mais uma estratégia que deve ser focada de forma contundente para mudar a realidade desse sistema que hora se encontra em total ineficiência. É preciso que os gestores responsáveis de forma solidária pelo Sistema de Saúde de São Luís, se articulem mais para diminuir a superposição de ações de saúde que cada um executa, pois só dessa maneira o bem maior que é o ser humano de nossa cidade, terá seu direito constitucional, o direito a saúde, garantido.

*Simplício Araújo é Deputado Federal


Dr. Pádua destaca ação legislativa no primeiro semestre

Dr. Pádua: avaliação positiva da ação parlamentar no primeiro semestre

Imperatriz – O deputado estadual Dr. Pádua (PSD), eleito recentemente 3º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (biênio 2013/2014), fez, na terça-feira (24), uma avaliação positiva do primeiro semestre dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Maranhão.

“Esse resultado é considerado positivo, pois foram aprovadas diversas proposições, inclusive indicações que solicitam benefícios para a comunidade de Imperatriz e dos municípios da região Tocantina”, disse.

O deputado elenca, entre as principais ações legislativa, a liberação de recursos para perfuração de poços artesianos e aquisição de ambulância para o município de Sítio Novo do Maranhão; liberação de recursos junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para construção de estrada vicinal em Amarante do Maranhão; recursos para asfaltamento da via de acesso ao novo campus da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e a luta pela implantação do curso de Medicina, em Imperatriz.

“Temos ainda solicitado ao governo estadual a revitalização de rodovias estaduais como a MA-122 e a MA-280 e a MA 006, consideradas de suma importância para assegurar o transporte de mercadorias e de passageiros na região sudoeste do Maranhão”, justificou o parlamentar.

Dr. Pádua ressaltou ainda, a solicitação feita à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) para a recuperação das barreiras policiais e a aquisição de dez novas viaturas para o 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), sediado em Imperatriz.

Já na área da saúde, o parlamentar destacou os avanços conquistados principalmente depois da inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), construída pelo Governo do Maranhão em parceria com o Ministério da Saúde.

“Existe ainda a previsão de ser concluído nesse segundo semestre do ano novos hospitais de 20 leitos na região Tocantina, ajudando a desafogar o atendimento no Hospital Municipal de Imperatriz (HMI), o Socorrão”, disse.

Dr. Pádua assegurou que lutará, em parceria com os demais deputados da região Tocantina, para que seja construída uma barreira da Polícia Militar na cabeceira da ponte Dom Affonso Fellipe Gregory, na divisa com o Estado do Tocantins.

“Essa via se transformou em rota de fuga de bandidos para o vizinho estado do Tocantins”, concluiu.