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Eleições 2014: PSB e MD intensificam conversas

PSB intensifica conversas de olhos em 2014. O MD é um parceiro importante. (Foto meramente ilustrativa)

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Mobilização Democrática (MD), partido surgido da fusão entre o PPS e PMN, intensificam conversas visando as eleições gerais do ano que vem.

Na manhã deste sábado, inclusive, PSB e o MD realizam, no “Plenarinho” da Assembleia Legislativa, mais uma rodada de conversações  para discutir uma agenda comum tendo em vista o debate sobre a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a Presidência da República. Os rumos políticos dos partidos no Maranhão também serão debatidos na reunião de hoje, que contará ainda com a participação do vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, presidente do PSB na capital.

Uma eventual candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República forçaria a articulação de palanques fortes nos estados em prol do governador de Pernambuco. No Maranhão vários dirigentes socialistas já admitem a possibilidade de candidatura própria do PSB ao governo, caso a conjuntura local seja favorável ao partido.

O prefeito de Timon, Luciano Leitoa, por exemplo, já falou publicamente sobre a possibilidade de projeto próprio do PSB para o Maranhão (reveja). Aliás, Leitoa é um forte nome para presidir o diretório estadual do legenda socialista.

Enfim, como a palavra do momento é “diálogo”, PSB e MD seguem, portanto, “dialogando”, ora.


Erundina: ‘O PSB é uma alternativa de poder para o Brasil’

Deputada federal defende candidatura de Eduardo Campos e diz que a sigla não está totalmente satisfeita com Dilma

“Se nós estivéssemos absolutamente satisfeitos e contentes com o que está se dando…” A frase incompleta da deputada Luiza Erundina diz muito sobre o atual momento do seu partido, o PSB. Para ela, se a sigla estivesse absolutamente satisfeita e contente com o governo Dilma Rousseff, do qual faz parte, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não estaria protagonizando o papel de possível candidato à Presidência em 2014. Em entrevista ao Estado, Erundina defendeu que o PSB se apresente como alternativa de poder.

Campos será candidato à Presidência da República em 2014?

A direção nacional não discutiu essa questão, mas a tendência é consolidar o projeto de uma candidatura. O PSB sustentou os projetos do PT desde 1989. Mas a sigla cresceu e está seguindo o roteiro de qualquer partido, que é ser uma alternativa de poder no País.

A candidatura representa um rompimento entre PT e PSB?

De jeito nenhum. O PSB tem afinidade com aquilo que se fez, mas também outras propostas e outras visões.

Campos costuma dizer que é possível fazer mais. Concorda?

Sim. Senão, não seria um outro partido, não seria um outro candidato. Se nós estivéssemos absolutamente satisfeitos e contentes com o que está se dando… Se não tivesse alguma nuance que pudesse destoar do atual governo, por que quer ser candidato?

E qual seriam essas nuances?

O PSB teria um outro projeto de gestão. As gestões do governo Lula e Dilma são muito centralizadas e muito condicionadas apenas ao apoio do Congresso. Tudo é pretexto para dizer que não se pode fazer tal coisa por conta da governabilidade.

O PSB deve deixar o governo da presidente Dilma?

Eu acho que o PSB foi uma das forças da coalizão que ajudou a eleger e tem ajudado a construir as políticas desse governo. Portanto, esse espaço que o partido ocupa é legítimo. Mas eu acredito que, num dado momento, até para evitar esses questionamentos, o partido vai tomar essa decisão.

Quais os planos para 2014?

Talvez mais um mandato de deputada esteja na agenda, mas a gente nunca sabe, vai depender da dinâmica partidária.

A sra. aceitaria se candidatar ao governo de São Paulo?

Eu estudaria. Mas isso não foi posto em nenhum momento. Por enquanto, posso dizer que sou uma entusiasta da candidatura do Eduardo.

A senhora se arrependeu de ter saído da chapa do Fernando Haddad por causa do PP?

Não, eu não estaria confortável. Estaria muito desgostosa.

Para as eleições de 2014, o PSB também terá restrições na hora de fazer alianças?

As minhas posições não são as posições majoritárias do partido. Muita gente concordou com a minha decisão (de sair da chapa que concorreu à Prefeitura em 2012), mas o meu partido provavelmente não tomaria essa decisão. Esse rigor que eu tenho com a coerência política não é do meu partido e de nenhum outro. Não vê como se comportam os partidos todos?

Fonte: Estadão


Voltando com tudo: crise entre poderes, PSB e Eduardo Campos

O chato de um blogueiro se afastar da blogosfera, por alguns poucos dias que sejam, é que quando quer tratar de determinados assuntos que foram destaques em um dos dias que ficou parado, parece perder o sentido, ou se preferirem, perder o time, da abordagem desses assuntos.

Penso que o blog perdeu o time em ao menos dois grande assuntos de grande repercussão nacional na semana passada: a crise entre o Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal por conta da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pretende limitar os poderes do STF; e o programa nacional do PSB, exibido na telinha última na quinta-feira (25).

Mas resolves fazer breve comentário sobre os dois temas, só para não passarem em branco aqui no blog.

Congresso x STF

Essa “crise” entre o Poder Legislativo e Poder Judiciário só serve para mostrar o quanto o Brasil está longe de ser um país sério. Como é que duas importantes instituições basilares da democracia brasileira ficam duelando, medindo forças para saber quem consegue desmoralizar mais eficientemente uma com a outra?

Ora, visto de perto, bem de pertinho mesmo, chega-se à conclusão que nenhum dos dois poderes têm razão, pois ambas há muito não conseguem refletir o sentimento popular que exige seriedade por parte do Congresso Nacional e independência do Supremo Tribunal Federal, cujos ministros são escolhidos praticamente a dedo pelo Executivo ou através de lobby junto a figurões da República.

O Congresso vive reclamando da “judicialização” da política, mas sempre que surge um interesse contrariado de alguma bancada específica e ou de um estado, logo os parlamentares procuram o STF para tentar anular o que eles mesmos decidiram aprovar – vejam o caso da nova lei dos royalties do petróleo, que o Congresso Nacional aprovou, mas as bancadas dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santos resolveram ir às barras da justiça para derrubar a bendita.

Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal, vez ou outra critica o legislativo por supostamente se entrometer nos assuntos da corte suprema do país, mas o STF não vê nada de errado, por exemplo, em julgar o “mensalão” em plena época de eleição, dando conotação política para um processo que deveria ser julgado no âmbito estritamente jurídico.

Na verdade, já passa é da hora desses senhores criarem juízo e fundarem de uma vez por todas uma República de verdade neste país.

PSB E EDUARDO CAMPOS

Eduardo Campos: o Planalto já sabe quer o adversário principal tem olhos verdes

Já era esperado o tom de presidenciável do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no programa nacional do PSB, que foi ao ar na última quinta-feira (25).

O socialista só não será candidato a presidência do Brasil nas eleições de 2014, caso não consiga viabilizar uma aliança político-eleitoral que lhe garanta bons palanques nos estados e um tempo mínimo razoável para apresentar as suas propostas no rádio e na tevê.

O programa foi bom do ponto de vista da produção e de conteúdo, mas falta ainda ao Eduardo Campos um discurso convincente sobre o porquê de não apoiar a reeleição da presidenta Dilma, já que o PSB está há 10 anos no governo liderado pelo PT, inclusive com o comando do super ministério da Integração Nacional.

Qual a crítica do PSB e do presidenciável Eduardo Campos aos governos Lula e Dilma? Qual a proposta alternativa ao projeto ora em curso no país? Quais setores da política nacional e da sociedade os socialistas pretendem agregar? Cabe setores conservadores e de direita na plataforma eleitoral dos socialistas brasileiros?

São algumas questões que ainda não estão claras no projeto político do PSB de Eduardo Campos, candidatíssimo à presidente do país. Com vontade ele está demais.

Mas, somente vontade não é suficiente para ganhar uma eleição presidencial no Brasil.


Eleições 2014: PSB nacional condiciona apoio a Flávio Dino a sua filiação nos quadros do partido

Flávio Dino discursa em evento com a presença de Eduardo Campos: o “comunista” pode virar “socialista”

Essa o Blog do Robert Lobato acabou de apurar.

Um quadro do Partido Socialista Brasileiro, militante na “Grande Ilha”, informou que o primeiro vice-presidente nacional da sigla, Roberto Amaral, avisou ao pré-candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que ele só terá apoio do partido mediante a sua filiação nos quadro do PSB, caso contrário os socialistas deverão lançar candidatura própria ao Palácio dos Leões.

Amaral jogou aberto com o presidente da Embratur. O dirigente socialista teria confirmado que o projeto de candidatura do governador Eduardo Campos à presidência da República é irreversível e, portanto, o partido precisa organizar palanques fortes nos estados.

Vale lembrar que Eduardo Campos foi presença constante na campanha do então candidato a prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Júnior e, na maioria das vezes, a agenda do governador aqui era costurada por Roberto Rocha e Flávio Dino. Isso sem falar que Dino operou ativamente a nível nacional para consolidar a presença do PSB no palanque de Edivaldinho.

Portanto, não é de maneira alguma algo fora de propósito a filiação de Flávio Dino nos quadros do PSB maranhense.

Vamos aguardar.


Por que José Reinaldo não defende o ex-prefeito João Castelo?

Castelo cumprimenta José Reinaldo Tavares durante ato de posse do ex-governador no cargo de secretário Municipal de Governo

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) foi um dos principais aliados e articuladores políticos do ex-prefeito João Castelo (PSDB). Foi ainda o principal defensor da administração do tucano – chegando escrever inúmeros artigos elogiosos à gestão Castelo – e foi ainda o coordenador da malfadada campanha de reeleição do ex-prefeito.

Agora vemos João Castelo passar por um verdadeiro massacre jamais visto na história política recente do Maranhão, em alguns aspectos até justificado, mas não se vê um único aliado do ex-prefeito sair a sua defesa ou da sua administração, nem mesmo José Reinaldo Tavares(PSB), que foi o principal auxiliar direto de Castelo durante todo o anos de 2012 na condição de secretário de Municipal de Governo.

Não é possível que Tavares não consiga mais ver qualquer virtude no governo que serviu e lutou para que continuasse por mais quatro anos. Não é razoável o silêncio reinaldista em relação à “grande administração” de João Castelo.

José Reinaldo tem um espaço privilegiado no Jornal Pequeno e poderia usá-lo para fazer alguma defesa da gestão de João Castelo. Mas, não. Prefere, como sempre, bater na “oligarquia” e até mesmo fazer a defesa do atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior e do ex-governador Jackson Lago, mas nenhuma referência elogiosa ao governo João Castelo. O artigo desta terça-feira (22) do ex-governador é o maior exemplo (leia aqui).

Enfim, o silêncio de José Reinaldo frente à saraivada que o seu ex-patrão tem levado diariamente não tem explicação. Ou, se tem, o ex-secretário Municipal de Governo opta por usar do clássico bordão de dona Copélia, personagem da atriz Arlete Sales, na novela “Toma lá dá cá”, que diz:  ”Prefiro não comentar”.


Os que estavam com Castelo desde 2008

Ex-prefeito João Castelo

Sabe aquela história de que uma coisa explica, mas não justifica algo? Pois é.

Li em algum lugar na blogosfera, um texto onde o autor afirma que Edivaldo pai, Edivaldo Júnior, PDT e PSB estariam proibidos de criticar ou denunciar os malfeitos da administração Castelo pelo fato dos mesmos terem apoiado a sua candidatura em 2008 e participado do governo tucano até as proximidades da eleição do ano passado.

Na opinião do escriba esse pessoal tinha cargos aos montes no governo Castelo e “não se queixavam” e “não viam nada de errado” na administração castelista pela simples conveniência dos bons e velhos cargos e holerites que a turma possuía.

Bem, a coisa não simples assim não.

De fato, Edivaldo pai, Edivaldo Júnior, Roberto Rocha, PSB e PDT tinham lá suas relações com o governo Castelo (até porque ajudaram na eleição do tucano em 2008), mas alianças políticas é “escritinho” casamento: quando o relacionamento do casal chega a um nível de desgaste insuportável é a hora da separação, e nem por isso os dois “ex-pombinhos” estão impedidos de dizer coisas do tipo: “Ela tinha um ciúme doentio, é uma neurótica, histérica” ou “Ele é violento, me agredia com  frequência”. Entendeu?

Ora, meus caros, São Luis inteira sabia que o estilo extremamente centralizador do ex-prefeito João Castelo atrapalhava a sua gestão. Os seus secretários viviam reclamando pelos cantos, angustiados pela falta de autonomia para tocar as suas pastas. E se os auxiliares não podiam fazer nada sem a bênção do ex-prefeito, está claro que não podem agora serem ao menos solidários com as “porradas” que Castelo tem levado diariamente na imprensa e por onde se anda nesta cidade.

Outra coisa: Castelo consolidou o seu estilo “durão”, o “deixa comigo”, ao desprezar por completo o processo de transição proposto pela equipe do então recém-eleito prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Tivesse feito tudo conforme reza a boa conduta democrática e a liturgia da boa política, Castelo, talvez, não estaria agora vendo expostas as tripas do que foi os quatro anos do seu governo.

Nesse sentido, não passa de sofisma essa argumentação de que, por terem participado da administração Castelo, os ex-aliados do tucano têm que cumprir uma espécie de “silêncio obsequioso” em relação aos escândalos que diariamente são revelados pela imprensa nativa e nacional.

Enfim, quando o ex-prefeito voltar das férias na Itália poderá se explicar melhor.

Mas, repito: nem tudo que se explica, se justifica..


Roberto Rocha: “Castelo está movido pelo ódio”

João Castelo: prefeito está zangado e ainda não digeriu a derrota eleitoral

O vice-prefeito eleito de São Luis, Roberto Rocha (PSB), reagiu com contundência às críticas iradas do quase ex-prefeito João Castelo (PSDB), que durante entrevista concedida na noite de ontem (25) ao jornalista Américo Azevedo Neto, na TV Guará, afirmou que Roberto é mau caráter, que está isolado no grupo de Edivaldo Júnior e que tem pena do socialista.

A resposta de Roberto Rocha foi imediata: “Castelo está movido pelo ódio. Ele não está em condição de ter pena de adversário que o derrotou nas urnas. Deve utilizar seu sentimento de condolência para si mesmo e, principalmente, para o povo de São Luís, que é humilhado nos hospitais, e chora a falta de escolas para seus filhos”.

Além de Roberto, o prefeito eleito Edivaldo Júnior (PTC) também foi alvo dos venenos de alcaide tucano. Para Castelo, Edvaldo Júnior “é despreparado e mal conseguiu formar o seu secretariado.”

Matreiro, Castelo evitou fazer críticas ao adversário comunista, Flávio Dino (PCdoB), como se quisesse poupar o aliado comum, seu e de José Reinaldo (ainda PSB) e, ao mesmo tempo, evitar queimar pontes, pois sabe que se não prosperar o seu realinhamento com o grupo Sarney, o tucano pode conseguir abrigo no seio oposicionista. Logo, não é profícuo procurar confusão com o presidente do Embratur ao menos agora.

É de impressionar a postura de João Castelo, viu?

O cidadão fez tudo errado desde o dia primeiro de janeiro de 2009, quando tomou posse no cargo de prefeito, e depois os outros que são culpados.

A sua primeira “grande obra” foi brigar e isolar a vice-prefeita Helena Dualibe. Depois deu início a um processo lento e gradual de afugentar todos os seus principais aliados, a começar por Roberto Rocha e Edivaldo Holanda. Em seguida foi a vez do PDT do então governador Jackson Lago. Sem falar numa série prolongada de bobagens administrativas promovidas até o último minuto da sua gestão.

Não adianta culpar os ex-aliados, sistema Mirante, São Pedro, o diabo… O principal responsável pelo fracasso político, eleitoral e administrativo de João Castelo nestes quatro anos em que passou hospedado no Palácio de La Ravardiére é um só: João Castelo Ribeiro Gonçalves.

O resto é nhem-nhem-nhem politiqueiro…


São Luis 2012: presença de Aécio Neves em São Luis

Eduardo Campos e Aécio Neves: dois potenciais adversários do PT e da presidenta Dilma em 2014

Os holandistas criticam a vinda do senador Aécio Neves (PSDB) a São Luis para “vitaminar” a campanha de reeleição do prefeito João Castelo, com o argumento de o neto do ex-presidente Tancredo Neves é adversário da presidenta Dilma, a quem Castelo diz ser fã.

A crítica não é assim, digamos, muito procedente.

Aécio Neves é tão pré-candidato a presidente da República como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que já esteve duas vezes na velhinha de 400 anos para reforçar a campanha de Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

Campos se articula em todo o Brasil, principalmente no Nordeste, para ser candidato a presidente da República podendo, ao lado de Aécio Neves, ser um dos principais adversários do PT e da presidenta Dilma em 2014. Isso sem falar nos comentários de que Holandinha deverá deixar (de forma negociada) o seu a atual PTC e se filiar no… PSB. Isso mesmo!

Por isso é que não cola a crítica à vinda de Aécio Neves a São Luis para tentar salva Castelo.

O tucano é o adversário atual mais escancarado porque é do principal partido de oposição ao governo federal, mas o socialista Eduardo Campos é  potencialmente o maior adversário, hoje e amanhã, do PT e da Dilma.

Basta ver as como o PSB se comportou nas eleições municipais em relação ao PT por todo o país…

PS. Acabava de publicar este post, quando um amigo, pelo Facebook, pediu para eu ler a matéria Aecio ataca Dilma e diz que aliança com PSB/PSDB é natural. Mostra que o blogueiro não está errado.


Roberto Rocha fala ao jornal O Imparcial

O Imparcial

“Nunca, em momento algum, nem eu e nem Edivaldo, permitimos a canga, a tutela de quem quer seja. Quem pensa ou diz uma idiotice dessa, ou está se enganando ou querendo enganar alguém.”

Tucano de carteirinha, o ex-deputado federal Roberto Rocha e hoje candidato a vice na chapa encabeçada pelo PTC, foi de aliado e correligionário a adversário político do PSDB no Maranhão. Hoje no PSB, angariou apoio e força com o presidente nacional, o governador Eduardo Campos (PE) e conseguiu desbancar a hegemonia que o ex-governador José Reinaldo Tavares mantinha no partido.

Agora, no comando do principal partido da chapa encabeçada pelo candidato Edivaldo Holanda Jr., Rocha fala em entrevista das mudanças que desencadearam no que ele chama de “um novo campo político” de oposição no estado e chama, contundentemente, de “idiotice” e “invenção” o fato de alguns acharem que Edivaldo Holanda Jr. e seus aliados carregam a “tutela” do PCdoB, partido do presidente da Embratur, Flávio Dino, que foi, ao lado de Rocha, um dos articuladores da frente que disputa uma vaga na prefeitura. Confira abaixo a entrevista.

O Imparcial – O senhor deixou a presidência estadual do PSDB para ingressar no PSB. Não é um risco muito grande deixar um grande partido, ingressar em outro, cheio de caciques, e ser candidato a vice-prefeito?

Roberto Rocha- A mudança na política não é compulsória. Ela depende de gestos e de riscos. Em verdade, nesta eleição de São Luis, por causa da minha parcela de liderança estadual, quem mais se submeteu a risco fui eu. Mas, só pode correr riscos quem é livre. Isso é o melhor de tudo, ser livre! Agora, você não faz idéia o quanto foi difícil para mim, deixar o PSDB, por causa das minhas relações no Maranhão e no Brasil, construídas em 16 anos. Sou muito amigo do Aécio Neves e do Geraldo Alckmin. Porém, pesou mais a minha cidade, meus amigos e aliados, que foram abandonados nos três primeiros anos do atual governo. Por isso a rejeição, tanto dos eleitores, quanto dos aliados de 2008.

Como está o atual momento da campanha?

Muito bom. Edivaldo é um bom candidato. E uma boa campanha começa com um bom candidato e uma boa coligação.

Edivaldo tem uma boa coligação?

Sim. São quatro partidos com mais de quatro minutos na TV, importantes lideranças políticas, uma militância aguerrida, mais de cem candidatos a vereador e uma boa estratégia para enfrentar e vencer as eleições.

Qual foi a estratégia para esta disputa?

Simples. Primeiro, criar um campo político que levasse a eleição para o segundo turno. Depois, enfrentar e vencer o candidato do grupo Sarney, que nunca ganhou uma eleição em São Luis. E, por último, vencer o prefeito João Castelo no segundo turno.

O senhor citou três etapas. Explique melhor cada uma delas.

Em qualquer campanha o primeiro passo é o partido. Há pouco mais de um ano, todos os partidos que disputam estas eleições estavam com o prefeito Castelo, exceto o PC do B, os do grupo Sarney e os da extrema-esquerda. Os comunistas estavam isolados, porque não aceitavam aliança com o prefeito, apesar do ex-governador José Reinaldo. Deixei a presidência do PSDB, ingressei no PSB, formamos um pacto com o PC do B, e daí surgiu esse novo campo político para as eleições de 12 e 14, com vários partidos deixando o prefeito, como por exemplo PDT, PPS, PTC, PP. Feito isso, muito provavelmente, teríamos dois turnos. Como no segundo turno tem duas vagas, uma, seguramente, seria do prefeito. Então, nosso segundo desafio era ocupar a outra vaga, disputando com o candidato do grupo Sarney. Este seria nosso adversário principal no primeiro turno. O terceiro desafio, enfrentar e vencer o prefeito João Castelo no segundo turno.

Dos três, qual o desafio mais difícil?

Sem dúvida, o primeiro.

O senhor deu o primeiro passo quando ingressou no PSB?

Sim. Campanha é um processo de convergência, que tem três etapas. Primeiro, no partido; segundo, entre aliados; terceiro, na sociedade. Hoje, existe legalmente pré-campanha exatamente por isso. Agora, dentro de qualquer partido existem três tipos de interesses: de partido, pessoal e político. Todos sabem que tive problemas sérios no meu partido, o PSB, que inviabilizou a candidatura própria. Contudo, mais uma vez, estou dando uma demonstração de compromisso com uma causa, com uma luta política. Essa causa tem nome: Maranhão.

Você acredita que pode vencer no primeiro turno?

Acreditamos que vamos ficar entre 36 e 40%, coincidentemente os números do PTC e PSB, os partidos que formam a nossa chapa majoritária.

Os adversários dizem que vocês estão tutelados pelo PC do B, do Flavio Dino. Isso procede?

Veja bem. Adversário, principalmente quando está perdendo, tem que inventar alguma coisa. O Edivaldo tem uma bela história de duas gerações na política de São Luis, a do pai e a dele. Ambos foram vereadores, deputados e candidatos a prefeito. Edivaldo Junior foi o vereador mais votado de São Luis. E, na última eleição, foi o deputado federal mais votado da Capital. Eu, fui deputado por quatro mandatos, o mais votado do Maranhão, candidato a senador com quase 700 mil votos, dos quais 170 mil votos somente na Ilha de São Luis, sou presidente e o responsável direto pela participação do maior e mais importante partido da coligação. Nunca, em momento algum, nem eu e nem Edivaldo, permitimos a canga, a tutela de quem quer seja. Há dez anos éramos do mesmo partido, o PSDB, e enfrentamos juntos, o partido, o Serra, o presidente FHC, e o ex-presidente Sarney, que queriam que coligássemos com o, José Reinaldo. Não aceitamos a tutela. Fui para o sacrifício, saindo candidato a governador. Edivaldo Holanda foi o coordenador geral da campanha e Edivaldo Junior o coordenador da juventude. Portanto, quem pensa ou diz uma idiotice dessa, ou está se enganando ou querendo enganar alguém.


Vereador do Dia: Roberto Rocha Júnior

O blog estava devendo a série “Vereador do Dia”, mas volta, nesta reta final da campanha, com alguns outros nomes de candidatos e candidatas a uma vaga para Câmara Municipal de São Luis.

No dia 05 de outubro, data final para a divulgação de candidatos na internet, o blog fará uma “retrospectiva” com a relação de todos os nomes que estiveram presentes na série “Vereador Dia”. Vale a pena aguardar!

Vamos ao nosso candidato de hoje.

Roberto Rocha Júnior: vereador 40000

Trata-se do jovem estudante de Engenharia Civil, Roberto Rocha Júnior (40000).

Roberto Rocha Júnior nasceu em São Luís e tem 24 anos.

É candidato a vereador pelo PSB na coligação Mudar Para Melhor, que tem o Edivaldo Holanda Júnior (prefeito) e Roberto Rocha (vice).

Reconhecido pelos amigos como um Jovem, inteligente e destemido, Roberto Júnior é dotado de um senso de responsabilidade e justiça muito grande, valores que herdou dos pais, Ana Cristina e Roberto Rocha.

Em suas veias correm o sangue sertanejo de seu avô, o ex-governador Luiz Rocha, que começou na política como vereador de São Luís e chegou a ser governador do Maranhão. “Uma trajetória que me honraria muito em poder concretizar”, costuma dizer Roberto Rocha Júnior.

Foi diretor-geral da Rádio Capital e trabalhou em outras empresas de sua família.

Como candidato a vereador, tem propostas claras e definidas para São Luís. Pretende estender, por exemplo, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), que consiste num esforço conjunto dos pais, Polícia Militar e escola, com o objetivo de prevenir e conscientizar crianças e adolescentes sobre os malefícios que as drogas produzem.

Outro projeto interessante diz respeito à criação da Patrulha Ecológica. “Este projeto visa planejar e desenvolver, junto com a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros, ações de educação, monitoramento e alternativas sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental”, explica Roberto Rocha Júnior.

Atento aos temas socioambientais, o candidato socialista defende mais atenção ao meio ambiente por parte do poder público e cita como exemplo o estado atual das nossas praias, que atualmente estão todas impróprias para o banho.

“As praias de São Luís estão completamente poluídas e nossos esgotos, a céu aberto. Diante disso, precisamos conscientizar a sociedade sobre a importância de se preservar o meio ambiente. Temos que buscar alternativas que evitem que lixos e esgotos sejam jogados nos rios e, consequentemente, contaminem nossas praias.”

Logomarca do projeto “Pedala São Luis”

Outra proposição interessante do candidato é implantação do projeto Pedala São Luís, que compreende ações de infraestrutura econômica, educativa e institucionais. Segundo Roberto Rocha Júnior, esse projeto busca estimular o uso da bicicleta como uma alternativa sustentável de transporte tanto para o trabalho, como para o lazer. Busca também incentivar uma convivência pacífica e segura com outros modais, como carros e ônibus.

“Para isso é necessário o Plano Diretor Cicloviário para definir as ciclovias, ciclofaixas e bicicletários. Desonerar impostos para indústrias de bicicletas e peças. Iremos criar o prêmio ou selo Empresa Amiga da Bicicleta para quem tiver bicicletário e vestiário em suas instalações. Promover campanhas educativas para orientar os ciclistas, motociclistas, motoristas e pedestres, entre outras ações,” afirmou.

As propostas de Roberto Júnior visa, conforme ele tem dito na campanha, ajudar a transformar São Luís em uma cidade sustentável, onde as pessoas tenham melhores condições de educação, saúde e habitação, principalmente para aqueles que mais precisam.

Pelas propostas apresentadas, pela ousadia própria dos jovens é que Roberto Rocha Júnior merece ocupar uma vaga na Câmara de Vereadores de São Luis.

O blog indica.