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CPI da Agiotagem não interessa nem ao governo e nem à oposição
A CPI da Agiotagem tende a morrer no nascedouro, ou seja, sem sequer obter o número de assinaturas necessárias para que seja instalada.
Está claro como um dia ensolarado que a CPI não interessa nem ao governo e muito menos à oposição.
Em relação à base governista não causa qualquer surpresa o não interesse pela criação da CPI da Agiotagem, pois é natural que CPIs do tipo não encontrem apoio de nenhum governo neste país.
Agora, o que causa estranheza mesmo é a posição do deputado Marcelo Tavares (PSB) em relação à CPI da Agiotagem. O líder oposicionista tem afirmado que só assinará o pedido da CPI se a oposição ficar com a relatoria da comissão.
Ora, deputado, assine o requerimento e depois brigue pelos postos da mesma. Deputado de oposição impondo condições para assinar uma CPI da importância dessa da agiotagem é de lascar, já que a CPI é um instrumento que a minoria parlamentar tem para “bulinar” o governo.
O líder da oposição, deputado Rubens Júnior (PCdoB), por sua vez, assinou a CPI com visível contragosto, alegando que a comissão pode ser “politizada” e envolver prefeitos que nada tem a ver como o crime de agiotagem.
Negativo, deputado! Assine a CPI, brigue por ela e, caso seja instalada, denuncie se houver “politização” indevida.
Já o deputado Othelino Neto (PSB), sumiu do mapa nestes dias e não se sabe ainda se assinará ou não a CPI proposta pelo deputado Raimundo Cutrim (PSD), que visa investigar a bandidagem operada por agiotas criminosos e prefeitos marginais. A assessoria de Othelino afirma que ele assinará. Vamos ver.
De qualquer forma, o requirimento para instauração da “bicha” já conta com 11 assinaturas. São necessárias 14 para que ela saia do papel.
Veja os deputados que já assinaram a CPI da Agiotagem, entre governistas e oposicionistas:
Governistas:
Raimundo Cutrim (PSD)
Zé Carlos (PT)
Antônio Pereira (DEM)
Manoel Ribeiro (PTB)
Raimundo Louro (PP)
Oposicionistas:
Bira do Pindaré (PT)
Cleide Coutinho (PSB)
Neto Evangelista (PSDB)
Eliziane Gama (PPS)
Rubens Pereira Júnior (PCdoB)
Gardênia Castelo (PSDB)
Diálogos virtuais: oposição lança site “Maranhão da Gente”
Sou um entusiasta, estimulador de iniciativas que visam construir espaços para a discussão sobre o Maranhão, sua angústias, mazelas, potencialidade, riquezas e sua gente.
Inciativas como os “Fórum da Sociedade” Civil (governo Jackson Lago), “Governo Itinerante” (Governo Roseana), “Diálogos pelo Maranhão” (oposição/Flávio Dino) e “Via Alternativa” (oposição/Eliziane Gama), são todas bem-vindas no sentido de pensar e propor saídas para os problemas socioeconômicos para o nosso estado.
Além do “Diálogos pelo Maranhão”, a oposição ligado ao presidente da Embratur, Flávio Dino, acaba de lançar o site Maranhão da Gente, uma versão do “Diálogos” na internet.
Alguns já brincam de dizendo que o “da Gente” é porque prognosticam uma vitória eleitoral do grupo de Dino, logo fica para trás o “Maranhão de todos” dos discurso de palanque, e entra apenas o “da gente” (deles). Freud explica.
Segundo os editores do novo site oposicionista, a proposta é “incentivar um diálogo que rompa com a percepção simplista da informação e da opinião, abrindo espaço para o pensamento livre e o compartilhamento de ideias sem exaltar a falsa dicotomia “governo versus oposição. Isso significa que para além da política partidária e instituições oficiais(…)”.
Nesse sentido, pressupõe-se que será um espaço verdadeiramente democrático onde qualquer maranhense pode contribuir para o debate de ideias, ideais e concepções sobre o Maranhão.
Ou não?
Maranhão: inclusão e exclusão na política (ou Sobre Projetos)
Li em algum lugar – acho que foi no blog do John Cutrim – um texto onde a autora sustenta haver apenas “um projeto” para o Maranhão, cujo o timoneiro seria o ex-deputado Flávio Dino (PCdoB).
É chato voltar sempre a esse assunto “projeto para o Maranhão”, mas é necessário, sobretudo quando somos obrigados ler coisas até engraçadas sobre tema tão sério que é uma saída para o nosso estado do quadro socioeconômico em que se encontra.
Não entrarei na questão do “projeto” em si, mas apenas em uma das causas que pode comprovar o porquê da oposição tradicional encontrar dificuldades de apresentar algo propositivo para o Maranhão.
Em primeiro lugar, o blogueiro está convencido que nem o grupo Sarney e nem a oposição capitaneada por Flávio Dino têm condições de apresentar um projeto para o Maranhão de forma isoladamente.
O nosso estado só terá alguma chance de dar certo se essas duas principais forças políticas aceitarem sentar à mesa de forma republicana, independente de quem ganhar as eleições de 2014. Na verdade, o ideal seria que já houvesse algum entendimento antes mesmo do processo eleitoral do ano que vem, mas… é pedir muito para os atores políticos num estado onde a política é, muitas vezes, irracionalmente radicalizada.
Em segundo lugar, e aqui é onde reside a dificuldade da oposição pró-Dino, é o fato da incapacidade que ela tem de agregar, de incluir novos atores no seu “projeto”. E até mesmo de manter antigos atores políticos e sociais naquilo que chamam de “único projeto para o Maranhão”.
A política da oposição é de exclusão, da “cotovelada”, do patrulhamento e da prática do “uso e desuso” de aliados. Os exemplos estão aí aos montes.
Qual “único projeto” resiste ao tratamento discricionário de aliados, da rotulação de amigos, da vigilância quanto com quem esse ou aquelo parceiro conversa ou se relaciona? Que “único projeto” é esse da oposição que fala mais no Sarney do que no Maranhão, que mistifica a “oligarquia” e banaliza a grande política? Que “único projeto” é esse defendido pela oposição dinista que afirma desejar “o melhor para os pobres”, mas inibe, intimida e pressiona para que alguns prefeitos não dialoguem institucionalmente com o Governo do Estado? Enfim, que “único projeto” é esse da oposição tradicional, cujo principal líder não tem senso de autocrítica, não reavalia rumos, discursos e posturas?
Em síntese: a exclusão tem sido a marca da política da oposição maranhense. É composta de “engenheiros” especialistas em construção de muros.
Por outro lado, o grupo Sarney trabalha na perspectiva da inclusão. É composto por “engenheiros” especialistas em construção de pontes, tanto que não fossem outras razões que não a política, muito provavelmente o ex-governador Zé Reinaldo hoje seria senador da República pelo grupo cinquentão.
O problema do grupo Sarney é que parece ter perdido a noção de “Estado”. Há tempos o grupo só enxerga o “governo”, e tão somente para atrair projeto sem muitos propósitos efetivamente desenvolvimentistas.
Em verdade, desde que o senador José Sarney se nacionalizou na política brasileira e passou a viver mais na Repúbica do que no estado, o Maranhão deixou de ser “Minha terra, minha paixão”, para se transformar em “Minha terra, meu moedão”.
O desafio é rever e reverter tudo isso. Dar uma chance para o estado.
Nesse sentido, além de soar como uma arrogância sem tamanho, advogar que só existe “um projeto” para o Maranhão, é acima de tudo um absurdo teórico. A rigor, não existe projeto algum, muito menos da oposição.
Repito: não teremos projeto de Estado se depender pura e exclusivamente de apenas um grupo político local. Alguém terá que sinalizar para alguém, seja agora (menos provável) seja a partir de 2015.
Mais do que um projeto para o Maranhão, precisamos de um “Projeto de Vida” para os Maranhenses.
É isso.
Breves perguntas e respostas sobre a política do Maranhão
Conforme havia anunciado, o blog publica a série “Perguntas e Respostas” sobre a política do Maranhão. Leia, critique, elogie, comente, enfim, participe em nome do bom debate. Veja:
Como foram os primeiros dois anos do governo Roseana Sarney?
Muito longe da promessa do “melhor governo da minha vida”. Destaque, ainda que com toda a polêmica, para o programa Saúde é Vida, tocado pelo secretário Ricardo Murad. Destaque ainda para o secretário Victor Mendes, que tem feito um bom trabalho frente à pasta do Meio Ambiente e também para Max Barros, da Infraestrutura. Na Seduc, Pedro Fernandes pode fazer um bom trabalho. Enfim, no geral o governo não é bom. É fraquíssimo, por exemplo, na Indústria e Comércio e ainda não se encontrou na tal “supersecretaria” comandada por Fernando Fialho. O Estado enfrenta dificuldades financeiras e dependerá quase que exclusivamente do empréstimo de quase R$ 4 bilhões de reais, aprovado recentemente pela Assembleia Legislativa. Tempos difíceis pela frente.
Então essa situação pode levar à derrota do grupo Sarney em 2014?
De poder pode, mas há outras variáveis que acabam ajudando quem está hospedado no Palácio dos Leões. Por exemplo, a relação “institucional” com os município (leia-se “convênios”). Num estado pobre como o Maranhão, a força do governo é muito grande com os prefeitos. Ainda que tenha um desgaste natural pelos vários mandatos de governadora, sem falar do próprio desgaste do grupo Sarney, Roseana ainda tem carisma e força política para conduzir o seu grupo à vitória em 2014.
Quem será o candidato do grupo Sarney para o governo?
Hoje o grupo está dividido basicamente entre dois nomes: o ministro Lobão e o chefe da Casa Civil, Luis Fernando. O primeiro conta com a preferência da maioria do “núcleo duro” do grupo, inclusive do líder maior, José Sarney. Já o segundo é o preferido da governadora Roseana e o seu marido, Jorge Murad. O desfecho dessa disputa não será muito tranquilo, podendo haver um terceira opção, caso não haja um acordo “amigável” pela escolha entre Lobão ou Luis Fernando. Mas, seja quem for o escolhido, sempre será um candidato forte para 2014.
Roseana Sarney será candidata ou ficará até o final do seu mandato?
O desejo pessoal da governadora é vestir o “chambre” e não ser candidata. Mas a pressão da família é grande para que ela seja candidata do grupo ao Senado Federal, já que o poder o grupo está em Brasília. Sem falar que uma imunidade parlamentar não faz mal a ninguém. Contudo, a governadora ainda não disse se vai ou se fica.
A oposição tem alguma chance em 2014?
Claro, como sempre teve. Ocorre que a oposição não é movida apenas pela política ou por um projeto político bem definido, mas também pelo ranço, pelo reducionismo de quem é Sarney ou anti-Sarney. Também prejudica a oposição o estilo “cambada de caranguejo” que grupo tem adotado, ou seja: estão juntos, mas se mordendo, se beliscando, se comendo, se matando…
Flávio Dino é o candidato das oposições?
Sim. Só não será se os oposicionistas se superarem no quesito “como perder uma eleição”, coisa em que eles são bons, temos que reconhecer.
Quer dizer então que Flávio Dino é consenso?
Consenso em política é sempre arriscado afirmar que existe, mas, na atual conjuntura, Flávio Dino é o nome de consenso ao menos desse campo que elegeu Edivaldo Júnior prefeito de São Luis.
E a terceira via?
Revela que Flávio Dino não é tão consenso assim, já que a chamada “terceira via” é formada por partidos, lideranças e forças políticas teoricamente alinhadas como o projeto Dino. Ocorre que as eleições municipais deixaram arestas enormes entre o comunista e esse campo político. Em alguns casos o presidente da Embratur planou vento. É natural, então, que colha algumas tempestades.
De que dependerá basicamente uma eventual eleição de Flávio Dino?
Em primeiro lugar, do governo Roseana chegar muito ruim em 2014. Em segundo lugar, manter unida essa “frente” que elegeu Edivaldo Júnior prefeito de São Luis. Depois o comportamento da tal “terceira vida”, e, claro, o desempenho na gestão do futuro governo de São Luis. O Maranhão inteiro está de olho no que será o governo Edivaldo, pois Flávio Dino e o PCdoB fizeram questão de passar para o estado que “Holandinha é nosso”. Então, se der certo ótimo, se der errado tchau e bênção.
Qual o melhor candidato do grupo Sarney para enfrentar Flávio Dino?
Depende muito dos parâmetros a serem analisados. Do ponto de vista meramente geracional, Luis Fernando leva vantagem por ser bem mais jovem do que Lobão. Do ponto de vista da capacidade de agregar politicamente, conhecer a classe política, ter experiência administrativa etc, Lobão é melhor. De qualquer forma, ambos têm condições equivalentes para debater qualquer assunto com Flávio Dino, assim como dos dois têm seus pontos fortes e seus calcanhares Aquiles.
Edivaldo Holanda Júnior fará um bom governo?
Um bom líder não governa só, mas com um boa equipe. Edivaldo montou um secretariado novo, formado na sua maioria por pessoas desconhecidas da população. Há anos os municípios enfrentam problemas de falta de recursos financeiros, e tudo indica que o jovem cristão receberá uma cidade com situação caótica em vários setores. Edivaldo não terá como pedir um tempo à população para “arrumar a casa” e muito menos reclamar que recebeu uma “herança maldita”. O povo irá cobrar resultados imediatos e estes só virão se o futuro prefeito trabalhar em parceria como o Governo do Estado, que também não está muito bem do bolso. Mas que fique bem claro: o time de Júnior não é 2014, o seu time é 2016, quando tentará a reeleição.
Há possibilidade de rompimento político entre Edivaldo Júnior/Roberto Rocha com Flávio Dino?
Rompimentos são próprios da política quando as contradições de interesses chegam a um ponto de estrangulamento onde fica difícil de segurar a relação. Já vimos isso várias vezes no Maranhão. Quem um dia poderia imaginar que José Reinaldo Tavares poderia romper com o seu “pai” José Sarney? Mas, volto a repetir: “o time de Júnior não é 2014, o seu time é 2016, quando tentará a reeleição”. Todos sabem que não é tarefa das mais fáceis administrar egos e interesses de gente como o de Flávio Dino, Roberto Rocha, Edivaldo Holanda, Werveton Rocha e por aí vai.
E como ficará o PT?
O PT é sempre uma incógnita no Maranhão. De um lado tensiona com o PMDB em busca de mais espaço no Governo do Estado, mas encontra resistência em setores expressivos do Palácio dos Leões que não gostam do partido, apenas o engolem. Do outro lado flerta com a oposição, que não está interessada em todo o PT, mas apenas nos setores “anti-Sarney”, e é Flávio Dino que quer escolher quais os petistas deseja contar no seu palanque. Ano que vem terá eleições internas no partido. Tudo pode acontecer.
Qual o futuro do vice-governador Washington Luiz?
O vice-governador tem a tranquilidade de saber que qualquer que seja o projeto do grupo Sarney para 2014 passa por ele. Washington é um aliado leal da governadora Roseana Sarney, mas tem a consciência de que o seu compromisso precípuo é com o seu partido, o PT. O petista deve manter-se onde está até o início de 2014, quando as articulações entrarão numa fase de maiores definições.
Quando haverá outro post neste formato?
Sei lá…
Maranhão 2014: quando “junto” não significa “unido”
O maior desafio dos partidos e lideranças da oposição, a partir da eleição de Edivaldo Holanda Júnior para prefeito de São Luis, é demonstrar para a sociedade que uma vez juntos significa também que estão unidos. Tarefa nada fácil. Senão vejamos.
A coligação “Muda São Luis” foi formada pelo PTC, PSB, PDT e PCdoB. Pois bem. Desses partidos, incluindo o próprio PTC, do prefeito eleito, quem tem peso político no estado são o PDT e PSB, posto que o PCdoB se resume basicamente à pessoa de Flávio Dino.
Tanto o PDT quanto o PSB possuem, portanto, condições reais do ponto de vista do jogo político e partidário de dar o rumo em 2014.
Já o PCdoB, ainda que seja um partido importante do ponto de vista histórico das lutas sociais e democráticas, efetivamente tem pouco peso no “jogo bruto” eleitoral, sobretudo no que diz respeito ao “ouro” das campanhas modernas que é o tempo nos programas de rádio e tevê.
Nesse sentido, só o “grife” Flávio Dino não será capaz de sustentar uma campanha com a complexidade que teremos em 2014.
O presidente da Embratur está longe de ser uma unanimidade e tem que encarar o fato de que não é mais um mero desconhecido como fora nas primeiras campanhas que disputou. Hoje há quem ama e quem odeia Flávio Dino, tanto na classe política quanto na sociedade.
Nesse sentido, as contradições existentes na coligação que elegeu Edivaldo Júnior poderão ficar expostas muito mais cedo do que se poderia imaginar.
O PCdoB (Flávio Dino) faz um esforço tremendo para exercer o famoso “que seja eterno enquanto dure”, não somente em relação ao futuro prefeito, mas principalmente em relação ao vice Roberto Rocha, nome mais conhecido e com maior penetração estadual do que o de Dino e, ao que tudo indica, Rocha não aceitará ser um mero coadjuvante em 2014.
Se Flávio Dino é uma certeza entre as forças oposicionistas como candidato a governador, Roberto Rocha tentará construir, em torno de si, a mesma “certeza” por dentro do projeto das oposições para 2014. E o Senado deverá ser o escopo do socialista (que jogará pesado para consolidar seu objetivo).
A não ser que o projeto da oposição orbite em torno de uma única pessoa, ou seja, que não passa de um projeto pessoal, impossibilitará que o vice-prefeito eleito seja o candidato da oposição ao Senado Federal. Mas, nesse caso, se o projeto for apenas pessoal, o que poderia impedir do próprio Roberto Rocha ser candidato a governador se assim o quisesse?
Por isso que o blog entende que estar “junto” não significa estar “unido”, ainda que lá na frente possa ganhar esse significado.
Esta é apenas uma humilde opinião do blog.
Que pode estar errado…
A oposição erra ao criticar seminário promovido pelo governo
A oposição maranhense sofre por antecipação ao criticar cegamente o “Seminário de Integração” promovido pelo Governo do Estado, além de cometer um equívoco conceitual por achar que o evento foi apenas para promover o pré-candidato a governador, Luis Fernando.
Ora, Luis Fernando é antes de tudo o chefe da Casa Civil do Governo do Maranhão, logo pode e deve coordenar eventos do tipo que ocorreu no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana. Aliás, já que deseja mesmo ser candidato a governador, ele poderia até ser mais ativo politicamente e se tornar uma espécie de “gerentão” da governadora, atuando em todas as áreas governamentais.
O blog esteve presente nos dois dias de encontro e, ainda que cético quanto a algumas das boas intenções do governo, entende que o evento foi importante até para que os futuros gestores municipais cobrem do Palácio dos Leões – sem falar que o evento foi realizado a quase dois anos das próximas eleições.
De certa forma, o seminário foi uma espécie de resposta ao encontro de prefeitos da oposição, organizado pelo PCdoB ainda no segundo turno das eleições de São Luis, em apoio ao então candidato Edivaldo Holanda Júnior.
Ao evento comunista compareceu a maioria dos prefeitos eleitos pelo campo oposicionista e foi visto por alguns observadores, inclusive por este blog, como uma precipitada ”estadualização” da campanha eleitoral de 2014 (reveja).
E qual foi a resposta do grupo político da governadora? Simples, realizar um evento oficial não apenas com os prefeitos aliados, mas com todos os eleitos e reeleitos nas eleições municipais deste ano. Resultado: o seminário coordenado por Luís Fernando foi um sucesso político, institucional e de público.
Atordoados, os líderes oposicionistas na Assembleia Legislativa e nas redes sociais partiram para o ataque desqualificando o evento em que o governo se comprometeu com tudo e com todos.
“Tapados”, ao invés de esperarem para ver o resultado dos compromissos anunciados e assumidos pelo governo com os eleitos e reeleitos durante o Seminário de Integração, preferem sofrer por antecipação como se realmente estivessem “acusado o golpe.”
Agindo dessa forma, a oposição dá motivos para que os governistas façam o discurso de que ela torce contra o Maranhão, que realmente é adepta da tese do “quanto pior,melhor”.
Muito ruim a reação oposicionista.
São Luis 2012: é um erro a estadualização do segundo turno
O que pode parece ser um gesto democrático e republicano embalado pelos “ventos da mudança”, o ato político coordenado pelo PCdoB, do presidente da Embratur, Flávio Dino, que reuniu prefeitos oposicionistas eleitos no pleito do dia 07 de outubro, é na verdade uma tentativa equivocada de estadualizar temas que são de natureza local.
Seria mais profícuo se Dino, ao invés de congregar supostos aliados do interior, tivesse reunido todos os vereadores eleitos, liderança sociais e comunitárias, partidos políticos e demais lideranças da cidade para aprofundar as propostas da coligação “Muda São Luís”, a partir da adesão de novos atores político à candidatura de Holandinha.
É preocupante a estadualização da eleição de São Luis, posto que pode parecer aos olhos dos eleitores, que a a principal plataforma programática de uma eventual administração Edivaldo Holanda Júnior será garantir a eleição de Flávio Dino a governador do Maranhão.
Um observador atento disse ao blogueiro algo no mínimo curioso:. Veja: “Robert, digamos que Edivaldo Júnior ganhe a eleição. Claro que no primeiro ano de governo ele deverá acertar as contas de campanha com os seus financiadores. E em 2014 será o ano de despesas com as eleições gerais, inclusive a de governador. Ou seja, são dois anos comprometidos com uma pauta meramente eleitoral”.
Pode não ser exatamente essa a intenção de Holandinha, Holanda pai ou mesmo de um Roberto Rocha, mas é difícil de deixar de acreditar nessa hipótese com a estadualização do segundo turno em São Luis como alguns pretendem.
Uma candidatura a governo deve ser um projeto de partido, de grupo, e não apenas uma obsessão a qualquer custo, ainda mais ao custo de comprometer as finanças de São Luis.
Já basta o que ocorre atualmente…
Hoje “36″, amanhã “65″?
Lideranças políticas de oposição da capital e do interior do estado vão declarar apoio a Edivaldo Holanda Júnior (PTC) em um encontro que está sendo chamado de “Somos Todos 36″. O evento acontece no Hotel Vila Rica, nesta quinta-feira (11), a partir das 18h30, e será aberto ao público.
A grande estrela, entretanto, não é bem o candidato Holandinha, mas o pré-candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). A intenção é reunir prefeitos de oposição do interior e lideranças estaduais para dar demonstração de força política a partir do resultado eleitoral no Maranhão.
O ato foi idealizado pelo gabinete do deputado estadual Rubens Júnior (PCdoB) e servirá ainda como uma declaração de apoio do líderes oposicionistas a Holandinha. “Vamos falar aos prefeitos, vice-prefeito e vereadores eleitos pela oposição, bem como outras lideranças oposicionistas, sobre a importância da eleição de Edivaldo Holanda Júnior para prefeito de São Luis”, disse um assessor de deputado estadual.
No entanto, a grande liderança oposicionista que não vai poder estar presente ao encontro será justamente a principal referência da turma, inclusive de Flávio Dino: o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB).
Tavares um dos principais articuladores da candidatura de reeleição do prefeito João Castelo (PSDB), mas os seus companheiros farão um encontro de oposição tanto ao governo Roseana Sarney quanto ao prefeito tucano.
“Encontraremos com o Zé mais lá na frente”, garante o mesmo assessor parlamentar.
É a oposição unida…
Ou é mais um capítulo da velha e conhecida novela “A Cambada“?
Um produtivo debate da oposição maranhense
O debate é essencial em uma democracia. É um exercício necessário para condenar práticas, sugerir novos caminhos, rever posições etc. A velha equação: Tese + Antítese = Síntese.
Infelizmente, todas as vezes que as oposições (seja de esquerda ou conservadora) tentam fazer esse exercício, dá nisso aqui:
Assim: um comunista coloca a questão da homofobia para o debate – aparentemente sugerindo uma discussão programática, de concepção em relação à disputa eleitoral em São Luis, a partir do candidato do PCdoB a prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Júnior (PTC).
Aí vem um psolista e, à queima roupa, ideologiza o tema questionando a aliança dos comunistas com os trabalhistas-cristãos.
O comunista, meio que atordoado pelo disparo do psolista, retruca e tenta minimizar o fato dos comunistas apoiarem um cristão de “direita”, e sustenta a tese de que o importante é que existe um “bloco político liderado pela esquerda, mas mais amplo do que a esquerda”.
Não conformado com o exercício dialético do comunista, o psolista radicaliza e, para variar, “fulaniza” o debate: “Liderado pela esquerda? Com Roberto Rocha, Holanda pai e Aziz? No máximo esquerda é cereja do bolo ou da cor camisa!”
Mas está faltando algo nesse produtivo debate para São Luis, não é mesmo?
Claro que sim: um Sarney.
Calma, um segundo comunista entra em cena e coloca o nobre e necessário sobrenome na peleja virtual: “Psol: cereja do bolo em Balsas/vice do PSB? Qdo marcha com o PV de Sarney Filho é cereja ou aliançatática?”, questiona e, enfim, coloca o sobrenome Sarney no debate.
Pensa que acabou? Que nada!
O psolista, que não é besta nem nada, para não ficar por baixo sem citar o nome Sarney ou algo que o valha, provoca: “O Psol não tem aliança com PV, nem com fração da oligarquia. Onde houve, cancelaremos. O PCdoB faz o mesmo?”.
E assim segue a oposição maranhense…
Prefeituras saqueadas, estado empobrecido
A face mais cruel do sequestro de boa parte das prefeituras maranhenses pelo crime da agiotagem é aprofundamento da miséria no Maranhão.
Se é verdade que o longo tempo do grupo Sarney no comando político do Estado favoreceu o surgimento de tudo que é tipo político, cujo crescimento fugiu ao controle do grupo, não é menos verdadeiro que a nossa oposição ainda não tomou o devido cuidado na hora da escolha dos candidatos que concorrem ao cargo de prefeito pelo maranhão afora.
Depois da promulgação da Constituição de 88, os município ganharam papel fundamental na construção da cidadania e, por conseguinte, na promoção de políticas públicas básicas (saúde, educação, saneamento etc). A concepção é que a vida existe é nas cidades, nos municípios. O cidadão não mora nos estados ou no país, mas sim na comunidade de determinado município.
Nesse sentido, os municípios maranhenses recebem bilhões de reais anualmente de várias formas, sendo as chamadas transferências voluntárias (FPE, FPM, FUNDEF, SUS etc) formam o arcabouço financeiro principal das finanças municipais.
A grande maioria do nossos prefeitos é muito ruim, despreparada administrativamente, desqualificada politicamente e eticamente inexistente. Seria uma festa contar nos dedos das duas mãos e encontrar uma boa quantidade de prefeitos maranhenses que mereciam estar no comando da gestão local.
Estamos em ano de eleição. É hora de olhar e comparar os candidatos que apresentam para a disputa de prefeito. Comece desconfiando de quem promete resolver todos os problemas da sua cidade; desconfie mais ainda das campanhas que esbanjam dinheiro e economizam em propostas reais; se o candidato concorre à reeleição, o eleitor deve fazer um balanço crítico do que foi feito, o que não foi feito e porque não foi feito. Quem não trabalhou bem no primeiro mandato, dificilmente fará algo melhor no segundo.
Enfim, o desafio é melhorar a representação do povo nas prefeituras e eleger candidatos preparados, que conhecem os problemas da cidade e estabeleçam uma gestão republicana em toda plenitude.
Candidato que só quer “se dar bem” é sócio da rapinagem que assola, não somente as cidades, mas afoga o estado nos péssimos índices socioeconômicos historicamente apresentados.








