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CPI da Agiotagem: o que temem Marcelo Tavares e Othelino Neto?
Não faz o menor sentindo os deputados oposicionistas Marcelo Tavares (PSB) e Othelino Neto (PPS) virarem as costas e não assinarem a CPI da Agiotagem requerida pelo deputado governista, Raimundo Cutrim (PSD).
O argumento de que não assinam porque não têm a garantia de que a oposição ficará com a presidência ou relatoria da CPI é falacioso, para não dizer pusilânime. Até porque o próprio o Cutrim já admitiu que abre mão de um ou outro cargo para um deputado oposicionista.
Na verdade, desde que começou o debate em torno da CPI da Agiotagem Marcelo Tavares nunca mais subiu na tribuna.
Numa pesquisa rápida no site da Assembleia Legislativa, o Blog do Robert Lobato descobriu, salvo engano, que a última vez que Tavares fez um pronunciamento foi em 22 de abril, para, como sempre, falar mal do Governo do Estado.
Oficialmente não se sabe qual a oposição do ex-líder da oposição sobre a CPI da Agiotagem, o que se sabe são comentários feitos à boca miúda por Marcelo Tavares à jornalista após as sessões.
Já Otheino Neto fobou, na semana passada, que assinaria a CPI assim que voltasse de viagem.
Entretanto, o “galego” retornou de suas jornadas políticas pelo interior, mas, ao invés de subscrever o pedido da CPI da Agiotagem, preferiu dar uma de “ Maria-vai-com-as-outras” e se uniu a Marcelo Tavares na balela de que só assina o requerimento se a oposição tiver cargo de relevância na comissão.
Enfim, ainda que nem todos os deputados oposicionistas deram uma de covarde como fazem Marcelo Tavares e Othelino Neto, o prejuízo pela não instalação efetiva da CPI da Agiotagem vai ser credita na conta da oposição de uma forma em geral.
Não tem como ser diferente….
Marcelo Tavares está preocupado com o “fiado” ou já anda apresentando “carta de seguro”?

Dep. Marcelo Tavares tem falado muito em “governo do fiado”, mas isso pode ser uma forma de apresentar uma “carta de seguro” prévia, caso a oposição de hoje vire governo amanhã.
O deputado Marcelo Tavares (PSB) tem subido sistematicamente na tribuna da Assembleia Legislativa para dizer que a governadora Roseana Sarney (PMDB) trabalha no “fiado”, numa alusão às obras de investimento em infraestrutura do estado, entre outras áreas, realizadas partir dos empréstimos tomados pelo Governo do Estado e devidamente aprovados pelo parlamento maranhense.
E sempre que vai à tribuna com essa conversa para boi dormir, o líder oposicionista faz questão de dizer que esses empréstimos serão pagos pelo presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), já que, para Marcelo Tavares, o comunista já está eleito governador do Maranhão.
Além desse discurso de Tavares ser chato pra cacete, parece soar como uma espécie de “carta de seguro”, caso Flávio Dino realmente se eleja governador, em 2014.
“Como assim assim ‘carta de seguro’, Robert?”, pode perguntar uma dileta leitora que sempre me pergunta algo sobre política (Rsrsr).
Simples. amiga: como Marcelo Tavares dá como certa a eleição de Flávio Dino ao governo, ele prepara um discurso prévio para, lá na frente, ser usado caso o governo do comunista seja um fiasco. Ou seja, justificar as possíveis “cabeçadas” e “dificuldades” de um eventual governo dinista por conta dos “empréstimos irresponsáveis feitos pelo governo anterior”.
Na verdade, o que Marcelo Tavares está querendo com esses discursos enfadonhos é criar uma “herança maldita” antes dele se tornar um importante secretário de Estado ou líder do futuro governo de Flávio Dino, que ele tem certeza que se concretizará com base nas pesquisas atuais, segundo o deputado mesmo gosta de frisar.
Vai gostar de sofrer por antecipação assim lá em Cajapió…
“Não sou candidato a vice-prefeito”, afirma Marcelo Tavares
O líder da oposição na Assembleia Legislativa, Marcelo Tavares (PSB), entrou em contato com o blog para esclarecer que não está na disputa pela vaga de vice-prefeito, seja na chapa de Edivaldo Holanda Júnior (PTC) ou na do prefeito João Castelo (PSDB).
O deputado confirmou que esteve semana passada em Brasília na companhia do tio, o ex-governador José Reinaldo, e do advogado José Antônio Almeida, apenas para uma conversa com membros da Direção Nacional do PSB sobre o quadro político em São Luis, mas não para defender a sua candidatura a vice.
O parlamentar disse ainda que o seu candidato a prefeito é Edivaldo Júnior e que, nesse caso, o melhor nome para compor a vaga de vice-prefeito é o do ex-deputado Roberto Rocha.
“Não sou candidato a vice de nenhum candidato a prefeito de São Luis, embora defenda a candidatura de Júnior e não a de Castelo. Nesse particular estou do lado contrário de Zé Reinaldo. O melhor nome para compor a chapa com Edivaldo Júnior é o ex-deputado Roberto Rocha, mas se o PSB resolver apoiar a reeleição do Castelo o nome mais apropriado é o advogado José Antônio Almeida”, disse.
Contudo, na avaliação de Marcelo Tavares “dificilmente o PSB coligará com PSDB, a tendência é que a Direção Nacional do partido ratifique a decisão que for tomada pelo presidente municipal de São Luis, Roberto Rocha“.
É isso.
Marcelo Tavares calado
Pode ser impressão do blogueiro, mas o deputado Macelo Tavares (PSB) deu uma “mergulhada” na Assembleia Legislativa.
Pelo que que o blog pesquisou, a última vez que Tavares subiu na tribuna foi no dia 24 de abril, para defender o projeto que dá o nome do ex-governador Jackson Lago a avenida do PAC Rio Anil, também chamada de IV Centenário.
De lá pra cá o líder da oposição tem tido participação tímida no parlamento, praticamente limitada à apartes dos colegas.
Nem mesmo a proposição de uma CPI da Pistolagem animou Marcelo Tavares para o debate.
Ao que parece, o líder da oposição ainda está abalado pela repercussão das “denúncias” envolvendo o seu nome no caso dos tickets alimentação quando foi presidente da Assembleia Legislativa.
Bobagem. A voz da oposição é salutar para a democracia.
Marcelo Tavares, calado, não faz bem ao Maranhão.
Os Tavares são contra candidatura de Flávio Dino a prefeito
O ex-governador José Reinaldo e o seu sobrinho, deputado Marcelo Tavares, ambos do PSB, não são somente os principais aliados do presidente da Embratur, Flávio Dino, como são também os principais conselheiros contrários a candidatura do comunista a prefeito de São Luis.
Semana passada, o blogueiro conversou rapidamente sobre o assunto com o líder da oposição, Marcelo Tavares, e o mesmo admitiu que seria melhor Dino esperar 2014 para disputar a eleição de governador.
Tavares sobrinho afirmou que Flávio Dino está muito distante das discussões políticas desde o falecimento do seu filho Marcelo, no mês passado. “Flávio não está com cabeça para discutir política agora, pois ainda está muito abalado devido a morte do seu filho. Quem tem articulado as conversas é Marcio Jerry, mas talvez sem a orientação direta de Flávio. Penso que o mais prudente mesmo é esperar por 2014″, disse.
Enquanto isso, o presidente municipal do PSB, Roberto Rocha, entende que Dino tem prevalência tanto para ser o candidato das oposições em 2012, quanto em 2014. Rocha tem defendido o chamado “pacto de geração” tendo ele e o comunista como protagonistas. Aliás, durante coletiva na semana passada, o socialista foi bem claro e chegou a afirmar que Flávio poderia ser o candidato a prefeito e, ganhando, sair da prefeitura e disputar o governo.
Entretanto, o ex-governador José Reinaldo é o mais radical oponente à candidatura Flávio Dino nesta ano, sobretudo depois que virou “amigão” de João Castelo.
Tavares tio vê no tucano o grande baluarte das oposições na luta contra o grupo Sarney em São Luis, e que seria um aliado estratégico na disputa de 2014, tal como foi em 2010…
Marcelo Tavares usou o ataque como defesa, mas acabou convencendo
O líder da oposição Marcelo Tavares (PSB) usou a tribuna na sessão desta manhã, para desqualificar as acusações de que teria feito compras com tickets de alimentação de servidores da Assembleia Legislativa quando presidia a casa.
Embalado por um sentimento que misturava emoção com indignação, o parlamentar socialista negou todas as denúncias e atribuiu ao secretário de Saúde, Ricardo Murad, a arquitetura da maldade que, segundo Tavares, teria usado os blogueiros Décio Sá e Caio Hostílio para detoná-lo.
Este blogueiro entende que Marcelo Tavares foi convincente em muitos pontos da sua defesa, mas considera também que o líder da oposição comete um erro ao querer “terceirizar” as denúncias para o secretário Ricardo Murad.
Ora, não se pode aceitar a ideia de que toda vez que um blog apareça com uma denúncia seja fruto da vontade ou ordem de um político aliado. Não por aí! Décio Sá e Caio Hostílio são maiores de idade e, portanto, responsáveis pelos atos.
Da mesma forma, é bobagem o discurso de que as denúncias surgem por perseguição ou para tentar “calar a oposição”, como afirmou Tavares.
Nada disso. Qualquer político está sujeito à denúncia de malfeitos e o cabendo ao mesmo fazer a sua defesa como fez o ex-presidente da Assembleia Legislativa. Ocorre que Marcelo Tavares estava acostumado somente a bater e, de repente, foi pego de surpresa com essa história dos tíquetes e virou vitrine.
Contudo, o líder da oposição saiu-se bem na sua defesa e convenceu a todos os presentes na sessão desta terça-feira (3), inclusive o seu principal adversário no parlamento, o deputado Magno Bacelar (PV), que deu “nota 10″ para a defesa do socialista.
Sobre “rabo de palha”
Um amigo de longas datas, hoje residindo em Brasília, costumava dizer que todos temos que ter um “rabinho de palha”, pois ajuda a não sermos soberbos ou rogarmos de mais sérios e melhores do que os outros.
Hoje, quando vejo o senador Demóstenes Torres com “a moral toda enterrada na lama” lembro das palavras sábias do meu amigo. Ontem, senhor de todas as éticas e morais, hoje o senador pode fugir do mandato para o mandato não fujir dele.
Esse episódio envolvendo o senador goiano deve servir de exemplo para aqueles que se julgam acima do bem e do mal, éticos e mais honestos do que as demais pessoas por estas terras. Deve servir de exemplo para muitos “anti-sarneístas” que existem por aí, de direita e de esquerda, que adoram apontar dedo para acusar e tripudiar os desafetos, inclusive de petistas que estão no governo.
Para subir numa tribuna ou mesmo escrever um artigo questionando a moral e a ética dos adversários, é preciso primeiro ter certeza que, ao olhar para o próprio traseiro, terá certeza de que pode “pular fogueiras”.
O recente episódio dos tíquetes-alimentação envolvendo o líder da oposição, Marcelo Tavares (PSB), por exemplo, talvez não seja uma mega maracutaia de milhões de reais, mas o sobrinho do ex-governador José Reinaldo não poderia ter se envolvido numa coisa dessa, posto que tem a língua grande para denunciar supostos esquemas de corrupção no governo, seu hobby favorito. É bom lembrar que não se pode ser apenas “90% honesto”, não é mesmo Marcelo?
Tavares pode não ser o nosso “Demóstenes Torres”, como provocou o colega Gilberto Léda, mas também não pode minimizar a gravidade da denúncia do esquema dos tíquetes-alimentação, feita em primeira mão pelo blogueiro Caio Hostílio.
Vamos aguardar as explicações do líder da oposição na Assembleia Legislativa na sessão desta tarde. Ele tem muito a explicar…
Lembrar não custa nada: Marcelo Tavares já foi governador do MA
Alguns oposicionistas mais exaltados, criticam ferozmente a recente transmissão do comando do Governo do Maranhão como se tal rito fosse coisa de outro mundo. Este blog já tratou do assunto no post “Governadores, simbologia e futricas” (reveja).
O procedimento é tão natural que até o líder da oposição, Marcelo Tavares (PSB), também já curtiu uma de governador, em 2009, logo após a cassação do governador Jackson Lago.
Marcelo Tavares era presidente da Assembleia Legislativa e deu posse à governadora Roseana Sarney após a decisão do TSE de afastar Lago do governo.
Em seguida a pemedebista licenciou-se, assumiu o vice-governador João Alberto, que teve que viajar para tratar de “assuntos particulares”, foi então que o sobrinho do ex-governador José Reinaldo assumiu o governo do Maranhão por três dias.
No exercício do mandato, Tavares chegou a inspecionar obras do Governo do Estado no município de Imperatriz.
“O relacionamento institucional entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Imperatriz é uma prova de maturidade política. O Maranhão hoje mostra um exemplo de grandeza e de que é possível fazer quando se tem vontade política”, afirmou Marcelo Tavares”, disse o governador em exercício na época.
Ou seja, tudo natural, tudo certo. Coisas do poder!
O barulho de Marcelo Tavares e Eliziane Gama
Olhando bem o comportamento de Eliziane Gama (PPS) e Marcelo Tavares (PSB), percebe-se que fazem mais barulho do que os pré-candidatos a prefeito. Isso porque, em verdade, são pré-candidatos a vice-prefeito de São Luis.
Bira do Pindaré (PT), Zé Carlos (PT), Flávio Dino (PC do B) e Roberto Rocha (PSB) costumam falar pouco, possuem mais discrição quando o assunto é eleição 2012, postura de quem realmente deseja entrar no jogo. Não ocorre o mesmo com Tavares e Gama.
A postura sempre “radical”, os recados mandados aqui e acolá, a postura divisionista dos dois deputados estaduais nos seus respectivos partidos, mostram que eles estão mais interessados em cacifarem-se para ser candidato a vice, de preferência numa chapa liderada por Flávio Dino.
No caso específico de Marcelo Tavares isso ficou explícito quando o líder da oposição resolveu transferir o domicílio eleitoral de Cajapió para São Luis. O sobrinho do ex-governador José Reinaldo imagina ser o nome natural para compor uma eventual chapa com Dino, embora o comunista pareça ter outros planos.
De qualquer maneira, tanto Marcelo Tavares quanto Eliziane Gama vão fazendo o jogo de faz de conta. O primeiro, junto com o tio, vai engabelando o prefeito João Castelo até onde puder. Já a segunda fica posando de candidata a prefeita até onde for possível para depois tentar barganhar uma candidatura de vice-prefeita. Ambos podem acaber chupando dedo.
PS: Leia entrevista de Roberto Rocha concedida ao jornalista Waldemar Terr (JP), reproduzida no blog do John Cutrim.













