Tag Archives: greve
Sinproessema tem que defender os interesses dos professores e não os do PCdoB
Chega a ser um pleonasmo a expressão “greve política”, posto que todo movimento grevista é também uma ação política que os trabalhadores de determinada categoria têm para reivindicar direitos legítimos.
Quando um sindicato encaminha uma decisão de greve, trata-se de uma decisão política da categoria, mas estritamente ligada aos interesses dos trabalhadores e não desse ou daquele partido.
No caso da greve do trabalhadores em educação do estado do Maranhão, o Sinproesemma parece conduzir o movimento para um viés político-partidário, já que a entidade é um dos principais braços do PCdoB no movimento sindical. E os comunistas são notórios craques em “aparelhar” partidariamente as entidades as quais dirigem.
O fato de 13 das 17 regionais já terem aprovado o fim da greve e apenas 4 quatro manterem o movimento grevista – São Luís, Timon, Caxias e Chapadinha -, conforme informou o blog do jornalista Gilberto Léda, é uma pista de que realmente o Sinproesemma está mais pautado em 2014 do que na lista de reivindicação dos professores.
O que é lamentável…
Governo vacila nas negociações e 51 universidades estão em greve

Sem espaço. Parreira, aluno de Filosofia da Unifesp Guarulhos, reclama da ausência da infraestrutura. Foto: Olga Vlahou
O caso da Unifesp de Guarulhos parece emblemático da situação das 51 universidades federais em greve no País. Foi preciso que os alunos invadissem o prédio da diretoria acadêmica para que a Justiça, ao determinar a reintegração de posse, obtivesse o compromisso da direção de atender às demandas. O campus não tem condições adequadas de funcionamento: as salas são abafadas, o refeitório funciona num galpão de madeira e não há espaço para os livros.
Enquanto isso, os professores seguem em greve Brasil afora – a categoria pede a revisão do plano de carreira e reajuste salarial. A greve, que já dura três semanas em algumas universidades, passou a ser alvo da campanha eleitoral em São Paulo. O PSDB acusa Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Educação e candidato à prefeitura de São Paulo, de ser o responsável pelo sucateamento do ensino superior (universidades têm sido inauguradas sem estrutura suficiente, como em Rondônia). O PT acusa a oposição de oportunismo e critica a precariedade da educação paulista. Uma assembleia de servidores federais aprovou uma greve geral para 11 de junho. O impasse deve continuar: o governo diz que só negociará demandas pontuais.
Greve e caos: quem vai pagar pelo dia perdido?
Interessante análise do jornalista Ricardo Kotscho sobre as greves no transporte público que abalaram a cidade de São Paulo a luz das declarações do governador tucano Geraldo Alckmin.
Qualquer semelhança com São Luis não é mera coincidência. Veja:
Greve e caos: quem vai pagar pelo dia perdido?
“No ano passado, não teve eleição, não teve greve. Este ano tem eleição, tem greve. Será que é só mera coincidência?”, indagou placidamente o governador Geraldo Alckmin, garantindo que estava tudo sob controle, em meio ao caos em que São Paulo vivia desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, paralisada pela greve de trens e do Metrô que desaguou em conflitos e no recorde de congestionamento das manhãs paulistanas, com quase 250 quilômetros.
Respondendo ao governador, seria bom lembrar que a última greve dos metroviários aconteceu em 2007 , um ano não eleitoral. E tivemos, sim, eleições em 2008 (para prefeitos) e 2010 (presidente e governadores), anos em que não foram registradas greves da categoria.
Para os mais de três milhões de paulistanos que ficaram sem transporte e outro tanto que ficou parado nas ruas congestionadas, tanto faz. Pouco importa que o governador tenha colocado a culpa na ação de “um grupelho radical, com motivação político-eleitoral”. O fato é que a cidade parou antes que o governo cedesse o aumento de 6,17% aos metroviários.
O que todo mundo quer saber é quem vai pagar pelos prejuízos que milhões de trabalhadores, estudantes, comerciantes e empresários, todos nós, enfim, tivemos durante as 12 horas de greve e caos na cidade.
Para evitar a paralisação, a Justiça do Trabalho impôs fortes restrições aos sindicatos. Ameaçou com multa diária de R$ 100 mil em caso de desobediência, e o governador achou que isto seria suficiente. Enganou-se, mais uma vez, já que o movimento teve a adesão de mais de 90% dos 8.600 pessoas que trabalham no Metrô.
Mesmo que o Ministério Público cobre esta multa dos sindicatos abrigados no conglomerado Conlutas, liderado por setores radicais do PSTU e do PSOL, como e quem vai dividir estes R$ 100 mil entre os milhões de prejudicados? Não dá nem para pagar uma folha de alface para cada um acalmar os nervos.
Desde a redemocratização do País, temos eleições de dois em dois anos. As eventuais greves no setor servem apenas para tornar ainda mais flagrante e dramática a falência do sistema público de transportes, com seus ônibus, trens e Metrô permanentemente superlotados, enfrentando problemas de manutenção e falta de investimentos.
Por isso é que o sonho de todo mundo é ter seu transporte particular. E o governo federal acaba de lançar novos incentivos para a compra de mais carros, que vão apenas aumentar os congestionamentos, multiplicando as horas perdidas por todos nós no trânsito, qualquer que seja o meio utilizado.
Não falo em causa própria. Ontem, passei a maior parte do dia trabalhando em casa e só acompanhando a confusão pela internet. Na contra-mão da maioria, em lugar de comprar carro novo, vendi o meu no ano passado. Pela primeira vez na vida, sou um sem-carro e não me queixo. Ando até menos nervoso.
É impossível, no entanto, ficar indiferente ao sofrimento de tantas pessoas que vi nos telejornais da noite, desesperadas por não conseguir chegar ao trabalho, com medo de perder não só o dia, mas o emprego. Até quando veremos estas cenas?
Greve dos rodoviários: prefeitura tira “o seu da reta”
A Prefeitura de São Luis divulgou “nota oficial” onde, na prática, exime-se de qualquer responsabilidade sobre a greve dos rodoviários que há três dias atazana os usuários de ônibus da capital. Na prática, a prefeitura fez aquilo que o povão chama de “tirar o seu da reta”.
A verdade que a questão da greve tem a ver com a falência do transporte público de São Luis. Logo, a prefeitura tem SIM alguma responsabilidade nesse problema da greve.
E não somente a prefeitura tem responsabilidade, mas a Câmara Municipal também, já que um dos espaços apropriados e legítimos para debater, discutir, propor e votar medidas que diminuam o sofrimento da população em relação ao transporte público.
É por situações como essa, que todo santo dia João Castelo dá motivos de sobra para o ex-prefeito Tadeu Palácio dizer, pelos quatro cantos da cidade, que a população “era feliz e não sabia”.
A seguir, íntegra da nota da Prefeitura de São Luis:
NOTA OFICIAL
Sobre a greve no sistema de transporte coletivo, a Prefeitura de São Luís esclarece:
1. É prerrogativa da justiça trabalhista decidir sobre dissídio coletivo e índice de reajuste salarial reivindicado pela classe dos rodoviários. O TRT já arbitrou em 7% o reajuste nos salários dos rodoviários e a imediata suspensão da greve.
2. A Prefeitura de São Luís está tomando as medidas judiciais que lhe competem para que o sistema de transporte coletivo volte à normalidade. Requereu à Justiça desde 11 de maio que fosse mantido 80% da frota de ônibus em atividade, para não prejudicar a população.
3. A greve é extremamente danosa à cidade e à população, e não pode ser atrelada a qualquer arbítrio da Prefeitura. A discussão salarial é questão estritamente trabalhista entre empresários e rodoviários.
4. A Prefeitura reitera, contudo, que não haverá aumento na tarifa do transporte coletivo, e que tem adotado medidas para melhorar cada vez mais o sistema de transporte público de São Luís, tais como: Envio à Câmara de Vereadores de mensagem em regime de urgência que visa à realização de licitação nacional para o sistema de transporte público coletivo, com o objetivo de modernizar e melhorar a prestação dos serviços na área; Publicação de edital para a licitação do Veículo Leve sobre Trilhos (metrô de superfície), alternativa para complementação e melhoria do transporte de passageiros; Em parceria com o Governo Federal, implantará o primeiro Corredor de Transporte Urbano, que ajudará a desafogar o trânsito na capital maranhense, bem como melhorar o transporte público com corredores exclusivos de ônibus.
Por fim, a Prefeitura de São Luís conclama os empresários do transporte púbico para que cumpram as determinações da Justiça do Trabalho e coloquem imediatamente nas ruas a frota mínima de veículos, assegurando, assim, que o direito sagrado do cidadão de ir e vir possa ser respeitado.
São Luís, 22 de maio de 2012.
Motoristas e cobradores prometem piquete na segunda-feira
Pense numa revolta.
Motoristas e cobradores estão revoltados com a decisão da presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Ilka Araújo, de reajustar em míseros 7% o valor dos vencimentos dos rodoviários de São Luís.
O índice está a quilômetros de distância do reivindicado pelos rodoviários que era de 16%.
Sem falar que a desembargadora não quis saber de conversa quanto às exigências referentes ao tíquete alimentação e ao plano de saúde, reivindicações históricas dos trabalhadores.
A categoria realizará uma Assembleia nesta sexta-feira (18) para avaliar a decisão da Justiça do Trabalho. Os ânimos estão exaltados entre os rodoviários, que prometem parar completamente a frota de ônibus na próxima segunda-feira (21) e realizar vários piquetes na cidade. Vai ser um Deus nos acuda.
Ou um caos…
PS. Fique com a análise do blogueiro Frederico Luiz “Na greve dos rodoviários, TRT mostrou sua nova face“ que, mesmo lá de Imperatriz, está ligado nos acontecimento na Ilha do Amor..
Vem caos por aí…
Greve dos rodoviários: paralisação acontecerá na terça, quinta e sexta-feira
Do blog do Ricardo Santos
Os motoristas de ônibus de São Luís, que lutam pelo aumento de seus salários há mais de dois anos, não vão sair das garagens nessa terça feira (24).
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Maranhão, Dorival Souza da Silva, confirmou a paralisação, mas que a acontecerá de forma parcial, na terça feira, dia 24, ocorrerá a partir de 0h até 9h da manhã; na quinta-feira (26), será das 14h às 20h; e na sexta-feira (27), a paralisação será novamente de meia-noite até 9h.
A categoria afirma que se após todo o cumprimento das paralisações, se o SET não se manifestar, a categoria vai paralisar suas atividades por tempo indeterminado.
“Queremos reajuste salarial de 16%, aumento do ticket alimentação para R$ 450, extensão do plano de saúde para dependentes, implementação do plano odontológico para ambos, auxílio creche, participação nos lucros da empresa, auxílio para atividades esportivas e cumprimento da jornada de trabalho de sete horas, com uma hora de intervalo ou pagamento de hora extra. Afinal, tem rodoviário que está trabalhando quase 10 horas por dia”, disse Dorival Souza da Silva.
Assembleia Legislativa nega anistia para PMs grevistas
O blogueiro não entrará no mérito se a greve dos policiais e bombeiros militares, ocorrida no ano passado, foi justa ou não, até porque em muitos pontos os “milicos” têm suas razões, mas o ponto fundamental é que a grave da categoria não encontra sustentação constitucional em nenhum aspecto e os grevistas sabiam disso.
Se Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Assembleia Legislativa rejeitou, nesta terça-feira (20), projeto de lei do deputado Neto Evangelista (PSDB), que propunha a concessão de anistia aos policiais militares e bombeiros que participaram do movimento grevista, apenas cumpriu o que determina a Constituição.
Ora, assim é fácil: um cidadão sabe que matar é crime e dá cadeia. Aí o cara mata, alega que estava matando por uma causa “justa”, se arrepende e pede “anistia” para o Estado como se tivesse o direito para tal. Isso não existe!
Quando os militares resolveram ocupar o prédio da Assembleia Legislativa e desafiar as instituições constituídas durante o movimento paradista, sabiam sobre os riscos que estavam correndo, inclusive de serem excluídos da corporação. Não podem, agora, exigir “reparo” do Estado pelo que fizeram.
É aquela velha história: “quem não pode com o pote não segura na rodilha”; ou ainda: “cabeça que não pensa, corpo padece”.
Greve dos policiais: o caso do MA e o da BA
O blog acha por bem fazer uma avaliação, ainda que sumária, da greve dos policiais militares no Maranhão e na Bahia.
Em primeiro lugar, não se pode deixar de levar em conta que ambos os casos não encontram base legal para que os profissionais militares façam greve. Esse é um ponto.
Outra questão é a forma como o movimento foi tratado por um e outro governo, ou seja, como a greve foi enfrentada pelo governo do Maranhão e pelo da Bahia.
Aqui a oposição raivosa foi para cima do governo acusando o Palácio dos Leões de autoritário, intolerante, insensível e por aí vai. Sobrou até para o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo, chamado de “frouxo” por muita gente.
No Maranhão desembarcaram policiais da Força Nacional, oficiais e soldados do Exército, mas não foi preciso usar de qualquer força bruta ou mesmo confronto mais grave entre grevistas e os órgãos do governo ou a serviço dele.
Na Bahia, pelo contrário, o governo Jaques Wagner partiu para cima do movimento fundamentado na Constituição, ainda que a decisão de enfrentar o movimento grevista dos policiais produza desgaste político ao governador petista.
Contudo, o governador da Bahia está correto, ainda que a causa dos policiais sejam justas. O que não pode é o estado ficar refém da greve num momento onde a Bahia se prepara para um dos seus momentos mais importantes que o carnaval. Mas, não é só isso: os índices de homicídios cresceram vertiginosamente desde o início da greve.
De qualquer forma, o governo do Maranhão foi mais eficiente nas negociações com os grevistas do que o governo baiano, pois sob as mesma condições de pressão, ocupação de prédios públicos (Assembleia Legislativa), passeatas e atitudes desafiadoras dos “paredistas”, conseguiu que a greve dos policias maranhenses chegasse ao fim sem uma única gota de sangue, inclusive com a intermediação da OAB-MA.
A oposição maranhense deveria reconhecer essa realidade…
Coronel diz que Assembleia foi esvaziada e manifestantes detidos
Saída dos PMs grevistas começou na manhã desta quinta-feira (9).Apontado como líder, Marco Prisco saiu pelos fundos, diz Exército
SALVADOR – O prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, foi liberado na manhã desta quinta-feira (9) pelos policiais militares grevistas que mantinham a ocupação desde 31 de janeiro. O ex-policial militar Marco Prisco, considerado líder do movimento, e o policial Antônio Angelim deixaram o local presos. Até por volta das 8h30, não havia confirmação do fim da greve.A saída dos manifestantes e as prisões ocorreram após o Jornal Nacional divulgar, na quarta-feira (8), conversas gravadas entre os chefes dos PMs grevistas na Bahia que mostram acertos para realização de ações de vandalismo em Salvador. O líder da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Marco Prisco, foi flagrado em ao menos um dos telefonemas. Tanto ele quanto Angelim estavam na lista dos 12 integrantes do movimento que eram alvo de mandados de prisão. Até esta manhã, cinco foram presos.O tenente-coronel do Exército Márcio Cunha disse que os dois presos nesta manhã foram encaminhados para a Polícia do Exército, na capital baiana. Ambos saíram pelos fundos da Assembleia, evitando o contato com a imprensa. A estratégia foi uma exigência de Prisco, que liderava a ocupação.
Segundo Cunha, cerca de 240 pessoas foram retiradas do prédio. A imprensa não foi autorizada a entrar na Assembleia, mas ainda de acordo com informações do Exército, as instalações estão intactas, mas muito sujas. Soldados do Exército fazem uma revista no prédio.
Depois da liberação do espaço, o acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde funciona a Assembleia e outros órgãos públicos, foi totalmente liberado.
O governo da Bahia informou que está avaliando a situação para depois divulgar um comunicado oficial. A Secretaria de Segurança Pública também não tem informações até o momento, mas diz que deve realizar uma entrevista coletiva ainda nesta quinta-feira.Denúncia e desocupaçãoPoliciais militares grevistas começaram a deixar o prédio da Assembleia pouco depois das 6h desta quinta, quando a ocupação do local completava dez dias. A saída foi anunciada ainda na madrugada pelo advogado Rogério Andrade, um dos defensores da Aspra.
A saída dos manifestantes ocorreu de forma organizada no começo da manhã. Primeiro, um grupo de mulheres deixou o prédio. As forças de segurança colocaram ônibus à disposição do grupo. A maioria deixou a região usando os próprios carros e motos. Os veículos foram revistados pela Polícia Federal.A greve dos PMs na Bahia começou em 31 de janeiro e o governo do estado solicitou auxílio da Força Nacional de Segurança e do Exército para fazer o patrulhamento nas ruas e cercar o prédio da Assembleia, que havia sido tomado pelos grevistas.
Ainda antes do amanhecer, cinco homens deixaram a sede do órgão estadual e foram liberados porque não havia mandados de prisão contra eles. Eles passam por uma revista e tiveram a saída permitida. A liberação deles foi mais um indício de que a entrega total dos grevistas estava próxima. Os soldados do Exército se mantiveram estrategicamente posicionados para atuar em caso de necessidade.
Tropa do Exército
Na quarta-feira (8), foi ampliado o número de soldados que vigiavam as entradas do Centro Administrativo da Bahia (CAB). O número de homens no local passou de 1.038 para 1.400 no período da tarde, sendo 1.200 membros do Exército, 50 da Força Nacional e 150 PMs.
Segundo o tenente-coronel Cunha, a ampliação da segurança no local visa manter a tranquilidade no CAB. “Nós fizemos uma análise no final do dia de ontem e decidimos fazer o reforço para aumentar a segurança. Não consideramos as manifestações tumulto”, destacou Cunha.
Os acessos ao CAB foram fechados na quarta-feira pelas tropas das Forças Armadas. De acordo com o tenente-coronel, o bloqueio foi uma decisão do comando da operação e a justificativa da ação não será informada por enquanto. Os manifestantes avaliavam que a medida é para enfraquecer o movimento.
Greve ilegal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou na quarta-feira que é ilegal a greve de policiais militares, como os da Bahia, que fazem paralisação desde o dia 31 de janeiro.
“A greve é um tema social. Mas, neste caso, ela é inconstitucional, é ilegal. Se viesse uma lei legitimando o direito de greve de militares, ela fatalmente cairia no STF, seria julgada inconstitucional”, disse Mello. O artigo 142 da Constituição estabelece que ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.
Habeas Corpus
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus para dois líderes do movimento grevista. O pedido feito na quarta-feira (8) pelos advogados dos policiais foi analisado e negado pelo ministro Og Fernandes. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) já tinha indeferido um pedido de habeas corpus em 6 de fevereiro. Os advogados Leandro Gesteira e Ivan Jezler deram entrada em novos pedidos no fim da tarde de quarta.Os advogados de defesa do líder dos PMs grevistas da Bahia, Marco Prisco, e dos outros 11 policiais com mandados de prisão preventiva decretados entraram com pedido de habeas corpus no TJ-BA no fim da tarde de quarta.De acordo com um dos advogados, Ivan Jezler, o pedido foi protocolado no plantão TJ e deve ser recebido pelo desembargador José Alfredo. Segundo ele, existe a expectativa de que a liminar seja avaliada ainda na quinta-feira (9).
“O objetivo é revogar as prisões preventivas decretadas. Greve, por si só, não se fundamenta em fato criminoso. Se o TJ negar vamos recorrer no STJ”, diz o advogado. “Os juízes alegaram tão somente a questão do movimento grevista. Eles acusaram os roubos que ocorreram na cidade, mas isso é responsabilidade objetiva e a fundamentação é genérica. Não pode decretar prisão por conta disso”, argumentou.
Dez dias que abalaram o Maranhão
A greve dos policiais e bombeiros militares mobilizou muitos atores políticos e sociais do Maranhão, uns de forma mais pública e outros com maior atuação nos bastidores desse que já é considerado o movimento de maior importância nos últimos anos no nosso estado, não pela paralisação em si, mas pelos seus protagonistas: policiais e bombeiros militares que nunca antes na história deste estado tinham feito algo parecido.
O blog organizará uma série de postagens sobre quem foi quem, como atuaram e qual foi o papel das principais lideranças militares, políticas, agentes públicos, jornalistas, blogueiros, entre outros, que estiveram envolvidos direta ou inderetamente na greve dos militares.
Através de entrevistas, notícias, fotos, depoimentos, enfim, por meio de vários levantamentos, o blog contará aos seus leitores o que de fato foram esses “dez dias que abalaram o Maranhão”.
Vale a pena aguardar.




