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Marcelo Tavares está preocupado com o “fiado” ou já anda apresentando “carta de seguro”?

Dep. Marcelo Tavares tem falado muito em “governo do fiado”, mas isso pode ser uma forma de apresentar uma “carta de seguro” prévia, caso a oposição de hoje vire governo amanhã.
O deputado Marcelo Tavares (PSB) tem subido sistematicamente na tribuna da Assembleia Legislativa para dizer que a governadora Roseana Sarney (PMDB) trabalha no “fiado”, numa alusão às obras de investimento em infraestrutura do estado, entre outras áreas, realizadas partir dos empréstimos tomados pelo Governo do Estado e devidamente aprovados pelo parlamento maranhense.
E sempre que vai à tribuna com essa conversa para boi dormir, o líder oposicionista faz questão de dizer que esses empréstimos serão pagos pelo presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), já que, para Marcelo Tavares, o comunista já está eleito governador do Maranhão.
Além desse discurso de Tavares ser chato pra cacete, parece soar como uma espécie de “carta de seguro”, caso Flávio Dino realmente se eleja governador, em 2014.
“Como assim assim ‘carta de seguro’, Robert?”, pode perguntar uma dileta leitora que sempre me pergunta algo sobre política (Rsrsr).
Simples. amiga: como Marcelo Tavares dá como certa a eleição de Flávio Dino ao governo, ele prepara um discurso prévio para, lá na frente, ser usado caso o governo do comunista seja um fiasco. Ou seja, justificar as possíveis “cabeçadas” e “dificuldades” de um eventual governo dinista por conta dos “empréstimos irresponsáveis feitos pelo governo anterior”.
Na verdade, o que Marcelo Tavares está querendo com esses discursos enfadonhos é criar uma “herança maldita” antes dele se tornar um importante secretário de Estado ou líder do futuro governo de Flávio Dino, que ele tem certeza que se concretizará com base nas pesquisas atuais, segundo o deputado mesmo gosta de frisar.
Vai gostar de sofrer por antecipação assim lá em Cajapió…
Washington no comando (ou PT, PMDB e a governadora Roseana)
O vice-governador do Maranhão, Washington Oliveira (PT), assumirá o comando do estado durante os dez dias que a titular do cargo estará de licença. A governadora Roseana Sarney (PMDB) viajará para os Estados Unidos, onde gozará de um rápido e merecido descanso.
É o PT no poder? Claro que não. Aliás, longe disso. Mas não deixa de ser um fato político recheado de simbolismos. Senão vejamos.
Em primeiro lugar, mostra que a governadora e o vice mantém uma relação madura e de plena confiança política e administrativa.
Em segundo lugar, expressa um sentimento de que a aliança entre o PT e PMDB locais pode ganhar um novo patamar de entendimento, ainda mais com a ampliação do espaço, no governo, que os petistas ganharam a partir da posse do professor José Costa na Secretaria de Ciência e Tecnologia.
Por fim, a governadora, justiça seja feita, não tem medido esforços para prestigiar o PT no âmbito da estrutura governamental do estado – mas é importante que as bases no PT no interior sintam-se igualmente “governo”, o que hoje não acontece efetivamente.
Nesta manhã, por exemplo, durante cerimônia da assinatura das Ordens de Serviço para início da construção dos Hospitais Macrorregionais de Imperatriz, Santa Inês e Pinheiro, além do Hospital Regional de Chapadinha, governadora Roseana Sarney foi só elogios ao vice-governador e ao PT.
Washington ouviu palavras sinceras e honrosas da boca da chefe do executivo maranhense, numa demonstração inequívoca de o petista tem a sua importância e o seu trabalho reconhecidos pela “Branca”.
Não à toa, inclusive, que o vice-governador passou a ser visto por Roseana e seus auxiliares mais próximos, como um possível nome para disputar a vaga de senador da República, caso ela realmente fique até o fim do mandato no cargo de governadora. Não está descartada nem mesmo a possibilidade de Washington ficar os últimos nove meses de 2014 no exercício do governo, num cenário em que Roseana opte a disputar a cadeira do Senado Federal.
Enfim, a relação PT/PMDB passa por uma nova, produtiva e ótima convivência política, onde o respeito mútuo é fundamental para consolidar entendimentos futuros.
É esperar para ver os próximos capítulos deste filme romântico (Rsrs).
Expectativas: da campanha ao governo
O blog do Robert Lobato já revelou a sua opinião quanto à cobrança exagerada de resultados prematuros do governo Edivaldo Júnior feita por setores da imprensa. O governo completa exatos 15 dias nesta terça-feira (15).
De todo modo, o prefeito deve ter em mente que daqui a alguns meses que poderá estar fazendo as cobranças das mudanças prometidas na campanha é o senhor do governo: o povo.
Não se pode esquecer que a marca da campanha eleitoral do “É, é, é 36…” foi a “mudança” e, pela forma como foi “vendida”, a mudança era para já e tudo ao mesmo tempo agora.
Mas, ao contrário da imprensa (ou parte dela) o povo é mais tolerante com os governos, sobretudo quando estão iniciando. E ainda ao contrário da imprensa, que tende a ficar mais “mansa” no curso dos governos quando é chamada para uns “entendimentos”, o povo vai perdendo a paciência e começa a lembrar das promessas de palanque.
O candidato Edivaldo Júnior e seus aliados fizeram uma campanha que gerou grandes expectativas na população ludovicense, que realmente queria algo diferente do que foi feito por João Castelo nos quatro que o tucano passou a frente da Prefeitura de São Luis. Aliás, não é absurdo afirmar que o eleitor deu mais um voto “contra” Castelo que “a favor” de Holanda.
Até o momento, o povo, sábio como é, está tolerante e confiante nas mudanças propostas pelo candidato do “36″, mas se elas, as mudanças, demorarem a chegar, esse mesmo povo, exigente como está, poderá manifestar insatisfações crescentes não contra o prefeito “36″, mas em relação ao gestor de todos os moradores de São Luis.
Alguém tem dúvida???
A oposição erra ao criticar seminário promovido pelo governo
A oposição maranhense sofre por antecipação ao criticar cegamente o “Seminário de Integração” promovido pelo Governo do Estado, além de cometer um equívoco conceitual por achar que o evento foi apenas para promover o pré-candidato a governador, Luis Fernando.
Ora, Luis Fernando é antes de tudo o chefe da Casa Civil do Governo do Maranhão, logo pode e deve coordenar eventos do tipo que ocorreu no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana. Aliás, já que deseja mesmo ser candidato a governador, ele poderia até ser mais ativo politicamente e se tornar uma espécie de “gerentão” da governadora, atuando em todas as áreas governamentais.
O blog esteve presente nos dois dias de encontro e, ainda que cético quanto a algumas das boas intenções do governo, entende que o evento foi importante até para que os futuros gestores municipais cobrem do Palácio dos Leões – sem falar que o evento foi realizado a quase dois anos das próximas eleições.
De certa forma, o seminário foi uma espécie de resposta ao encontro de prefeitos da oposição, organizado pelo PCdoB ainda no segundo turno das eleições de São Luis, em apoio ao então candidato Edivaldo Holanda Júnior.
Ao evento comunista compareceu a maioria dos prefeitos eleitos pelo campo oposicionista e foi visto por alguns observadores, inclusive por este blog, como uma precipitada ”estadualização” da campanha eleitoral de 2014 (reveja).
E qual foi a resposta do grupo político da governadora? Simples, realizar um evento oficial não apenas com os prefeitos aliados, mas com todos os eleitos e reeleitos nas eleições municipais deste ano. Resultado: o seminário coordenado por Luís Fernando foi um sucesso político, institucional e de público.
Atordoados, os líderes oposicionistas na Assembleia Legislativa e nas redes sociais partiram para o ataque desqualificando o evento em que o governo se comprometeu com tudo e com todos.
“Tapados”, ao invés de esperarem para ver o resultado dos compromissos anunciados e assumidos pelo governo com os eleitos e reeleitos durante o Seminário de Integração, preferem sofrer por antecipação como se realmente estivessem “acusado o golpe.”
Agindo dessa forma, a oposição dá motivos para que os governistas façam o discurso de que ela torce contra o Maranhão, que realmente é adepta da tese do “quanto pior,melhor”.
Muito ruim a reação oposicionista.
O político e o técnico
Sempre há um debate sobre qual o melhor perfil para um governo: se político ou técnico. E toda vez que o povo está na iminência de ser representado por um novo governo esse debate ganha mais força, pois os eleitos tratam logo de anunciar que os cargos serão ocupados a partir do “perfil técnico” dos escolhidos.
Ora,o ideal, o sonho de qualquer gestor de verdade é nomear auxiliares tecnicamente competentes para fazer uma gestão de resultados, profissional, que administre a máquina governamental para dar “lucro” social em forma de serviços de qualidade para cidadania que paga os seus impostos.
Ocorre, que os governos são reflexos das negociações políticas e das alianças que são feitas ainda na época da eleição. Acrescenta-se a isso o fato das eleições no Brasil serem em dois turno, o que faz, no caso da eleição não ser definida no primeiro turno, que novas negociações terão que ser feitas para conquistar a vitória nas urnas no segundo turno.
Dito dessa forma, é claro que qualquer futuro governante jamais terá a liberdade necessária para montar “o governo dos seus sonhos”, onde critérios técnicos sejam definidos à revelia da engenharia política a qual repousa a sua eleição, caso contrário é crise em riba de crise.
E não pense, caro leitor, que isso acontece somente em São Luis, no Maranhão ou no Brasil. Não, essa questão de composição governamental onde o político disputa com o técnico é uma realidade global, apenas muda a forma como as coisas acontecem num lugar e no outro.
No caso específico de São Luis, já que é aqui que a gente nasce, cresce, reproduz e morre, o prefeito eleito Edivaldo Holanda Júnior terá uma tarefa árdua para compatibilizar os amplos interesses políticos que orbitam em torno da sua eleição, com a sua vontade de fazer diferente na hora de montar a equipe de auxiliares que o ajudará a governar São Luis pelos próximos quatro anos.
O desafio será equilibrar o “quero-quero” político por cargos, com o perfil técnico que alguns espaços exigem a exemplo da saúde e da educação, para citar apenas esses dois.
Começando bem

Edivaldo Holanda Júnior afirma que dará continuidade aos projetos do prefeito Castelo e que pretende trabalhar em parceria com o Governo do Estado.
Leio na imprensa a repercussão da coletiva concedida pelo prefeito eleito, Edivaldo Júnior (PTC), nesta segunda-feira (29). Ao menos em dois pontos Holandinha foi feliz. Senão vejamos.
O primeiro diz respeito à declaração de que irá dar continuidade às obras e projetos não concluídos pelo atual prefeito e candidato derrotado, João Castelo.
Essa sinalização está’ em sintonia com o que o então candidato afirmava durante a campanha eleitoral, inclusive nos debates, ou seja, que uma vez eleito daria prosseguimento no que “há de bom” na atual administração, incluindo aí o programa do leite, fardamento escolar e o VLT.
O segundo ponto, esse um tanto quanto polêmico, diz respeito à intenção do futuro prefeito trabalhar em parceria com o governo Roseana Sarney (PMDB).
Durante a campanha, o único candidato que defendeu claramente a necessidade do governo municipal trabalhar ao lado do Palácio dos Lões foi o petista Washington. Os demais candidato falavam de forma muito superficial sobre o assuntos.
Ontem, durante a coletiva, Edivaldo Holanda Júnior disse que irá manter diálogo institucional com o Governo do Estado para garantir recursos para obras estruturantes na cidade.
“A campanha acabou. Então, o palanque deve estar desarmado. Em praticamente todos os estados, governo e prefeituras trabalham de forma institucional, porque quem ganha é a população. A partir do dia 1° de janeiro, estarei representando a população de São Luís. Então, nós devemos trabalhar pela população. E essa relação deve se dar de maneira institucional como se dá em outras cidades, em outros estados”, assegurou.
As primeiras declarações do prefeito eleito, portanto, são um bom começo para quem pretendente administrar uma cidade com vários problemas complexos, que não serão resolvidos apenas com “boa vontade política”, somente com parceria com o governo federal e muito menos com os escassos recursos públicos municipais.
A boa, saudável (e recomendável) relação institucional com o Governo do Estado será fundamental para imagem do futuro gestor de São Luis e mais ainda para a sua promissora carreira política. E para uma população sedenta por resultados práticos do poder público local.
Começou bem…
É preciso refundar o Maranhão
Lamentável em todos os aspectos o ocorrido hoje na Assembleia Legislativa do Maranhão.
O que testemunhamos na manhã desta ter-feira, dia 26 de junho de 2012, na “Casa do Povo” foi muito mais do que um “desabafo” de uma autoridade, no caso o deputado Raimundo Cutrim, que se julga injustiçado pelo envolvimento do seu nome nas investigações sobre a execução do jornalista e blogueiro Décio Sá.
Não se discute a indignação do nobre deputado, principalmente se for inocente nessa história macabra. O grave é um deputado estadual, delegado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança subir na tribuna do parlamente e chamar um colega de profissão e atual chefe da segurança pública maranhense de “moleque”.
De duas, uma: ou o secretário Aloísio Mendes sabe exatamente que o deputado tem “tudo a ver” com a execução de Décio e, nesse caso, deve ser cassado e responder como um criminoso comum; ou Raimundo Cutrim é inocente e o secretário deve ser sumariamente demitido do cargo e, igualmente, responder pelo crime previsto na lei. O que não pode é esse episódio absurdo ficar sem qualquer resposta para a sociedade.
Este blog sempre sustentou que a execução do jornalista Décio Sá acabou se tonando uma ótima oportunidade, ainda que desgraçadamente, de passar o Maranhão a limpo.
Não razoável a cidadania se permitir chegar à conclusão que o Estado maranhense apodreceu. Que as instituições (Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público etc) não são mais confiáveis, já que boa parte dos seus integrantes estão, de uma forma ou de outra, envolvidas com atividades ligadas ao crime organizado. Achar que até parte da imprensa apodreceu e possui tentáculos na bandidagem.
Torna-se urgente refundar, reinventar o Maranhão! E isso não será responsabilidade de um único partido, uma única liderança ou um único grupo político. É uma responsabilidade de toda a sociedade a partir da participação efetiva da cidadania.
O Maranhão precisa fechar para balanço e contabilizar seus ganhos e perdas aos longos de sucessivos governos.
Chega de Estado ficha suja.
Ainda sobre os 400 anos…
Muito oportuna a postagem 100 dias para os 400 anos; e nada…, no blog do jornalista Marco D’Eça.
Realmente não há nada de especial, planejado ou em curso, tanto pela prefeitura quanto pelo governo, que remeta às comemorações do 400 anos da nossa capital. Nem mesmo o fato do aniversário histórico cair em ano eleitoral foi suficiente para que os poderes públicos fizessem algo marcante, inovador e criativo.
Pelo lado da prefeitura a única coisa existente em relação aos 400 anos é aquele relógio feio pra poxa ali na cabeceira da ponte do São Francisco.
Do lado do governo, somente planta baixa e maquetes eletrônicas de obras a serem entregues (?) no ano do quarto centenário.
A ausência de festa, alegria, luz e animação na cidade em relação ao seu aniversário de 400 anos é a mais completa expressão da falta de postura republicana na relação entre o Governo do Estado e Governo Municipal.
A cidade a esta altura era para estar em ritmo de festa; os bairros, ao menos os históricos, deveriam apresentar ornamentações em alusão ao “níver” da cidade; grupos artísticos populares poderiam estar, neste período até setembro, fazendo apresentações nas comunidades sobre a invasão francesa; no Centro a população poderia ver réplica da Torre Eiffel, do Arco do Trinfo etc; enfim, São Luis era para estar fervendo neste momento, mas a única fervura é o calor natural da cidade.
Nem de longe a cidade lembra tão significativa data. Nem de longe a população sente que neste ano a Ilha do Amor completará 400 anos. Aliás, é possível que, feita uma pesquisa em São Luis, a imensa maioria dos ludovicense revelasse total desconhecimento sobre o aniversário.
O pior de tudo é que no horário eleitoral na tevê, em pleno mês de setembro, todos os candidatos a prefeito vão louvar e brindar os 400 anos de São Luis.
Só mesmo outros 400…
Jornalista destaca a “face” que salva o governo Roseana Sarney
O blog recomenda a leitura do artigo do colega Nonato Reis sobre o que considera a face que salva o “melhor governo da minha vida”.
O jornalista, que escreve quinzenalmente para o JP, considera que Pedro Fernandes, Max Barros, Joaquim Haickel e Ricardo Murad dão um tom diferenciado no governo Roseana Sarney fazendo com que o mesmo não caia na “planície infecunda, marcada por inércia e mesmice”.
Este blog apenas incluiria nessa “face que salva o governo,” o secretário de Meio Ambiente, Victor Mendes, que tem implementado iniciativas empreendedoras na Sema.
Vale a pena ler na íntegra o artigo do jornalista Nonato Reis que, além de lúcido, provoca um bom debate. Veja:
A face que salva o governo
por Nonato Reis, publicado originalmente no Jornal Pequeno.
Roseana Sarney deve muito a Pedro Fernandes, Max Barros, Joaquim Haickel e Ricardo Murad. Não fosse pela atuação deles o seu governo seria uma planície infecunda, marcada por inércia e mesmice. Os quatro projetam claridade numa paisagem sombria. Impõem ritmo, garantem movimento a uma engrenagem oxidada, incapaz de dar respostas às demandas da sociedade. Representam assim o contraponto onde quase tudo é imobilismo e desânimo.
Ricardo Murad dirige o projeto mais complexo, pedra de toque da campanha pela reeleição. Tinha tudo para ser o maior estelionato eleitoral já aplicado no Maranhão. Construir um único hospital é tarefa inglória. Que o diga o prefeito de São Luís, até hoje engessado na tentativa de dotar a cidade de uma moderna unidade de emergência. Imagine-se o esforço de levantar dezenas deles! Com aquele seu jeitão típico de quem transforma teoremas em simples operações aritméticas, Murad está ritmo a um paquiderme.
Alguns dos hospitais prometidos saíram do papel, foram construídos e entregues à população. E o que é melhor: em condições de funcionamento. A rede de atendimento da capital, antes falida, recebeu injeção de recursos. O velho Hospital Geral ressurgiu das ruínas e hoje exibe boas instalações físicas e modernos equipamentos. As UPAs, um projeto do governo federal, mas executado em parceria com os Estados, atendem com eficiência. Tanto que estão atraindo usuários de planos de saúde, num a migração perigosa, porque coloca em risco a qualidade do trabalho oferecido.
Não quer dizer que a saúde pública do Maranhão tenha se transformado da noite para o dia em modelo de assistência. Longe disso. O êxito está em mostrar que é possível reabilitar o paciente. Que apesar do coma, os sinais vitais voltaram a funcionar. E que há, entre os profissionais da área, um clima de otimismo. Se alguém duvida, pergunte aos médicos qual é hoje a maior preocupação deles, e a resposta será uma só: que Ricardo Murad deixe a secretaria e volte para a Assembleia, jogando por terra todo o esforço empreendido até aqui. Por que uma coisa é certa: na hora em que ele se afastar da pasta, a saúde dá macha a ré.
Joaquim Haickel deu vida a uma pasta decorativa, criada muito mais para acomodar interesses menores do que para impulsionar um setor indispensável à sociedade. Graças à sua capacidade de articulação garantiu a continuidade da reforma do Estádio Castelão e retomou as obras de reconstrução do Ginásio Costa Rodrigues, ícone da má aplicação de recursos, que envergonhava a sociedade e constrangia o poder público.
Max Barros tem sob seu comando as obras estruturais. Não disponho de dados objetivos para quantificar as intervenções na malha viária estadual, com o objetivo de recuperar, manter e ampliar a rede de estradas que cortam o território maranhense, mas é certo que tem obtido bons resultados.
Em São Luís sua pasta constrói, dentro do cronograma, a Via Expressa, uma das promessas de campanha para comemorar os 400 anos da cidade. Apesar de polêmica, por interligar quatro shoppings e passar por dentro de um bairro histórico, a avenida constitui um emblema: representa a retomada dos investimentos públicos no trânsito da capital, após anos de ausência.
Mas há um dado negativo no trabalho de Max Barros. O Espigão Costeiro, anunciado com alarde, ficou pela metade. Hoje é uma obra inacabada. Construíram apenas a estrutura de pedra. A parte de urbanização permanece como promessa. A pista próxima ao quebra-mar, que deveria ser objeto de recuperação, sofre um pesado processo de erosão, que já destruiu parte do asfalto e mesmo do piso que lhe dá sustentação. Na altura do Corpo de Bombeiros uma cratera já engoliu metade da pista e ameaça interditar o trânsito. O governo sequer se dignou a expedir uma nota, esclarecendo as razões da paralisação do serviço.
Pedro Fernandes foi outro que deu musculatura a um biombo de governo. A avenida marginal entre a Camboa e a Alemanha, iniciada no governo Jackson Lago, estava imersa em problemas, quando assumiu a pasta das Cidades. Havia entraves de toda ordem. Falhas na concepção, atrasos no cronograma de desembolso, pendências com a construtora, impasses no processo de desapropriação.
Com habilidade e vontade política, desatou todos os nós e retomou o ritmo regular da obra. Sua inauguração está prevista para dezembro. É um dos maiores investimentos do PAC-Cidades, com orçamento superior a R$ 200 milhões. Sua ida para a Educação pode impulsionar um setor essencial, mas também coloca em risco a continuidade de uma obra estratégica para o traçado viário de São Luís.
No somatório, Pedro Fernandes, Max Barros, Ricardo Murad e Joaquim Haickel dão sobrevida a um governo inócuo, que não consegue atender as necessidades elementares da população. Em que pese a representação política do Estado no plano federal, o Maranhão patina no atraso e na inapetência. Seus indicadores sociais permanecem vergonhosos, iguais aos de países mais pobres da África. Roseana Sarney, que assumiu o atual mandato prometendo fazer o melhor governo da sua vida, está insolvente com a população. Pela regra, estaria perdida. O que ainda lhe salva são as exceções.
Nonato Reis é jornalista e escreve para o Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente
Tem que saber montar no “cavalo selado”, presidente
“O Maranhão está bombando, eufórico e cheio de esperança. O cavalo está selado“.
Com as palavras acima o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney, termina o artigo deste domingo, na sua coluna dominical, no jornal O Estado do Maranhão.
Em “O cavalo selado”, título da crônica, Sarney esbanja otimismo e esperança no presente e no futuro socieconômico do Maranhão.
Confesso que gosto de ler essas coisas assim “para cima”, vibrante, otimista, faz bem para a autoestima, afinal sou aquariano.
Entretanto, porém, contudo, a visão “cor de rosa” do grande patriarca contrasta com a gestão real daqueles que estão olhando o “cavalo selado” passar. Falo da governadora e do governo.
Serei generoso: de cada dez governistas que pergunta-se como avaliam o governo Roseana Sarney, oito dizem que não está bom. E olha que entre esses “oito” inclui-se gente do governo, ocupante de cargos e de diferentes partidos.
Não é possível saber exatamente o que ocorre no “núcleo escaldante” do governo, mas salvo algumas ações pontuais, muito das quais envolvendo recursos do governo federal e a coragem da iniciativa privada, muito pouco existe de realização do Governo do Estado, efetivamente.
Não se pode nem afirmar, como feito no governo Jackson Lago, que o problema é de comunicação. Não, esse governo comunica bem, isso é inegável!
A impressão que passa é que Roseana Sarney, por algum motivo, perdeu o pique para governar, ainda mais depois da execução do jornalista Décio Sá, seu amigo pessoal e colaborador. Ao menos é o que parece.
Voltando ao Sarney.
O fato é que Sarney tenta fazer uma espécie de contraponto aos “pessimistas”, aos que torcem pelo “quanto pior, melhor”, enfim, um contraponto aos que, para continuarem agitando a flâmula anti-saneísta, regozijam-se à cada dado negativo sobre o Maranhão.
Só que assim como erram os oposicionistas quando comemoram (politicamente) uma estatística contra o Maranhão, erra igualmente o presidente Sarney ao vibrar por conta de nós maranhenses sermos ”aquinhoados pelo Criador com a descoberta de gás, das grandes jazidas de ferro em Cidelândia, bauxita na Serra do Tiracambu e ouro em Godofredo Viana”, como se toda essa “sorte”, para virar uma realidade, não dependesse de uma boa gestão, de um bom governo.
“O Maranhão está bombando, eufórico e cheio de esperança. O cavalo está selado”.
Pode ser, presidente, mas tem que saber montar no cavalo.
Ou uma queda poderá ser fatal…








