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Entrevista de José Reinaldo não acrescenta nada de novo e revela que o ex-governador está sem rumo
Chega ser melancólica a entrevista do ex-governador José Reinaldo Tavares (ainda PSB) concedida ao jornalista Manoel dos Santos Neto, do Jornal Pequeno, edição deste domingo (21).
Além de não trazer qualquer novidade para a conjuntura atual, a entrevista de Tavares só serviu para fortalecer a sua imagem de político contraditório, debochado e completamente sem rumo.
Em primeiro lugar, José Reinaldo se atrapalha todo ao falar do PSB. Uma hora o partido não tem dono e são os filiados que decidem os destinos da legenda. Depois o ex-governador se contradiz e passa defender que o partido tem dono e atende pelo nome de Eduardo Campos. Veja:
“O PSB é um partido que não tem dono. Eu vejo muitas declarações de pessoas falando que o PSB vai fazer isto, vai fazer aquilo. O PSB, durante todo o tempo que estou lá, sempre decidiu as coisas no voto. Os componentes do PSB é que decidem os rumos do PSB. No momento, com a candidatura do Eduardo Campos, que é o presidente do nosso partido, quem manda no partido hoje é o Eduardo Campos”. Que coisa, não?
Em seguida, e aparentemente incomodado com a possibilidade cada vez mais forte do vice-prefeito de São Luis e presidente municipal do PSB, Roberto Rocha, ser de fato o candidato do partido a senador, com os respectivos apoio do presidente da Embratur, Flávio Dino, e do prefeito de São Luis, Edivaldo Júnior, José Reinaldo tenta inventar uma candidatura de João Castelo ao Senado Federal como forma de atrair o PSDB para o palanque de Flávio Dino.
“A meu ver, e se dependesse de mim, eu estaria trabalhando era para trazer o PSDB para fortalecer esta luta, com todos os outros partidos da oposição. Inclusive porque nós vamos precisar deste tempo de televisão. Eu acho que a chave para conseguir que o PSDB esteja conosco é o ex-governador e ex-prefeito João Castelo. Ele é um grande quadro da oposição”, defendeu.
Dando sinais que está sem rumo, zonzo, zonzo, o ex-governador desdenha do fato da candidatura oposicionista ao Senado Federal ter sido costurada nas eleições de 2012 entre Flávio Dino, Roberto Rocha e Edivaldo Júnior, época em que José Reinaldo resolveu apostar no projeto de reeleição do prefeito João Castelo.
Debochado, Zé Reinaldo diz nunca ter visto isso, ou seja, o candidato a senador das eleições de 2014 ser escolhido nas eleições municipais de 2012.
“Vejo aí um açodamento e eu até digo que estou aprendendo muito com política. Porque o que se fala é que os candidatos ao Senado na eleição de 2014 foram escolhidos na eleição para prefeito em 2012. Eu nunca tinha visto isto. Quer dizer: estou aprendendo estas coisas inusitadas aqui no Maranhão. Eu não vejo o menor sentido nisto, mesmo porque nós não podemos ficar apenas com aqueles partidos. Nós temos que pensar é em ampliar a coligação. E estes cargos – de governador, de senador – tem de ser discutidos com todos os partidos que vão fazer parte da base do nosso candidato [Flávio Dino]“, defendeu.
No mais, a entrevista segue o ritual reinaldista de sempre: falar da família Sarney; debochar da governadora Roseana; intrigar as lideranças governistas; sugerir que é o “inventor” de Flávio Dino; e provocar os seus desafetos no PSB, principalmente Roberto Rocha.
Nada de novo.
O mesmo velho José Reinaldo de sempre…
Leia a íntegra da entrevista reproduzida pelo blog do John Cutrim.
Deu no jornal chileno “Pulso”: Flávio Dino completamente focado nos preparativos para a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil
O Blog do Robert Lobato reproduz entrevista com o presidente da Embratur, Flávio Dino, concedida ao jornal chileno “Pulso“, especializado em econonia e negócios.
A entrevista foi publicada em espanhol, mas, como através do Google tudo é possível, e o blogueiro não tem nada de bobo, fez-se a tradução on line da mesma. Veja como ficou:
“Estamos trabalhando para mudar a impressão de que o Brasil é um destino caro”, diz o presidente da Embratur.
“Certamente é”, responde Flávio Dino, presidente do Instituto Brasileiro de Turismo, Embratur, quando perguntado se o Brasil está pronto para mega eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. “O governo tem trabalhado duro no desenvolvimento necessário para satisfazer as expectativas desses eventos”, diz ele.
A seguir a íntegra da entrevista.
Como será o andamento de projetos de infraestrutura para a Copa do Mundo e as Olimpíadas?
Flávio Dino: Todos os projetos estão ocorrendo dentro do prazo, e Brasil demonstrou que ele pode receber os turistas e a partir deste ano, através da Copa das Confederações.
O que se espera de ambos os eventos esportivos gananciasque?
FD: Brasil mais do que dobrou de divisas geradas por turistas internacionais (173%), de 2003 a 2011. Aliás, no conjunto de metas estabelecidas pelo Plano Aquarela, divisas é o principal indicador, pois mostra a contribuição do turismo para a economia brasileira. Nossa meta para o crescimento em divisas é de 192%-2009-2020. A expectativa é que em 2020 as receitas em divisas atingiram EUA $ 15.500 milhões.
O que é esperado em termos aumento do PIB?
FD: A Copa do Mundo deve acrescentar R$ 183.000 milhões para o PIB brasileiro até 2019, cerca de 92.237 mil dólares. Para os Jogos Olímpicos, o impacto esperado de EUA $ 11.000 milhões no PIB entre 2009 e 2016, e dos US$ 13.500 milhões entre 2017-2027.
Como a crise internacional vai afetar o turismo no Brasil?
FD: Apesar da crise econômica mundial, em 2012 atingimos recorde de 5,7 milhões de turistas estrangeiros, superando os números do ano anterior, quando atingiu 5,4 milhões. Além disso, o Brasil tem batido o volume recorde de divisas por meio do turismo e do número de eventos internacionais realizados, demonstrando que a crise internacional não afetou o turismo no país.
O Brasil tem uma reputação de ser um país caro. Você está trabalhando nessa questão?
FD: Com a aproximação de megaeventos como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, o Dia Mundial da Juventude e os Jogos Olímpicos, o Brasil está exposto para o mundo, portanto, os preços têm sido o nosso maior desafio.
A partir da Conferência Rio +20, a Embratur está trabalhando com hotelaria, aviação civil, entre outros, para mudar a impressão de que o Brasil é um destino caro, garantindo assim a competitividade durante esses eventos.
Eles estão negociando com hotéis para manter as suas taxas, por exemplo?
FD: De acordo com pesquisas realizadas durante os eventos no Brasil, vemos que o maior desafio neste setor é o preço. Para fazer isso, a partir de meados de agosto de 2012, a Embratur monitores de rede tarifas do hotel e, este ano, vamos discutir com a indústria sobre esta pesquisa. Criamos também uma Câmara Setorial está trazendo este sector para analisar os dados coletados, comparando as taxas de hotéis destinos brasileiros no exterior.
Para a recepção desses eventos? Ter um impacto positivo no turismo a longo prazo, precisamos assegurar e manter a atratividade do país como um destino competitivo em termos financeiros para o cenário mundial.
Qual é a sua avaliação sobre Plano Brasil Maior, que reduziu impostos na indústria hoteleira?
FD: O Governo Federal já havia reduzido impostos sector hoteleiro através do programa Brasil Maior (Maior Brasil). Na ocasião, os hotéis foram encaminhados para a eliminação da contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de 20%, que será substituída pela taxa de 2% da receita da empresa. Este foi o primeiro passo no sentido de garantir a necessária infra-estrutura para o evento mega. A conseqüência disso é a possibilidade de que o setor privado é maleável. Outra medida do Governo Federal que tem ajudado a reduzir o custo do sector hoteleiro foi reduzido as tarifas de eletricidade em até 32% para o comércio e indústria, recentemente anunciado pela presidente Dilma Rousseff.
Há capacidade hoteleira suficiente?
FD: Estamos aproveitando o setor hoteleiro para atingir o seu nível máximo, com base nos planos para os dois eventos.
Desde a eleição do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, o setor hoteleiro vem recebendo novos empreendimentos, bem como a remodelação de hotéis antigos.
Além disso, o governo está investindo em projetos de formação de pessoal, de cozinheiros para gerentes de hotel, para aumentar a qualidade do serviço e da competitividade no setor.
Quantos hotéis estão sendo construídos?
FD: Até 2019 prevê a construção de 324 novos projetos com cerca de 55.000 unidades. Ao mesmo tempo, as unidades hoteleiras existentes receberam linhas de crédito para a reforma?, E do alargamento.
Além disso, em 2012, o governo lançou uma nova classificação de instalações de alojamento, que estimulem o investimento por parte dos empresários. O Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem chamado (SBClass) procura normalização dos hotéis para proporcionar maior segurança aos turistas na escolha de alojamento e promover aumento da competitividade do turismo nacional
Entrevista: Rui Falcão aponta as bandeiras de luta do PT para os próximos anos

Presidente do PT também alerta: um pequeno grupo político, com o apoio da mídia, criminaliza a ação política e, sob nova roupagem, esconde aspirações udenistas e autoritárias
Assimilar as novas demandas da sociedade que subiu de classe social nos últimos dez anos é um dos principais desafios do PT para o futuro, porque o povo é grande protagonista das vitórias obtidas nos últimos anos. Compreender o Brasil do presente sem esquecer o Brasil do passado é fundamental para uma legenda que chega aos 33 anos – dez anos dirigindo o País – cuja missão é propor novas políticas públicas que reduzam ainda mais a desigualdade social, principalmente entre homens e mulheres – e que garantam o aprofundamento da democracia e do senso da liberdade em todos os aspectos. Uma coisa leva à outra.
Essa é a compreensão do presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, para os próximos anos do partido. Em entrevista concedida para os jornalistas dos sites do PT no Senado e do PT da Câmara dos Deputados, Falcão aborda temas que causam urticária na oposição e na direita conservadora, como o fim do financiamento privado das campanhas, o monopólio e o oligopólio que reinam nas empresas de comunicação e a necessidade de regulamentar artigos da Constituição para salvaguardar a liberdade de expressão.
O presidente do PT também alerta nesta entrevista: um pequeno grupo político, com o apoio da mídia, criminaliza a ação política e, sob nova roupagem, esconde aspirações udenistas e autoritárias – típicas de estados fascistas.
Entrevista: Igor Lago
(Entrevista concedida ao Jornal Pequeno, edição deste domingo (28).
O que levou o senhor a declarar voto para o prefeito João Castelo?
Nós lutamos pela candidatura própria do PDT. O Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago lançou o nome do ministro Edson Vidigal. Infelizmente, apesar da disposição do ministro, de ter dado o seu nome a esta missão partidária, não foi sequer discutido pelo partido tanto daqui como lá em Brasília. Houve um processo antidemocrático, sumário, de desrespeito às tradições de nosso partido, sem convenção, sem debate, sem nada. Levaram o PDT no beiço para a candidatura do Edivaldo Holanda Junior da forma mais torpe. Portanto, tudo isso contribuiu para que fôssemos fazendo a nossa reflexão e a nossa opção. É uma coisa que me distancia, que me causa estranheza. Para mim, essa candidatura [de Edivaldo Júnior] é a antítese do que fizemos e lutamos no partido. Por outro lado, além de ter críticas à administração Castelo, não vejo que o outro candidato tenha, realmente, qualquer condição para administrar a cidade de São Luis. Para isto, basta ver o seu desempenho como vereador por dois mandatos em São Luis e o atual de deputado federal. Alguém sabe de algum projeto seu de relevância para a cidade?
Mas os seus adversários falam que o prefeito não apoiou o seu pai, governador Jackson Lago, nas eleições de 2010. O que você tem a dizer sobre isso?
Castelo poderia tê-lo apoiado muito mais, se empenhado na campanha, sem dúvida nenhuma. Infelizmente, meu pai não conseguiu o apoio que merecia de muita gente. Até mesmo daqueles que, em determinado momento da campanha, sugeriam-lhe a renúncia, ameaçavam fechar o programa de comunicação, divulgavam boatos sobre sua candidatura, não reagiam às explorações dos outros candidatos no seu programa, etc. Nem relembro as calúnias, as explorações a respeito da insegurança jurídica de sua candidatura, as deslealdades várias. Não esqueço, registro e olho para a frente, para ajudar a buscar melhores dias para todos nós, evoluir como cidadão e sociedade.
O que o senhor espera do futuro prefeito de São Luis, seja Castelo ou Edivaldo Holanda Júnior?
O que todos esperamos: Uma maior e melhor eficiência dos serviços prestados pela prefeitura.
Qual o maior legado deixado por Jackson Lago para a política do Maranhão?
O da dedicação à democracia, à justiça social e à liberdade. Foi um cidadão comprometido com as causas coletivas, com as políticas públicas para as maiorias desassistidas de nossa cidade e estado. Era muito generoso e confiava plenamente em seus amigos e auxiliares e na boa fé de todos.
Você tem algum projeto político?
Ajudar a refundar o PDT nos seus princípios, ideais e razão de ser. O Trabalhismo é uma ideologia rica e sempre atual. A Democracia sempre deve ser cultivada e desenvolvida em todas as instâncias de nossas atividades. Sou contra qualquer tipo de autoritarismo, seja de direita ou esquerda. Nada o justifica. Nem os meios nem os fins. Assim, acho que posso contribuir mais como cidadão a melhorar a nossa política com muita humildade, sinceridade e diálogo.
Sobre a entrevista Edivaldo Holanda Júnior
Confesso que somente nesta manhã assistir à entrevista do candidato Edivaldo Holanda Júnior (PTC) concedida à TV Mirante, ontem, quarta-feira (19). A repercussão (negativa) do comportamento do pretendente ao cago de prefeito de São Luis ainda é grande no meio político e na imprensa.
Sem querer fazer uma análise que leve necessariamente para o campo da política à luz do processo eleitoral, o que é quase impossível, o fato é que a postura de Holandinha durante a entrevista conduzida pelo jornalista Sidney Pereira remete à algumas reflexões pertinentes. Senão vejamos.
Que o jovem Edivaldo Holanda Júnior é uma boa pessoa, um jovem inteligente, carismático, bem educado, bom filho e excelente pai de família, isso ninguém tem dúvida, principalmente para quem o conhece minimamente.
Mas, além de ser tudo isso, Holandinha é gente, corre sangue em suas veias, carrega uma massa cinzenta dentro da cabeça e bate um coração do lado esquerdo do seu peito.
Não há marketing político, programa de tevê bem produzido, palavras lindas para serem ditas no estúdio que possam impedir, em um dado momento, que os eleitores venham a conhecer melhor um candidato.
A reação de Holandinha aos questionamentos “inconvenientes” feitos durante a entrevista, só mostra que qualquer candidato tem muito mais a revelar aos eleitores do que apenas belos sorrisos e propostas de “renovação”.
Se o candidato do PTC teve uma reação inédita para alguns e até surpreendente para outros, mostra o quanto é verdade o velho adágio popular que diz: “A alma não tem segredo que a conduta não revele”.
Holandinha não merece ser crucificado pelo comportamento que teve durante a entrevista à TV Mirante. Muito menos ser pintado como um “lobo em pele de cordeiro”.
Precisa ser visto apenas como um ser humano igual aos outros. Ele não é nem o “santo” do horário eleitoral e nem o “demônio” da entrevista à TV Mirante.
É isso.
PS: Quem ainda não viu a entrevista de Edivaldo Holanda Júnior, é só clicar AQUI assistir e tirar as suas próprias conclusões.
Entrevista exclusiva: Sergio Caldieri
(Post atualizado para pequenas revisões) – O blog entrevistou com exclusividade o jornalista e escritor paranaense, há anos radicado no Rio de Janeiro, Sergio Caldieri.
Nascido em Assai,interior do Paraná, Caldieri é o que podemos chamar de um incansável sonhador e lutador das boas causas que justificam a nossa existência neste planeta.
Com vasta experiência e militância no jornalismo político nacional e internacional, Sergio Caldieri conta um pouco da sua história enquanto jornalista, fala sobre o governo Dilma, política internacional do Brasil o “mensalão”, que não sua opinião foi inventado para “desestabilizar o mais forte e sucessor de Lula, que era o José Dirceu”; fala ainda sobre o PDT e o legado de Leonel Brizola; cassação de Jackson Lago e ainda sobre o lançamento do seu mais novo livro ”Eternas Lutas de Edmundo Moniz”, que relata a vida e obra do escritor e internacionalista baiano, cuja influência foi marcante na política brasileira e latino-americana nos chamados anos de chumbo, durante a ditadura militar.
Ao final da entrevista, o blog relaciona algumas personalidades públicas brasileiras para Caldieri dar a sua opinião sobre cada um. Entre os citados estão Lula, Dilma, Collor, FHC, José Sarney e Roberto Civita, dono do império Abril, editora da revista Veja.
Sergio Caldieri foi colaborador da Tribuna da Imprensa, Luta Democrática, Tribuna Socialista, O Correio e jornalista responsável do jornal Inverta. Foi ainda assessor de imprensa de Darcy Ribeiro e Edmundo Moniz, na Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Fundador do Instituto Cultural Bertolt Brechet (na antiga Alemanha Oriental), do Instituto Cultural Olof Palm (Suécia), diretor Jurídico do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro e 1º Secretário do Conselho Deliberativo da ABI e é atual membro do diretório estadual do PDT/RJ.
A seguir a íntegra da entrevista:
“Os Estados Unidos sempre foram uma das grandes pragas da humanidade. Tudo de ruim no mundo são causados pelos interesses dos presidentes de plantão desse país, acho que todos são fantoches manipulados pela famosa máfia que controla os bancos, fábricas de armas e outras crueldades contra os seres humanos.”
O que o jornalismo significa para você?
Robert, sou a favor do diploma. Disse que os grandes jornalistas que atuaram na imprensa não tiveram diploma, pois não tinha faculdade. Nunca achei justo os espaços para celebridades. Artigos técnicos de médicos, engenheiros também ocupam espaços, mas são específicos.Não vivemos num país socialista, mas acho que o Lula dando bolsa-família, aumento de salário, mais empregos, remédios grátis para diabetes e hipertensos, seria o começo do socialismo, mas falta muito. O projeto de nação do PDT era seguir os ideais de Leonel Brizola, como um grande defensor do nacionalismo e uma das suas maiores bandeiras que sempre foi a educação do povo brasileiro.
Desde criança lembro do meu pai Caetano lendo um jornal. Eu ficava no seu ombro acompanhando suas leituras. Fiquei com essa mania de ler jornal todos os dias. Quando morava no Paraná, lia uns seis jornais por dia, além da revista Realidade. Comecei a colecionar O Pasquim [semanário brasileiro editado entre 26 de junho de 1969 e 11 de novembro de 1991, reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar] desde o número 20. Comecei a estudar Psicologia em Londrina-PR, mas sempre fascinado com o jornalismo. Trabalhei no jornal Panorama, onde tinha uma redação com os mais consagrados jornalistas do Rio e São Paulo: João Antonio, Palmério Dória, Georges Bourdoukan, Narciso Kalili, Myton Severiano, o Miltainho, Ruy Barbosa, Carlos Escobar de Andrade, José Trajano e tantos outro, que moravam em Londrina: Carlos Verçosa, Roldão Arruda, Marcelo Oikawa, Nilson Monteiro. Essa equipe foi uma ótima escola para me incentivar na realização do verdadeiro jornalismo, sempre acreditando na verdade e realidade. Aqui no Rio, trabalhei nos jornais Tribuna da Imprensa, Luta Democrática, Tribuna Socialista, jornalista responsável pelo jornal Inverta, O Correio e no departamento de pesquisa do Jornal do Brasil.
E sobre a necessidade ou não de diploma para exercer a profissão. O qual a sua opinião sobre assunto?
Sou a favor do diploma. Os melhores jornalistas da imprensa brasileira não tiveram um diploma, pois naquela época, não existia faculdade de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Mas, sempre foram jornalistas com grande dignidade. Alguns cursaram Direito, História ou Letras. O talento de uma pessoa não precisa de um diploma. Não acho justo ocuparem as redações dos jornais com pessoas que não estudaram jornalismo. Os jornais dão espaços para artigos específicos em várias áreas: medicina. direito, engenharia ou qualquer outro assunto. Conheço vários jornalistas talentosos que não tem espaço na imprensa. O Jornal do Brasil já teve colunas semanais escritas por Léo Jaime, José Wilker ou Miguel Falabela. Acho lamentável.
Como o você vê a política nacional a partir de Fernando Collor até o governo da presidenta Dilma?
O Collor caçador de marajás começou com o desastre confiscando as economias do povo brasileiro, acabou com mais de 40 empresas estatais lotadas de militares e seus parentes, abriu os portos para os carros importados que custa o triplo aqui no Brasil, tentou criar os CIACs baseado nos CIEPs, mas não deu certo. Foi uma grande frustração dos seus eleitores. O sistema Globo (rádio, jornal e TV) colocou e tirou o amiguinho do PC Farias da presidência.
O Itamar Franco segurou muito bem seu topete nas privatizações, um nacionalista, que até tentou ressurgir com o fusquinha. O “pavão” [FHC], que pediu para esquecer os livros que escreveu, foi o sofisticado camelô da 25 de março paulista, um entreguista serviçal da burguesia brasileira e das multinacionais. Foi o príncipe Proer dos banqueiros, os gigolôs do capitalismo. Nem os seus tios militares gostavam dele.
Com o Lula, a imprensa mesquinhamente, como sempre, só procurando criticar, pegando nos pés todos os dias. Os lacaios da classe dominante nunca se conformaram com um metalúrgico sem um diploma fosse o comandante do Brasil. Só havia espaço para ridicularizá-lo e sobrava até para a Dona Marisa. O Lula foi reconhecido mundialmente pelo seu trabalho e com alto índice de aprovação nas pesquisas. Não é fácil desmontar uma máquina de 512 anos para beneficiar os herdeiros das capitanias hereditárias. É uma eterna luta. Basta ver os representantes dos lacaios no Congresso e no Senado, onde tem também muitas pessoas sérias com seus compromissos defendendo o sofrido povo brasileiro.
A Dilma está enfrentando os movimentos sociais com suas reivindicações e as greves no setor público. Acho que os trabalhadores acostumaram com o “paizão” Lula atendendo todo mundo com sua generosidade. A Dilma pegou o governo com uma crise mundial muito séria e está afetando a sua gestão. Mas não é justo os funcionários publicos, principalmente, os professores nas universidades sem aumento, e o salário médio de muitos funcionários do Senado ganhando 28 mil reias por mês.
Pode-se considerar que há em curso no país um modelo de socialismo ou mesmo social-democrata de esquerda?
Ainda não vivemos em um país socialista. O Socialismo sempre foi um governo com a distribuição da riqueza, com seu povo vivendo com dignidade na sua casa, com seus filhos nas escolas, com atendimentos médicos sem esta exploração da máfia de branco. E o principal, com salário descente para a sobrevivência diária da sua família. Mas é um sonho difícil de ser realizado num país infestado de burgueses que não abrem suas mãos por um centavo. Os capitalistas são tão burros, que só qurem saber dos seus lucros. Se eles dessem mais empregos e com um salário mais digno, muitos trabalhadores teriam mais dinheiro para gastar, e os tubarões teriam mais lucros, mantendo seus iates, seus jatos, filhos estudando na Europa ou na Ianquelândia. Teriam até mais amantes em cada aeroporto.
Observou-se nos últimos anos, principalmente a partir de 2003, um redirecionamento das relações do Brasil com outros países, antes limitadas praticamente ao Estados Unidos e seus aliados. Atualmente o Brasil se relaciona bem como países como China, Cuba, países árabes e mesmo com o Irã, sem falar na defesa aberta da causa palestina. Como você avalia a política internacional brasileira?
As relações diplomáticas do Brasil sempre foram ótimas com vários países. Durante a guerra fria e na ditadura militar, tinha que agradar o seu patrão e seus aliados. E recentemente, o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fez um ótimo trabalho e sempre foi muito elogiado por todos. Acho que o secretário-geral do do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, foi brilhantíssimo, atuando como um verdadeiro diplomata. As relações com a China, Angola, Cuba e outros países sempre foram cordiais. Ultimamente implicam com as relações do Brasil com o Irã, mas Israel tem muito mais bombas atômicas e ninguém reclama.
O presidente iraniano, Mahamoud Ahmadinejad, não negou a existência do holocausto, mas questionou a sua utilização. Ahmadinejad usou como argumento os palestinos para mostrar que são vítimas de um holocausto, aí a direita aproveitou o embalo do seu pronunciamento para dizer que ele negou um fato histórico. Deveriam se preocupar também com os holocaustos dos índios e dos negros que foram dizimados milhões no nosso continente americano e ninguém lembra deles.
Fale um pouco sobre o que você acha da situação atual do Egito e da Síria.
O Egito depois de 30 anos comandado por Hosni Muraback estava cansando a sua população. Saiu depois de muitas manifestações em 2011. Estão recomeçando com o atual presidente Mohmmed Mursi, vamos aguardar o seu desempenho. A Síria tem a influência dos lacaios estadunidenses sempre com o interesse no petróleo. Além dos agentes da Irmandade Muçulmana, Síria é formado pelos soldados desertores e os mercenários desocupados. Bashar al-Assad combateu os terroristas armados e a imprensa sempre manipulou para agradar os interesses da máfia da mídia mundial. A primavera árabe desestabilizou vários regimes. A primavera árabe desestabilizou Iemen, Jordânia, Bahrein, Síria e Líbia. Lamentavelmente, derrubaram e mataram Muamar Kadafi. Quando ele manteve relações cordiais com EUA, França, Itália e outros países, era um amigo, mas como petróleo é petróleo, não existe nenhuma consideração. Kadafi tinha ajudado nas eleições de Sarkozi e o traiu. E ainda teve a contribuição dos mercenários da OTAN, que chamo de Organização Terrorista do Atlântico Norte, e acabaram assassinando-o.
Os Estados Unidos ainda é uma “ameaça imperialista” para o mundo?
Os Estados Unidos sempre foram uma das grandes pragas da humanidade. Tudo de ruim no mundo são causados pelos interesses dos presidentes de plantão desse país, acho que todos são fantoches manipulados pela famosa máfia que controla os bancos, fábricas de armas e outras crueldades contra os seres humanos. Os capitalistas globalizados sempre foram sádicos e criminosos contra a população no mundo. Depois que o traidor Mikhail Gorbachev desestabilizou a União Soviética, saiu dando o Beijo da Morte no leste europeu. O deslumbrado traidor teve a vergonha de almoçar com o presidente de plantão dos EUA e jantar com a Rainha da Inglaterra. E ainda teve a contribuição do outro traidor, o papa João Paulo II que recebeu 50 milhões de dólares do ex-presidente Ronald Reagan, o famoso dedo-duro de Hollywood da época do macarthismo. O negociador desses dólares foi o general Vernon Walters, que foi um dos maiores articuladores da derrubada do presidente João Goulart no golpe militar de 1964. Os EUA continuam destruindo e matando milhares de inocentes nas suas guerras no mundo todo, com seus jagunços travestidos de soldados da Organização Terrorista do Atlântico Norte.
Como o senhor encara a luta por liberdade de expressão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange?
O Julian Assange prestou um excelente trabalho em divulgar todos os documentos dos golpes, traições e centenas de negociatas. Ainda bem que recebeu os documentos e teve a coragem de divulgá-los. Mas os presidentes de plantão envolvidos nas denúncias jamais engoliram o Assange. Tomara que Assange venha morar no Equador, e entre em contato com o Dr. Martin Almada para divulgar milhares de documentos da Operação Condor no Paraguai. Que Julian Assange venha ao Brasil para desvendar os documentos que sobraram da atuação dos gorilas das forças armadas na ditadura militar.
Sérgio, você tem uma vasta experiência e militância jornalística, política e social, ou seja, é um profissional engajado. Atualmente integra a direção estadual do PDT do Rio de Janeiro, do velho e saudoso Leonel Brizola. Como o senhor vê a realidade do PDT após morte do seu principal fundador e referência histórica e política?
Estou no PDT desde 1980 e nunca mudei de partido. Sempre fui simpatizante do PCB, desde Luiz Carlos Prestes e nunca perdi um aniversário no dia 3 de janeiro, no Rio de Janeiro. Lamentavelmente, perdemos Leonel Brizola há oito anos, e depois dele o PDT sofreu mais traições, momento em que surgiu que foi chamado de LTB, a Legião dos Traidores do Brizola. Muitos querem herdar o legado Leonel Brizola, mas Brizola é só um, mas deixou marcas indelével desde as suas 6 mil escolas quando governou o Rio Grande do Sul, nacionalizou as duas multinacionais, fez reforma agrária e tantas outras realizações. Aqui no Rio de Janeiro fez os 510 CIEPs nas áreas mais carentes e sempre levou paulada dos falsos oposicionistas, inclusive das esquerdas do PT. Os petistas Chico Alencar e Milton Temer tinham espaços nas midiotas para esculhambar os CIEPs. Só nos últimos 26 anos teriam estudados cerca de 17 milhões de crianças. Mas, a direita prefere as crianças trabalhando de “avião” para o tráfico nos morros cariocas. E a classe dominante sempre teve interesse em manter uma grande camada de povo ignorante para continuar a escravidão e enriquecê-los. Como dizia, comunistas como Luiz Carlos Prestes: é a exploração do homem pelo homem.
Qual o grande legado deixada por Brizola, na sua opinião?
Leonel Brizola deixou o legado do nacionalismo e patriotismo em defesa do Brasil, da honestidade, da lealdade, da franqueza e sempre preocupado com a educação. Mas sempre foi um injustiçado, não foi compreendido por uma grande camada da população. Até hoje tem gente antibrizolista e ainda criticam Brizola. Estes dias, discuti com uma mulher que estava metendo pau no velho líder trabalhista. Não fiquei quieto, abri o verbo na defesa do Brizola. Todas as mentiras implantadas nas midiotas ficaram nas mentes das pessoas. Não deixo por menos. Todas as personalidades brasileiras que tentaram educar o povo, foram perseguidas, presas, torturadas, banidas e exiladas: Graciliano Ramos, Anísio Teixeira, Josué de Castro, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Florestan Fernandes, Décio Freitas, Milton Santos, Maria Yeda Linhares, Manoel Maurício de Albuquerque e tantos outros. Depois que Brizola faleceu, muitas pessoas escreveram falando muito bem dele, principalmente no jornal O Globo.
O PDT ainda tem um projeto de nação?
O projeto de nação do PDT era seguir os ideais de Leonel Brizola. O nosso partido sempre se baseou num projeto de tornar o Brasil uma grande nação. Mas tem muitos políticos, empresários e banqueiros que só querem ver o lado deles. Os benefícios do governo sempre foram para atender a classe dominante, mas eles nunca se preocuparam para que o povo tenha um bom atendimento na saúde, educação, segurança, habitação, etc. É o eterno egoísmo dos tubarões capitalistas que só preocupam com suas famílias e parentes. Sempre se lixaram com o povo brasileiro. Para eles, o povo não existe, só para limpar as privadas deles.
Como o senhor recebeu a notícia da cassação do mandato de governador de Jackson lago, ocorrida em 2009?
O jagunço herdeiro das capitanias hereditárias do Maranhão, o capitão do mato José Sarney jamais se conformou ser derrotado pelo grande político Jackson Lago. As midiotas locais fizeram de tudo para destruir o governador eleito pelo povo maranhense. O Sir Ney sempre mandou e desmandou há décadas no Maranhão. E ainda teve os camelôs togados subservientes na corte para condenar o nosso Jackson Lago. É a repetição do coronealismo que sempre teve no Brasil, graças a ignorância do nosso povo. Nunca tiveram interesse em educar o povo, para continuar obedecendo os coronéis de plantão no seus currais.
Você acompanhou a disputa pelo controle do partido no Maranhão entre o filho do ex-governador Jackson Lago e deputado federal Weverton Rocha, homem ligado ao ex-ministro Carlos Lupi?
Não acompanhei e não posso comentar.
Como o senhor avalia a cobertura dada pela chamada grande imprensa sobre o tal “mensalão”?
Acho que inventaram o mensalão para desestabilizar o mais forte potencial sussessor de Lula, que era o José Dirceu. Todos sabem que muitos políticos no Congresso Nacional foram eleitos pelo empresários, banqueiros, latifundiários, etc, para defender o interesses deles. Em 1959, o publicitário americano Ivan Hasslocher montou a agência de publicidade Promotion para arrecadar dinheiro com banqueiros ingleses, americanos e canadenses. Foram gastos uns cinco milhões de dólares nas eleições de 1962, para eleger governadores, senadores e deputados. Tudo com o objetivo de desestabilizar o presidente João Goulart. Todos os envolvidos estão sendo julgados e é um prato cheio para as midiotas, principalmente para incriminar os aliados do Lula. E o mensalão mineiro, vai acabar em pão de queijo?
Fale um pouco do seu mais novo livro “Eternas Lutas de Edmundo Moniz”?
Conheci o Edmundo Moniz durante as manifestações pela Anistia na ABI ou nos aniversários de Luiz Carlos Prestes. Era fácil reconhecê-lo, pois estava sempe com uma camisa vermelha. Em 1983, fui tabalhar na assessoria de imprensa de Darcy Ribeiro, quando foi secretário estadual de Cultura e vice-governador de Leonel Brizola. Eu trabalhava pela manhã e na parte da tarde, ia para a sala do Edmundo Moniz, que era subsecretário, onde encontrava o chefe de gabinete, o meu querido e saudoso amigo Cursino Raposo, jornalista maranhense. E passavam por lá: o brigadeiro Francisco Teixeira, do Ministério da Aeronáutica do Jango; o brigadeiro Ruy Moreira Lima, que comandou a Base Aérea de Santa Cruz; o capitão Eduardo Chuhay , ajudante de ordens do Jango, o coronel Wilson Fadul, que foi ministro da Saude de Jango; e o coronel Alan Kardec, todos cassados pela ditadura militar. Ouvia aquelas conversas todas, mas nunca gravei nada e nunca tirei uma foto, lamentavelmente. Depois, fui assessor de imprensa de Edmundo Moniz na secretaria estadual de Cultura, no segundo governo do Brizola (1991/3), pois Brizola saiu para a campanha presidencial e Edmundo Moniz saiu com ele. Mas sempre sonhei em contar a história da vida dessa personalidade importante da política e cultura brasileiras. Era um dos gurus das esquerdas brasileiras. Quando veio da Bahia, na década de 30, fez parte da organização do I Congresso Estudantil e Operário no Rio de Janeiro, ao lado de Jorge Amado e Carlos Lacerda, que depois virou o corvo direitista. Fundou o movimento trotskista com o escritor e crítico de arte Mário Pedrosa. Edmundo esceveu uns 16 livros, peças teatrais, dirigiu o Serviço Nacional do Teatro, nas gestões de Juscelino Kubitschek e Jango Goulart. Em novembro do ano passado fizemos a comemoração do centenário e lancei o livro sobre a vida e obra do Edmundo Moniz, na ABI.
Vou listar o nome de alguns brasileiros e brasileiras ilustres para você comentar sobre cada um deles:
Fernando Collor: Um grande farsante que enganou seus eleitores no Brasil.
Fernando Henrique Cardoso: Outro farsante que comandou a tucanalha entreguista aos interesses estrangeiros.
Lula: O Lula sem um diploma de qualificação universitária, foi bem melhor que o pavão que era escritor, professor na USP e na Sorbone, em Paris. Lula teve grandes índices de aprovação na presidência, mas a imprensa sempre ficava divulgando pequenas notícias para desqualificá-lo, mas não adiantou nada, foi reconhecido pelo povo. Contudo, sempre terá pessoas que não concordam com tudo, e acabam criticando também. Inegavelmente foi uma grande estadista reconhecido internacionalmente. O Estado brasileiro é uma máquina viciada e para desmontá-la requer muito tempo.
Dilma Rousseff: Ela está começando um governo com boas intenções. E as críticas mesquinhas só aparecem nas midiotas. Quando arrecearam as greves, paralizações e manifestações, achei que era o mesmo esquema que desestabilizou o presidente João Goulart. Mas meu amigo jornalista Eloy Santos, tirou a minha dúvida. Lembrou que os trabalhadores estavas acostumados com o paizão Lula com suas generosidade nos aumentos salariais. E com a crise mundial, Dilma teve que puxar as rédeas.
José Sarney: O Sarney é um grande exemplo de um Estado viciado, onde seus parentes sempre ocuparam altos cargos e melhores salários durante décadas no Maranhão. Que também não é nenhuma novidade em outros estados, como o ACM na Bahia. É o mesmo esquema da máfia em comandar tudo. Lamentavelmente, esses coronéis aproveitam da ignorância do povo para manter seus privilégios dos parentes e amigos.
Carlos Lupi: Conheci o Carlos Lupi quando trabalhei na Luta Democrática, em 1980, onde ele fazia a distribuição dos jornais. Foi eleito verador nas eleições de 1982, e ocupou vários cargos em todos os governo do PDT. Sempre foi um trabalhador e fiel escudeiro de Leonel Brizola. Basta ocupar um cargo de ministro do Trabalho, para as pessoas criticarem. Sei que fez um ótimo trabalho no ministério e não é fácil agradar todo mundo. Tanto que vários empresários não gostavam da sua atuação. Mas acho que Carlos Lupi sempre teve ótimas intenções.
Antony Garotinho: Conheci o Garotinho durante a campanha de Darcy Ribeiro ao governo do Estado, em Campos, em 1986, quando visitamos uma favela na beira da estrada. Era um radialista, e naquele dia nos pediu uma carona no carro da coordenadora estadual da campanha Zezé Latgé. Fez uma carreira política no PDT, acabou entrando na lista da Legião dos Traidores do Brizola. Virou um político que pula de galho em galho em vários partidos, um vira-casaca aproveitando-se do rebanho evangélico.
Sérgio Cabral: Outro oportunista que teve a sorte de ter seus aliados na prefeitura do Rio e na presidência da República. Vem realizando obras pelo Estado todo, que dá muita aparência de um bom governo, mas a relidade é outra.
Roberto Civita: Esse é o verdadeiro mafioso ao lado do Roberto Marinho. É difícil saber quem é o pior. O grande jornalista Hélio Fernandes, na antiga Tribuna da Imprensa, sempre questionava a nacionalidade desse gangster, se era italiano, americano ou argentino. Civita teve problemas nos EUA e Argentina. É uma incógnita para saber de onde surgiu o mafioso Roberto Civita.
Entrevista exclusiva: Edson Vidigal
Em entrevista exclusiva concedida ao blog, o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal, fala do momento político atual a luz das eleições em São Luis, a situação do PDT, reeleição de João Castelo e ainda sobre o seu futuro político.
Filiado ao PDT em 2011, Vidigal chegou a ser lançado pré-candidato a prefeito de São Luis pelo Comitê de Resistência Jackson Lago, grupo de oposição interna à atual direção estadual, mas não conseguiu vencer as barreiras políticas intra-partidárias impostas pela direção da nacional do partido e respaldadas no Maranhão pelo ex-deputado Julião Amim e pelo deputado federal Weverton Rocha.
Atualmente dedicado quase que exclusivamente à carreira de advogado, Edson Vidigal afirma que ainda irá disputar eleição, mas não revela para qual cargo seria. “Continuarei buscando um mandato popular. Enquanto houver eleições, haverá sempre uma urna próxima esperando um votinho para o Vidiga lá”, garante.
Candidato a governador em 2006 a convite do então governador José Reinaldo, Vidigal foi responsável por levar aquela hiatórica eleição para o segundo turno, assegurando a vitória de Jackson Lago. Foi também candidato a uma vaga no Senado Federal, em 2010, quando obteve mais de 500 mil votos, dos quais mais de 120 mil só em São Luís.
A seguir, a íntegra da entrevista como o sempre disposto Edson Vidigal:
Como o senhor avalia a situação atual do PDT em São Luís?
Edson Vidigal – A morte que levou o Jackson esbofeteou o partido. Atarantado, apequenou-se. Tão logo passe isso aí, o bom senso convocará a razão. E logo o PDT se lembrará do legado do Jackson, do Neiva Moreira, do Brizola, do Jango e do Getúlio – pessoas que doaram suas vidas às grandes causas do Povo do Maranhão e do Povo do Brasil. Um partido com tantos compromissos para com a melhoria das condições de vida das pessoas, como o PDT, não pode ficar na garupa da moto alheia segurando o botijão sem gás. O PDT há de se consolidar como um partido, efetivamente, democrático e trabalhista.
Um ponto que chamou a atenção no debate de pré-campanha foi o distanciamento que o PDT teve como grupo. Hoje são várias correntes que trabalham com ideologias diferentes ou mesmo por projetos meramente pessoais. Que solução teria o partido para recuperar sua história de unidade e de militância aguerrida?
Nenhuma solução terá consistência se não passar pela democracia interna. O partido até aqui está sob intervenção nacional. Só com os resultados das próximas eleições poderemos obter os dados para um rascunho de uma agenda a ser democraticamente debatida e definida.
O partido poderá pagar um preço alto por não ter lançado candidatura própria?
Já está pagando. E o pior é que a conta está indo, indistintamente, para todos, para a militância e para os candidatos a vereador. Você viu na TV a radiografia mostrando o vergalhão que atravessou a cabeça do operário de uma construção e, ainda assim, ele escapou numa cirurgia sem nenhuma lesão cerebral? Oramos para que depois destas eleições aconteça com o PDT um milagre assim.
Pela sua representatividade politica, não seria melhor declarar apoio a alguma candidatura?
Penso que nao. Mas não excluo que possa fazê-lo no segundo turno, se houver. Não resolverei nada que não seja democraticamente debatido.
Acha que o prefeito João Castelo se reelege?
Acho. A manter-se o cenário atual, o João está com tudo para ser reeleito.
São Luís sofre uma série de problemas de infra-estrutura com repercussões negativas na segurança, na mobilidade urbana, na saúde, na educação, no saneamento básico. Existe alguma saída, uma “mágica” para a nossa cidade ser melhor do que é hoj?
Não há magica em gestão publica. Há avanços quando se tem a continuidade das ações com controle social.
Ao invés de uma campanha de ataques pessoais pelas redes sociais não seria mais logico uma debate sobre maneiras de solucionar os problemas da capital?
Quem só faz ataques pessoais não tem ideias a incluir no debate. As pesquisas estão aí e mostram que o eleitor não quer saber de ofensas, está querendo é saber como vai ser resolvido em definitivo o problema da falta de água, como as pessoas poderão andar nas ruas e estar em suas casas se sentindo mais seguras, por exemplo.
Edson Vidigal ainda tem algum projeto politico?
Vim das camadas populares deste Estado. Acredito que a minha história de lutas associada ao conhecimento adquirido e a capacidade de trabalho amadureceram e podem contribuir para que as movas gerações tenham vida digna, com emprego, renda, justiça e paz. Continuarei buscando um mandato popular. Enquanto houver eleições, haverá sempre uma urna próxima esperando um votinho para o Vidiga lá..
Entrevista exclusiva: Daniel Mendes
“A manipulação das pesquisas se sofisticou. Ela não se dá mais pela grosseira alteração dos resultados, mas por erro deliberado no plano amostral, beneficiando algum candidato. Dessa forma escapa completamente do controle do TRE.”
O blog entrevistou com exclusividade o jornalista Daniel Mendes, que falou sobre o quadro eleitoral de São Luis e avaliou as chances de alguns dos principais candidatos a prefeito de São Luis.
Sempre muito cauteloso e lúcido nas avaliações, Mendes afirma que ainda é cedo para uma aposta em que poderá ser eleito prefeito de São Luis, em outubro próximo. “Precisaria ter acesso a uma série de cruzamentos de pesquisas para afirmar com convicção [quem será eleito]“.
Daniel Mende fala também sobre a importância das pesquisas no processo eleitoral e o grau de influência das mesmas sobre o decisão do voto do eleitor. O jornalista comenta ainda sobre a capacidade de transferência de votos de Flávio Dino para o candidato Edivaldo Holanda Júnior, as chances do candidato do PT, Washington, e sobre a possibilidade de vitória do prefeito João Castelo ainda no primeiro turno
Jornalista especializado no campo da comunicação política, Daniel Mendes atuou em diversas campanhas eleitorais como diretor de marketing e pesquisador. Sua atuação no Maranhão teve início na campanha vitoriosa de Jackson Lago para a prefeitura da capital, em 1988. Desde então participou de dezenas de campanhas no Maranhão, Ceará e São Paulo.
A seguir, a íntegra da entrevista:
Em que medida as pesquisas podem influenciar no voto do eleitor?
As pesquisas podem influenciar de muitas formas e essa influência é legítima, pois faz parte do direito do cidadão à informação. Por exemplo, quando conduz ao voto estratégico, típico das eleições em dois turnos. Vota-se no mal menor, para impedir a vitória do mal maior.
Mas eu acho que a grande influência das pesquisas se dá pelo reforço do clima de opinião a que estão sujeitos mesmo aqueles que não se informam sobre resultados de pesquisas. Elas sedimentam um sentimento difuso que é compartilhado e que atua como uma espécie de mapa mental, que indica quem é forte, quem é ascendente e quem está em declínio no horizonte eleitoral.
O que significa “crescimento dentro da margem de erro” das pesquisas?
A rigor é preferível falar em oscilação positiva ou negativa, dentro da margem de erro. O crescimento, por definição, implica ultrapassar as margens de erro. Ocorre que se faz muita confusão sobre esse aspecto. A margem de erro é um vetor estatístico, não é uma licença para os institutos errarem. É uma margem de incerteza probabilística que decorre do fato de se trabalhar com amostras muito pequenas diante do universo pesquisado.
Por comodidade e síntese, se optou por estabelecer margens de erro fixas, para qualquer resultado. Ocorre que as coisas não se dão assim. Na verdade, a margem de erro varia de acordo com o resultado percentual de cada candidato. Quanto menor o resultado, menor a margem de erro. Eu vi blogs comentando que o candidato Washington, que teria passado de 3% para 5,5%, teria crescido dentro da margem de erro da pesquisa que é de 3%. Não é verdade. Se o plano amostral é o mesmo e a metodologia também, então houve crescimento real. A margem de erro de 3% é a margem máxima para a pesquisa toda. Senão teríamos que admitir que quem tem 2% de intenção de voto pode estar devendo 1%, dentro da margem de erro.
Outro erro comum acontece quando se estratificam os resultados, em amostras muito pequenas como é o padrão hoje. Então os comentaristas se apressam em dizer que o candidato X está muito bem entre os jovens, por exemplo. Ocorre que o extrato Jovem da amostra tem um erro amostral muito superior ao da pesquisa completa. É perigoso nesses casos tirar conclusões, sem que se faça uma ampliação da amostra.
Fala-se muito em manipulação das pesquisas em São Luis. Como você avalia essa polêmica sobre manipulação de pesquisas pelos institutos?
A manipulação se sofisticou. Ela não se dá mais pela grosseira alteração dos resultados, mas por erro deliberado no plano amostral, beneficiando algum candidato. Dessa forma escapa completamente do controle do TRE. Não se trata mais de margem de erro, mas de margem de boa-fé.
A única solução para isso é estabelecer restrições para que os institutos não atuem dos dois lados do balcão, atendendo veículos e candidatos. Ou bem atendem a uns, ou a outros.
Na sua opinião, quem tem mais chances de se eleger prefeito de São Luis?
Eu precisaria ter acesso a uma série de cruzamentos de pesquisas para afirmar convicção. Tenho apenas palpites, que eu guardo comigo.
Fala-se que o povo não gosta de “novas” experiências e tende a votar na continuidade. Isso faz algum sentido para você?
Quem faz pesquisas qualitativas sabe que essa questão precisa ser bem matizada. Não é que o povo não goste de novas experiências, o que ele teme são rupturas. Então o novo, a mudança, tem que vir precedida de garantias de estabilidade. Não foi assim com o Lula? Não havendo essas garantias mínimas, o caminho da continuidade é naturalmente pavimentado.
Você acredita no fenômeno de transferência de votos, ou seja, Flávio Dino, por exemplo, tende a transferir votos para Edivaldo Holanda Júnior?
Ninguém é dono dos seus votos. O Flávio não transfere votos como quem faz uma transferência bancária. O que ele tem é um capital simbólico que pode ser projetado para o Edivaldo Jr. Mas como as biografias deles não são decalcadas, essa é uma engenharia de marketing político que vai exigir muita sintonia fina para posicioná-lo na raia correta. Agora é óbvio que dos candidatos postos o Edivaldo é quem reúne as melhores condições para incorporar o sentimento de mudança e renovação que o Flávio projeta.
Quais as chances do candidato apoiado pelo grupo Sarney, Washington, nesta eleição?
É a grande incógnita. Por um lado ele reúne um arsenal desproporcional de tempo de televisão que vai coloca-lo em todos os blocos da grade comercial das emissoras. Não acho que o programa eleitoral em si seja um diferencial, mas ele terá inserções suficientes para fixar conceitos, desconstruir adversários, animar a tropa etc. Ainda assim, serão suficientes para construir uma narrativa mais poderosa que o carretel de contradições que sua candidatura carrega?
É claro que ele vai crescer, mas sobre os votos de quem? Há um limite para o crescimento quando a colheita não vem dos indecisos, mas dos votos frouxos dos adversários.
Há chances de vitória do candidato João Castelo já no primeiro turno?
Só se todas as pesquisas que apontam a sua rejeição estiverem erradas. Das que eu vi, o máximo que ele obteve até aqui em intenção foi 33%. Ora, precisaria crescer mais 17% para alcançar a metade dos votos. Seria o equivalente a todas as intenções de voto em Edivaldo Holanda, caso migrassem para o Prefeito. Com a rejeição beirando os 40%, o ar já está muito rarefeito para ele conquistar esse “Himalaia”. Sejamos realistas, uma eleição com quatro candidatos fortes ou com potencial de crescimento, mais um punhado de menores, é completamente implausível que seja definida no primeiro turno.
E quanto ao legado de Jackson Lago, tem alguma importância nesta eleição?
Como referência moral, sim, mas como peso eleitoral não acredito, tendo em vista a implosão do PDT. E claro que o PDT em si tem a sua gravitação eleitoral própria, deve fazer muitos vereadores, mas é difícil dizer que seja em função do legado do Dr. Jackson. A bandeira da transformação do Estado, do combate ao atraso oligárquico, essa não tem dono e será empunhada por outros nomes.
“Se vencermos a eleição, quem administrará a cidade sou eu”, afirma Edivaldo Holanda Júnior durante entrevista
“Amo meu pai e por ele tenho admiração e respeito, mas ele jamais se intrometeu nos meus mandatos de vereador e de deputado federal, e se vencermos a eleição, quem administrará a cidade sou eu” (Edivaldo Holanda Jr.)
O candidato a prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Júnior (PTC) foi o entrevistado desta quinta-feira pela Rádio Mirante AM.
O trabalhista-cristão criticou a administração do prefeito João Castelo (PSDB), e afirmou que São Luis é governada como se estivéssemos há 15 anos: “experiência que está aí, não é boa conselheira”, disse em relação à atual gestão municipal.
Holandinha defendeu a parceria entre a prefeitura e os governos do estado e federal, e condenou o que considera uma “prática arcaica” não trabalhar em prol da população por questões políticas.
Ao mostrar que tem personalidade política própria, Edivaldo Júnior disse que ama o seu pai, mas que Holandão nunca se intrometeu nos seus mandatos e, caso vença a eleição, que governará a cidade é ele: “Amo meu pai e por ele tenho admiração e respeito, mas ele jamais se intrometeu nos meus mandatos de vereador e de deputado federal, e se vencermos a eleição, quem administrará a cidade sou eu”.
A seguir, o blog reproduz breve resumo sob alguns dos pontos destacados pelo candidato durante a entrevista a Rádio Mirante AM, publicado no blog do jornalista Jorge Aragão:
A sua escolha
“A escolha foi transparente e com critérios definidos. Nós tivemos ao nosso lado as pesquisas qualitativas e quantitativas, além de termos conseguido agregar alguns apoios entre eles o do PDT, que foi fundamental. Mas deixo claro que respeito a decisão dos companheiros que saíram do nosso grupo”.
Gestão João Castelo
“O partido não tem cargos na atual administração. O PTC chegou a apoiar a gestão João Castelo, mas quando percebeu que ele havia perdido a capacidade de dialogar com a população, optamos em ficar do lado do povo de São Luís”.
“São Luís é governado como se estivéssemos há 15 anos. Falta Gestão na atual administração”.
“A experiência que está aí, não é boa conselheira”.
Flávio Dino
“Me honra o apoio do Flávio Dino. Qual dos candidatos não queria ter o apoio do Flávio Dino?”
“Flávio Dino nos apoia sim e ele está na campanha. Ele tem lado e candidato e o candidato dele é o Edivaldo Holanda Junior”.
Edivaldo Holanda
“Amo meu pai e por ele tenho admiração e respeito, mas ele jamais se intrometeu nos meus mandatos de vereador e de deputado federal, e se vencermos a eleição, quem administrará a cidade sou eu”.
Campanha Eleitoral
“A nossa campanha será feita na base das propostas. Não será uma campanha baixa, uma campanha suja”.
“A minha confiança está em Deus e na população, assim sempre foram as minhas campanhas. Apostamos no corpo a corpo e não em campanhas milionárias”.
Pesquisas
“As pesquisas estão sendo generosas conosco, pois estamos sempre bem colocados e na briga. Além disso, já ficou claro que temos a menor rejeição e isso é muito bom”.
“As pesquisas demonstram que a situação ainda está indefinida. Não tenho condições de saber agora quem estará no 2º turno, mas estamos trabalhando muito para isso”.
PDT
“O PDT está com Edivaldo Holanda Junior, mas não posso e não devo cobrar fidelidade do partido, isso é uma questão interna deles. Infelizmente nenhum partido está 100% com uma candidatura”.
Tadeu Palácio
“Foi um dos maiores absurdos inventado pelo prefeito à época (Tadeu Palácio) essa Taxa do Lixo, mas nós conseguimos acabar com essa injustiça para o bem da população”.
“Acredito que o Tadeu Palácio não tenha nada contra o Edivaldo Holanda Junior e de minha parte eu asseguro que nunca existiu nada pessoal contra ele”.
Propostas
“Iremos fazer concurso público para a área da Educação, pois queremos novas unidades escolares para acabar com os anexos. Além disso, faremos escola em tempo integral e trabalharemos por uma Educação de qualidade”.
“Iremos trazer Praças da Juventude para a nossa cidade. O ex-deputado federal Flávio Dino assegurou recursos através de emendas para construir essas praças, mas a atual gestão não fez nada e o recurso foi devolvido, infelizmente”.
“Na nossa administração serão cinco subprefeituras (Itaqui-Bacanga, Coroadinho, Zona Rural, Cidade Operária e Cohab). A ideia é descentralizar as decisões”.
“Atualmente o Centro Histórico nos faz vergonha pela situação de abandono em que se encontra, mas iremos ocupar e revitalizar o no Centro Histórico”.
“Criaremos as secretarias de Igualdade Racial e de Juventude em nosso governo”.
“Criaremos a Companhia de Engenharia de Tráfego e colocaremos GPS nos ônibus, para que a população saiba onde eles estão. Iremos fazer licitações para as linhas de ônibus, faltou coragem para fazer, mas nós faremos”.
“Iremos construir um novo hospital, cumprindo a promessa da atual gestão que nãofoi cumprida. Iremos também ampliar e modernizar o Hospital da Criança, além de ampliarmos o Programa Saúde da Família”.
CAEMA
“A prefeitura ao longo dos anos foi omissa na questão da CAEMA. Nós iremos rever o atual contrato com o Governo do Estado e serão estabelecidas metas para serem cumpridas”.
Parcerias
“A prefeitura na nossa gestão fará parcerias principalmente com o Governo Federal, pois faço parte do Conselho Político da Presidenta Dilma Rousseff, mas também teremos sim parcerias com o Governo do Estado, mesmo tendo um lado político definido, não posso prejudicar a população de São Luís com essa prática arcaica”.
Homofobia
“Sou contra a homofobia e contra a discriminação, precisamos amar e respeitar o próximo. Irei governar para todos e não apenas para um segmento”.
Finalizando
“Conheço os problemas desta cidade e sei como resolver. O nosso governo será voltado para a população, iremos investir mais na população”.
Washington vai a pontos fundamentais em entrevista na Rádio Mirante AM
“Se a experiência administrativa é isso que está aí, eu não quero ter jamais, pois essa experiência está inviabilizando nossa cidade. Vou me espelhar no Lula, que mesmo sem essa experiência toda foi o melhor presidente que o Brasil já teve” (Washington, candidato a prefeito de São Luis).
O candidato a prefeito de São Luis, Washington (13) foi muito feliz na entrevista que concedeu nesta quarta-feira (08), na Rádio Mirante AM.
Ao invés da politiquice demonstrada pelo candidato do Psol, Haroldo Sabóia, entrevistado da terça-feira (07) – que parece estar mais para candidato ao cargo de piadista no lugar de Cafeteira do que candidato a prefeito de São Luis – Washington se saiu muito bem e enfrentou todas as questões colocadas pelos jornalistas, que não deram refresco para o petista.
O candidato da coligação “Juntos por São Luis” falou das práticas equivocadas de gestão da cidade ao longo dos anos; destacou a importância do prefeito da capital ser articulado política e institucionalmente para trabalhar em parceria com os governos estadual e federal, ressaltando o apoio que tem da presidenta Dilma e da governadora Roseana, além do apoio do presidente Lula; disse que o PT está integrado à campanha e quem não estar é porque de fato não é do PT; e, o mais importante: revelou várias pontos do seu programa de governo que contempla diferentes setores, com destaque para a área social.
Enfim, o candidato do 13 mostrou que está preparado para o desafio de governar a nossa cidade a partir do dia 1º de janeiro de 2013.
Veja os melhores momentos da entrevista de Washington publicada no blog do jornalista Jorge Aragão:
Prática equivocada
“Nos últimos anos os gestores de São Luís instituíram o seguinte: trabalhar no último ano pensando na reeleição e não fazer nada nos três primeiros anos de mandato”.
“Os últimos prefeitos de São Luís sempre foram contra os governos estadual e federal, e sem as parcerias institucionais foram deixando nossa cidade num caos absoluto em todas as áreas”.
PT
“O PT está na campanha sim e está ativamente. Hoje existe uma unidade dentro de nossa legenda e aqueles que não estão na campanha é porque não integram o PT”.
Experiência administrativa
“Se a experiência administrativa é isso que está aí, eu não quero ter jamais, pois essa experiência está inviabilizando nossa cidade. Vou me espelhar no Lula, que mesmo sem essa experiência toda foi o melhor presidente que o Brasil já teve”.
Propostas
“Iremos implantar o Programa Carne no Prato, diminuindo em 30% o valor da carne, e o Programa Panela Cheia, ambos voltados para as pessoas que possuem o Bolsa Família”.
“Iremos criar um Comitê Gestor para o Centro Histórico de São Luís. Precisamos recuperar um patrimônio que é nosso”.
“Iremos descentralizar a administração municipal, dividiremos a cidade em 13 regiões administrativas”.
“Queremos ampliar a cobertura do Programa Saúde da Família de 28% para 70%. Além disso, construiremos uma grande maternidade, iremos ampliar os socorrões, que terão um perfil semelhante aos hospitais já construídos pelo Governo do Estado”.
“Na Educação iremos construir quatro escolas em tempo integral e 21 creches nos bairros da capital. Temos que tirar a juventude e as crianças da vulnerabilidade”.
“Iremos criar o Programa Minha Primeira Empresa, onde estaremos estimulando a formalização do comércio informal e criaremos um shopping popular”.
Pesquisas
“Os números estão melhores do que esperávamos. Sou o candidato que mais cresceu e fui praticamente o último a confirmar minha candidatura, os outros já são candidatos desde o ano passado”.
“As pesquisas são retratos do momento, mas nada está definido. A campanha eleitoral está apenas começando e ninguém está assegurado no 2º turno, na minha visão está tudo indefinido”.
Câmara Municipal
“Nosso relacionamento será republicano, iremos valorizar o papel do vereador. Atualmente eu não gosto da relação existente entre os vereadores e o prefeito de São Luís, pois essa dependência que existe não é benéfica para a nossa cidade. A relação precisa ser de independência”.
Mobilidade Urbana
“A mobilidade urbana será priorizada com investimentos. O transporte coletivo é um caos, teremos que implantar o metrô de superfície, como um dos caminhos, mas também investiremos em passarelas e ciclovias”.
Metropolização
“A metropolização é fundamental, não podemos governar São Luís sem vermos os problemas dos municípios que estão inseridos na nossa ilha”.
Lula, Dilma e Roseana
“O apoio de Dilma, Lula e Roseana será fundamental para o nosso crescimento, mas é importante dizer que com o tempo grande que teremos no horário eleitoral, teremos a oportunidade de apresentar nosso Plano de Governo”.
“O apoio da governadora é importante para a nossa campanha, pois o nosso governo é aprovada pela população de São Luís e nós vencemos as eleições na capital em 2010”.
Finalizando
“Entramos na campanha para fazer o que a cidade espera. A nossa coligação é plural com diversas ideias para enfrentarmos todos os problemas”.














