Qual a diferença entre Psicopata e Sociopata?

5 dez 12 - Política - robert lobato - Sem Comentários

Sociopata:

As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.

Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem.

Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão “daqui para a frente”, mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa.

Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média, que consegue utilizar sem expor para as demais pessoas que a possui.

Psicopata:

O psicopata, por sua vez, superdimensiona suas prerrogativas, possibilidades e imunidades; “esta vez não vão me pegar”, ou “desta vez não vão perceber meu plano”, essas são suas crenças ostentadas. Toda lei ou norma, gera temor e inibição, implicam na possibilidade de castigo. A lei está feita para domar, para obrigar e para condicionar as condutas instintivas dos indivíduos. O psicopata não apenas transgride as normas mas as ignora, considera-as obstáculo que devem ser superados na conquista de suas ambições.

A norma não desperta no psicopata a mesma inibição que produz na maioria das pessoas. Para os contraventores não psicopatas, vale o lema “Se quer pertencer a este grupo, estas são as regras. Se cumprir as regras está dentro, se não cumprir está fora”. Mas o psicopata tem a particularidade de estar dentro do grupo, apesar de romper todas as regras, normas e leis, apesar de não fazer um insight, não se dar conta, não se arrepender e não se corrigir.

Sua arte está na dissimulação, embuste, teatralidade e ilusionismo. Os psicopatas parecem ser refratários aos estímulos, tanto aos estímulos negativos, tais como castigos, penas, contra-argumentações à ação, apelo moral, etc., como também aos estímulos positivos, como é o caso dos carinhos, recompensas, suavização das penas, apelos afetivos. Essa última característica é pouco notada pelos autores. O psicopata não modifica sua conduta nem por estímulos, positivos, nem pelos negativos.

Para o psicopata a mentira é uma ferramenta de trabalho. Ele desvirtua a verdade com objetivo de conseguir algo para si, para evitar um castigo, para conseguir uma recompensa, para enganar o outro. O psicopata pode violar todo tipo de normas, mas não todas as normas. Violando simultaneamente todas as normas seria rapidamente descoberto e eliminado do grupo. A particular relação do psicopata com outros seres humanos se dá sempre dentro das alterações da ética.

Para o psicopata o outro é “uma coisa”, mais uma ferramenta de trabalho, um objeto de manipulação. Essa é a coisificação do outro, atitude que permite utilizar o outro como objeto de intercâmbio e utilidade. Esta coisificação explica, talvez, torturar ou matar o outro quando se trata de um delito sexual, sádico ou de simples atrocidade.

Fonte:http://solucaocultura.blogspot.com.br

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Sem Comentários

  • josafá bonfim 05/12/2012 às 11:27

    Despretenciosamente, creio; o Blog no presente texto, deu o diagnóstico certo, encontrado em considerável parcela dos carreiristas que fazem da politica profissão neste país. Ou seja: desvios psicopatológicos. Sem retoques ou exagero, por mais esdruxulo que possa parecer.

    • robert lobato 05/12/2012 às 19:00

      Resposta: A política está cheia de sociopatas… e psicoptas também.

  • Sirlana 05/12/2012 às 16:17

    Que horror!!! isso não é um ”ser humano”!muito triste que existam ”humanos” assim!!Né?Você já leu o livro MENTES PERIGOSAS(Ana Beatriz Barbosa Silva)?É muito interessante,lá explica um pouco como é a mente desses ”seres”!

  • Eri Castro 06/12/2012 às 8:42

    Comandante Robert, cadê vc meu irmao camarada?

  • LEANDRO SANTOS DE OLIVEIRA 27/02/2013 às 15:33

    ola robert lobato!
    sou estudante de Direito, estou fazendo um trabalho de psicologia jurídica, onde o tema é psicopata. se vc tiver algum livro relacionado ao tema, com autores de renome e puder me enviar por e mail ficarei agradecido.
    longe de mim, criticar sua posição, pesquisando achei outra teoria sobre o mesmo assunto, a diferença entre sociopata e psicopata. que diz q não a distinção entre os dois. gostaria de sua posição só para efeitos do trabalho acadêmico. muito bom o post, obrigado desde já! segue o link de outra teoria http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-psicopata-e-sociopata

  • Josane 15/05/2013 às 16:07

    Axo q estou me relacionando com menino que é um sociopata, ele mente muito, com muita facilidade, tem prazer, em humilhas, ludibrias as pessoas,ja esteve metido com coisas ilegais , agredia a ex mulher, como faço para poder diagnosticar ele?

  • Herivelto Canales 17/09/2013 às 3:24

    Por favor, você conhece uma forma jurídica de impedir um sociopata para que ele pare de prejudicar pessoas?
    Trabalho com um e creio que ele está no ápice, pois está internado (não sei se é real, psicológico ou tramado), de sua loucura, pois fui honesto com ele e disse que ele está enlouquecendo. Trata as pessoas como objetos. Com se fossemos fantoches. Além de se impulsivo.

    • robert lobato 17/09/2013 às 9:12

      Resposta: A forma jurídica é formalizar denúncia na justiça contra o sociopata..

  • Herivelto Canales 17/09/2013 às 3:25

    Corrigindo: Compulsivo*

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