Justiça anula convenção do PDT e expõe briga entre Carlos Lupi e Brizola Neto no Rio

Fabio Leite
Do UOL, no Rio

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) anulou nesta terça-feira (26) a convenção municipal do PDT realizada ontem pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, para definir a aliança e os candidatos nas eleições da capital. A medida foi reivindicada pelo grupo do atual ministro do Trabalho, Brizola Neto, sucessor e adversário de Lupi dentro da sigla.
Na decisão, o juiz da 50ª Vara Cível Luiz de Mello Serra declara “ineficaz” o edital de convocação da convenção, publicado por Lupi no dia 16 de junho, e “tudo o que for deliberado” nela. No encontro ontem, o PDT ratificou a aliança com o PMDB para a reeleição do prefeito Eduardo Paes e definiu os 72 candidatos a vereador da capital pelo partido.

Antes mesmo da decisão judicial, o vereador Leonel Brizola Neto, irmão do ministro, já havia divulgado uma carta na qual acusa Lupi de fraudar uma decisão do Diretório Municipal, classifica o evento de ontem como “farsa” e convoca uma outra convenção para o próximo sábado (30). O grupo de Brizola Neto também apoia uma aliança com Paes.

Troca de farpas

A decisão judicial, provocada por uma ação movida pelo deputado estadual Paulo Ramos (PDT), expõe uma briga entre os grupos de Brizola Neto e de Lupi pelo comando do partido no Rio. A disputa se acirrou depois que o primeiro foi escolhido em maio pela presidente Dilma Rousseff para substituir o segundo no ministério do Trabalho.
Lupi deixou o cargo em dezembro de 2011 em meio a denúncias de corrupção.

“Houve uma eleição em abril e nós saímos vitoriosos do pleito elegendo Brizola Neto presidente municipal. Como meu irmão se licenciou para virar ministro, eu assumi, mas o Lupi não deixou. Numa canetada, ele se registrou no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) como presidente, enxugou a executiva e convocou essa convenção sem consultar ninguém”, afirma o vereador Leonel Brizola, neto do ex-governador do Rio e fundador do PDT, Leonel Brizola, morto em 2004.

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Lupi alega que seguiu o estatudo do partido. “Infelizmente, acho que o vereador não leu o estatuto do partido. O artigo 37 diz que o presidente estadual do partido é o presidente do diretório da capital. Quando eu era ministro eu me licenciava. Agora não sou mais ministro”, afirma Lupi. O UOL não conseguiu novo contato com o ex-ministro para comentar a decisão judicial anulando a convenção.

Mesmo com a anulação da convenção, Leonel Brizola Neto pretende acionar a Justiça para retomar o comando do PDT carioca.

“Vamos acionar a Justiça em todos os sentidos, inclusive pelo crime de fraude e estelionato que ele cometeu, lembrando que o Ministério Público Federal já pediu a condenação dele por improbidade administrativa. A ficha criminal dele vai passar o Pão de Açúcar”, afirma Leonel Brizola Neto.

Um Comentátio em Justiça anula convenção do PDT e expõe briga entre Carlos Lupi e Brizola Neto no Rio

  1. Helio Azulaia disse:

    Era isso que deveria acontecer aqui em São Luís. O problema é que Julio França, Ivaldo Rodrigues e Pavão Filho não tiveram coragem de ir contra o “amiguinho” de Lupi, o suplente de deputado Weverton Rocha. E assim ele vai tomando folego. É que ele precisa do mandato prá não ser preso. Eu admirava o Edvaldo Junior e ia votar nele com todos meus amigos. Mas ele se juntou com esse marginal, perdeu nossos votos.

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