Jornalista escreverá biografia de Manoel da Conceição

29 nov 12 - Política - robert lobato - 8 Comentários

Livro contará a história de Manoel da Conceição

O jornalista, historiador e escritor imperatrizense, Adalberto Franklin, é autor de um livro que promete ser um grande sucesso no Maranhão e no Brasil assim que chegar às livrarias.

Trata-se da biografia do líder camponês maranhense Manoel da Conceição, um militante político e social histórico do Partido dos Trabalhadores e o terceiro petista a assinar a ficha de filiação do partido no ato da sua fundação, em 1980, em São Paulo.

Intitulado “Manoel da Conceição: sobrevivente do Brasil”, o livro também é um documento histórico, já que registra momentos importantes, bonitos, e em alguns casos dramáticos e tristes da vida política do Maranhão.

A obra ainda está em fase de elaboração, mas já conta com alguns capítulos já concluídos. O prefácio será assinado por dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo e um grande lutador das causas sociais e dos direitos humanos do Brasil.

Posse de Adalberto Franklin no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

“O livro é interessante porque conta histórias que nunca foram contadas publicamente nem mesmo pelo próprio Manoel da Conceição, que topou contar tudo para o autor. Trata-se da biografia de um líder popular, carismático, que possui um senso de justiça impressionante. Trata-se da história de Manoel da Conceição”, orgulha-se autor.

Adalberto Franklin, que na última quinta, 22 de novembro, tomou posse na cadeira 16 do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), como membro efetivo (leia discurso de posse), concedeu gentilmente alguns trechos que o blog do Robert Lobato reproduzirá com exclusividade a partir de hoje. Veja:

(Trecho do capítulo I: A Chacina de Copaíba): Reunidos na pequena Copaíba dos Mesquitas, os lavradores discutiam uma forma de resistir ao assédio de Manacé Alves de Castro, filho de Raimundo Alves de Castro, fazendeiro e subdelegado do povoado Santa Luzia, a apenas seis quilômetros dali, no município de Bacabal. Manacé se dizia proprietário das terras de Copaíba e tentava forçar a retirada das famílias daquele e de outros povoados vizinhos.

Diante da resistência encontrada, começou a intimidá-las. Passou, então, a utilizar meios mais bruscos. Comprou algumas cabeças de gado e mandou soltá-las na área das roças dos lavradores. O prejuízo foi grande. As florescentes plantações de arroz, feijão, milho, macaxeira e verduras foram devoradas pelos animais. A subsistência das famílias ficou comprometida (…)

(…) Enquanto discutem, ouvem o barulho de um caminhão que se aproxima. Não era raro esses veículos trafegarem por aquelas paragens. Logo, o caminhão para na frente da casa. De assalto, uns vinte homens pulam da carroceria e muitos deles invadem a sala. São jagunços, pistoleiros, sob o comando de Manacé. De armas na mão — revólveres, espingardas e faca —, gritam alto, ameaçam e humilham a todos.

— Não corre ninguém, senão leva bala — gritou um deles.

Não houve reação. Nenhum lavrador está armado. Manoel da Conceição Santos, um jovem lavrador negro de 22 anos, nascido naquela mesma região, no povoado Pedra Grande, município de Coroatá, coordenador da Escola Dominical da Assembleia de Deus no povoado Santa Luzia, onde residia, era um deles.

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8 Comentários

  • Ribamar 29/11/2012 às 10:50

    Esse Senhor, é um exemplo de lutador pleo direitos dos cidadão brasileiros de um tempo em que o PT era o partido dos trabalhadores brasileiros e que não se deixava conrromper e nem se curvava aos sistemas oligarquiquos espalhados pelo Brasil na epoca da ditadura e de pois da mesma. Mas terminou sucumbindo a mais pervessa e ultima oligarquia ainda em atividade no pais e que o partido combateu e hoje baixa a cabeça e reverencia o velho oligarqua e sua filha,mas que

  • Ribamar 29/11/2012 às 10:55

    Esse Senhor, é um exemplo de lutador pelo direitos dos cidadão brasileiros de um tempo em que o PT era o partido dos trabalhadores brasileiros e que não se deixava conrromper e nem se curvava aos sistemas oligarquiquos espalhados pelo Brasil na epoca da ditadura e depois da mesma, coisa que o PT terminou sucumbindo a mais pervessa e ultima oligarquia ainda em atividade no pais e que o partido combateu e hoje baixa a cabeça e reverencia o velho oligarqua e sua filha. Mas Manoel da Conceição nunca se curvou e nem vai se curvar, porque seus ideais em defesa do povo continuam firme e forte e pelo visto irão com ele até sua morte.

    • robert lobato 29/11/2012 às 13:58

      Resposta: O PT não sucumbiu e tão pouco baixa cabeça para alguém. Grato pela participação.

  • Joao Teixeira 01/12/2012 às 20:11

    Manoel da Conceição é um exemplo de luta, hoje, já combalido pela idade, se deixa levar e usar pelo jovem Bira do Pindaré, um oportunista, que usa o discurso da esquerda e o ícone da figura do veljho “Mané” para se dar bem;pretende ser o sucessor do Dutra. Vai se lascar, porque Sarney vai ter que morrer um dia! aí acabou o discurso.
    Tudo não passa de demagogia barata!

  • DANILO DOS SANTOS PEREIRA 05/04/2014 às 16:03

    A TRÁGICA HISTÓRIA DO PRESO POLÍTICO MANOEL DA CONCEIÇÃO

    Autor: Nhô Danilo Pereira

    Meu senhor, minha senhora,
    Minha gente do sertão,
    Pro que vou contar agora
    A todos peço atenção,
    Pois vou falar nesta hora
    De Manoel da Conceição.

    Num povoado nasceu
    No Estado do Maranhão,
    E sem escola cresceu
    Trabalhando a plantação.
    Desde cedo conheceu
    A batalha pelo pão.

    Na pequena propriedade
    Que possuía de herança
    Seu pobre pai, na verdade,
    Ainda tinha esperança
    De ver a felicidade
    Trazida pela bonança.

    E nesse pedaço de chão,
    Trabalhava e produzia
    Arroz, mandioca e feijão,
    Pois naquela freguesia,
    Ter enxada e ter facão
    Era o que muito valia.

    Manoel nunca assentou
    Em nenhum banco de escola,
    Mas bem cedo ele provou
    Que era bom da cachola
    E o estudo começou
    Não dando tratos à bola.

    Não se fez mais de rogado
    E tentou logo aprender.
    Sendo muito esforçado,
    Logo aprendeu a ler
    Na Bíblia, livro sagrado
    E na carta do ABC.

    A primeira violência
    Que marcou a sua vida,
    Foi até uma indecência
    De uma tal de Margarida
    Que ao coitado deu ciência,
    Exigindo-lhes a saída.

    As terras que possuía
    Eram de grande extensão,
    Mesmo assim ela queria
    Nas dos pobres por a mão
    E com eles insistia
    Ser por usucapião.

    A desonesta senhora,
    Ciente de seu poder,
    Botou todos para fora,
    Pondo muitos pra correr
    E disse o pobre: -E agora?
    O que é que eu vou fazer?

    Do pedido de socorro,
    A mulher não gostou não.
    Diante de tanto choro,
    Afirmou sem compaixão:
    -Tu vais é morrer, cachorro,
    Pobre não é gente não.

    E a pobre gente sofrida,
    Sem ter amparos legais,
    Teve a terra invadida
    Pra não tê-la nunca mais,
    Por ordem da Margarida
    Às forças policiais.

    O honrado lavrador,
    Diante da picardia,
    A justiça procurou,
    Mas justiça não havia.
    S ao pobre pertence a dor,
    A justiça é utopia.

    Depois que a tal fazendeira
    Roubou-lhes a propriedade,
    Não tendo eira nem beira
    Foram pra outra cidade
    E de novo a roubalheira
    Ficou na impunidade.

    Chegando a Santa Luzia,
    Município de Bacabal,
    Mesmo sem a garantia
    Que para o rico é total,
    Ficaram até que um dia
    Fizeram-lhes novo mal.

    Os terrenos devolutos
    Eram todos do Estado.
    Eles, então resolutos,
    Pensaram estar abrigados,
    Mas num tempo muito curto
    Eles foram maltratados.

    Quem de lá os expulsou,
    Do Delegado era filho
    E disso se aproveitou
    Para dizer bem tranqüilo
    Que da terra se apossou,
    Que era dele tudo aquilo.

    Os lavradores, coitados,
    Fizeram reunião.
    Alguns tinham nos costados
    Vinte anos desse chão.
    Mas, chegaram os soldados
    De parabelo na mão.

    O filho do Delegado
    Chefiava os jagunços
    E tinha muito soldado
    Para fabricar defuntos
    E mandar o revoltado
    Pra cidade dos pés juntos.

    Pois esse ladrão de terra,
    Cujo nome é Manacé,
    Como se fosse uma guerra
    Não perdoou nem mulher:
    Atirou até na serra
    E nas casas de sapé.

    Lá chegando, os desalmados
    Foram logo atirando
    Nesses pobres desarmados
    E muita gente matando.
    E das mortes dos coitados,
    Manacé saiu lucrando.

    O Manoel viu na hora,
    Muita gente ali morrer
    E uma velha senhora
    Aos jagunços recorrer:
    -Não matem meu filho agora,
    Pois tem muito o que viver.

    Mas, isso não comoveu
    A nenhum dos animais:
    Na peixeira ela morreu
    Na mão dos irracionais.
    Foi assim que ela sofreu
    Pra não sofrer nunca mais.

    Até mesmo um pequenino
    Quando viu o pai cair,
    Ficou o pobre menino
    Sem saber pra onde ir
    E, de um tiro repentino,
    La no chão foi sucumbir.

    Manoel tudo assistiu,
    Mas não deixou de ser forte
    E do barulho saiu
    Se desviando da morte.
    Só um tiro lhe feriu,
    Foi enorme a sua sorte.

    Indo pra outro lugar,
    Ainda no Maranhão,
    Ele ajudou a fundar
    Uma Associação,
    Pro lavrador ajudar
    Naquele imenso sertão.

    Pois esse outro lugar
    Era o seu berço natal
    Pra onde teve de voltar
    Após sofrer tanto mal.
    E tentar continuar
    Pra tudo ter um final.

    A tal Associação,
    Na assembléia se juntou
    E foi posta em votação
    A idéia que brotou
    De recuperar o chão
    Que a Margarida roubou.

    Sempre ao lado da verdade,
    Mandaram seu presidente
    Ir falar com a Autoridade
    Que se fez de inocente
    E fez pouco da humildade
    Do lavrador descontente.

    Foi então que o coitado,
    Pra de fome não morrer,
    O que havia plantado
    Procurou então colher
    E foi desse resultado
    Que ele teve o que comer.

    Ela foi pra São Luiz
    Contar história inventada
    E pelo pobre infeliz,
    Disse ter sido roubada.
    E falou o que bem quis
    A fazendeira danada.

    Foi assim que Manoel,
    Com a Associação
    Procurou um coronel
    Para a representação,
    Pra não ficarem ao leu
    Naquela injusta questão.

    Pois aquele militar,
    No dia que foi marcado
    Pro caso solucionar,
    Uns vinte e oito soldados
    Enviou para o lugar,
    Por tenente comandados.

    Chegaram sem perguntar
    O que estava acontecendo,
    Começaram a atirar.
    E os companheiros correndo,
    O Manoel, sem parar,
    A seu lado viu morrendo.

    A irracional atitude
    Que ordenou a agressão,
    Mostrou que não há quem cuide
    Do pobre na escravidão.
    Isso foi a negritude
    Da história do Maranhão.

    O Manoel, muito doido
    E repleto de emoção
    Diante do acontecido,
    Manteve a resolução
    De não se dar por vencido
    Na luta contra a ambição.

    Mesmo vendo-se explorado,
    Jamais pensou em vingança.
    E a dor tendo suportado,
    Alentou a esperança
    De ver alfabetizado
    Adulto e também criança.

    E com esse objetivo
    Ficou tempos em função,
    Sendo sempre o mais ativo
    Pela alfabetização.
    Muita escola, muito livro,
    Conseguiu-se em mutirão.

    Foi líder de Sindicato
    Esse homem de valor,
    Que tendo jeito e recato
    Pra defender lavrador,
    Sofreu muito desacato
    De parte do explorador.

    Mudou toda a sua história
    A nova situação,
    E uma nova trajetória
    Já surgiu na escravidão,
    Porque toda a sua glória
    Passou a ser a prisão.

    Só porque pediu justiça
    Mesmo estando desarmado,
    Quase que virou carniça
    Ao ser muito torturado.
    E pelas mãos da injustiça,
    Ele foi encarcerado.

    Pelo que não cometeu,
    Ele teve de pagar;
    O que o pobre sofreu,
    Não dá nem pra se contar;
    Até seu sangue escorreu,
    Pra fazê-lo confessar.

    Mas, de nada ele sabia
    Pra ajudar a inquirição,
    E o cipó nele descia
    Sem ter dó nem compaixão,
    E o torturador dizia:
    -Vais morrer na minha mão.

    Manoel assim penava
    Sem nenhuma reação,
    Porque somente restava
    Dor e resignação.
    E quanto mais apanhava,
    Maior ficava a razão.

    Em cela sempre vazia,
    O punham por mais de mês;
    De qualquer delegacia,
    Ele sempre era freguês;
    Diziam que ele havia
    Rebelado o camponês.

    Dentro de uma geladeira,
    Por dias o colocaram.
    Foi assim nessa frieira
    Que quase o congelaram;
    Não virou peixe de feira
    Porque não se interessaram.

    De parte do Manoel
    Não havia resistência;
    Pra suportar tanto fel,
    Precisava paciência;
    Só não tirava o chapéu
    Pra tamanha violência.

    Mesmo Manoel cumprindo
    Sua dor, sua paixão,
    Ia sempre competindo
    Com assassino e ladrão
    Que da cadeia saindo,
    Voltam logo pra prisão.

    Tão grave era a tortura
    A Manoel infringida
    Que, no hospital, sua cura
    Era sempre estendida
    Para que vida tão dura
    Fosse ainda mais sofrida.

    Enquanto o pobre remói
    Sua vida de explorado,
    Por maus tratos nosso herói
    Era hospitalizado,
    Só pra ver o quanto dói
    Ser honesto e ser honrado.

    E sofrendo tal agrura
    Pelo que não cometeu,
    Nos porões da ditadura
    O coitado só gemeu.
    Diante dessa grossura
    Até o Papa intercedeu.

    No reinado do horror
    Manoel foi confinado
    E sentindo muita dor
    Quase morre o desgraçado.
    Ele até mudou de cor
    E ficou transfigurado.

    Foi tanto o que suportou,
    E foi tanto o que sofreu,
    Que até tiro então levou
    Da polícia que o prendeu.
    Desse fato resultou
    Uma perna que perdeu.

    Como se não bastasse
    A perda irreparável,
    Houve ainda quem pensasse
    Em bater no miserável
    E a outra perna ficasse
    Em estado lastimável.

    O destino fez a teia
    Pra botar na sua mão,
    A coisa ficando feia
    Pro Manoel da Conceição:
    Ou ficava na cadeia
    Ou bem debaixo do chão.

    O Manoel já cansado
    De tanta perseguição,
    Ficou bem fortificado
    E teve a resolução
    De não ser mais maltratado
    Nas garras da inquisição.

    Não havia solução
    Para ele aqui ficar;
    Foi assim que esse irmão
    Na Suíça foi morar.
    Foi a sua redenção
    Pra prisão não mais voltar.

    Essa história que agora
    Eu contei para vocês,
    Meu senhor, minha senhora,
    Não é duas nem é três.
    Vem provar em boa hora
    Que o pobre não tem vez.

    O que eu tinha na memória
    E falei em profusão
    É toda a luta inglória
    De um homem sem ambição.
    Termina aqui a história
    De Manoel da Conceição.

    Danilo dos Santos Pereira.

    A TRÁGICA HISTÓRIA DO PRESO POLÍTICO MANOEL DA CONCEIÇÃO

    Autor: Nhô Danilo Pereira

    Meu senhor, minha senhora,
    Minha gente do sertão,
    Pro que vou contar agora
    A todos peço atenção,
    Pois vou falar nesta hora
    De Manoel da Conceição.

    Num povoado nasceu
    No Estado do Maranhão,
    E sem escola cresceu
    Trabalhando a plantação.
    Desde cedo conheceu
    A batalha pelo pão.

    Na pequena propriedade
    Que possuía de herança
    Seu pobre pai, na verdade,
    Ainda tinha esperança
    De ver a felicidade
    Trazida pela bonança.

    E nesse pedaço de chão,
    Trabalhava e produzia
    Arroz, mandioca e feijão,
    Pois naquela freguesia,
    Ter enxada e ter facão
    Era o que muito valia.

    Manoel nunca assentou
    Em nenhum banco de escola,
    Mas bem cedo ele provou
    Que era bom da cachola
    E o estudo começou
    Não dando tratos à bola.

    Não se fez mais de rogado
    E tentou logo aprender.
    Sendo muito esforçado,
    Logo aprendeu a ler
    Na Bíblia, livro sagrado
    E na carta do ABC.

    A primeira violência
    Que marcou a sua vida,
    Foi até uma indecência
    De uma tal de Margarida
    Que ao coitado deu ciência,
    Exigindo-lhes a saída.

    As terras que possuía
    Eram de grande extensão,
    Mesmo assim ela queria
    Nas dos pobres por a mão
    E com eles insistia
    Ser por usucapião.

    A desonesta senhora,
    Ciente de seu poder,
    Botou todos para fora,
    Pondo muitos pra correr
    E disse o pobre: -E agora?
    O que é que eu vou fazer?

    Do pedido de socorro,
    A mulher não gostou não.
    Diante de tanto choro,
    Afirmou sem compaixão:
    -Tu vais é morrer, cachorro,
    Pobre não é gente não.

    E a pobre gente sofrida,
    Sem ter amparos legais,
    Teve a terra invadida
    Pra não tê-la nunca mais,
    Por ordem da Margarida
    Às forças policiais.

    O honrado lavrador,
    Diante da picardia,
    A justiça procurou,
    Mas justiça não havia.
    S ao pobre pertence a dor,
    A justiça é utopia.

    Depois que a tal fazendeira
    Roubou-lhes a propriedade,
    Não tendo eira nem beira
    Foram pra outra cidade
    E de novo a roubalheira
    Ficou na impunidade.

    Chegando a Santa Luzia,
    Município de Bacabal,
    Mesmo sem a garantia
    Que para o rico é total,
    Ficaram até que um dia
    Fizeram-lhes novo mal.

    Os terrenos devolutos
    Eram todos do Estado.
    Eles, então resolutos,
    Pensaram estar abrigados,
    Mas num tempo muito curto
    Eles foram maltratados.

    Quem de lá os expulsou,
    Do Delegado era filho
    E disso se aproveitou
    Para dizer bem tranqüilo
    Que da terra se apossou,
    Que era dele tudo aquilo.

    Os lavradores, coitados,
    Fizeram reunião.
    Alguns tinham nos costados
    Vinte anos desse chão.
    Mas, chegaram os soldados
    De parabelo na mão.

    O filho do Delegado
    Chefiava os jagunços
    E tinha muito soldado
    Para fabricar defuntos
    E mandar o revoltado
    Pra cidade dos pés juntos.

    Pois esse ladrão de terra,
    Cujo nome é Manacé,
    Como se fosse uma guerra
    Não perdoou nem mulher:
    Atirou até na serra
    E nas casas de sapé.

    Lá chegando, os desalmados
    Foram logo atirando
    Nesses pobres desarmados
    E muita gente matando.
    E das mortes dos coitados,
    Manacé saiu lucrando.

    O Manoel viu na hora,
    Muita gente ali morrer
    E uma velha senhora
    Aos jagunços recorrer:
    -Não matem meu filho agora,
    Pois tem muito o que viver.

    Mas, isso não comoveu
    A nenhum dos animais:
    Na peixeira ela morreu
    Na mão dos irracionais.
    Foi assim que ela sofreu
    Pra não sofrer nunca mais.

    Até mesmo um pequenino
    Quando viu o pai cair,
    Ficou o pobre menino
    Sem saber pra onde ir
    E, de um tiro repentino,
    La no chão foi sucumbir.

    Manoel tudo assistiu,
    Mas não deixou de ser forte
    E do barulho saiu
    Se desviando da morte.
    Só um tiro lhe feriu,
    Foi enorme a sua sorte.

    Indo pra outro lugar,
    Ainda no Maranhão,
    Ele ajudou a fundar
    Uma Associação,
    Pro lavrador ajudar
    Naquele imenso sertão.

    Pois esse outro lugar
    Era o seu berço natal
    Pra onde teve de voltar
    Após sofrer tanto mal.
    E tentar continuar
    Pra tudo ter um final.

    A tal Associação,
    Na assembléia se juntou
    E foi posta em votação
    A idéia que brotou
    De recuperar o chão
    Que a Margarida roubou.

    Sempre ao lado da verdade,
    Mandaram seu presidente
    Ir falar com a Autoridade
    Que se fez de inocente
    E fez pouco da humildade
    Do lavrador descontente.

    Foi então que o coitado,
    Pra de fome não morrer,
    O que havia plantado
    Procurou então colher
    E foi desse resultado
    Que ele teve o que comer.

    Ela foi pra São Luiz
    Contar história inventada
    E pelo pobre infeliz,
    Disse ter sido roubada.
    E falou o que bem quis
    A fazendeira danada.

    Foi assim que Manoel,
    Com a Associação
    Procurou um coronel
    Para a representação,
    Pra não ficarem ao leu
    Naquela injusta questão.

    Pois aquele militar,
    No dia que foi marcado
    Pro caso solucionar,
    Uns vinte e oito soldados
    Enviou para o lugar,
    Por tenente comandados.

    Chegaram sem perguntar
    O que estava acontecendo,
    Começaram a atirar.
    E os companheiros correndo,
    O Manoel, sem parar,
    A seu lado viu morrendo.

    A irracional atitude
    Que ordenou a agressão,
    Mostrou que não há quem cuide
    Do pobre na escravidão.
    Isso foi a negritude
    Da história do Maranhão.

    O Manoel, muito doido
    E repleto de emoção
    Diante do acontecido,
    Manteve a resolução
    De não se dar por vencido
    Na luta contra a ambição.

    Mesmo vendo-se explorado,
    Jamais pensou em vingança.
    E a dor tendo suportado,
    Alentou a esperança
    De ver alfabetizado
    Adulto e também criança.

    E com esse objetivo
    Ficou tempos em função,
    Sendo sempre o mais ativo
    Pela alfabetização.
    Muita escola, muito livro,
    Conseguiu-se em mutirão.

    Foi líder de Sindicato
    Esse homem de valor,
    Que tendo jeito e recato
    Pra defender lavrador,
    Sofreu muito desacato
    De parte do explorador.

    Mudou toda a sua história
    A nova situação,
    E uma nova trajetória
    Já surgiu na escravidão,
    Porque toda a sua glória
    Passou a ser a prisão.

    Só porque pediu justiça
    Mesmo estando desarmado,
    Quase que virou carniça
    Ao ser muito torturado.
    E pelas mãos da injustiça,
    Ele foi encarcerado.

    Pelo que não cometeu,
    Ele teve de pagar;
    O que o pobre sofreu,
    Não dá nem pra se contar;
    Até seu sangue escorreu,
    Pra fazê-lo confessar.

    Mas, de nada ele sabia
    Pra ajudar a inquirição,
    E o cipó nele descia
    Sem ter dó nem compaixão,
    E o torturador dizia:
    -Vais morrer na minha mão.

    Manoel assim penava
    Sem nenhuma reação,
    Porque somente restava
    Dor e resignação.
    E quanto mais apanhava,
    Maior ficava a razão.

    Em cela sempre vazia,
    O punham por mais de mês;
    De qualquer delegacia,
    Ele sempre era freguês;
    Diziam que ele havia
    Rebelado o camponês.

    Dentro de uma geladeira,
    Por dias o colocaram.
    Foi assim nessa frieira
    Que quase o congelaram;
    Não virou peixe de feira
    Porque não se interessaram.

    De parte do Manoel
    Não havia resistência;
    Pra suportar tanto fel,
    Precisava paciência;
    Só não tirava o chapéu
    Pra tamanha violência.

    Mesmo Manoel cumprindo
    Sua dor, sua paixão,
    Ia sempre competindo
    Com assassino e ladrão
    Que da cadeia saindo,
    Voltam logo pra prisão.

    Tão grave era a tortura
    A Manoel infringida
    Que, no hospital, sua cura
    Era sempre estendida
    Para que vida tão dura
    Fosse ainda mais sofrida.

    Enquanto o pobre remói
    Sua vida de explorado,
    Por maus tratos nosso herói
    Era hospitalizado,
    Só pra ver o quanto dói
    Ser honesto e ser honrado.

    E sofrendo tal agrura
    Pelo que não cometeu,
    Nos porões da ditadura
    O coitado só gemeu.
    Diante dessa grossura
    Até o Papa intercedeu.

    No reinado do horror
    Manoel foi confinado
    E sentindo muita dor
    Quase morre o desgraçado.
    Ele até mudou de cor
    E ficou transfigurado.

    Foi tanto o que suportou,
    E foi tanto o que sofreu,
    Que até tiro então levou
    Da polícia que o prendeu.
    Desse fato resultou
    Uma perna que perdeu.

    Como se não bastasse
    A perda irreparável,
    Houve ainda quem pensasse
    Em bater no miserável
    E a outra perna ficasse
    Em estado lastimável.

    O destino fez a teia
    Pra botar na sua mão,
    A coisa ficando feia
    Pro Manoel da Conceição:
    Ou ficava na cadeia
    Ou bem debaixo do chão.

    O Manoel já cansado
    De tanta perseguição,
    Ficou bem fortificado
    E teve a resolução
    De não ser mais maltratado
    Nas garras da inquisição.

    Não havia solução
    Para ele aqui ficar;
    Foi assim que esse irmão
    Na Suíça foi morar.
    Foi a sua redenção
    Pra prisão não mais voltar.

    Essa história que agora
    Eu contei para vocês,
    Meu senhor, minha senhora,
    Não é duas nem é três.
    Vem provar em boa hora
    Que o pobre não tem vez.

    O que eu tinha na memória
    E falei em profusão
    É toda a luta inglória
    De um homem sem ambição.
    Termina aqui a história
    De Manoel da Conceição.

    Danilo dos Santos Pereira.

    A TRÁGICA HISTÓRIA DO PRESO POLÍTICO MANOEL DA CONCEIÇÃO

    Autor: Nhô Danilo Pereira

    Meu senhor, minha senhora,
    Minha gente do sertão,
    Pro que vou contar agora
    A todos peço atenção,
    Pois vou falar nesta hora
    De Manoel da Conceição.

    Num povoado nasceu
    No Estado do Maranhão,
    E sem escola cresceu
    Trabalhando a plantação.
    Desde cedo conheceu
    A batalha pelo pão.

    Na pequena propriedade
    Que possuía de herança
    Seu pobre pai, na verdade,
    Ainda tinha esperança
    De ver a felicidade
    Trazida pela bonança.

    E nesse pedaço de chão,
    Trabalhava e produzia
    Arroz, mandioca e feijão,
    Pois naquela freguesia,
    Ter enxada e ter facão
    Era o que muito valia.

    Manoel nunca assentou
    Em nenhum banco de escola,
    Mas bem cedo ele provou
    Que era bom da cachola
    E o estudo começou
    Não dando tratos à bola.

    Não se fez mais de rogado
    E tentou logo aprender.
    Sendo muito esforçado,
    Logo aprendeu a ler
    Na Bíblia, livro sagrado
    E na carta do ABC.

    A primeira violência
    Que marcou a sua vida,
    Foi até uma indecência
    De uma tal de Margarida
    Que ao coitado deu ciência,
    Exigindo-lhes a saída.

    As terras que possuía
    Eram de grande extensão,
    Mesmo assim ela queria
    Nas dos pobres por a mão
    E com eles insistia
    Ser por usucapião.

    A desonesta senhora,
    Ciente de seu poder,
    Botou todos para fora,
    Pondo muitos pra correr
    E disse o pobre: -E agora?
    O que é que eu vou fazer?

    Do pedido de socorro,
    A mulher não gostou não.
    Diante de tanto choro,
    Afirmou sem compaixão:
    -Tu vais é morrer, cachorro,
    Pobre não é gente não.

    E a pobre gente sofrida,
    Sem ter amparos legais,
    Teve a terra invadida
    Pra não tê-la nunca mais,
    Por ordem da Margarida
    Às forças policiais.

    O honrado lavrador,
    Diante da picardia,
    A justiça procurou,
    Mas justiça não havia.
    S ao pobre pertence a dor,
    A justiça é utopia.

    Depois que a tal fazendeira
    Roubou-lhes a propriedade,
    Não tendo eira nem beira
    Foram pra outra cidade
    E de novo a roubalheira
    Ficou na impunidade.

    Chegando a Santa Luzia,
    Município de Bacabal,
    Mesmo sem a garantia
    Que para o rico é total,
    Ficaram até que um dia
    Fizeram-lhes novo mal.

    Os terrenos devolutos
    Eram todos do Estado.
    Eles, então resolutos,
    Pensaram estar abrigados,
    Mas num tempo muito curto
    Eles foram maltratados.

    Quem de lá os expulsou,
    Do Delegado era filho
    E disso se aproveitou
    Para dizer bem tranqüilo
    Que da terra se apossou,
    Que era dele tudo aquilo.

    Os lavradores, coitados,
    Fizeram reunião.
    Alguns tinham nos costados
    Vinte anos desse chão.
    Mas, chegaram os soldados
    De parabelo na mão.

    O filho do Delegado
    Chefiava os jagunços
    E tinha muito soldado
    Para fabricar defuntos
    E mandar o revoltado
    Pra cidade dos pés juntos.

    Pois esse ladrão de terra,
    Cujo nome é Manacé,
    Como se fosse uma guerra
    Não perdoou nem mulher:
    Atirou até na serra
    E nas casas de sapé.

    Lá chegando, os desalmados
    Foram logo atirando
    Nesses pobres desarmados
    E muita gente matando.
    E das mortes dos coitados,
    Manacé saiu lucrando.

    O Manoel viu na hora,
    Muita gente ali morrer
    E uma velha senhora
    Aos jagunços recorrer:
    -Não matem meu filho agora,
    Pois tem muito o que viver.

    Mas, isso não comoveu
    A nenhum dos animais:
    Na peixeira ela morreu
    Na mão dos irracionais.
    Foi assim que ela sofreu
    Pra não sofrer nunca mais.

    Até mesmo um pequenino
    Quando viu o pai cair,
    Ficou o pobre menino
    Sem saber pra onde ir
    E, de um tiro repentino,
    La no chão foi sucumbir.

    Manoel tudo assistiu,
    Mas não deixou de ser forte
    E do barulho saiu
    Se desviando da morte.
    Só um tiro lhe feriu,
    Foi enorme a sua sorte.

    Indo pra outro lugar,
    Ainda no Maranhão,
    Ele ajudou a fundar
    Uma Associação,
    Pro lavrador ajudar
    Naquele imenso sertão.

    Pois esse outro lugar
    Era o seu berço natal
    Pra onde teve de voltar
    Após sofrer tanto mal.
    E tentar continuar
    Pra tudo ter um final.

    A tal Associação,
    Na assembléia se juntou
    E foi posta em votação
    A idéia que brotou
    De recuperar o chão
    Que a Margarida roubou.

    Sempre ao lado da verdade,
    Mandaram seu presidente
    Ir falar com a Autoridade
    Que se fez de inocente
    E fez pouco da humildade
    Do lavrador descontente.

    Foi então que o coitado,
    Pra de fome não morrer,
    O que havia plantado
    Procurou então colher
    E foi desse resultado
    Que ele teve o que comer.

    Ela foi pra São Luiz
    Contar história inventada
    E pelo pobre infeliz,
    Disse ter sido roubada.
    E falou o que bem quis
    A fazendeira danada.

    Foi assim que Manoel,
    Com a Associação
    Procurou um coronel
    Para a representação,
    Pra não ficarem ao leu
    Naquela injusta questão.

    Pois aquele militar,
    No dia que foi marcado
    Pro caso solucionar,
    Uns vinte e oito soldados
    Enviou para o lugar,
    Por tenente comandados.

    Chegaram sem perguntar
    O que estava acontecendo,
    Começaram a atirar.
    E os companheiros correndo,
    O Manoel, sem parar,
    A seu lado viu morrendo.

    A irracional atitude
    Que ordenou a agressão,
    Mostrou que não há quem cuide
    Do pobre na escravidão.
    Isso foi a negritude
    Da história do Maranhão.

    O Manoel, muito doido
    E repleto de emoção
    Diante do acontecido,
    Manteve a resolução
    De não se dar por vencido
    Na luta contra a ambição.

    Mesmo vendo-se explorado,
    Jamais pensou em vingança.
    E a dor tendo suportado,
    Alentou a esperança
    De ver alfabetizado
    Adulto e também criança.

    E com esse objetivo
    Ficou tempos em função,
    Sendo sempre o mais ativo
    Pela alfabetização.
    Muita escola, muito livro,
    Conseguiu-se em mutirão.

    Foi líder de Sindicato
    Esse homem de valor,
    Que tendo jeito e recato
    Pra defender lavrador,
    Sofreu muito desacato
    De parte do explorador.

    Mudou toda a sua história
    A nova situação,
    E uma nova trajetória
    Já surgiu na escravidão,
    Porque toda a sua glória
    Passou a ser a prisão.

    Só porque pediu justiça
    Mesmo estando desarmado,
    Quase que virou carniça
    Ao ser muito torturado.
    E pelas mãos da injustiça,
    Ele foi encarcerado.

    Pelo que não cometeu,
    Ele teve de pagar;
    O que o pobre sofreu,
    Não dá nem pra se contar;
    Até seu sangue escorreu,
    Pra fazê-lo confessar.

    Mas, de nada ele sabia
    Pra ajudar a inquirição,
    E o cipó nele descia
    Sem ter dó nem compaixão,
    E o torturador dizia:
    -Vais morrer na minha mão.

    Manoel assim penava
    Sem nenhuma reação,
    Porque somente restava
    Dor e resignação.
    E quanto mais apanhava,
    Maior ficava a razão.

    Em cela sempre vazia,
    O punham por mais de mês;
    De qualquer delegacia,
    Ele sempre era freguês;
    Diziam que ele havia
    Rebelado o camponês.

    Dentro de uma geladeira,
    Por dias o colocaram.
    Foi assim nessa frieira
    Que quase o congelaram;
    Não virou peixe de feira
    Porque não se interessaram.

    De parte do Manoel
    Não havia resistência;
    Pra suportar tanto fel,
    Precisava paciência;
    Só não tirava o chapéu
    Pra tamanha violência.

    Mesmo Manoel cumprindo
    Sua dor, sua paixão,
    Ia sempre competindo
    Com assassino e ladrão
    Que da cadeia saindo,
    Voltam logo pra prisão.

    Tão grave era a tortura
    A Manoel infringida
    Que, no hospital, sua cura
    Era sempre estendida
    Para que vida tão dura
    Fosse ainda mais sofrida.

    Enquanto o pobre remói
    Sua vida de explorado,
    Por maus tratos nosso herói
    Era hospitalizado,
    Só pra ver o quanto dói
    Ser honesto e ser honrado.

    E sofrendo tal agrura
    Pelo que não cometeu,
    Nos porões da ditadura
    O coitado só gemeu.
    Diante dessa grossura
    Até o Papa intercedeu.

    No reinado do horror
    Manoel foi confinado
    E sentindo muita dor
    Quase morre o desgraçado.
    Ele até mudou de cor
    E ficou transfigurado.

    Foi tanto o que suportou,
    E foi tanto o que sofreu,
    Que até tiro então levou
    Da polícia que o prendeu.
    Desse fato resultou
    Uma perna que perdeu.

    Como se não bastasse
    A perda irreparável,
    Houve ainda quem pensasse
    Em bater no miserável
    E a outra perna ficasse
    Em estado lastimável.

    O destino fez a teia
    Pra botar na sua mão,
    A coisa ficando feia
    Pro Manoel da Conceição:
    Ou ficava na cadeia
    Ou bem debaixo do chão.

    O Manoel já cansado
    De tanta perseguição,
    Ficou bem fortificado
    E teve a resolução
    De não ser mais maltratado
    Nas garras da inquisição.

    Não havia solução
    Para ele aqui ficar;
    Foi assim que esse irmão
    Na Suíça foi morar.
    Foi a sua redenção
    Pra prisão não mais voltar.

    Essa história que agora
    Eu contei para vocês,
    Meu senhor, minha senhora,
    Não é duas nem é três.
    Vem provar em boa hora
    Que o pobre não tem vez.

    O que eu tinha na memória
    E falei em profusão
    É toda a luta inglória
    De um homem sem ambição.
    Termina aqui a história
    De Manoel da Conceição.

    Danilo dos Santos Pereira.

    Tentei enviar um Cordel que escrevi sobre o Manoel da Conceição a partir de uma reportagem em que ele, ao retornar da Suiça, conta sua trajetória de luta, dor e sofrimento, Entretanto, não consegui colar o texto e como ele é composto de muitas estrofes, não me animo a digitá-lo aqui. Se houver interesse, basta solicitar-me que enviarei em anexo para o endereço que me for enviado.
    Abraços.
    Nhô Danilo Pereira

  • DANILO DOS SANTOS PEREIRA 05/04/2014 às 16:09

    Desculpe. Cliquei para colar e como não vi nada o fiz outras vezes até desistir e escrever a mensagem em que digo haver tentado e não conseguido. O resultado foram as repetições do Cordel e a mensagem que escrevi em seguida. Por favor, desconsidere tudo e se tiver interesse em manter o Cordel neste blog, fineza editá-lo para que que não fique repetido.
    Obrigado.

  • Raquel Pinto Santos 20/07/2014 às 11:56

    Gostei muito da poesia do Nhô Danilo Pereira!
    Ele conseguiu contar uma grande trajetória em poucas paginas, muito bom mesmo, parabens!

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