Jornalista destaca a “face” que salva o governo Roseana Sarney
O blog recomenda a leitura do artigo do colega Nonato Reis sobre o que considera a face que salva o “melhor governo da minha vida”.
O jornalista, que escreve quinzenalmente para o JP, considera que Pedro Fernandes, Max Barros, Joaquim Haickel e Ricardo Murad dão um tom diferenciado no governo Roseana Sarney fazendo com que o mesmo não caia na “planície infecunda, marcada por inércia e mesmice”.
Este blog apenas incluiria nessa “face que salva o governo,” o secretário de Meio Ambiente, Victor Mendes, que tem implementado iniciativas empreendedoras na Sema.
Vale a pena ler na íntegra o artigo do jornalista Nonato Reis que, além de lúcido, provoca um bom debate. Veja:
A face que salva o governo
por Nonato Reis, publicado originalmente no Jornal Pequeno.
Roseana Sarney deve muito a Pedro Fernandes, Max Barros, Joaquim Haickel e Ricardo Murad. Não fosse pela atuação deles o seu governo seria uma planície infecunda, marcada por inércia e mesmice. Os quatro projetam claridade numa paisagem sombria. Impõem ritmo, garantem movimento a uma engrenagem oxidada, incapaz de dar respostas às demandas da sociedade. Representam assim o contraponto onde quase tudo é imobilismo e desânimo.
Ricardo Murad dirige o projeto mais complexo, pedra de toque da campanha pela reeleição. Tinha tudo para ser o maior estelionato eleitoral já aplicado no Maranhão. Construir um único hospital é tarefa inglória. Que o diga o prefeito de São Luís, até hoje engessado na tentativa de dotar a cidade de uma moderna unidade de emergência. Imagine-se o esforço de levantar dezenas deles! Com aquele seu jeitão típico de quem transforma teoremas em simples operações aritméticas, Murad está ritmo a um paquiderme.
Alguns dos hospitais prometidos saíram do papel, foram construídos e entregues à população. E o que é melhor: em condições de funcionamento. A rede de atendimento da capital, antes falida, recebeu injeção de recursos. O velho Hospital Geral ressurgiu das ruínas e hoje exibe boas instalações físicas e modernos equipamentos. As UPAs, um projeto do governo federal, mas executado em parceria com os Estados, atendem com eficiência. Tanto que estão atraindo usuários de planos de saúde, num a migração perigosa, porque coloca em risco a qualidade do trabalho oferecido.
Não quer dizer que a saúde pública do Maranhão tenha se transformado da noite para o dia em modelo de assistência. Longe disso. O êxito está em mostrar que é possível reabilitar o paciente. Que apesar do coma, os sinais vitais voltaram a funcionar. E que há, entre os profissionais da área, um clima de otimismo. Se alguém duvida, pergunte aos médicos qual é hoje a maior preocupação deles, e a resposta será uma só: que Ricardo Murad deixe a secretaria e volte para a Assembleia, jogando por terra todo o esforço empreendido até aqui. Por que uma coisa é certa: na hora em que ele se afastar da pasta, a saúde dá macha a ré.
Joaquim Haickel deu vida a uma pasta decorativa, criada muito mais para acomodar interesses menores do que para impulsionar um setor indispensável à sociedade. Graças à sua capacidade de articulação garantiu a continuidade da reforma do Estádio Castelão e retomou as obras de reconstrução do Ginásio Costa Rodrigues, ícone da má aplicação de recursos, que envergonhava a sociedade e constrangia o poder público.
Max Barros tem sob seu comando as obras estruturais. Não disponho de dados objetivos para quantificar as intervenções na malha viária estadual, com o objetivo de recuperar, manter e ampliar a rede de estradas que cortam o território maranhense, mas é certo que tem obtido bons resultados.
Em São Luís sua pasta constrói, dentro do cronograma, a Via Expressa, uma das promessas de campanha para comemorar os 400 anos da cidade. Apesar de polêmica, por interligar quatro shoppings e passar por dentro de um bairro histórico, a avenida constitui um emblema: representa a retomada dos investimentos públicos no trânsito da capital, após anos de ausência.
Mas há um dado negativo no trabalho de Max Barros. O Espigão Costeiro, anunciado com alarde, ficou pela metade. Hoje é uma obra inacabada. Construíram apenas a estrutura de pedra. A parte de urbanização permanece como promessa. A pista próxima ao quebra-mar, que deveria ser objeto de recuperação, sofre um pesado processo de erosão, que já destruiu parte do asfalto e mesmo do piso que lhe dá sustentação. Na altura do Corpo de Bombeiros uma cratera já engoliu metade da pista e ameaça interditar o trânsito. O governo sequer se dignou a expedir uma nota, esclarecendo as razões da paralisação do serviço.
Pedro Fernandes foi outro que deu musculatura a um biombo de governo. A avenida marginal entre a Camboa e a Alemanha, iniciada no governo Jackson Lago, estava imersa em problemas, quando assumiu a pasta das Cidades. Havia entraves de toda ordem. Falhas na concepção, atrasos no cronograma de desembolso, pendências com a construtora, impasses no processo de desapropriação.
Com habilidade e vontade política, desatou todos os nós e retomou o ritmo regular da obra. Sua inauguração está prevista para dezembro. É um dos maiores investimentos do PAC-Cidades, com orçamento superior a R$ 200 milhões. Sua ida para a Educação pode impulsionar um setor essencial, mas também coloca em risco a continuidade de uma obra estratégica para o traçado viário de São Luís.
No somatório, Pedro Fernandes, Max Barros, Ricardo Murad e Joaquim Haickel dão sobrevida a um governo inócuo, que não consegue atender as necessidades elementares da população. Em que pese a representação política do Estado no plano federal, o Maranhão patina no atraso e na inapetência. Seus indicadores sociais permanecem vergonhosos, iguais aos de países mais pobres da África. Roseana Sarney, que assumiu o atual mandato prometendo fazer o melhor governo da sua vida, está insolvente com a população. Pela regra, estaria perdida. O que ainda lhe salva são as exceções.
Nonato Reis é jornalista e escreve para o Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente



Uma análise imparcial do governo da Roseana Sarney.
Nota-se claramente, pelo artigo do Nonato Reis, que a governadora ainda não assumiu o governo do Maranhão, já que salva-se de um naufrágio total por alguns atos isolados dos seus auxiliares.
Que a governadora tenha humildade bastante para reconhecer que é preciso fazer com a maior urgência possível mudanças em várias secretarias.
Ou faz isto ou corre o risco de mergulhar o seu governo no fundo do poço, levando consigo estes secretários que se dedicam de corpo e alma a servir o Maranhão.
Ainda há tempo, governadora.
Ainda há tempo de fazer o melhor governo da sua vida.
Basta começar a governar de fato.
Que Deus ajude a senhora nesta árdua tarefa.
///////////////
Meus parabéns ao jornalista Nonato Reis pelo brilhante artigo.
Resposta: Muito bom mesmo.
Robert, obrigado por compartilhar o meu artigo em seu blog, que entendo como um gesto de generosidade sua. Esse texto expressa a minha opinião em relação ao governo Roseana de uma forma quase neutra. Dos secretários destacados, costumo falar apenas com Pedro Fernandes. Joaquim Haickel me cumprimenta a distância; com Ricardo Murad não tenho contato de espécie alguma. Faço este esclarecimento para demonstrar o meu distanciamento em relação à crônica. O texto, se não expressa uma verdade real, exprime a minha.
Resposta: Entendi perfeitamente, caro Nonato. O fato de você não ter maiores relações com os secretários citados é que aumenta a seriedade da sua análise. Aliás, amigo, você deveria entrar para a blogosfera. Fica aqui a sugestão.
Robert,
O Nonato Reis já tem um blog que ele não atualiza diariamente, mas utiliza para divulgar seus escritos, o endereço é este: nonatoreis.zip.net
Resposta: Ah tá. Não sabia. Mas ele deve usá-lo mais frequentemente.
Perfeito!!!
A cada dia que passa meu respeito e admiração crescem por este competente jornalista. Amei a análise, realmente o Nonato foi muito feliz com esse artigo. Parabéns amigo Nonato Reis. Perfeito como sempre!!!
Resposta: Concordo.
O artigo é bom e concordo quanto aos secretários Max e Pedro Fernandes, reconhecidamente bons e dedicados técnicos. Quanto ao espigão, vai ficar assim uns vinte anos até ser urbanizado, como foi com a Litorânea. Em relação ao Joaquim, diria que é razoável, mas vale por ser bem intencionado. Quanto ao Ricardo Murad,tenho que discordar. Afinal, se ele é uma face boa de qualquer coisa que se preza, rogai por nós!
Resposta: É sua opinião.
DISCORDO QUANTO A “PERFOMANCE” DO SECRETÁRIO RICARDO MURAD. TODO PODEROSO, VAIDOSO, ARROGANTE AS VEZES, DESPACHA DE VEZ EM QUANDO NO HOTEL LUZEIROS – POR QUE E PARA QUE? -, NÃO FAZ MAIS DO QUE A OBRIGAÇÃO. ALIÁS, FAZ MENOS. AFINAL, DOS 72 HOSPITAIS QUE ERAM PARA SER INAUGURADAS EM DEZEMBRO 2010, NÃO EXISTE NEM A METADE; AS UPAS TEM CONVÊNIO COM GOVERNO FEDERAL; O HOSPITAL CARLOS MACIEIRA CONTINUA EM REFORMA. PERMITA-ME DIZER QUE O QUE FUNCIONA MUITO BEM NO GOVERNO ROSEANA, QUE O JORNALISTA ESQUECEU DE MENCIONAR, É A SECRETARIA QUE CUIDA DA IMAGEM DO GOVERNO, OU SEJA, DA MÍDIA GOVERNAMENTAL, QUE ENCHE DE PROPAGADANDA OS JORNAIS, RADIOS E TV, MOSTRANDO AS “OBRAS” DESSE GOVERNO QUE, DIZEM, TEM O SR. DUDA MENDONÇA COMO MENTOR.
Resposta: Com um pouco de boa vontade você entenderá o que Nonato que quis dizer sobre a ‘performance’ do Ricardo.
Se Ricardo Murad é arrogante, presunçoso e antipático, isso não me cabia analisar no texto. A proposta era destacar o que vem dando certo num governo medíocre e inapetente. Agora, gostemos ou não, o Ricardo Murad vem conseguindo reabilitar o setor se saúde, algo que nenhum outro secretário, anterior a ele, conseguiu. E neste caso, eu, que sempre fui um crítico duro desse formato de governo, tenho que reconhecer, porque, como jornalista, cabe-me ser fiel à minha consciência.
Resposta: É isso mesmo, Nonato.
É como comentei em seu face hoje amigo Nonato, a crítica pela crítica qualquer um sabe fazer, é muito fácil, agora criticar o que está errado e exaltar o que tem dado certo é coisa que poucos sabem fazer,ou até mesmo nem fazem questão de fazer, por isso mesmo que o seu artigo foi muito feliz.
Resposta: Apoiada!!
Análise muito boa do jornalista Nonato Reis. Concordo com Robert que o Victor Mendes tem conseguido dar uma nova dinâmica na antes apática Secretaria do Meio-Ambiente.
Fica a sugestão para o competente jornalista fazer um levantamento e posterior divulgação das ações da SEMA.
Abraços
Resposta: Aceita o desafio, Nonato?
Excelente o artigo do competente jornalista Nonato Reis. Esse governo acabou, não existe mais, sobrou apenas esses abnegados secretários citados pelo colega.A senhora governadora deveria renunciar ao invés de ficar penalizando o já sofrido povo maranhense, quem sabe assim seu nome entraria para a história como a única governadora que renunciou ao mandato em nome de uma causa.
Resposta: Já pensou se isso acontece???
Caro blogueiro,
Está de parabéns o Nonato Reis pelo seu esforço em fazer uma análise neutra sobre o governo Roseana.
Porém, só concordo na sua análise em relação ao Joaquim Haickel, que deveria está agora na Cultura, e ao Pedro Fernandes. Quanto ao Max Barros ele é fraco também, principalmente se for levado em conta os recursos volumosos da Sinfra. Além disso, esse recursos estão indo pelo ralo através do Convênios eleitoreiros feitos com os Prefeitos aliados (se tiver uma auditoria vai faltar cadeia)
Quanto ao Ricardo Murad, a minha opinião é bem objetiva sobre a construção desses 72 hospitais, a principal bandeira da pasta: É a maior imbecilidade já vista.
Eis que, ficam algumas indagações: como serão mantidos esses hospitais? a área de saúde tem mão-de-obra suficiente e disponível para trabalhar nesses hospitais? Não teria um resultado mais positivo para população a construção de hospitais regionais de médio porte em número menor, como o de Presidente Dutra? É legal a dispensa de licitação no valor de mais de R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais) para construir os 72 hospitais? etc…???
Enfim, estamos no Maranhão!
Resposta: O Nonato Reais provocou um bom e saudável debate.
boa analise, o problema é que no meu entendimento o nobre jornalista estar vendo apenas a capita, porque não consigo ver o que o Max Barros, Pedro Fernandes e mesmo o ricardo murad (minusculo mesmo) tem feito no estado, camarada esses hospitais são verdadeiros engodos não profissionais qualificados para atender as pessoas, não vejo qualquer projeto da secretaria de cidades e a malha viaria é uma lastima, mesmo a nalise sendo apenas São Luis o essas duas avenidas é pouco demais chega ser ridiculo o que vem sendo feito e é só isso que vai salvar o melhor governo, coitado do campanheiro e amigo Washinton Luis.
como sugestão camarada olhe para as ações no estado todo ai o amigo vai ver a decepção.
abraços
Reinaldo Avelar
mais Pedro agora vai para a Educação, nos salve OGUM
Resposta: Mas acho que a análise do Nonato Reis foi feita a partir de uma visão geral do estado, Avelar.
Eu vi o futuro do governo Roseana Sarney: ele é passado.
Resposta: “Mas nada tanto assim”…