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125 anos da National Geographic Society

Conheça a trajetória de uma das maiores organizações educacionais e científicas do mundo

A National Geographic Society completou 125 anos em 13 de janeiro deste ano, trajetória que começou com uma pequena comunidade científica – fundada para divulgar conhecimento geográfico – e hoje abarca uma das maiores organizações educacionais e científicas do mundo, comprometida a inspirar as pessoas a cuidar do planeta.

Fotografia, mapas, histórias e apoio à exploração e à conservação são os pilares do renome da Society, que reafirma seu papel na linha de frente do descobrimento e da aventura, com ânsia para a “Nova Era da Exploração”. Veja na galeria alguns dos principais momentos desses 125 anos em imagens históricas.

1909 | ALASCA, ESTADOS UNIDOS
Lavar seus filmes na água marinha do iceberg era uma tarefa diária do fotógrafo Oscar D. Von Engeln durante os meses de verão que passou em uma expedição no Alasca, financiada pela National Geographic

Veja outras imagens produzidas pela National Geographic Society clicando AQUI


Brasil está entre os 10 países com maior número de voluntários

Rede Gife

Estudo realizado pela organização britânica Charities Aid Foundation – CAF, o “World Giving Index 2012 – A global view of giving trends” mostra que o Brasil, embora ocupe apenas a 83ª posição no ranking dos países mais generosos em doações (liderado pela Austrália), está entre os dez países com o maior número de voluntários – cerca de 18 milhões.

A pesquisa traça um panorama global das doações a partir de dados coletados em 146 países, a partir de 155 mil entrevistas, e revela tendências diversas do setor filantrópico. O estudo indica que, embora os comportamentos variam de acordo com a faixa etária, os números sugerem que, em geral, os jovens parecem menos solidários.

Algo que não parece ter muito respaldo, pelo menos no Brasil. Um dos exemplos é empresa C&A, que mantém há 20 anos o seu programa corporativo de voluntariado, por meio do Instituto C&A. Com 6 mil funcionários atuando, a missão do programa é contribuir para a educação de crianças e adolescentes em organizações sociais localizadas próximas a área de atuação da empresa.

“Desde o início houve uma diretriz muito clara de dar oportunidade de participação social conectado a uma causa aos funcionários”, declara a gerente da área de mobilização do Instituto C&A, Carla Sattler. É interessante ao notar que a maioria dos voluntários são jovens entre 18 e 25 anos, e que 75% deles estão no primeiro emprego.

“Damos o suporte para que eles se sintam seguros e as ações de voluntariado acontecem durante o horário de trabalho, por considerarmos a realidade desses jovens. É um caminho valiosíssimo para que se faça um trabalho consolidado de médio à longo prazo”, declaro Carla.O Instituto distribui para os voluntários, o Guia do Voluntário, uma agenda temática que marca a cadência das atividades do voluntariado ao longo do ano de trabalho.

Outro exemplo é o Banco Bradesco, que acaba de completar 5 anos de Programa Voluntários, que atualmente conta com mais de 13 mil voluntários, sendo 95% deles funcionários da própria organização. “A sustentabilidade têm sido vista de uma forma estruturada e organizada dentro do banco, com constantes treinamentos e formação de lideranças”, afirma a responsável pela área de sustentabilidade Ivani Benazzi de Andrade.

Com uma política de voluntariado com premissas básicas de ações a serem desenvolvidas pelos funcionários, o Bradesco se padroniza, inclusive com um Comitê de Facilitadores que difundem as boas práticas do voluntariado. Por meio do seu treinamento online, o e-learning, os voluntários se capacitam e são estimulados por diretorias departamentais.

“Os líderes voluntários tomam corpo dentro dos departamentos e se tornam facilitares para movimentarem as pessoas, passando a ser um canal de transformação dentro da organização”, completa Ivani.

O estudo “World Giving Index 2012 – A global view of giving trends”, que no Brasil é divulgado pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), traz ainda que cerca de 65 milhões de brasileiros ajudaram um desconhecido no último mês e 35 milhões contribuem financeiramente com causas sociais.


Trabalhar menos e divertir-se mais diminui o aquecimento global, diz estudo

o maior obstáculo é monitorar os hábitos que os funcionários desenvolvem enquanto estão fora das empresas, já que é impossível saber a maneira que as pessoas desfrutam do ócio. | Foto: Divulgação/CopenhagenCycleChic

Um estudo elaborado pelo Center for Economic Policy and Reasearch afirma que as pessoas deveriam trabalhar menos e se divertir mais, a fim de diminuir as emissões de carbono. Segundo os pesquisadores, se os horários forem mais flexíveis, o aquecimento global pode cair pela metade até 2100.

A boa notícia para os trabalhadores do mundo inteiro é complexa, mas faz muito sentido, já que as empresas e indústrias consomem grandes quantidades de energia. Porém, o desafio nos países em desenvolvimento é fazer com que as jornadas de trabalho deixem de ser baseadas no modelo americano (que prevê pouco tempo de descanso), e passem a ser mais flexíveis, como no estilo europeu.

David Rosnick, criador da pesquisa, diz que o maior obstáculo é monitorar os hábitos que os funcionários desenvolvem enquanto estão fora das empresas, já que é impossível saber a maneira que as pessoas desfrutam do ócio. “Se estão relaxando em casa, as emissões são menores; no entanto, se consomem mais ou viajam para lugares distantes, as emissões aumentam”, afirmou Rosnick ao portal estadunidense US News.

O grupo de pesquisadores alega que a tecnologia é uma das maiores parceiras do modo de produção mais sustentável. Isso porque, se as máquinas são potentes, dá para trabalhar mais em menos tempo, aumentando a eficiência. Assim, haveria menos dióxido de carbono lançado na atmosfera, o que reduziria o aumento da temperatura em, pelo menos, 1,3 grau até o final do século. Com informações do US News.

Redação CicloVivo


“CIA tem acesso ao material do Google”, revela Assange

Julian Assange

A Internet está se transformando no maior instrumento de vigilância já criado e a liberdade que ela representa estaria seriamente ameaçada. A avaliação é de Julian Assange, criador do Wikileaks e que, há sete meses, vive na embaixada do Equador em Londres. Para ele, a web redefiniu as relações de poder no mundo, se transformou no “sistema nervoso central hoje das sociedades” e chega a ser mais determinante que armas. O problema é que esse poder está agora se virando contra as populações.

O australiano recebeu a reportagem do Estado para uma entrevista sobre seu livro “Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet”, que está sendo lançado no Brasil nesta semana pela Boitempo Editorial.

Segundo ele, ao colocar informações em redes sociais, internautas pelo mundo estão fazendo um trabalho de graça para a CIA. “Hoje, o Google sabe mais sobre você que sua mãe”, disse. “Esse é o maior roubo da história”.

Durante a entrevista, Assange defendeu seu anfitrião, o presidente equatoriano Rafael Correa, diante de sua ação contra jornais no Equador.

Sobre o futuro do Wikileaks, Assange já prometeu que, em 2013, um milhão de novos documentos serão publicados. Ao Estado, ele garantiu: “haverá muita coisa sobre o Brasil””. Confira abaixo alguns trechos:

O Estado de S. Paulo: A Internet é o símbolo da emancipação para muitos e foi apresentada como a maior revolução já feita. Mas agora o sr. traz a ideia de que há uma contra-ofensiva a isso tudo. O sr. considera que a Internet está em uma encruzilhada ?

Julian Assange: Diferentes tecnologias produzem mais poder para estruturas existentes ou indivíduos e isso tem sido a história do desenvolvimento tecnológico, ao ponto que podemos ver a história da civilização humana como a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos. Por exemplo, quando rifles, que podiam ser obtidos por pequenos grupos, eram as armas dominantes em seu dia, ou navios de guerra ou bombas atômicas. E isso define a relação de poder entre diferentes grupos de pessoas pelo mundo. Desde 1945, a relação entre as superpotências dominantes tem sido definida por quem tem acesso às armas atômicas. Mas o que ocorre agora é que Internet é tão significativa que está começando a redefinir as relações de força que antes eram definidas pelos diferentes sistemas de armas que um país tinha. Isso porque todas as sociedades que tem qualquer desenvolvimento tecnológico, que são as sociedades influentes, se fundiram totalmente com a Internet. Portanto, não há uma separação entre o que nós pensamos normalmente que é uma sociedade, indivíduos, burocracia, estados e internet.

A internet é o alicerce da sociedade, suas artérias, os nervos e está conectando os estados por cima das fronteiras. A Internet é um centro, se não for o centro, da nossa sociedade. Ela está envolvida na forma que uma sociedade se comunica consigo mesmo, como se comunica entre elas. Não é só simplesmente um sistema de armas ou fonte energia. Não é certo pensar como se fosse o sangue da sociedade. É o sistema nervoso central da socidade. Portanto, se há um problema na Internet, há um problema com o sistema nervoso da sociedade. Agora, víamos antes a internet como uma força liberatadora, que garantia às pessoas que não tinham informação com informação e, mais importante ainda, com conhecimento. Conhecimento é poder. Outras coisas tambem são poder. Mas ela deu muito poder a pessoas que antes não tinham poder. E não apenas mudou a relação entre os que tem poder e aquelas que não tem, dando conhecimento àqueles que não tinham conhecimento. Mas também fez todo o sistema funcionar de forma mais inteligente. Todos passaram a poder tomar decisões mais inteligentes e puderam passar a cooperar de forma mais inteligente. Agindo contrário a essa força está a vigilância em massa criada por parte do estado.

O Estado de S. Paulo: De que forma estaria ocorrendo essa vigilância em massa?

JA: As sociedades se fundiram com a internet, diante do fato de que comunicações entre os indivíduos ocorrem pela Internet, os sistemas de telefone estão na Internet, bancos e transações usam a Internet. Estamos colocando nossos pensamentos mais íntimos na Internet, detalhes de comunicações e mesmo entre marido e muher, nossa posição geográfica. Enfim, tudo está sendo exposto na Internet. Isso signifca que grupos que estão envolvidos em vigilância em massa tem conseguido realizar uma transferencia em massa de conhecimento em sua direção. Os grupos que já tinham muito conhecimento agora tem mais. Esse é o maior roubo que de fato já ocorreu na história. Essa transferência de conhecido, de todas as comunicações interceptadas para agências nacionais de segurança e seus amigos corporativos. A tecnologia está sendo desenvolvida para essa vigilância em massa está sendo vendida por empresas de países, como a França, que vendeu um sistema de vigilância para o regime de Kadafi. Na África do Sul, há um sistema desenhado para gravar de forma permanente todas as ligações que entram e saem do país e as estocam por apenas US$ 10 milhões por ano. Está ficando muito barato. A população mundial dobra a cada 20 anos. O custo de vigilância está caindo pela metade a cada 18 meses.

O Estado de S. Paulo: Mas, justamente o sr. citou Kadafi. Muito acreditam que a Primavera Árabe só ocorreu graças à Internet. Não teria sido esse o caso?

JA: Há uma série de histórias tradicionais de um longo trabalho de ativistas, de sindicatos e até de clubes de futebol que tiveram um papel importante na Tunísia e no Egito, os Ultras. O que é realmente novo? Bom, algumas coisas: o ativismo pan-arábico é algo novo e potenciado pela web. Diferentes ativistas em diferentes países se conectaram entre si pela web, trocando dicas, identificando quem era bem e quem era mau. O movimento dos Ultras vieram da Itália para os clubes da Tunísia e Egito. Como? Pela Internet. E então há o Wikileaks, jogando muita informação e essa informação então foi atacada pelo regime na Tunísia e depois pelo Egito. Mas também sendo disseminada pelo Egito e Tunisia. Mais importante ainda, essa informação foi disseminada para fora desses países, a tal ponto que ficou difícil para os Estados Unidos e Europa defenderem seus tradicionais aliados.

O Estado de S. Paulo: O sr. aponta para o poder de redes como Facebook e Google. Confesso que não tenho certeza que Mark Zuckerberg (criador do Facebook) pensou nisso tudo quando estava criando o site. Como é que se tornaram tão poderosos e como é que são, como o sr. diz, usados contra civis?

JA: Google, essencialmente, sabe o que você estava pensando. E sabe também (o que vc pensou) no passado. Porque quando você tem algum pensando sobre algo, quer saber algum detalhe, você busca no Google. Sites que tem Google Adds, que na verdade são todos os sites, registram sua visita. Portanto, Google sabe todos os sites que você visitou, tudo o que você buscou, se você usou gmail ou email. Então ele te conhece melhor que você mesmo. Um exemplo: você sabe o que você buscou há dois dias, há três meses? Não. Mas o Google sabe. Google conhece você melhor que sua mãe. Claro, mas alguém pode dizer: Google só quer vender publicidade. Portanto, quem se importa que eles estejam fazendo isso. Mas, na realidade, todas as agências de inteligência americana e de aplicação da lei tem acesso ao material do Google. Eles acessaram isso em nosso caso.

O Estado de S. Paulo: Como fizeram isso?

JA: Eles usaram instrumentos como cartas da agência de segurança nacional e mandados para buscar os dados de email das pessoas envolvidas em nossa organização. Isso saiu do Google, da conta do Twitter, onde pessoas entraram para acompanhar a nossa conta. No caso do Facebook, é algo impressionante. As pessoas simplesmente estão fazendo bilhões de centenas de horas de trabalho gratuíto para a CIA. Colocando na rede todos seus amigos, suas relações com eles, seus parentes, relatando o que estão fazendo, dizendo que vi aquela pessoa naquela festa, aquela pessoa naquela loja. É um incrível instrumento de controle. Países como a Islândia tem uma penetração do Facebbok de 88%. Mesmo que você não esteja no Facebook, você pode ter certeza que teu irmão está e está relatando sobre você, ou sua namorada está relatando sobre você. Não há como escapar. Agora, quando uma organização como Facebook diz que as pessoas querem fazer isso…

O Estado de S. Paulo: Claro, essa é justamente a minha questão: como o sr. explica que pessoas de diferentes culturas e religiões estão dispostas a revelar suas vidas diante da web?

JA: Claro, sobre o que é que você está paranoico. Você pode dizer: bom, estou fazendo isso de forma voluntária e é mais importante estabelecer conexões sociais que se preocupar com um aparato de um estado totalitário. O problema é que isso não é verdade. As pessoas dizem que querem compartilhar algo apenas com meus amigos e amigos de meus amigos, mas não com meus amigos e com a CIA. É uma decepção o que está ocorrendo. As pessoas estão sendo enganadas em desenvolver essa atividade.

Fonte: O Estado de S. Paulo


Uma mídia social para voluntários

Com o sucesso da editoria Oportunidades não faltam solicitações ao GIFE para divulgar vagas para trabalho voluntário em organizações sociais. Os pedidos são invariavelmente encaminhados para instituições como o Centro de Voluntariado (www.voluntariado.org.br) e ao Instituo Faça Parte (www.facaparte.org.br), e, agora, há um outro espaço para aqueles que querem trabalhar como voluntários podem acessar.

Lançada em 2012, a “Atados – Juntando Gente Boa” é uma mídia social que possibilita às pessoas encontrar diversas oportunidades de voluntariado. Os usuários podem compartilhar atividades e experiências e estimular seus amigos a participar de ações voluntárias. O principal objetivo da iniciativa é ampliar o senso de comunidade na sociedade.

As organizações da sociedade civil, institutos e fundações podem se cadastrar no site www.atados.com.br, disponibilizando as ações que necessitam de voluntários. Os temas são os mais variados, como aulas de idiomas, banho e tosa de animais, doação de alimentos ou avaliação de saúde bucal. Já estão cadastradas dezenas de organizações de diferentes áreas de atuação, como Greenpeace, GRAACC, Casa do Zezinho, Gastromotiva, Fundação Gol de Letra, Colmeia, Projeto Arrastão, entre outras.

As pessoas físicas interessadas também devem se cadastrar no site e pesquisar atos voluntários por temas de aptidão.

Saiba muito mais clicando no GIFE.


Ribamar: Gil Cutrim insiste em cobrar o ITBI dos contemplados do “Minha Casa Minha Vida”

Prefeito de Ribamar, Gil Cutrim

BNC Notícias

A polêmica envolvendo a cobrança do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis-ITBI pela prefeitura municipal aos ribamarenses pelo visto está longe de chegar ao fim. Um projeto de lei elaborado pelos ‘’prejudicados’’ vem fomentando inúmeras reuniões pelos bairros de São José de Ribamar com o objetivo de conseguir adesões ao coro dos insatisfeitos.

Já num total aproximado de 4 mil assinaturas colhidas o Projeto agora seguirá à Câmara de Vereadores para aprovação. Arnaldo Colaço, ex-candidato a prefeito no município, é um dos autores da iniciativa e garante que em muito pouco tempo os resultados serão percebidos. ”Estamos na luta pela isenção do imposto e certamente teremos sucesso nessa empreitada”, afirma.

Ex candidato Arnaldo Colaço: na luta pelo ITBI zero

Dependendo da adesão de 5% do eleitorado do município para que possa tramitar como matéria no Legislativo, o Projeto vem sendo acessibilizado aos moradores da cidade atraves de audiências que já passaram por bairros como Vila Flamengo, Jardim Tropical e Sede.

A cobrança do imposto, de acordo com o ex-candidato ao Executivo, poderá prejudicar em torno de 15 mil famílias da cidade. ”Nós estimamos algo em torno de 15 mil famílias prejudicadas nos próximos anos em Ribamar, o projeto de lei é a única saída para isentar os ribamarenses desta cobrança”, diz Colaço.

O imposto no valor de R$ 1. 230 cobrado aos sorteados no programa Minha Casa, Minha Vida, vem deixando intrigados os ribamarenses, que alegam não terem condições financeiras para pagar o valor exigido como condição para o recebimento dos imóveis. A diarista Suzana Teixeira, residente na Vila Alonso Costa, em contato com um site local e mostrou sua insatisfação. ”Nós procuramos esse Programa justamente porque não temos condições de pagar um valor alto, somos humildes, o prefeito podia entender essa nossa situação e tirar esse imposto”, esclareceu Suzana.

Afinal Gil Cutrim, não é da linhagem de Luis Fernado não teria que está fazendo um jeito de governar do seu antecessor, é mesus amigos o negocio tá feio, os desmandos e obras inacabadas estão espalhadas por toda a cidade.

Eu nunca mi enganei com esse cidadão que se elegeu a custa do que foi feito pelo gestor anterior, que inclussive já está em capanha, vira e mexe ele anda pelas bandas da cidade balneária fazendo campanha. É bom lembrar que Gil Cutrim é candidato a presidente da FAMEM.

O fato é que a população de Ribamar tem que forçar de forma democratica a camâra da cidade através de um projeto de lei de carater popular ser aprovado para que Gil Cutrim de fato obedeça a lei e não cobre esse valor para essas pessoas que foram comtempladas em uma moradia popular financiada pelo governo federal.

(Com Informações do ANB Online)


Sobre o carnaval de São Luis e outras coisas mais…

O debate sobre o carnaval de São Luis é necessário. Ponto para o presidente da Func, Francisco Gonçalves, que colocou o dedo numa ferida que há anos está gangrenada.

Como todo bom brasileiro, maranhense e ribamarense, gosto de carnaval, ainda que pertença à turma de saudosistas dos “velhos carnavais”.

Se por lado o presidente de Func faz correto em expor o lado sombrio que envolve as manifestações carnavalescas da cidade, por outro parece-me totalmente equivocado tentar colocar uma tradição cultural histórica (que já teve seus tempos de glória em São Luis) contra a saúde, a educação etc.

O debate não é se a prefeitura acertou ao retirar parte dos recursos do carnaval para direcioná-lo à saúde, isso chega a ser uma covardia, pois ninguém com o mínimo de bom senso seria contra tal atitude, ainda que não seja esse o caminho.

A questão, não apenas envolvendo o carnaval, mas a cultura como um todo, tem que ser discutida para além de “academicismos”, “seminarismos” e “plenarismos”. Se é fato de que o poder público não pode (e nem deve) bancar alguns canalhas que se aproveitam das manifestações culturais e folclóricas apenas para ganhar dinheiro, não é correto o município generalizar um vício como se todos assim o  praticassem. Sem falar que parece, de fato, não haver aquela vontade toda da Prefeitura de São Luis em fazer o carnaval. Isso é fato!

O carnaval, assim como o São João, deve cada vez mais ter a participação da iniciava privada envolvendo toda a cadeia produtiva ligada à eventos do tipo.

Por que, por exemplo, a Vale patrocina um “Vale Festejar” e não pode bancar parte do carnaval da cidade? Cadê as “AmBevs” da vida que ficam eufóricas com os eventos promovidos pelo Marafolia e quando se trata de manifestações mais populares mostra a bunda para a cidade? Por que em cidades como Recife, Salvador, Olinda, Rio de Janeiro as coisa acontecem dentro de uma harmonia entre o poder publico, escolas de sambas, blocos tradicionais etc?

De qualquer forma o debate está posto. Carnaval não é só samba suor, ouriço, cerveja, bundas e peitos de fora. E nem é feito só por “mascarados” ou “mercenários”.

Carnaval mexe com gente. E se mexe com gente tem que ser tratado com a devida seriedade.

É a opinião do blog do Robert Lobato.


Fundação Volkswagen ampliará atuação em 2013

A Fundação Volkswagen ampliará sua atuação com projetos educacionais em 2013 por meio de duas iniciativas inéditas. A instituição começará a atender Alagoas, Espírito Santo, Pará e Piauí – somando, então, 11 Estados -, e democratizará o conhecimento acumulado em uma década sobre educação ao lançar sua “Plataforma do Letramento” na internet, no primeiro semestre. Atualmente, a Fundação Volkswagen oferece sete projetos educacionais e três de desenvolvimento social.

Com alto índice de defasagem idade-série entre os Estados do Brasil, o Espírito Santo receberá o projeto da Fundação Volkswagen “Aceleração da Aprendizagem”, que será oferecido a 5.000 alunos de 5 cidades. Para evitar a evasão escolar de repetentes, eles frequentarão aulas em salas de aceleração conduzidas por professores que receberão formação específica. Durante dois anos, esses alunos serão preparados para ingressar novamente na série adequada à sua idade. O “Aceleração da Aprendizagem” já beneficiou cerca de 400 estudantes e 40 professores de Resende (RJ), com excelente melhora do desempenho escolar.

Alagoas, Pará e Piauí receberão o “Entre na Roda”, que estimula o gosto pela leitura. Alagoas e Piauí também terão o projeto “Brincar”, que incentiva o resgate de atividades lúdicas, expressivas e recreativas, garantindo o brincar livre como direito da criança.

A “Plataforma do Letramento”, que será lançada em 2013, será um ambiente virtual de aprendizagem aberto, com todo conteúdo educacional dos projetos da Fundação Volkswagen oferecidos nos últimos 10 anos e o módulo Educação a Distância, que terá como primeira iniciativa a formação de quatro turmas do projeto “Entre na Roda”. O portal também terá seções de notícias, fórum, mural e midiateca, entre outras.

Para conhecer os projetos da Fundação, clique aqui.

Fonte: Rede Gife


O bispo Pedro Casaldáliga tem de deixar sua residência em São Félix do Araguaia por sofrer ameaças

O religioso, de 84 anos e que sofre de Parkinson, vem há 40 anos lutando pelos direitos dos povos indígenas Xavante no Brasil

Matéria do jornal “La Vanguardia”, de Barcelona, publicada em 08/12/2012
Tradução livre do original em língua castelhana para língua portuguesa feita por Rafael Oliveira do Prado para o site “Quem tem medo de democracia?”

 

D. Pedro Casaldáliga durante entrevista exclusiva ao QTMD? Foto: Ana Helena Tavares

Barcelona (da Agência Catalã de Notícias – ACN). – O bispo Pedro Casaldáliga, de 84 anos, se viu obrigado a deixar sua residência em São Félix do Araguaia e se refugiar a mais de mil quilômetros de distância por recomendação da Polícia Federal brasileira. O motivo foi a intensificação das ameaças de morte feitas contra Dom Pedro Casaldáliga nos últimos dias, as quais recebe em função do seu trabalho de mais de 40 anos em defesa dos direitos do povo Xavante.

A produtora “Minoria Absoluta”, que trabalha em uma minissérie sobre o religioso, foi uma das que denunciaram a situação. O fato de que o governo brasileiro tenha decidido tomar as terras (sic) dos “fazendeiros” (aspas no original) para devolvê-las aos indígenas, legítimos proprietários, agravou o conflito.

De fato, a produtora afirmou que a equipe que rodava a minissérie teve que modificar seu plano de trabalho. Concretamente, e por recomendação do governo brasileiro, a equipe teve que atravessar a floresta e fazer um trajeto de 48 horas de duração para evitar a zona de conflito.

Casaldáliga se converteu em um alvo para os “invasores” (aspas no original) que se apropriaram fraudulentamente da Terra Indígena (T.I.) Marâiwatsédé do povo Xavante. O bispo, de 84 anos e que sofre de Parkinson, trabalha há anos pelos povos indígenas e seus direitos fundamentais na prelazia de São Félix e se transformou na imagem internacional dessa causa.

Os latifundiários e os colonos que ocuparam fraudulentamente e mediante violência as terras (indígenas), serão despejados em pouco tempo segundo uma Ordem Ministerial que está por ser executada há mais de 20 anos. Segundo a Associação Araguaia com Casaldáliga informou em uma carta, o bispo se vê obrigado a pegar um avião escoltado pela polícia, e atualmente se encontra na casa de um amigo, o qual tem sua identidade e endereço mantidos em segredo por razões de segurança.

“Sentimo-nos plenamente identificados com a defesa da causa indígenas sempre levada adiante pelo bispo Pedro e pela Prelazia de São Félix” (aspas no original), disse a nota da Associação, que exorta à comunidade internacional a velar pela segurança de Casaldáliga e os direitos do povo Xavante.

Através do Twitter circulou o comunicado de apoio do Conselho Indígena Missionário (CIMI) – organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) –, assinado por associações e entidades vinculadas à luta dos povos indígenas e aos direitos humanos.

Recebido por tochas

“Eu cheguei em 1968 ao Rio de Janeiro (onde ficou cerca de 4 meses). Saímos de Madrid a 11 graus abaixo de zero e chegamos ao Rio de Janeiro a 38. Tinha aquelas tochas do aeroporto para a cidade. Umas tochas acesas… Eu ainda estou vendo… Aquele calor, com aquelas tochas… Passamos uma noite sem dormir.”

“Há muitos Brasis”

“E depois, em Petrópolis, eu fiz um curso que tem a Igreja Católica no Brasil para missionários que vêm de fora. Para estudar a língua e ter uma noção de história do país. Da Igreja no país. E foi providencial. Porque, na época da ditadura militar, se tivéssemos chegado diretamente, da maneira como nós chegamos (foto), para São Félix do Araguaia… Nós estaríamos perdidos. Completamente despistados, sem saber da situação verdadeira… As causas da situação. As migrações: por que motivo? A história do país. Que há muitos Brasis…”.

Sete dias de caminhão

“Foram quase sete dias de caminhão de São Paulo até aqui (São Félix do Araguaia). Porque a estrada estava se abrindo, não tinha estrada. As pontes eram pequenas. Tinha muitos córregos… Agora, quando se faz o caminho de Barra do Garças para cá, não se tem nem idéia de como era a região.”

“Cadê a mata do posto?”

“Está tudo desmatado. Os córregos todos profanados, alguns deles secos já perderam toda a vitalidade. Tinha mata… Se fala do Posto da Mata… Cadê a mata do posto?”

“Terra de ninguém”

D. Pedro Casaldáliga chegou ao Brasil em janeiro de 68, portanto antes do AI-5 (que foi em dezembro do mesmo ano), mas garante: “já era clima de ditadura tensa”. E São Félix do Araguaia era, segundo ele, “um lugar onde o Estado não estava presente. Terra de ninguém.”

“Conflito com a política oficial”

D. Pedro lembra que, em 68, “começavam a vir as grandes fazendas com os incentivos fiscais da SUDAM.” E prossegue: “Automaticamente, para nós, a convivência com os pobres, pelo povo e pelos pequenos, significava entrar em conflito com o latifúndio. Entrar em conflito com a política oficial.”

“Estavam de um lado os índios, os posseiros, os peões… Do outro, os fazendeiros, a polícia, o Exército, o governo, o Estado… Logo, quase bem do início, já percebemos que a luta seria essa. Se nos posicionávamos do lado do povo, entrávamos em conflito com a política oficial.”

A guerrilha

“Aqui não teve guerrilha. A guerrilha foi no sul do Pará e no norte de Goiás. Só que para a repressão nós éramos guerrilha. Porque não conseguiam entender que uns estrangeiros se enfronhassem nesse mundo onde não tinha comunicação de jeito nenhum. Infraestrutura nenhuma… E rapazes novos que deixassem os estudos, o emprego e viessem para cá para não ganhar nada praticamente, só podiam ser guerrilheiros ou respaldo da guerrilha. Por isso, tivemos a repressão em cima… Sempre.”

“Diálogo de surdos”

“Foram presos muitos agentes de pastoral. Torturados. As presidências da CNBB foram muito solidárias conosco. E tivemos possibilidade de discutir com as autoridades por esse respaldo da CNBB. Só que era um diálogo de surdos.”

“Veio, em 1972, o ministro da Justiça da época. (Alfredo) Buzaid, ministro da Justiça (governo Médici). Estive com ele. Discutimos… Ele prometia o que não queria dar. Se impressionou no máximo pelo início da Reforma Agrária. Pelos sucessos de Santa Terezinha dentro da região.”

“Um grito!”

“E no dia da minha sagração (foto), lançamos uma carta pastoral. “Uma igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social.” E foi um grito! Porque escrevíamos dando nomes aos bois… Isso provocou mais presença da repressão.”

“Ação Cívica e Social do Exército”

“Nós tivemos aqui na região quatro operações da ACISO. “Ação Cívica e Social do Exército.” Que vinha para esses interiores arrancar dentes e consultar… Vinham de fato inspecionar. Porque abrangia a área estrita da Prelazia.”

“Vasculhavam as nossas casas… Exigiam a prisão… Levavam os agentes de pastoral presos e torturados para o Quartel do Exército de Campo Grande. Porque tudo era suspeito… Havia um clima de terror nessas regiões todas.”

“O povo foi torturado como cúmplice”

“Muitos anos depois, o povo se sentia livre para agir, para conversar. Em certas celebrações que tivemos, ainda havia uma reticência. Porque, além dos guerrilheiros que foram mortos, o povo foi torturado, maltratado como cúmplice… Os guerrilheiros tinham criado amizades, alguns eram médicos, professores.”

“Os índios sobram frente ao agronegócio”

Quanto aos índios, “já era uma atitude que continuava a política toda da colonização… Os índios sobravam. E estamos no mesmo problema… Sobram frente ao agronegócio. Porque a política indígena, a cosmovisão indígena, a cultura indígena, a economia indígena… É contrária à política e à economia do agronegócio. Por isso, eu dizia que tivemos problema na defesa desses três grupos de pessoas Os povos indígenas, os posseiros e os peões.”

“O problema é ter medo do medo”

“Detectamos o trabalho escravo. E o denunciamos… Foi aqui onde primeiro se denunciou o trabalho escravo.” Perguntado se em algum momento teve medo de morrer, o bispo do Araguaia não hesitou:
“Vários! Ainda agora, por exemplo… Essa situação dos intrusos, os que comandam a intrusão (de terras indígenas, clique aqui para conferir reportagem do QTMD? sobre o assunto). Acham que a culpa principal é minha por eu ter defendido esses índios.”
“Mas (na ditadura) éramos todos ameaçados… Eu tenho uma significação por ser bispo. Lógico… Eu digo sempre que o problema não é ter medo… O problema é ter medo do medo, (porque o medo) é uma reação defensiva.”

A morte do padre Burnier

Casaldáliga e o padre João Bosco Burnier, assassinado por um policial, estavam numa delegacia para defender mulheres torturadas. Uma delas é a que aparece na foto ao lado, observada por Casaldáliga, de óculos. Aquela foi uma das quatro ocasiões em que o bispo foi quase expulso do Brasil.

“O povo de Ribeirão Cascalheira derrubou a cadeia e a delegacia. Disseram que eu estava comandando esta derrubada da cadeia… Cadeia funcionando… E que podiam pedir a minha expulsão. Eu precisamente tinha saído rapidamente a Goiânia levando a denúncia da morte do Padre João Bosco (Burnier) e eu já não estava (em São Félix).”

As três dívidas dos governos com o povo

“Não há… Não há… Não há Reforma Agrária.”, enfatiza Dom Pedro Casaldáliga. “A Reforma Agrária supõe Reforma Agrícola também. Uma política a favor da Agricultura Familiar. Um acompanhamento dos assentamentos. Se tem feito alguns acordos… Mas não entram no que eu digo…”

“Eu digo que esses partidos, esses governos todos têm três dívidas: a da Reforma Agrária; a da Causa Indígena; e a dos Pequenos Projetos. De Agricultura Familiar, de Mini-Empresas… Têm essa dívida.”

“E com o capitalismo neoliberal… Com a política da exportação… Se confirma que esses países da América Latina e o Brasil, particularmente… Estão destinados a serem exportadores de matéria prima. É uma política contrária completamente às necessidades do povo.”

“O povo tenta fazer (a Reforma Agrária)… O MST e outras forças populares tentam gestos da Reforma Agrária. Mas a política oficial não é da Reforma Agrária. Insistindo: o que se pede é uma Reforma Agrária que seja uma Reforma Agrícola também. Porque terra é mais do que terra! Para o índio, sobretudo, é o habitat.”

“O bispo Pedro é comunista”

“Nós éramos comunistas, aqui na região, na Prelazia. E se deram casos pitorescos. Numa ocasião (na ditadura militar), a polícia lá em Santa Terezinha dizendo que: “O bispo Pedro é comunista”! Um dos camponeses falou: ‘Eu não sei o que é comunista. Agora, se comunista é ser da comunidade, trabalhar para a comunidade, o bispo Pedro é comunista’”.

“Os primeiros socialistas se inspiraram no Evangelho”

“No problema da justiça e da igualdade, estamos na mesma. Por motivos filosóficos, históricos e de fé… Também se diz: “Estamos no mesmo barco.” E, em certa medida, é verdade. Estamos no mesmo barco, mesmo que nós acrescentemos o motivo da fé. A procura da justiça social, da fraternidade universal… Os primeiros socialistas se inspiraram no Evangelho.”

“Dialético, marxista, humano”

“Por outra parte, se critica a Teologia da Libertação de ser marxista. Não é marxista. Porque existem categorias que são comuns… Dizer que os ricos cada vez mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres… Isso é dialético! É marxista! É humano! Uma consideração humana da realidade dá esse resultado: que os ricos são cada vez mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres.”

Socialização: a prerrogativa para a paz

“Quando fomos investigados aqui (na ditadura militar)… A Polícia Federal me parou e perguntava sobre socialismo. Eu dizia: se querem falar de socialismo, vamos falar de socialização. Se não se socializa a terra… A terra do campo e a terra urbana. A saúde, a educação, a comunicação… Se não se socializa esses bens maiores, essenciais… Não haverá paz.”

“Como Jesus optou…”

“Há um passado, um presente e um futuro (para a Teologia da Libertação). E, em todo caso, toda verdadeira teologia tem de ser Teologia da Libertação. A teologia cristã tem que optar pela igualdade fraterna da humanidade. Tem que optar pelos pobres, pelos pequenos, pelos marginalizados. Como Jesus optou.”

“Enfrentando, se preciso, as forças do poder. Como Jesus enfrentou as forças do Império Romano. As forças de uma religião utilizada… As forças do latifúndio na Palestina. Então… Um cristão que queira ser cristão de verdade tem que fazer essas opções. Isso chamamos de Teologia da Libertação.”

“A memória histórica tem que servir de lição.”

D. Pedro Casaldáliga concorda que se investiguem as violações dos direitos humanos que tenham ocorrido entre 1946 e 1988, como está fazendo a Comissão da Verdade. “Eu acho que é bom que se abranja também essa outra área.”

“Porque o perigo de torturar fisicamente e psicologicamente está nas mãos de todos os governos que sejam mais ou menos ditatoriais. A ditadura foi o momento alto dessa repressão… Desse abuso de poder. Mas devemos prevenir para qualquer outro momento.”

O bispo, porém, discorda da falta de punição aos torturadores: “Deveriam ser punidos. A memória histórica tem que servir de lição. Não pode ser apenas evocar estaticamente uns heróis e uns torturadores. Vários países da América Latina têm dado o exemplo disso”.

América Latina: “Pátria Grande”

Casaldáliga considera que a América Latina “está melhor hoje do que ontem. Porque temos governos mais ou menos de esquerda. Porque há uma maior consciência de que somos um continente.”

“Uma “Pátria Grande”, como diziam os libertadores. “A nossa América”, diziam eles também. Eu digo sempre que a América Latina e o Caribe ou se salvam continentalmente todos ou não se salvam. Tem que ser uma comunidade de nações, porque temos uma característica especial.”

“Paixão latino-americana”

“Já, em parte, se está conseguindo que a América Latina não seja tão abertamente o quintal dos Estados Unidos. Se está dando passos importantes. Quando se fala da Venezuela, eu digo que, com os erros de Hugo Chávez, tem umas contribuições significativas. Uma delas é essa paixão latino-americana.”

“O Brasil é outra coisa”
“Custou o Brasil tomar consciência de que somos América Latina. Pelo idioma… Por uma certa atitude hegemônica… Que, às vezes, não é suficientemente controlada… O Brasil é outra coisa.”

Não acredito, mas…

O bispo não acredita em novo golpe. Ao menos, não nos moldes do que ocorreu em 64. “Nem aqui nem em outros lugares da América Latina. Mas há outros tipos de golpes… Por isso, é bom prevenir… Para que as ditaduras não sejam camufladas… Podem ser ditaduras militares, podem ser ditaduras civis também…”

Os “outros tipos de golpes”…

“O governo do Paraguai não é legítimo, o governo de Honduras não é legítimo. Evidente. São golpes de Estado, são ditaduras camufladas a serviço dos interesses do Império. (o grande capital) Que agora é menos expressivamente dos países… A globalização os tem metido a todos no mesmo saco.”

“O nosso DNA é ser raça humana”

“Por outra parte, há um cenário, uma nova consciência de sermos uma unidade. Somos a família humana. Agora não se pode prescindir do resto do mundo. Sempre temos dito que o pecado dos EUA é se considerar como ele só no mundo. E o resto é resto.”
“Agora com a globalização e suas malezas, e seus abusos… Tem se aberto um espaço… Uma unidade. A característica primeira é de ser humanos…”
“Eu digo que o nosso DNA é ser raça humana. Família humana. Existem (“raças”) como identidade. Mas, dentro dessa identidade, primeiro é o fato de ser humanos. E toda a verdadeira política se devia dedicar a humanizar a humanidade.”

“Capitalismo com rosto humano é impossível”
Perguntado se há possibilidade de haver uma verdadeira democracia dentro do capitalismo, o bispo do Araguaia foi enfático: “Não! O capitalismo é nefasto. E não tem solução… O capitalismo é o egoísmo coletivo. É a segregação da imensa maioria. É o lucro pelo lucro. É a utilização das pessoas e dos povos a serviço de um grupo de privilegiados. Quando se trata de um “capitalismo com rosto humano” se está pedindo o impossível. É impossível.”

“A democracia é uma palavra profanada.” (continue lendo AQUI)


O petróleo é nosso!!

Lançamento da campanha o “Petróleo é Nosso” pelo presidente Getúlio Vargas

Várias gerações foram marcadas pela campanha ”O petróleo é nosso”, surgida por ocasião da descoberta de reservas de petróleo na Bahia, pelo então presidente da república Getúlio Vargas e que, mais adiante, se tornou lema da Campanha do Petróleo, patrocinada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e promovida por nacionalistas, que culminou na criação da Petrobras.

Agora a questão entra novamente no centro do debate nacional por conta da aprovação, pela Câmara dos Deputados, de uma emenda que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo colocou o governo federal, Estados e municípios diante de uma polêmica envolvendo disputas políticas e interesses regionais.

Nesta segunda-feira (26), todo o Rio de Janeiro parou em protesto contra o que consideram uma injustiça contra o estado fluminense.

Na capital, Rio de Janeiro, um ato gigante acontece na Candelária, no centro da Cidade Maravilhosa, que continua linda e, agora, inconformada com a possibilidade de perdas financeiras advindas com as novas regras de distribuição dos royalties do petróleo.

Adoro o Rio de Janeiro. O jornalista Ricardo Kotscho foi feliz quando disse: “É impossível visitar o Rio e não dar vontade de ficar por lá”.

Mas, dessa vez, os cariocas e toda população fluminense parece que estão equivocados nessa questão sobre os royalties.

Nunca o foi tão importante como agora o velho e bom lema “O petróleo é nosso!”.

Veja o que é, como fica, quem ganha e quem perde com o novo marco regulatório do “ouro negro” brasileiro:

O que são royalties e como são cobrados?
De modo geral, royalty é um valor cobrado pelo proprietário de uma patente ou ainda por uma pessoa ou empresa que detém o direito exclusivo sobre determinado produto ou serviço.

No caso do petróleo, os royalties são cobrados das concessionárias que exploram a matéria-prima, de acordo com sua quantidade, e o valor arrecadado fica com o poder público.

De acordo com a legislação brasileira, Estados e municípios produtores – além da União – têm direito à maioria absoluta dos royalties do petróleo. A divisão atual é de 40% para a União, 22,5% para Estados e 30% para os municípios produtores. Os 7,5% restantes são distribuidos para todos os municípios e Estados da federação.

A justificativa para essa divisão é de que os royalties são uma espécie de compensação às administrações locais, pelo fato de o recurso ser finito. Além disso, essas localidades em tese têm mais gastos com infraestrutura e prevenção de acidentes, por exemplo.

Segundo a Agência Nacional do Petrólo (ANP), o Brasil arrecadou R$ 7,9 bilhões em royalties no ano passado.

Por que a distribuição de royalties voltou ao centro da discussão?
Com a descoberta da camada pré-sal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a defender novas regras para a exploração do petróleo no país.

Um dos argumentos é de que as empresas terão acesso a reservas de alto potencial e com risco exploratório perto de zero – o que justificaria um novo marco regulatório.

Foi nesse contexto que o presidente Lula apresentou, em agosto do ano passado, quatro projetos de lei propondo mudanças no setor, sendo um deles na distribuição dos royalties.

O governo Lula, que chegou a defender a distribuição igualitária dos royalties, voltou atrás diante da pressão dos Estados produtores e passou a defender um tratamento diferenciado para essas administrações.

Mas os deputados não aceitaram a proposta e aprovaram uma emenda, apresentada pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Humberto Souto (PPS-RS) e Marcelo Castro (PMDB-PI), que prevê a distribuição dos royalties do pré-sal para todos os Estados da federação.

A divisão aprovada na Câmara por 369 votos a favor e 72 contrários é de que 30% dos royalties sejam destinados aos Estados, 30% aos municípios e 40% à União, sem tratamento diferenciado para os produtores.

A chamada “emenda Ibsen” foi além da camada pré-sal e estendeu a nova distribuição de royalties também às bacias tradicionais, incluindo as já licitadas.

Cálculos apresentados pelo deputado Humberto Souto mostram que o Estado do Piauí, por exemplo, poderá receber R$ 317 milhões em royalties ainda este ano, enquanto o Rio de Janeiro, maior Estado produtor, ficaria com cerca de R$ 200 milhões.

Quais são os argumentos a favor da nova distribuição?
O principal argumento dos parlamentares favoráveis à mudança das regras é de que o petróleo pertence “a todo o país”, o que justificaria uma distribuição igualitária dos royalties.