Arquivos da Categoria: Psicologia

Metáfora da Noite

Assembléia da Carpintaria

Imagem de Amostra do You Tube


Será que a felicidade é uma opção pessoal?

Fiquem com mais um interessante texto da jornalista Isadora Barbosa, desta vez tratando sobre um tema que todos nós gostamos: a felicidade. Veja:

Será que a felicidade é uma opção pessoal? Penso que sim. Certa vez ouvi uma frase que dizia que “Sucesso, é conseguir o que se quer. Felicidade, é querer bem o que se tem”. E é a mais pura verdade. Mas, dentro de nossa visão egoísta e pequena, como gostar daquilo que conseguimos? Como gostar do que somos? Como aceitar que as pessoas não são e não vão fazer tudo aquilo que desejamos e esperamos? É por isso que vivemos tristes e com uma sensação de vazio interior; apesar de vivermos em uma época em que somos “bombardeados” com tantas coisas para nos entreter.

A maioria das pessoas vive frustrada, infeliz, descontente… parece que nada nos agrada o suficiente.

Como eu costumo dizer, parece que a maioria de nós vive “em crise de birra”, ou seja, se o mundo não é como eu quero, então eu não brinco mais.

Nós não valorizamos nossas conquistas de vida. Conquistas, não apenas no sentido material, mas no sentido de nosso progresso e crescimento, seja no âmbito familiar, pessoal, profissional ou social. Quando conseguimos algo que desejamos, em um primeiro momento é a mais pura felicidade, mas logo em seguida, nos cansamos e não valorizamos. Certamente, com essa visão de mundo, NUNCA seremos felizes realmente, pois, é como se estivéssemos a todo o momento em busca do inalcançável.

Como será a felicidade? Onde ela está? Essas são perguntas para as quais todos buscam uma resposta. Depois de algumas reflexões, entendi que todos nós já a vivemos, nem que seja por um instante. Lembre-se de um momento feliz em que você se sentiu pleno e realizado. Isto é a felicidade: UM MOMENTO. Ela não está nas pessoas que achamos “perfeitas” ou em quem depositamos toda a nossa expectativa. E acredite, qualquer que tenha sido o motivo de sua felicidade – o nascimento de um filho, um novo romance, a compra de uma casa, um emprego novo, ou qualquer outra coisa -, saiba que apenas VOCÊ, através da sua individualidade, ACREDITOU que isso fosse motivo para você sentir-se feliz. Quem não ficaria feliz se uma destas coisas acontecesse… no entanto, o que quero dizer, é que a felicidade está dentro do seu ponto de vista. É você que define o que pode lhe trazer a felicidade; é você que decide se vai aproveitar esse momento feliz e o mais difícil: se vai prolongá-lo ou não. Certamente haverá momentos que terão o seu fim, mas o melhor de tudo será aproveitá-los enquanto você os vive.

Quantas vezes você parou para analisar suas conquistas, refletir sobre aquilo que te traz conforto, bem-estar e alegria? Se parássemos para nos concentrar no que temos, talvez não ficaríamos tão frustrados e infelizes para aquilo que não temos ou “ainda” não conquistamos.

Claro que devemos querer sempre algo mais, pois faz parte do ser humano crescer, expandir e progredir, ao invés de ficarmos no conformismo.

O problema é que nos sentimos plenos com aquilo que temos hoje. Partindo do princípio que, primeiro você deve sentir-se bem consigo mesmo, certamente tudo o que vir depois será algo a mais para nossa plenitude e não mais o motivo principal da nossa felicidade.


Metáfora da Noite

Os sons do silêncio

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa.

Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta.

Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta.

Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir.

Então disse o príncipe:

“Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus…”

E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.

Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando:

“Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta…”

Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo…, mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao mestre.

Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes.

E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam.

Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz.

Pensou: “Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse…”

E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente.

Queria ter certeza de que estava no caminho certo.

Quando retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.

Paciente e respeitosamente o príncipe disse:

“Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite…”

O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:

“Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.

Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que está errado e atender as reais necessidades de cada um.

A morte do espírito começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais.

É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano…”

Do livro: Histórias da Tradição Sufi – Editora Dervish


Como tornar-me mais confiante?

por Silvia Maria de Carvalho (Do quadro “Fale com a psicóloga”, site Vya Estelar)

“Para escolher tenho muitas dúvidas e muito medo de arriscar. Só consigo seguir em frente com a opinião de alguém e me incomodo muito o que os outros pensam sobre mim; é muito ruim e me sinto muito mal com isso. Como faço para ter mais confiança em mim mesma?”

Sou muito dependente dos outros para tomar decisões. Como tornar-me mais confiante?

Resposta: Temos que decidir o tempo todo. Desde se tomamos um guaraná ou uma Coca-Cola, até se casamos ou compramos uma bicicleta.

Decisões são cotidianas e exigem de nós; do nosso cérebro e do nosso coração.

Há quem fique paralisado diante de uma decisão que precisa ser tomada, há quem aja por impulso, pra se livrar do peso de decidir. Há também quem pense, pense, pense e aí decida. A decisão, por mais que seja algo pensado, sempre é uma flecha lançada! Não sabemos exatamente o futuro daquilo que optamos fazer nesse momento. É preciso viver pra ver!

Algo é certo: qualquer um de nós; pensando, não pensando, agindo ou esperando que as coisas tomem seu rumo por conta própria; erra de vez em quando e acerta de vez em quando. Porque “não agir” também é uma opção e não escapamos de suas consequências. Mesmo que a gente queira fugir da responsabilidade, há nessa situação, a decisão de não decidir.

Há maneiras mais fáceis e melhores de escolher um caminho e não outro?

Sim. Mas uma coisa temos que considerar: tomar uma decisão não é algo mágico que acontece dentro da gente. É apenas um nome dado a uma coisa que fazemos, ou seja, é um comportamento – como andar, comer ou dormir. O bom nessa história é que se não aprendemos a decidir bem até agora, podemos aprender e treinar ao longo da vida.

Acho importante ressaltar que, ao eleger uma coisa e não outra, algo será perdido em nome do que ganharemos. Se você come um bombom, não pode mais guardá-lo. Se você guarda, não consegue experimentar. Sempre haverá o preço. É preciso pagar. Não queremos perder nada e isso dificulta tremendamente a tomada de decisões. É como se pudéssemos ter tudo.

Outra coisa é o medo de errar. Já é bem dito que só perdemos o medo quando o enfrentamos. E aí podemos perceber que esse monstro nem era tão grande assim. Mas só sabemos disso depois. Então, por que não arriscar?

Além disso, podemos temer a crítica das pessoas que convivemos. E isso também paralisa. No final das contas, a gente é que sabe das nossas “fomes” e necessidades. A crítica geralmente tem mais a ver com quem faz do que com quem a recebe. Muitas vezes o problema é do outro e não seu!

O passo-a-passo para poder decidir com mais segurança:

1. Fazer uma lista de prós e contras ajuda você a visualizar a situação em que está e de alguma forma, imaginar ganhos e perdas ao decidir por isso e não por aquilo.

2. Suas chances de acertar ao decidir aumentam quando você busca o máximo de informações possíveis sobre aquilo que está pensando em fazer.

3. Comece por coisas simples, que não causem prejuízos na sua vida. Por exemplo: você tem dez reais e não sabe se guarda ou compra um sanduíche. Qualquer escolha não te trará grandes perdas. E assim, você experimenta sentimentos que aparecem junto dessa tomada de decisão. Mais tarde, sem se dar conta, vai conseguir decidir por coisas mais importantes.

4. Enfrente as críticas fazendo o que tem vontade e faz sentido na sua vida. É mais fácil começar por pessoas que não convive diariamente. Invente os próprios exercícios. O importante é você aguentar a cara feia de alguém, em nome do prazer de dizer a si mesma: fiz aquilo que acreditei ser o melhor. Ponto pra sua autoestima!

5. Não espere que os outros te elogiem sempre. Faça isso por conta própria.

“O tempo é algo que não volta atrás, por isso plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.”
Shakespeare


Como identificar um mentiroso?

Quem nunca foi vítima de um mentiroso inveterado?

Pois é. Tem gente que faz da mentira um modo e um meio de vida. Não vive sem mentir.

É quando a mentira se torna uma patologia e surge a figura do mitômano. E não pensem que é somente na política que a gente encontra bons exemplares de mentirosos compulsivos não. A “arte” de mentir está espalhadas por todas as atividades humanas, umas mais, outras menos.

Todos nós estamos sujeitos a cometer uma “mentirinha” de vez enquanto, até mesmo para preservar um amigo ou amiga de algo ruim pode-se apelar para a falta da verdade.

Segundo os estudiosos no assunto, uma pessoa normal conta cerca de 3 mentiras a cada 10 minutos de conversa.Verdade! Você verá abaixo.

Mas,como identificar um “Pantaleão*” daqueles?

Veja interessante matéria reproduzida do blog Pra que pensar e tire as suas próprias conclusões.

“A verdade está escrita em nossos rostos” (Cal Lightman)

Todos nesse imenso planeta em que vivemos já contou ao menos uma mentira na vida, em média uma pessoa normal conta cerca de 3 mentiras a cada 10 minutos de conversa, mas o que nos leva a fazer isso?

Mentir segundo especialistas está ligado à vergonha de admitir fraquezas ou a uma busca por atenção. Ou seja, o mentiroso prefere inventar histórias sobre si mesmo ou outras pessoas, do que encarar a dura realidade ou simplesmente para chamar atenção. Muitas vezes quando mentimos estamos tentando fazer com que nossa auto estima aumente, como por exemplo, quando contamos sobre algum acidente que aconteceu conosco, às vezes um simples corte no dedo com a faca ao descascar batatas, seja motivo para você quase perder o dedo. Sentimos que possuímos mais atenção nesse momento, e isso faz com que venhamos a mentir cada vez mais. Mas existem diferentes tipos de mentirosos: ocasional, frequente, habitual e o profissional.

Todos nesse imenso planeta em que vivemos já contou ao menos uma mentira na vida, em média uma pessoa normal conta cerca de 3 mentiras a cada 10 minutos de conversa, mas o que nos leva a fazer isso?

Mentir segundo especialistas está ligado à vergonha de admitir fraquezas ou a uma busca por atenção. Ou seja, o mentiroso prefere inventar histórias sobre si mesmo ou outras pessoas, do que encarar a dura realidade ou simplesmente para chamar atenção. Muitas vezes quando mentimos estamos tentando fazer com que nossa auto estima aumente, como por exemplo, quando contamos sobre algum acidente que aconteceu conosco, às vezes um simples corte no dedo com a faca ao descascar batatas, seja motivo para você quase perder o dedo. Sentimos que possuímos mais atenção nesse momento, e isso faz com que venhamos a mentir cada vez mais. Mas existem diferentes tipos de mentirosos: ocasional, frequente, habitual e o profissional.

O mentiroso ocasional mente apenas em momentos em que não há saída, e mente para que não haja conflitos no futuro. Já o frequente conta mentiras simplesmente com o intuito de chamar atenção, ou para não ter que encarar a realidade em que vive. Mas em ambos os casos conseguimos identificar até que com certa facilidade quando existe um desses dois tipos de mentirosos conversando com a gente. Os mentirosos habituais e profissionais já são mais difíceis de serem percebidos. O mentiroso habitual está tão acostumado a mentir que pode nem se importar, ou se dar totalmente conta de que está mentindo, e assim ele não demonstra através de sua linguagem corporal. O mentiroso profissional ensaia suas mentiras tão bem que demonstra pouca coisa.

Mentir de mais pode ser considerado doença também, atualmente o mentiroso compulsivo está sendo considerado um doente mental, passível de tratamento.

Para nos expressarmos melhor utilizamos a linguagem corporal, cientistas dizem que passamos mais informações pela nossa linguagem corporal do que com a linguagem verbal e é através dessa linguagem que podemos saber quando alguém está mentindo ou falando a verdade.

Aqui vão 7 técnicas para saber se alguém está realmente sendo sincero com você:

1. Uma teoria conhecida é de que um sorriso só é genuíno se envolve a musculatura em torno dos olhos. É verdade, mas não é só isso: quando o sorriso é real, o movimento dos lábios geralmente não dura muito mais do que meio segundo. Desconfie de sorrisos muito longos.

2. Piscar os olhos muito rápidos é sinal de alta atividade mental. Ou seja, quando uma pessoa pisca muito mais rápido do que o normal, é provável que esteja inventando alguma coisa.

3. Coceira no nariz, olho, orelha ou pescoço durante a fala geralmente indicam que a pessoa está escondendo algo.

4. Quando uma pessoa mente a memória real daqueles eventos não existe, então recitar tudo de novo em ordem contrária sem hesitar é quase impossível.

5. Um mentiroso normalmente repete frases e dificilmente consegue entrar em detalhes sobre aquilo que está falando.

6. Um passo ou movimento para trás, seguido ou não de cruzamento dos braços, pode significar que a pessoa não acredita no que acabou de falar.

7. Se alguém insiste em dizer coisas como “estou falando a verdade” ou “você não vai acreditar, mas…”, desconfie.

Tossir, pigarrear com frequência, ou qualquer outro gesto de cobrir a boca pode indicar que uma pessoa está tentando esconder alguma coisa. O mesmo vale para ombros para baixo, corpo curvado, etc. Isso é um sinal de cautela e indica uma pessoa não está se abrindo completamente.

Na série ‘Lie to Me’ o especialista em microexpressões e linguagem corporal Dr. Cal Lightman, usa seu talento para detectar fraudes e assistir na obediência às leis com a ajuda do seu grupo de pesquisadores e psicólogos. O personagem é baseado em Paul Ekman, notável psicólogo e expert em linguagem corporal e expressões faciais.

O Blog do Robert Lobato espera ter ajudado os leitores a diminuir os riscos de caírem na “lábia” de algum ou alguma cafajeste por aí.

*Pantaleão: o maior mentiroso do Brasil, casado com Terta, chamada frequentemente por ele para confirmar as “histórias” do marido pelo bordão “É mentira, Terta?”. O personagem é uma das criações do gênio da representação Chico Anysio, falecido no dia 23 de março de 2012.


Aniversário do Movimento Down

Crédito da foto: Paula Moreira Fotografia

O Movimento Down completa, no próximo dia 21 de março, um ano de existência. Nesses doze meses de atividade, foram muitas conquistas e avanços que precisam ser comemorados.

A data não foi escolhida por acaso: 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down, data que marcou o início das atividades do portal www.movimentodown.org.br, uma plataforma virtual para a produção e difusão de informações sobre a síndrome que recebe cerca de 12 mil visitantes mensais do Brasil e do exterior.

O Movimento Down foi criado pela advogada Maria Antônia Goulart, mãe da pequena Beatriz, de dois anos, que tem síndrome de Down. Primeiramente, foram necessários meses de trabalho para a formação de uma rede de colaboradores e consultores, do Brasil e do exterior.

Essas pessoas trazem consigo conhecimento e experiência nas mais diversas áreas ligadas à síndrome, como saúde, trabalho, educação e muitas outras. Dessa forma, foi possível o surgimento desse espaço com conteúdo qualificado e ao mesmo tempo acessível para as pessoas com síndrome de Down. “É muito gratificante perceber que estamos aos poucos começando a colher os primeiros frutos desta iniciativa. É uma rede que não para de crescer, de trocar informações e conhecimento, e que tem envolvido os mais diversos setores da sociedade”, comemora Maria Antônia.

Já nesse primeiro ano de existência, o Movimento Down celebra grandes conquistas na área da saúde, uma de suas prioridades desde o início: “Sabemos que a precoce estimulação motora e intelectual é fundamental para o pleno desenvolvimento dos indivíduos com SD”, explica Maria Antônia. “Para isso é importante que os pais tenham o conhecimento e instrumentos necessários, além de acesso a unidades de saúde e profissionais capacitados”, completa. O Movimento integrou o Grupo de Trabalho que formulou as Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down, do Ministério da Saúde, além de ter sido escolhido pelo Ministério para desenvolver a versão acessível das Diretrizes, com conteúdos adaptados para a leitura e compreensão de pessoas com síndrome de Down. Esta versão adaptada foi produzida pelo Conselho Editorial Acessível do Movimento Down, grupo formado por jovens com síndrome de Down.

Também nesse primeiro ano de atividade, o portal do Movimento Down já produziu, traduziu ou adaptou uma grande quantidade de conteúdos sobre educação, trabalho, vida social e direitos dos jovens e adultos com a síndrome de Down. Feito inédito no Brasil,que até então não possuía um único local que centralizasse estes e de outros temas sobre o assunto. O Movimento Down recebe mais de 12 mil visitas por mês, além dos mais de 20 mil fãs em sua página no Facebook. Outra novidade são as seções com mapas interativos, onde é possível conhecer pessoas com síndrome de Down para namoro ou amizade, procurar ou oferecer vagas de emprego e instituições para atendimento. Mais uma iniciativa inédita no país foi a organização de uma linha do tempo do desenvolvimento para crianças com síndrome de Down. Na linha estão dispostas, por faixa etária, explicações detalhadas sobre os primeiros anos de vida. Assim, os pais têm orientação adequada para controlar as etapas de desenvolvimento de cada idade.

O Movimento Down também desenvolve, em parceria com a ONG Redes de Desenvolvimento da Maré, um censo pioneiro em todo o Complexo de Favelas da Maré. Um mapeamento inédito da síndrome de Down que irá ajudar na criação de novas políticas públicas de atendimento em todo o país e que já gera frutos. Entre as ações desenvolvidas na comunidade, está uma Oficina de Fotografia para jovens com síndrome de Down. Outra iniciativa inovadora foi a criação do Projeto TO Brincando Movimento Down e Correios, uma parceria com o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) e Faculdade de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que consiste na construção de um espaço terapêutico para a estimulação e o desenvolvimento de crianças e adolescentes com a síndrome e outras deficiências intelectuais por meio de brinquedos e brincadeiras adaptados.

Para celebrar estas e muitas outras conquistas, o Movimento Down preparou uma festa de aniversário com o show da dupla Palavra Cantada, de Sandra Peres e Paulo Tatit, no Teatro do Leblon, no dia 16 de março. Ainda no clima de comemoração, Breno Viola – um dos protagonistas do filme Colegas e autodefensor do Movimento Down – vai participar da programação da ONU pelo Dia Internacional da Síndrome de Down, no dia 21, que acontece na sede da organização, em Nova Iorque.Lá, Breno vai falar sobre a importância da comunicação acessível para pessoas com síndrome de Down e também sobre o trabalho que desenvolve como autodefensor.


O caso da babá Vanessa Saraiva: crime ou fatalidade?

São Luis ainda está chocada em virtude do trágico episódio que levou à morte um menino de 3 anos após afogar-se na piscina da sua casa, no bairro do Cohajap, na tarde de quinta-feira (14).

Para quem é mãe e pai é perfeitamente compreensível a revolta e sede de justiça que devem estar embalando o coração dos pais do garoto. A sensação imediata, claro, é que a babá foi negligente, desatenciosa e irresponsável.

Mas, será se a jovem babá deve mesmo ser responsabilizada isoladamente nesse caso?

Ora, a rigor os pais têm que tomar todos os cuidados e todas as medidas possíveis e imagináveis para garantir a segurança dos filhos, seja em casa ou onde for. Uma babá ajuda nessa tarefa, mas é impossível cuidar de criança ao mesmo tempo que, via de regra, faz inúmeros outros serviços a mando dos patrões.

No caso específico da morte por afogamento da criança do Cohajap, o correto era a piscina estar protegida por redes de proteção, coisa que os pais não pensaram, ou se pensaram não agiram nesse sentido.

Quem tem filho na idade da pobre vítima sabe que criança “cega” a gente, e que nenhuma babá por mais eficiente e atenciosa que seja, cuidará dos filhos como mãe e pai. Se aconteceu com babá Vanessa de Sousa Saraiva, de apenas 18 anos, poderia ter ocorrido em pleno domingo com a presença da mãe e do pai em casa.

Afora a tragédia em si, o que não se pode é condenar por antecipação a jovem babá como se ela fosse uma assassina fria e cruel, como alguns blogs sensacionalistas tentam fazer. Tanto não o é que a garota correu para uma UPA na tentativa de salvar a criança. O que não se pode aceitar é joguem a menina no covil da Penitenciária de Pedrinhas como os noticiários informam que ela está. É lamentável não aparecer um defensor público ou mesmo um advogado particular que se sensibilizes pelo drama dessa infeliz babá.

Na verdade, muitas das vezes essas secretárias domésticas são trazidas do interior por “brancos” da capital para ganhar miséria em troca de promessas de bons tratos, estudos, passeios em shoppings etc. Via de regra não chegam a ganhar um salário mínimo sequer. Carteira assinada? Nem pensar! Não estou dizendo que é o caso da babá Vanessa de Sousa Saraiva, mas que isso ocorre em muita casa de “bacana” é fato.

Enfim, como pai entendo o drama dos pais da criança. Como cidadão me incomoda saber que há uma jovem de 18 anos, pobre, sem condições pagar defesa ou fiança para responder o processo em liberdade e ainda por cima detida naquele depósito de gente que é a Penitenciária de Pedrinha.

Que esse caso, apenas mais um entre vários, chame a atenção de mães e pais para uma realidade: nenhuma babá, por mais eficiente e atenciosa que seja, cuidará dos filhos como uma mãe e um pai, necessariamente nesta ordem.

Que Deus conforte os corações do pais.

Que seja feita justiça para a jovem Vanessa de Sousa Saraiva, vítima de tão trágica fatalidade.


Vincular felicidade ao que se deseja ter é andar no sentido contrário a ela

Por Roberto Shinyashik

“Amarrar a busca por ser feliz às coisas que você deseja ter é andar no sentido contrário da felicidade. É um caminho que vai levá-lo a ser infeliz, estar insatisfeito consigo mesmo, com a vida e com as pessoas”

Algum tempo atrás atendi um grande empresário brasileiro. Quando ele entrou em meu escritório pude ver seu olhar triste e cansado.
Depois de alguns minutos de silêncio, ele me perguntou:

- Roberto, por que eu tenho tanto sucesso profissional, mas na minha vida pessoal sou um fracasso total? Realizei todas as metas de minha vida, mas não sou feliz.

Ele começou a contar suas angústias pessoais: um casamento sem amor, relacionamentos extraconjugais, distanciamento dos filhos e netos, remédios

Sem hesitar, respondi:

- Para ter sucesso você tem que ter metas. Mas você não pode ter metas para a felicidade… Deve viver a vida com intensidade, a cada momento.

É preciso encarar a busca da felicidade e a busca das metas de sucesso profissional de maneiras diferentes, porque são coisas diferentes.

O que o deixa infeliz é quando você busca a felicidade com ansiedade e como se essa fosse sua última tábua de salvação. É quando você busca a felicidade da mesma forma e com a mesma ambição com que busca uma meta profissional.

O que traz a infelicidade é condicionar a felicidade a algo no futuro, ou algo que se queira ter. Felicidade é algo para se viver agora. É fruta fresca e deliciosa, mas altamente perecível. Não dá para você guardar para saborear amanhã. Por isso é muito importante você apreciar e ser feliz com o que já tem hoje.

O grande problema das pessoas que se sentem infelizes é que elas ficam olhando para o lado errado da vida, correndo para a direção errada.

Muitas pessoas lutam desesperadamente para conseguir uma solução para serem felizes, sem se dar conta que esse caminho somente leva ao desespero.

E só tem uma coisa pior do que estar andando no caminho errado: é seguir nesse caminho com certeza, velocidade e determinação.

Hoje em dia a mídia cria uma ideia de sucesso e felicidade ligada a ter muitos bens materiais e ter fama a qualquer custo. Mas isso não é felicidade de verdade!

A gente precisa encontrar o ponto certo em que dá pra sermos nós mesmos, de maneira natural, sem sermos ameaçado pela necessidade de ter tudo o que os outros dizem que devemos ter.

Querer ter as coisas – um carro legal, uma casa boa, roupas da moda, o celular mais moderno, etc. – é normal e faz parte da maneira moderna de viver. Mas quando o ter se torna mais importante do que o ser, a felicidade vai embora.

Amarrar a busca por ser feliz às coisas que você deseja ter é andar no sentido contrário da felicidade. É um caminho que vai levá-lo a ser infeliz, estar insatisfeito consigo mesmo, com a vida e com as pessoas.

A felicidade não depende de coisas externas. É uma conquista pessoal, construída em cima de relacionamentos deliciosos, da sua missão de vida, do seu desenvolvimento pessoal, do amor que você tem por si mesmo e pelos outros. A felicidade está em um pequeno gesto de atenção, num abraço carinhoso, numa palavra amiga.

A felicidade é poder desfrutar da companhia da mulher amada. E colocar um brilho nos olhos e um sorriso no rosto de quem você ama. É a magia de saber que um dia seus sonhos vão se realizar.

A felicidade verdadeira faz brilhar os olhos e esquenta o coração.


Os muitos outros “Chorão”

Chorão: drogas, rock e depressão

As drogas dilaceram vidas, tanto de quem as consomem quanto as de quem são consumidos pelo sofrimento dos dependentes: país, parentes e amigos…

A morte do músico Alexandre Magno Abrão, o Chorão, é mais uma dessas mortes que causam mais dor e revolta do que surpresa, pois, infelizmente, a partida dos que usam drogas de fato não pode causar surpresa a ninguém.

Até hoje entendo perfeitamente o protesto do mestre Cazuza quando poetizou “meus heróis morrem de overdose”. Há muito de romantismo nesta frase, mas, claro, não há nada de heroísmo num ato desesperado do tipo que tirou a vida de Chorão. Tenho certeza que os familiares, amigos e fãs do roqueiro prefeririam um Chorão “covarde vivo” a um Chorão “herói morto”, vítima de uma overdose.

As drogas estão devastando a juventude deste país. Da maconha ao craque, tem-se a clara percepção de que o Brasil está perdendo essa guerra declarada por uma larga vantagem para os narcóticos.

No Maranhão nem se fala.

Basta uma rápida andança pelo interior do estado, para perceber-se que elas, as drogas, estão por todas as partes, vitimando crianças, adolescentes e jovens, principalmente, mas também adultos e mesmo os idosos.

Soma-se a esse inferno das drogas o número cada vez mais assustador dos casos de depressão, que afeta parte da população, coisa que passa à anos-luz da preocupação da autoridades de saúde pública. “Depressão é frescura de gente chique”, pensam uns e outros.

Chorão foi vítima das drogas ou da depressão? Pouca importa a resposta diante dos danos que uma ou outra coisa podem fazer com qualquer um de nós que tenhamos a infelicidade de cair nas garras destes dois monstros da vida moderna – o primeiro perfeitamente visível e o segundo mais sorrateiro, quase invisível.

Oremos para que os nossos filhos, nossos irmãos, amigos, amigos dos nossos amigos etc, não engrossem as estatísticas lúgubres dos muitos “Chorão” que estão espalhados pelo país afora, mais ainda no nosso Maranhão.

Descanse em paz, Chorão.