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Abril S.A. demite executivos e anuncia estrutura com foco na “revitalização das marcas”

Novas Unidades de Negócios passam ao comando direto a Fábio Barbosa (Imagem: Divulgação).
A Abril S.A., que abrange operações de mídia, gráfica, logística e distribuição do Grupo Abril, anuncia reajuste na estrutura organizacional nesta sexta-feira, 7, em busca de melhores resultados. A principal mudança é o reagrupamento das Unidades de Negócios (UN), que estavam anteriormente sob o controle da Abril Mídia e que agora passam ao comando direto do presidente-executivo da Abril S.A., Fábio Barbosa.
Com isso, sete executivos se despedem da empresa: Alfredo Ogawa, diretor de Serviços Editoriais da Abril Mídia; Brenda Fucuta, diretora Superintendente da extinta UN Segmentada I; Claudio Ferreira, diretor Comercial de Administração da Unidade de Negócios Veja; Daniel Gomes, diretor de Planejamento Estratégico e Novos Negócios; Kaike Nanne, diretor do Núcleo Comportamento; Márcia Neder, diretora do Núcleo Moda e Beleza, e Paula Traldi, diretora de Recursos Humanos da ex-Abril Mídia.
A reorganização das Unidades de Negócios criou cinco divisões: UN Veja, com atividades comerciais da marca no comando Thais Chede Soares; UN Exame, agregrando operações comerciais e editoriais sob coordenação de Claudia Vassallo; UN Abril Segmentadas, com todas ações na direção geral de Helena Bagnoli; UN Assinaturas, sob a liderança de Fernando Costa; e UN Negócios Digitais, que terá Manoel Lemos como titular dos trabalhos de Alphabase, Iba, Elemidia, E-commerce e um Fundo de Investimento em Empresas de Tecnologia.
Além das cinco UNs, o negócio Casa Cor, sob o comando de Ângelo Derenze, ficará subordinado a Fábio Barbosa. A movimentação leva Elda Muller ao título de diretora de Planejamento Editorial e cria também a Vice-Presidência de Operações e Gestão, que terá Marcelo Bonini como titular.
No comunicado, Fábio Barbosa fala sobre as contribuições dadas à Abril por cada um dos que agora deixam a empresa. “Quero agradecer, em nome dos abrilianos, a cada profissional o tempo em que esteve conosco. Essa reestruturação é uma prova de que estamos conectados tanto com os desafios quanto com as oportunidades da comunicação do Século XXI e que continuamos com uma confiança inabalável em nosso jornalismo e em nossas revistas e firmes no propósito de ganhar relevância no mundo digital”.
A razão do fracasso de Eike Batista
“Assim que Eike monta o quebra-cabeça do seu projeto, escolhe a equipe, delega todas as etapas de execução, ele perde o interesse no projeto e parte para outro.”
Por Stephen Kanitz
Controverso empresário multibilionário Eike Batista
Eu já escrevi falando bem do Eike Batista mostrando que o sucesso dele não é porque herdou o mapa da mina do pai dele, como corre na lenda urbana.
Eike sabe criar projetos complicados, que requerem muita infraestrutura em locais inóspitos. Ele sabe escolher equipes e sabe deixá-los trabalhar sozinhos.
“O que Eike soube fazer foi agregar todos os componentes necessários e fazer disto um projeto viável, e de fato tudo começou com um PowerPoint.”
“Sabe trazer energia, estradas, financiamento, equipamentos para lugares considerados “fim do mundo“.”
“O pai de Eike o ajudou com os genes. O gene da inteligência, o gene de pensar grande, o gene de acreditar no Brasil como um país do futuro e do presente.“
Mas aí eu escrevi algo que hoje me arrependo, estava parcialmente certo.
“Eike Batista é daqueles que têm iniciativa e acabativa“.
Ele é alguém que tira ideias do papel.
Mas o conceito de acabativa é um pouco mais amplo do que isto, e agora sabendo o que vou relatar, a frase não se aplica ao Eike.
Nas acusações que saíram na imprensa com os problemas de Eike Batista, um funcionário fez este comentário:
“Assim que Eike monta o quebra-cabeça do seu projeto, escolhe a equipe, delega todas as etapas de execução, ele perde o interesse no projeto e parte para outro.”
Tipicamente, ele tem um comportamento de quem é um iniciativo puro, alguém que é criativo, um acadêmico.
Esta frase caiu como um raio, porque eu sou muito parecido.
Eu sou um iniciativo por excelência, curto ideias, montar projetos, resolver quebra-cabeças.
Mas implantá-los não é minha praia, eu já implantei várias coisas, mas a um custo psicológico monumental.
O dia a dia para mim é uma chatice como é para muito intelectual.
Uma vez que eu sei que uma solução é possível, eu fico feliz, e acho ingenuamente que os mais acabativos do que eu vão seguir em frente.
Ledo engano.
Mas infelizmente eu perco interesse e já fico procurando outro problema cabeludo para resolver.
Foi assim que Eike se meteu em 30 projetos diferentes.
Desde hotéis, restaurantes chineses e shows de entretenimento, além de estaleiros, portos, mineradoras e exploração de petróleo.
Eike pode até ter acabativa no sentido restrito da palavra, mas não é, pelo jeito, o que ele gosta de fazer. Ele é um iniciativo por definição.
Portanto, a culpa do seu fracasso nao é totalmente dele.
Boa parte da culpa é daqueles que o financiaram, do BNDES, do BTG, do Banco Itaú, dos milhares de investidores minoritários.
Todos estes acabaram permitindo que Eike fosse majoritário nos seus projetos, o que diante da análise acima não é a melhor estratégia.
Um majoritário que se interessa pelo seu próximo projeto, não é um bom majoritário do projeto existente.
Manter Eike mandando nos seus projetos apesar de não gostar da fase operacional, somente da fase de projeto e implantação, foi um erro que poderia ter sido facilmente evitado.
E que agora será implantado, já que certamente Eike perderá o controle de suas empresas, o que deveria ter sido imposto pelos seus banqueiros desde o início.
Eike foi bom na hora de prospectar e achar petróleo, mas na hora de extrair o petróleo os seus problemas começaram.
As equipes que acham petróleo não são as melhores para extrair o petróleo.
Como começarão a ter problemas operacionais as demais empresas do Eike, terminada a fase de projeto.
Numa entrevista para a Revista Exame, há alguns anos atrás, ele dava 15 conselhos. O 12o. era:
“Cuide de todos os aspectos do projeto” e não cuide de todos os aspectos de seu negócio. Prenúncio do que iria acontecer.
Mas reforça o diagnóstico de iniciativo de Eike.
Aliás, ele disse uma frase que deveria ter sido melhor analisada na época: ”Nunca se apaixone pelo seu negócio“.
Uma frieza de quem não está alinhado com a empresa do ponto de vista operacional e que no fundo está disposto a vender tudo quando o preço de venda do negócio estiver certo.
É fácil analisar vendo o retrovisor, mas fica agora claro que Eike desde o início deveria ter sido um sócio minoritário de suas empresas.
Um sócio controlador que não está apaixonado pelo negócio, é encrenca na certa.
Alías, todo mundo sabia que Eike não é formado em Administração, não tem os conhecimentos necessários e a postura de um acabativo.
Eike é engenheiro, especialista portanto em projetos e sistemas.
Isto explica porque o Presidente do Itaú, também formado Engenheiro, se encantou tanto com os projetos de Eike Batista.
Isto explica porque o Presidente do BNDES, que também pensa grande mas não é Administrador formado, se encantou com os projetos de Eike Batista.
Isto explica porque o Presidente do BTG, também formado em Sistemas, se encantou com os projetos de Eike Batista, e agora como os demais está se arrependendo ou se lamentando do erro feito.
Os Powerpoints do Eike Batista não teriam cativado tanto os banqueiros formados em administração de empresas, conhecedores dos problemas do dia a dia.
Meu ponto aqui é mostrar que ele não é culpado inteiramente pelo seu fracasso.
Foi vítima de um país tão despreparado como ele, nas questões mais mundanas de que projetos precisam ser um dia tocados por pessoas com acabativa e não sonhadores de projetos grandes que vão salvar o Brasil e o mundo.
Algo para se pensar.
A Lei do Afeto a favor dos negócios
por MARCOS HOLANDA (Ideia de Marketing)
“É fato que o melhor marketing é o relacionamento. Afinal, marketing é isso. Não acha?”
Estamos em um negócio de pessoas, e muitas empresas fixam como objetivo apenas as vendas. Ávidas por lucro. Cegas por ascensão no mercado. E quando os seus esforços dedicados à promoções, merchandisings, PDV’s, Branding, entre outras estratégias e planejamentos não alcançam o resultado esperado, se perguntam: “Adequamos o nosso produto, melhoramos o preço, a marca está mais próxima daquilo que o nosso consumidor se identifica atualmente, mas não houve um aumento significativo, ou esperado, das vendas. Por que?”
Analisando brevemente esta situação eu lhes digo que, no mercado atual, há muitas empresas que caem perante um inimigo invisível que alguns de vocês – e eu também – já deixamos passar sem a atenção devida: a falta de um plano de relacionamento.
“Nossa, Marcos, mais uma coisa para se planejar e se dedicar?” Sim. Conquistar e, mais do que isso, fidelizar a clientela, é trabalhoso. Mas, veja bem – uma opinião sincera de alguém que está aqui aprendendo junto com você – não é trabalho se você ama o que faz. Não é trabalho se você ama as pessoas que fazem parte do seu ambiente de trabalho. Não é nenhum martírio quando desenvolvemos nossas atividades em um ambiente de trabalho que nos faz sentir bem. Não é ser simplório, tão pouco utópico. É possível sim atentarmos a aquilo que, no espaço de trabalho, possui aspectos positivos que podem servir como alicerce para a empresa e para nós.
“Marcos, você diz isso porque não trabalha onde eu trabalho.” Concordo, concordo. Não posso sintetizar, aqui, todos os ambientes de trabalho. De longe fazer isso. Mas, eu posso apelar para o seu senso crítico e análise profissional daquilo que nos proporciona uma – ou várias – oportunidades de desenvolvimento dentro do mercado. E, aqui vai ele de novo: plano de relacionamento.
Antes que você reclame de eu estar repetindo isso, chamo a atenção: Ame seus clientes. Ame o seu trabalho e o ambiente que o rege. Você precisa disso se quer se destacar nos negócios. Você precisa disso se quer um share of mind invejável. De que adianta procurar caminhos externos quando a solução está aí dentro? Na sua empresa.
Primeiramente, a Lei universal do Afeto: “você recebe a mesma quantidade de afeto que você dá.” E todo cliente quer gostar e ser gostado por alguém. E não só os clientes, os funcionários da empresa também. Somos seres humanos e temos necessidade de afeto, desde recém-nascidos. Mas, para gostar dos funcionários, da empresa e, dos nada exigentes, clientes, nós temos que gostar de nós mesmos. Como gostar de alguém se você não possui discernimento para analisar seus pontos fortes e fracos para, através disso, gostar de si mesmo?
Encontrou uma ou mais razões para se amar? Agora comece a gostar dos funcionários e, depois, de seus clientes. Seja sincero e não force nada. Lhe permita essa oportunidade de aprendizado.
Depois desse pequeno “sacrifício”, o segundo ou terceiro passo – depende da sua preferência – é encontrar uma razão para que os seus clientes gostem da sua empresa. Por mais difícil ou fácil que pareça ser, este é o mais importante, na minha ótica. Como vender algo que eu não vejo vantagem alguma? Pois é. Trate de a encontrar. E se apaixone por ela(s)! Deste modo, se estou apaixonado por tudo o que o meu produto, serviço ou ideia pode oferecer, e possuo convicção e confiança a transmitir ao meu consumidor, este receberá isso muito bem, o que pode dobrar a partir da primeira abordagem. Lembre-se, pessoal: gostar das pessoas só aumenta os resultados da empresa. Isto faz toda a diferença. “Eu gosto de você porque você gosta de mim e, mais do que isso, você demonstra genuinamente seu sentimento.”
Resultado: Confiança, fidelidade e indicação dos serviços prestados, isto é de suma importância para os negócios, “pois a reputação de sua empresa chega ao cliente antes de seu vendedor” (Julio Ribeiro, 2012). É o clássico “boca-aboca”, que possui um alto poder de disseminação da sua empresa. Seja positivo ou negativo, o boca-a-boca é tão forte quanto a propaganda – eu diria até mais poderoso.
Não se precipite e procure o problema a partir do relacionamento tanto interno quanto externo. Com certeza o afeto só faz bem para todos os envolvidos no trabalho e garante um substancial aumento dos negócios.
É só olhar ao seu redor e perceber quantas empresas estão fidelizando – ou já fidelizaram – clientes. É fato que o melhor marketing é o relacionamento. Afinal, marketing é isso. Não acha?
Agora, faça a sua parte desse relacionamento e deixe a sua opinião sobre o assunto. Adicione e compartilhe conhecimento. E, por que não, se relacionar? O que você tem a perder? Nada. Mas tem muito a ganhar. A partir de agora depende de você.
Grande abraço!
As lições de Bel Pesce para os empreendedores

A professora Bel Pesce: ela quer ensinar as lições aprendidas no MIT e em sua experiência como empreendedora
Nataly Pugliesi (Você S.A)
Aos 25 anos, ela é autora de um best-seller de carreira, fundadora de uma empresa no Vale do Silício e acaba de lançar um programa de empreendedorismo. Mas será que essa habilidade se aprende na escola?
São Paulo – Dona de um pomposo currículo com apenas 25 anos, Isabel Pesce Mattos, empreendedora paulistana, conquistou uma legião de fãs que a elevaram ao status de guru de carreira dos jovens. Sua trajetória contada no livro digital A Menina do Vale se espalhou de forma viral pela internet, alcançando a marca de 1,5 milhão de downloads em três meses.
“Isso levando em conta apenas as cópias baixadas no meu site. Se considerarmos o compartilhamento entre amigos, esse número deve dobrar”, diz a própria autora. A versão impressa, editada pela Casa da Palavra/Leya, vendeu 30.000 cópias. E ela já prepara um novo lançamento para maio. A fama serviu de incentivo para a guru lançar no início do mês o projeto educacional FazInova, um programa de três módulos voltado para o empreendedorismo.
“O objetivo é ajudar a desenvolver habilidades para abrir portas no mercado”, diz Bel, como é conhecida. Mas o que ela tem de tão especial? A resposta é dela própria: “Não é genialidade, é persistência. Sou uma pessoa comum, que se esforçou para realizar seus sonhos”. É essa mensagem que ela repete em suas palestras e que vem motivando tantos jovens.
Bel Pesce acredita que o sucesso não vem sem esforço. Aos 17 anos, o sonho dela era cursar o renomado Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Para isso, assistia a todas as aulas de segunda a sábado em período integral. Nos rankings dos simulados do Colégio Etapa, em São Paulo, onde estudou, sempre esteve entre os primeiros colocados.
Mas o que chamou a atenção do diretor pedagógico, Edimilson Motta, foi o fato de ela ter resolvido todos os exercícios das apostilas do pré-vestibular e ter pedido mais.
“Descobri que ela tinha um nível de comprometimento muito elevado”, diz Edimilson, que mostrou à jovem uma carta de admissão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) de um antigo aluno. “Ele me disse que me via estudando lá. Então, resolvi me candidatar”, diz Bel.
Vender produtos aos clientes? Sim, mas primeiro os funcionários precisam comprá-los!
Mudar de atitudes é o princípio do desenvolvimento, é também uma das maiores dificuldades com que o ser humano defronta.
EDUARDO SILVA
Criatividade, inovação e conhecimento. Mais do que simples conceitos, são meios necessários adotados pelas empresas para sobreviverem no mercado altamente competitivo. Apresentam-se pontos interessantes como vantagem competitiva, demonstrando que a criatividade e inovação aliada ao dinamismo interno, trazem soluções possibilitando a quebra de paradigmas como a rotina empresarial e que a motivação organizacional é essencial perante a ótica da competitividade do mercado, além da valorização da imagem corporativa.
Sob essa nova ótica, o que se verifica, em particular a partir da década de 90, é uma corrida em busca do aprendizado empresarial contínuo e produtivo, ou seja, da informação que efetivamente transforma e rapidamente dissemina internamente nas empresas a consciência da importância da pronta adaptação às mudanças que a competição globalizada lhe impõe.
Quem nunca ouviu falar que antes de vender um produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a compra-lo? “Vender” o produto para o funcionário passa a ser tão importante quanto para o cliente. Significa torná-lo aliado ao negócio, responsável pelo sucesso da corporação e igualmente preocupado com o seu desempenho.

De acordo com Ricardo Luz (especialista em clima organizacional) podemos encontrar pelo menos três palavras-chave que estão quase sempre presentes neste conceito, são:
a) Satisfação (dos funcionários): esta é a palavra mais presente, direta ou indiretamente, os conceitos nos remetem à relação do clima com o grau de satisfação das pessoas que trabalham em uma organização. Medir a satisfação não é fácil, por isso antes de querer mensurar é necessário entender o que é estar satisfeito para cada funcionário;
b) Percepção (dos funcionários): outra importante palavra contida nos conceitos de clima refere-se à percepção que os funcionários têm sobre os diferentes aspectos da empresa que possam influenciá-los, positiva ou negativamente. Portanto, se os funcionários percebem a empresa positivamente, o clima dessa empresa tende a ser bom; ao contrário, se eles percebem mal a empresa, o clima tende a ser ruim. Parece simples, porém tantas empresas falham neste processo, pois se esquecem de perguntar como os funcionários a enxergam e dar a devida manutenção para melhorar pontos de ruptura;
c) Cultura (organizacional): alguns autores tratam o clima e cultura como sendo coisas parecidas, fazendo sempre menção à cultura quando se referem ao clima. Isso porque a cultura influencia, sobremaneira, o clima de uma empresa. São faces de uma mesma moeda, são questões complementares.
Pensemos da seguinte forma, em vez de meras ações para as empresas atingirem seus objetivos, a comunicação interna também pode e deve se propor a ajudar as pessoas a se sentirem mais felizes em seu ambiente de trabalho onde, em tese, passam pelo menos um terço de suas vidas. As pessoas, nas organizações, possuem necessidades muito específicas e são atingidas pela comunicação de maneira direcionada, mais explícita do que normalmente acontece com o consumidor comum.
Se imaginarmos que as organizações são aglomerações humanas, com interesses comuns e também divergentes, eis a complexidade que reveste a administração de pessoas e consequentemente o direcionamento de recursos para obtenção dos resultados esperados.
Cada profissional deve fazer a diferença na empresa em que trabalha e, para isso, deve desenvolver “habilidades duráveis”, deve aprender a pensar “fora da caixa”. Mudar de atitudes é o princípio do desenvolvimento, é também uma das maiores dificuldades com que o ser humano defronta.
E você, compraria o produto que sua empresa vende?
Forte abraço e boa semana!
Fonte: Ideia Marketing
Jovens empreendedores investem em fazer o bem
Eles são jovens estudiosos, inteligentes e inovadores. Não são acomodados, se destacam por onde passam e atraem olhares de gestores ansiosos por contar com eles em suas empresas. Alguns até chegam a trabalhar em certas companhias, mas logo percebem que isso não é pra eles. São os novos empreendedores, que não se contentam em apenas acumular riquezas ou com o “sucesso” em sua definição de mercado.
Para esses novos empreendedores, o que realmente importa é fazer o bem para os outros e, com isso, garantir o seu dinheiro. Eles são empreendedores com causa, que acreditam que o sucesso não está em uma conta bancária gorda, mas sim em fazer o que realmente gosta e acredita.
Ao contrário do que acontecia na década de 60, com o movimento hippie, que acreditava que o monstro do capitalismo devia ser combatido a qualquer custo, esses novos empreendedores usam do sistema capitalista para promover o bem mútuo. É o caso de Eduardo Bontempo, ex-aluno da Fundação Getulio Vargas, que foi um dos fundadores da Geekie, uma empresa que se dedica a fornecer planos de estudos que se adequassem a capacidade de aprendizado de cada pessoa.
Previsões apontam que pelo menos R$250 milhões serão investidos em negócios sociais no Brasil, para este ano de 2013, e a tendência começa a se espalhar também pelas universidades. A FGV-EAESP possui uma matéria opcional, chamada Negócios de Impacto Social. Neste ano, alunos da EAESP irão prestar auxílio a jovens que vivem na comunidade carente do Heliópolis, em São Paulo, montando plano de negócios para estabelecimentos locais.
Esse é o capitalismo do futuro, que foca que não existe o conceito de que ricos fazem negócio e pobres vivem de caridade.
5 dicas para revolucionar sua pequena empresa
Especialistas listam recomendações para que um pequeno empresário profissionalize o seu negócio
São Paulo – Um dos principais erros que os empreendedores cometem é não perceber quando a empresa precisa de recursos para crescer. “O empreendedor, na essência, é uma pessoa que corre riscos, pensa e faz acontecer, mas não necessariamente sabe gerir um negócio”, explica José Augusto Figueiredo, presidente no Brasil da consultoria LHH|DBM na América Latina.
Para Renê Jose Rodrigues Fernandes, gerente de Projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (GVcenn) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), às vezes, o empresário tem várias informações sobre a empresa nas mãos, mas não sabe como usar de forma estratégica. Veja abaixo cinco recomendações de Fernandes e Figueiredo para profissionalizar sua pequena empresa.
1. Tenha um plano de negócios
Uma das principais ferramentas para gerenciar uma empresa, o plano de negócios não é somente necessário no começo da empresa. “É um controle ou uma fotografia de como a empresa está”, afirma Fernandes.
Informações sobre o mercado, finanças e operações são importantes para montar esse documento. Se o empresário fizer a constante revisão, poderá usar como base para decisões estratégicas.
2. Aprenda a delegar
Uma atitude inteligente que um empresário deve tomar é refletir sobre a maneira como ele faz a gestão de sua equipe de funcionários. “Ele precisa perceber se confunde competência com confiança”, afirma Figueiredo.
Ao descentralizar algumas decisões, o empreendedor poderá contar com uma equipe mais confiante e preparada para lidar com situações inesperadas.
3. Separe as contas da empresa
Um erro comum e grave cometido por pequenos empresários é o de misturar gastos pessoais com os do negócio. Além disso, a separação deve ser estendida para todas as áreas da empresa e não só a financeira.
“Se a esposa do sócio pede algo para um funcionário da empresa, tem desvio não só de dinheiro, mas de função”, explica Fernandes. Por isso, separar bem as questões pessoais e profissionais é essencial.
4. Reúna um conselho de administração
Dependendo do nível de amadurecimento da empresa, não é recomendado que as decisões fiquem somente nas mãos do dono. Ao buscar pessoas de fora para participar do conselho, o empreendedor pode agregar profissionais com uma visão macro do mercado.
Para Fernandes, poucas empresas têm e muitas que teriam potencial para ter este conselhor estão desperdiçando essa oportunidade.
5. Busque ajuda especializada
Recorrer a consultorias jurídicas e contábeis é recomendável para tomar determinadas decisões em relação ao negócio, como tributos e leis trabalhistas. Para certos negócios, Fernandes explica que o auxílio de auditores externos é importante.
Pode se tornar uma grande vantagem para quando a empresa estiver pronta para receber um aporte de uma venture capital, por exemplo.
Fonte: Revista Exame
OGX registra prejuízo no 1º trimestre e deve exigir aporte de Eike
Após registrar um prejuízo de 804,6 milhões de reais, petrolífera pode precisar que o empresário injete US$ 1 bilhão na empresa

OGX teve prejuízo líquido de R$ 804,6 milhões no 1º trimestre (Divulgação/OGX)
A petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, registrou um prejuízo líquido de 804,6 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, valor três vezes maior do que o alcançado no mesmo período de 2012. A principal justificativa para o ocorrido foram as constantes despesas bilionárias com poços secos.
“Esse resultado decorre principalmente de despesas no valor de 1,195 bilhão de reais referentes a poços secos e áreas subcomerciais devolvidas à ANP após a conclusão do período exploratório em março de 2013″, afirmou a OGX em comunicado à imprensa. A companhia ainda acrescenta que parte dos danos já foi compensada por meio dos resultados positivos relacionados a imposto de renda e contribuição social, acumulados em 424 milhões de reais.
Devido a esses números, a petrolífera agora poderá exigir que Eike, como acionista controlador, injete 1 bilhão de dólares na empresa para fazer frente aos investimentos. No momento, somente 250 milhões de dólares foram disponibilizados.
“Apesar do aumento de caixa em 2013 pela venda de participação (nos blocos), nossa análise é que a atual geração de caixa da OGX não é suficiente para cobrir os investimentos planejados e o custo da dívida”, escreveram em relatório os analistas Caio M Carvalhal e Felipe Dos Santos, do JPMorgan. Eles mantêm a visão de exercício da opção pela OGX para exigir aporte de 1 bilhão de dólares pelo acionista controlador.
De acordo com os analistas Caio M. Carvalhal e Felipe dos Santos, do JPMorgan, mesmo com as medidas tomadas a curto prazo, “a atual geração de caixa da OGX não é suficiente para cobrir os investimentos planejados e o custo da dívida”. A equipe do Bank of America Merrill Lynch calcula que a entrada do capital permitido na situação atual da companhia garante recursos suficientes para os próximos dois a quatro trimestres, dependendo do quanto a empresa reduzir nos gastos.
Quanto às ações da OGX, acredita-se que a divulgação dos números negativos acaba desencorajando a compra de novas ações, o que justifica a queda expressiva no valor das mesmas. Por volta do meio-dia, elas recuavam 2,4% e estavam cotadas a 1,6 real.
(com Agência Reuters)




