Arquivos da Categoria: Eleições 2012

Edinho Lobão dá sinais de que o candidato dos Leões é mesmo Luis Fernando. A oposição entra em parafuso.

Edinho Lobão: senador deu claro sinais que o nome do grupo para o governo do Maranhão em 2014 é Luis Fernando. Foto: blog do John Cutrim.

A entrevista do senador em exercício, Edison Lobão Filho (PMDB) concedida com exclusividade ao blogueiro John Cutrim, do nosso JP, foi pra lá de reveladora: o candidato oficial do Palácio dos Leões ao governo do Maranhão é mesmo Luis Fernando.

Como filho, Edinho cumpriu o papel de exaltar a biografia do pai e a importância do ministro Lobão no processo eleitoral de 2014. Aliás, importância, entre muitas outras coisas, de quem foi recordista de votos em 2010, quando foi mais votado do que a própria candidata à governadora, Roseana Sarney. Foram mais de 2 milhões de votos, como bem lembrou Edinho.

Inteligente, o filho sabe que não é somente um “problema na voz” que fará com que Lobão não seja candidato ano que vem. Muitas outras vozes impedem que o “Magro Velho” seja o escolhido para suceder Roseana Sarney. E não somente “vozes”, Edinho sabe disso.

O Blog do Robert Lobato sempre sustentou que Lobão é o sonho de consumo da oposição. Dos mais espertos até os mais ingênuos dos oposicionistas pedem a Deus, dia e noite, para que Lobão se transforme num Zé Reinaldo da vida, coisa muito difícil de acontecer.

Contudo, Edinho deixou claro que o seu grupo partirá unido em 2014 seja quem for o candidato. Ao contrário da oposição, que não consegue baixar nem o facho do ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, que dá demonstração de não arredar o pé da sua candidatura ao governo nem com um carreta “Romeu e Julieta” lotada de verbas de Dedé Macedo, ainda que o seu desejo seja mesmo é de se credenciar ao cargo de prefeito de São Luis, em 2016.

Na entrevista, Edinho citou oito vezes o nome “Lobão” e vinte e quatro vezes o nome “Luis Fernando” (não vale o “meu pai”, pois “meu pai” não é candidato), isso sem falar nos mais diversos elogios que o dono do Sistema Difusora de Comunicação derramou sobre o secretário da Sinfra: “Luís Fernando já foi prefeito duas vezes de uma cidade entre as maiores do Maranhão, com uma administração reconhecida, brilhante. São José de Ribamar é reconhecida por todos os prefeitos”, para citar só esse.

Enfim, se havia alguma dúvida de que Luis Fernando será o candidato governista para disputar a eleição de governador no ano que vem, Edinho Lobão deu diversos sinais para saná-la.

O nome é mesmo Luis Fernando.

Há não ser que apareça algo escandalosamente surpreendente contra o ex-prefeito de Ribamar, nesse caso voltaria à cena sucessória de 2014 os ministros Lobão e Gastão Vieira.


O “Maragato” reage à nota da Semapa

Weverton Rocha: o “Maragato” não gostou nadica de nada da nota da Semapa

O “Maragato*” Weverton Rocha (PDT) está uma arara por conta de uma nota oficial divulgada pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), em que o secretário Marcelo Coelho responsabiliza a gestão anterior pela suspensão programa “Bom Peixe” após serem detectados “vícios e graves irregularidades no contrato vigente com a empresa fornecedora”, segundo afirma a nota.

Segundo o jornalista Gilberto Léda, o presidente estadual do PDT teria classificado como “sacanagem” a nota oficial emitida pela Semapa, cujo o ex-comandante da pasta era o também pedetista Julio França, aliado de primeira hora de Weverton Rocha.

“Sacanagem” ou não, o fato é que realmente foram identificados alguns malfeitos na condução do programa, tido como uma das poucas coisas boas que funcionavam na gestão do prefeito do VLT.

E como muitos gostam de usar da máxima do ex-ministro Rubens Ricupero que diz: “o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”, a nota da Semapa acabou causando mal estar entre os pedetistas, incluindo, lógico, o deputado federal Weverton Rocha.

* Maragato: denominação que o jornalista Frederico Luiz, em recente artigo, usou para alcunhar Weverton Rocha face aos ataques que são dirigido frequentemente ao jovem parlamentar. Veja:

Os adversários do deputado federal Weverton Rocha o provocam constantemente. Ele é um Maragato, célebres revolucionários desde 1891. Entre os expoentes mais conhecidos, e mais recentes, Getúlio Vargas e Leonel Brizola.

O Maragato é antes de tudo um combatente. Sabe aquela teoria de Leon Trotsky de Luta Permanente? Seduziam os estudantes pedetistas no Movimento Estudantil.

O Maragato pedetista é a ‘Ala Vermelha’ da Segunda Internacional!

Porém, após sua posse como deputado federal, trouxe para seu cúpula de comunicação, três pessoas que acreditam que campanha é para ser vencida!

Duas vezes candidato a senador pelo nanico PCB, tornou-se o primeiro cidadão com título eleitoral de Imperatriz a ter votos nos 217 município do estado. Tem um ex-vereador petista que o chama de comunista pragmático! Corou a oposição ao aceitar ser o diretor de jornalismo de uma emissora do senador Lobão. Foi adjunto de Márcio Jerry na Prefeitura de Imperatriz. Aos mais chegados costuma repetir que em eleição, bonito é ganhar! Este velho comunista é o editor da Aldeia. É radialista.

O segundo do trio é o filho da maior raposa política da oposição. Aziz pai. Matava de ataques cardíacos os Maragatos quando fazia alianças com todos os setores. Para ele, em eleição é muito feio perder, é horrível. Sempre resolveu os dramas de financiamento da comunicação das campanhas da oposição. Nem o atual prefeito de Barreirinhas, Leo Costa, acreditava na sua vitória. Mas deixou Aziz Júnior no comando da articulação da comunicação. É ativista digital.

O terceiro tem penetração com os evangélicos mas é incapaz de rejeitar o voto de um ateu ou de umbandista. E ainda diz, a proximidade converte! Inventa qualquer desculpa para disputar ou deixar de disputar uma eleição. Trata-se de Batista Matos, dono de prá lá de 4 mil votos na eleição passada para a Câmara de Vereadores. Estava na pior coligação, partido isolado. Apoiou Castelo em vez de Eliziane que foi candidata sem sequer o apoio de outro partido que não, o PPS. Perguntem a ele porque vai ficar de fora da próxima eleição… É jornalista. Vai dar um jeito de assumir…

O trio sabe da rejeição de Weverton, o inocente útil da oposição. E todos receitam que Weverton deve ficar sem dizer um “ai” contra qualquer pessoa. Ele vai falar bem de Flávio Dino, de Maneca (Como o Maragato íntimo trata o atual ministro do Trabalho,) de Lupi e das pessoas que o apoiam.

Astuto, de vez em quando ele sonda um e outro e ouve a mesma recomendação: nada de agressão agora. Veloz que nem um Maragato, vive “arnando” e todos respondem a mesma coisa. Tratamento para curar rejeição é isso. Paz e Amor. Como Lula e Maluf fizeram, o médico deles era um tal de Duda Mendonça!

Mas o grupo sabe que o Maragato Weverton não perde uma oportunidade. E para a crise de abstinência, de vez em quando ele solta o verbo. Geralmente numa emissora de pouca expressão, como em Caxias. Ele saiu com um largo sorriso no rosto.

É devagar, é devagarinho! Depois, uma foto dele de lenço vermelho na capa do Facebook, ao lado de Brizola.

E quando ele começar a se tornar uma liderança de massas na Ilha, no vazio de Roberto, Flávio e Edivaldo que estarão de fora da disputa de deputado federal em 2014, o Maragato vai brigar somente com os miúdos.

Uma escória que chama o prefeito de Holandinha e ainda quer dar conselhos sobre como Weverton deve se posicionar no tabuleiro político.

Como se uma postagem pudesse atrapalhar o sólido relacionamento entre Weverton Rocha e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior!


Imagem do Dia

Este material ganhou as redes sociais neste domingo. Trata-se de um protesto contra a invasão do Sindicato dos Servidores Municipais de Coelho Neto, por parte do prefeito Solinei Silva PSD), ocorrida no dia 24 de março de 2012. Até hoje o ato do prefeito está impune. Na próxima terça-feira (26), porém, o prfeito enfrentará a Justiça Eleitoral na audiência de instrução de um dos processos que pedem a cassação do diploma de Soliney por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2012. Como estratégia para evitar a audiência, ele pediu afastamento do cargo por 30 dias, alegando que faria uma cirurgia sem nunca ter apresentado um atestado médico, segundo afirma a oposição. A juíza não engoliu a história de Solinei e manteve a data da audiência para a próxima terça.


Uma voz a favor das parcerias e contra os”patrulhamentos”

Candidato Edivaldo Júnior no meio do povo durante o 2º turno das eleições: fim da lua de mel com o povo?

O leitor José Costa Nascimento é um parceiro do Blog do Robert Lobato, e durante a campanha eleitoral municipal de 2012 foi um entusiasta da candidatura de Edivaldo Holanda Júnior (PTC) a prefeito de São Luis.

Após a eleição, com a vitória de Edivaldinho, Nascimento continuava fiel as suas convicções sobre o sucesso da administração do jovem prefeito eleito, inclusive arriscando afirmar que seria uma gestão realmente inovadora, criativa, eficiente, enfim, que seria uma gestão comprometida com as “mudanças”, conforme anunciaram durante a campanha eleitoral.

Passados dois meses da “hora da verdade”, meu caro amigo Nascimento parece não demonstrar lá muita animação, por assim dizer, em relação ao que está vendo em São Luis, tanto que deixou este instigante e revelador comentário no Blog do Robert Lobato, o que pode ser, inclusive, um sinal de que está chegando ao fim a “lua de mel” da população com o governo de Edivaldinho. Estou errado, Nascimento?

Veja o comentário:

Caro Robert,

Realmente, não se deve ter medo de parcerias. Porém, não se pode ser ingênuo para aceitá-las a qualquer custo ou sob manobras que buscam criar dependências. O prefeito, seja ele qual for, deve ter um relacionamento institucional com o Estado, sob pena de sacrificar a população, por quem ele tem o dever de trabalhar. Também sou partidário da independência do prefeito, inclusive quanto ao patrulhamento de aliados. Vou mais além: sou da opinião de que as medidas que precisam ser tomadas pelo Prefeito devem ser executadas mesmo que pareçam declarações de rompimento com os aliados “patrulhadores”.

O prefeito não pode permitir, que o receio de que seus aliados possam ter essa interpretação, impeçam providências claras de demonstração de comando, sem o qual a administração se esfacela. O prefeito não tem que ser conduzido pelo patrulhamento que lhe fazem os aliados. Ele tem que governar para a população e não para um grupo apenas.

Gostaria, imensamente, que a parceria de Luciano Leitoa com a Governadora sirva, pelo menos, para mudar aquela imagem da entrada do estado do Maranhão na divisa de Teresina com Timon.

Atualmente, quem entra no Maranhão, por ali, tem a certeza absoluta de que no estado não há governo e que em Timon não há prefeito. É uma tristeza que se transforma em um sentimento de vergonha, para os que a têm, claro.

Impressiona-me aquela situação de descaso, pobreza e desleixo que se constata tão logo se ultrapassa a ponte sobre o Rio Parnaíba entrando-se no Maranhão.

Um abraço.


Presidente do PT nega que o vereador Honorato será líder do governo Edivaldo Júnior

Fernando Silva: presidente municipal do PT negou que o vereador Honorato será líder do governo Edivaldo

O Blog do Robert Lobato entrou em contato com o presidente municipal do PT, Fernando Silva, e o dirigente petista negou que o vereador Honorato Fernandes será o líder do governo do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), na Câmara de Vereadores.

“Robert, isso não existe. Primeiro porque isso é uma questão que seria necessário passar pelas instâncias municipais do partido. Segundo, o nosso vereador não pode, a rigor, ser líder de um governo que o PT não participa oficialmente, mas tem apenas participação pessoal de alguns filiados. O que há são conversas legítimas e próprias da política e do parlamento”, disse Silva ao blog.

De fato Fernando Silva tem toda razão, ou seja, uma eventual ocupação da função de líder de governo na Câmara por parte do único vereador do PT, teria que ser objeto de discussão no Diretório Municipal. Tem razão também quando reconhece ainda que seria esdrúxulo, para dizer o mínimo, o vereador liderar um governo do qual o PT não tem participação oficial decidida nas instâncias partidárias.

Silva disse ainda que nem o prefeito, ou qualquer interlocutor autorizado do seu governo, procurou o PT para discutir a participação na atual administração municipal ou para tratar da liderança na Câmara de São Luis.

A noticia de que Honorato Fernandes seria líder do governo do prefeito Edivaldo foi dada por blogs locais ligados ao Sistema Mirante. Mas, como parece ser, nada passou de uma bela “barriga”, não importando mais quem deu “em primeira mão”.


Pedro Lucas Fernandes fala sobre as perspectivas do mandato de vereador

Pedro Lucas na tribuna da Câmara de São Luis

O vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB) é uma das boas promessas da nova safra de legisladores da Câmara Municipal  de São Luis.

Eleito com mais de 4 mil votos para o primeiro mandato, Pedro Lucas concedeu entrevista ao programa Maranhão Empreendedor durante a primeira sessão legislativa da Câmara Municipal.

Filho do deputado federal Pedro Fernandes (PTB), o jovem vereador tem 33 anos, e nessa entrevista, feita em parceria com o blog do Varão, ele fala sobre as suas expectativas para os próximos quatros anos no parlamento da capital e como vai desempenhar o mandato. Veja:

Imagem de Amostra do You Tube


Chapadinha: vereador Eduardo Braga concede entrevista exclusiva ao blog

Vereador petista, Eduardo Braga

Muito boa a entrevista do vereador pelo município de Chapadinha, Eduardo Braga (PT), concedida com exclusividade ao Blog do Robert Lobato.

Depois de 10 anos morando e estudando em Brasília, Luiz Eduardo Elias Braga voltou ao Maranhão durante a campanha eleitoral de 2010 e em 2012,  depois passou pelo comando da Secretaria de Assistência Social do município de Chapadinha, e na eleição de 2012 elegeu-se vereador de pelo Partido dos Trabalhadores.

O jovem vereador, um dos quadros da nova geração de petistas, iniciou sua militância política no movimento estudantil em Brasília, filiando-se ao PT em plena crise do chamado “Mensalão”. De lá pra cá tem se dedicado  à luta política e chamado a atenção pela desenvoltura da sua trajetória não obstante a pouca idade (25 anos completos em janeiro).

Desde 1996 o PT não elegia vereador em Chapadinha (quando saudosa Nenê Coelho foi eleita), mas atualmente bancada do partido conta, além de Eduardo Braga, com a a presença do companheiro Manim. Uma bancada que  deve dar o que falar nesses próximos quatro anos.

A seguir, a íntegra da  entrevista do jovem parlamentar ao Blog do Robert Lobato onde trata da política na “Princesa do Baixo Parnaíba”, o governo de Belezinha, relação com o Governo do Estado, o PT e o PED. Veja:

“Devemos repactuar o partido para deixarmos de ser linha auxiliar de grupos tradicionais patrimonialistas, seja sarneísta, seja anti-sarneísta. Pela experiência e capacidade de diálogo com todos os setores do PT maranhense eu defendo, votarei e pedirei voto pela reeleição do companheiro Raimundo Monteiro.”

Qual a avaliação que o senhor faz do primeiro mês de governo da prefeita Belezinha?
O sentimento inicial é de decepção. Quem votou nela esperava muito da sua “competência administrativa”, mas a administração privada é bem diferente da administração pública e ela não tem conseguido corresponder nesse início.

Há alguma expectativa que a administração melhore ao longo dos quatro anos?
Sim. É uma maratona e não uma corrida de 100 metros rasos. A não ser que ela seja cassada pelos processos que correm na Justiça, haverá tempo suficiente para se recuperar política e administrativamente.

Mas o PT ocupa uma secretaria importante no governo municipal. O partido não tem ajudado nas políticas públicas para que o governo possa melhorar?
O partido compõe o atual governo, assim como compôs o governo anterior, mas são dois lados de uma mesma moeda. Sei da boa vontade dos petistas que compõe essa administração, mas temos que ousar ir além de ocupar espaços e construir um projeto de esquerda, democrático e popular.

O senhor é vice-presidente da Câmara Municipal. Como é relacionamento entre o poder legislativo e o poder executivo em Chapadinha?
Iniciou muito mal. A prefeita decretou Estado de Emergência, subtraindo funções do parlamento municipal, sob justificativas obscuras e sequer informou a Casa. Compreendemos isso como um desrespeito inaceitável. Interrompemos o recesso, convocamos sessão extraordinária e criamos uma Comissão Especial para acompanhar e fiscalizar esse tal Estado de Emergência (que revoga a necessidade de licitação para compras e realização de obras). Foi uma forma até da Câmara se fazer respeitar pelo Executivo. O parlamento é o povo representado, quem não respeita a Câmara não respeita quem nos elegeu.

Fale um pouco sobre como o senhor pensa exercer o mandato de vereador.
A juventude, a educação e as questões sociais são três bandeiras que se entrelaçam e norteiam o nosso mandato. Espero exercer-lo em diálogo permanente com a sociedade, verdadeiramente participativo e que, ao final dos quatro anos, dê orgulho àqueles que me confiaram o voto.
Quero também concentrar meus esforços na modernização da Câmara, na atualização da nossa legislação municipal, do nosso Regimento Interno, da nossa Lei Orgânica e, principalmente, de um novo Plano Diretor que prepare a cidade para converter o crescimento econômico em desenvolvimento social.

Como tem sido a relação do Governo do Estado com a Prefeitura?
O governo estadual tem ajudado muito Chapadinha nos últimos anos. Foi importante para garantir os investimentos da Suzano, liberou grande volume de recursos para asfaltamento, municipalizou todo o ensino fundamental e vai construir um hospital regional de 50 leitos, o que deve desafogar a grande demanda sobre o Hospital Antônio Pontes de Aguiar (HAPA), único em funcionamento na cidade e que atende toda a região. Agora depende da nova administração.

O PT tem projeto de disputar a prefeitura em 2016?
Tem que ter. É isso que eu defendo abertamente desde já. Há um campo aberto e fértil que nós temos a obrigação de cultivar. O enfraquecimento do grupo que deixou o poder e o clima de decepção criado com o novo governo nos dá condição de pensar além politicamente.
O grupo que está no poder agora passou quatro anos obcecado em ganhar a eleição, mas não teve a menor preocupação em se preparar para exercer o poder. Devemos, durante esses quatro anos, fazermos as duas coisas. Preparar uma proposta de governo debatendo com a sociedade organizada, com os sindicatos, com as igrejas, com os partidos políticos (principalmente os de esquerda) para construir esse projeto de baixo para cima. Temos a oportunidade de deixar de votar no “menos pior” e criar algo realmente melhor para o povo.
Chapadinha é a cidade pólo da região mais pobre do estado mais miserável dessa nação tão desigual. Nossos desafios são de tal ordem que precisamos de um projeto audacioso, que fortaleça os esforços sociais com geração de emprego e renda, incremento na produção rural e faça o inevitável crescimento econômico chegar a todas as classes sociais. Não é isso que vemos hoje. A “mudança” que se prometeu nos palanques se converteu em “mais do mesmo”.

Este ano haverá realização do PED no PT. O senhor já tem candidato a presidente municipal e estadual do partido?
No município participei da criação de uma nova tendência, que assim como eu defende esse projeto petista para 2016, e que deve apresentar candidato no PED. Ainda não sabemos quem será, estamos discutindo propostas antes de discutir nomes, mas adianto que o nome não será o meu. No âmbito estadual vivemos um momento de superação de uma dicotomia que impede o partido de construir um projeto próprio e viável para o Maranhão, o que é um grande mal que temos feito com nosso estado. Devemos repactuar o partido para deixarmos de ser linha auxiliar de grupos tradicionais patrimonialistas, seja sarneísta, seja anti-sarneísta. Pela experiência e capacidade de diálogo com todos os setores do PT maranhense eu defendo, votarei e pedirei voto pela reeleição do companheiro Raimundo Monteiro.


Em entrevista ao O Imparcial, Flávio Dino reconhece que “Via Alternativa é legítima”

O presidente da Embratur e pré-candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino, concedeu uma interessante entrevista ao jornal O Imparcial (embora não tenha tido maiores repercussões na blogosfera nativa).

A maioria das questões tratados pelos jornalistas Raimundo Borges e Diego Emir está relacionada ao trabalho do comunista frente a Embratur. Mas, não obstante o seu bom desempenho no comando da estatal do turismo relevado na entrevista,  para os maranhenses, de uma forma em geral, o importante mesmo é a abordagem política em relação às eleições 2014.

Nesse sentido, Flávio Dino mostrou-se sereno ao menos em dois momentos da entrevista: primeiro quando reconhece que “ninguém é candidato a governador sozinho”, e , segundo, pelo falto de admitir a legitimidade  da chamada “Via Alternativa”, espécie de terceira via, de pretender lançar chapa para as eleições ao Governo e Senado em 2014. “Eu acho que todas as alternativas são legitimas. Eu não tenho nenhuma pretensão de monopolizar o espaço da oposição. O campo da oposição é muito amplo, chegando a ser majoritário e acho que todo mundo tem o seu direito de se colocar como candidato’.

É bom lembrar que a posição de Dino em relação a essa tal “Via Alternativa” não poderia ser diferente, já que em 2010 ele disputou o governo em situação parecida, ou seja, como uma terceira opção entre a candidatura de Roseana Sarney e de Jackson Lago, numa época em que a oposição já se falava em eleição plebiscitária, tal como agora defende Flávio Dino.

Enfim, vale a pena ler a entrevista abaixo:

“A sociedade que está dizendo que a eleição será plebiscitária, por duas questões, a primeira por conta desse poder duradouro de 50 anos e segundo porque esse poder duradouro legou os piores indicadores sociais, então esse será o plebiscito, ele está posto, continuar o modelo oligárquico, ou supera-lo”

O Imparcial: O que a Embratur tem feito para minimizar o custo do turismo no Brasil e evitar que o brasileiro gaste tanto no exterior?
Flávio Dino: Esse é o principal problema que temos no crescimento do turismo, seja ele nacional ou internacional. Houve um aquecimento de demanda nos últimos anos, sobretudo em razão da melhoria de distribuição de renda da população e não houve o acompanhamento correspondente no crescimento da oferta, seja no que se refere a mercado aviação ou de hotelaria. Demanda aquecida versus oferta suficiente gera elevação dos preços, chegamos a um ponto de total de total desequilíbrio. Para exemplificar a final da Copa da Alemanha a diária média era de U$S 300 e na Africa do Sul foi de U$SS 200, hoje a tarifa média em São Paulo e no Rio de Janeiro já equivalem a esses valores.

O que fazer para reverter esse quadro, uma vez que estamos às vésperas de receber eventos importantes no país?
Nós temos que investir em dois caminhos: um é ampliar a oferta, no caso da aviação, significa romper com oligopólio, onde temos poucas empresas operando e mediante a constituição da proposta que eu tenho chamando de mercado comum atuando no mercado da America do Sul. A União Europeia fez isso e produziu excelentes resultados fazendo com que muitas empresas de baixos custos se consolidassem no mercado, o que chamamos na política de aviação, de política de ‘céus abertos’. Eu defendo essa política na America do Sul.

Como seria essa política de “céus abertos” que o senhor vem defendendo?
Nós iremos incorporar ao mercado nacional, empresas que só fazem voos internacionais, sobretudo empresas dos países vizinhos. E isso iria estabelecer uma maior concorrência. Ao lado disso a presidenta Dilma (PT) lançou um programa de aviação regional no final do ano passado, onde estão previsto o investimento de R$7 bilhões para consolidar 275 aeroportos regionais e há um subsídio econômico previsto para as empresas de aviação regional que quiserem se constituir, que pode chegar até a compra de até metade da ocupação de aeronave, visando a consolidar a criação de novas linhas. Esse é um caminho.

Quanto tempo seria necessário para implantação dessa proposta?
No caso da política de “céus abertos” pode ser imediato, eu estou defendendo que na votação do novo Código brasileiro aeronáutico, que está previsto para entrar esse ano na pauta da Câmara, para que ocorra uma legalização dessa política, atualmente é proibido. As empresas que voam hoje no Brasil tem que ser brasileiras, tem que ter 4/5, ou seja, 80% do capital na mão de brasileiros, então precisamos abrir um pouco o mercado, a fim de que, mediante o crescimento da oferta, melhorem os preços de passagem que chegou a cobranças absurdas e descompassada até com a média das tarifas internacionais, por isso hoje existe um incentivo econômico para que os brasileiros viajem ao exterior, uma vez que o mercado internacional a concorrência é maior. O cidadão que sai no Rio de Janeiro para Paris, por exemplo, tem dez opções e do Rio de Janeiro para São Luís ele tem apenas duas opções, então é claro que de acordo com a lei da oferta e procura o preço internacional comparativamente acaba sendo menor, por isso esse descompasso tem que ser corrigido com urgência.

Como a Embratur e o Ministério do Turismo trabalham nessas ações desenvolvidas para reverter esse cenário? Como é a relação?
Cada um tem o seu papel, no caso especificamente da hotelaria é a Embratur que faz essa pesquisa de preço internacional, nós comparamos dez cidades do Brasil com dez cidades fora do país e a condução política é feita pelo ministro Gastão Vieira (PMDB) junto as outras áreas de governo, então há uma sintonia, uma articulação do trabalho, fazendo com que as ações da Embratur e do Ministério alcancem o mesmo objetivo que é conseguir preço justo para os brasileiros e a vinda dos estrangeiros no Brasil.

O fato de o senhor e o Gastão Vieira participarem de grupos políticos divergentes aqui no Maranhão chega a atrapalhar essa relação?
Eu sempre digo que essa relação é igual ao futebol, aqui no Maranhão, ele (Gastão Vieira) joga em um time e eu jogo outro, mas em Brasília nós fazemos parte da seleção brasileira, ou seja, somos do mesmo governo. Então, nem eu e nem ele, renunciamos nossas posições políticas no estado e temos posicionamentos diferentes, mas atuamos juntos sob a liderança da presidenta Dilma com o mesmo programa de governo para desenvolver o Brasil e por isso temos uma boa parceria administrativa.

Todo mundo fala que o Maranhão tem um grande potencial turístico, mas na realidade isso não acontece, o que de fato falta para botar o estado na rota do turismo nacional e internacional?
Em primeiro lugar: infraestrutura. Existe um conceito no turismo que uma cidade só é boa para os turistas, quando ela é boa para os cidadãos que nela moram. Então as dificuldades que vivenciamos no dia-a-dia, como esgoto na praia, trânsito engarrafado, Centro Histórico sem condições de ser visitado, sem conservação adequada, tudo que isso vivemos diariamente, o turista também observa. Então primeiro precisamos resolver o problema de infraestrutura. É a principal questão, pois o resto vem como um efeito dominó. Não adianta fazer divulgação, sem qualificar a infraestrutura, pois isso pode ter até um efeito negativo, nós temos feito divulgação visando, mediante propostas dos municípios e do governo do estado, visando garantir lucros futuros, com a melhoria da infraestrutura.

E aqui no Maranhão essa questão do aeroporto também tem uma influência muito grande?
No caso do Maranhão nós temos um agravante, o nosso aeroporto não liga com nenhum internacional. Eu me reuni com o secretário municipal de Turismo, Lula Fylho e eu tenho insistindo muito para que o município de São Luís se qualifique no programa da Embratur, que tem um incentivo a voos charters, voos fretados, que com esse programa você cria um mercado que vai sustentar uma ligação direta, como em Fortaleza que tem voos diretos com Portugal e Italia, mas isso depois de 20 anos de construção de uma política pública de turismo, então nós precisamos de estrutura para garantir a vinda do turismo, uma melhora na divulgação, eu tenho apoiado eventos, ano passado nós apoiamos a Feira de Turismo da França, que é uma das cinco maiores do mundo, onde tivemos um stand de São Luís focado nos 400 anos, além de promover a cultura através do Boi Barrica, foi uma ação da Embratur, eles ainda se apresentaram em várias cidades, nós temos trazidos muitos jornalistas estrangeiros para o Maranhão, ano passado, foram 14 jornalistas de diversos países, que fizeram matérias sobre o nosso Centro Histórico, sobre nossos atrativos.

Como o senhor compatibiliza a atividade de presidente de Embratur com a condição de pré-candidato ao governo do estado?
Nós trabalhamos sete dias por semana, a única forma de conseguir essa compatibilização. Implementado o nosso trabalho com a nossa equipe, a qual tem grande qualidade, pois ninguém faz nada sozinho e a equipe da Embratur é muito boa, ao mesmo tempo que mantemos uma equipe política no Maranhão muito boa, representada pelo nosso partido, o PC do B.

Por ser pré-candidato o senhor acha que acaba causando algum empecilho com o governo do estado, uma vez a área de atuação é a mesma na área do turismo?
Da minha parte, não. Pelo contrário, eu sempre mantive e mantenho uma excelente relação com o secretário Jura Filho (PMDB), sempre me dispus a ajudar o governo do estado, sempre apresentando projetos, da minha parte a uma posição republicana. Uma coisa é a disputa política, outra coisa são projetos conjuntos e parcerias que devem ser feitos.

Está surgindo um novo grupo no Maranhão, nomeado por Via Alternativa Popular, atualmente a disputa é polarizado entre o grupo de Sarney e o grupo anti-sarney, o senhor acha que tem espaço para essa nova formação?
Eu acho que todas as alternativas são legitimas. Eu não tenho nenhuma pretensão de monopolizar o espaço da oposição. O campo da oposição é muito amplo, chegando a ser majoritário e acho que todo mundo tem o seu direito de se colocar como candidato, lançar seu ponto de vista, eu tenho uma postura altamente democrática. Em Brasília ocorreu um encontro em que eu, Waldir Maranhão (PP), Domingos Dutra (PT) e o ex-prefeito Deoclides Macedo (PDT) tiramos uma foto e eu brinquei, ‘pronto está resolvido o problema da 3ª via’, pois poderia até dizer que eu estava aderindo a 3ª via, portanto eu tenho muita tranquilidade a isso. Acho que precisamos olhar para frente, esquecer o passado, pensar em um Maranhão novo.

A sua candidatura é definitiva?
Definitivo é só aquilo que Deus determina, hoje sim, se a eleição fosse amanhã, eu seria candidato, mas daqui um ano e meio, temos que esperar, construir juntos, ouvir os companheiros. O que posso dizer que o meu desejo é definitivo, a minha vontade, disposição para essa tarefa. Mas ninguém é candidato a governador sozinho e não é aquele lugar comum da política, que tem que ouvir o povo, não é isso, é a realidade.

Qual a força política que a oposição tem?
A força política que eu tenho é derivada, primeiro de um grupo político muito amplo de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, deputados, sindicatos, movimentos sociais e dessas ideias da mudança, do novo, da renovação, a força política demanda disso e eu tenho uma atitude de muita coragem no enfrentamento dos problemas sociais do nosso estado. E os adversários tentam estigmatizar minha coragem, minha dignidade e como se fosse uma atitude errada, pelo contrário, tenho muita lealdade, muita firmeza naquilo que eu acredito, e essas convicções apontam no sentido de consolidar essas posições ao sistema que está aí há 50 anos e superar essa realidade, o Maranhão pode olhar para frente, pode olhar a diante. Como se fosse uma espécie de um livro que chegou ao capítulo final.

Se o senhor pudesse escolher seu adversário, quem seria o escolhido?
O meu adversário são os problemas do Maranhão, as tragédias do Maranhão, pobreza do Maranhão, o atraso político etc. Qualquer um deles que representarem isso serão meus adversários, eu luto contra um modelo, contra um sistema, luto contra uma realidade e o que impulsiona minha candidatura é a vontade do povo em superar esses problemas, a minha candidatura baseia-se nisso.

Nesse desejo de ser governador, o senhor chega a descartar alguma composição ou aliança?
Eu tenho buscado uma conversa ampla, tenho buscado muitos partidos, eu não tenho nenhum preconceito. Qualquer força política que quiser defender nosso programa de governo será nosso aliado, não temos um ponto de partida de exclusão, pelo contrário nós queremos todas as alianças possíveis para mudar o Maranhão, nós temos um programa claro, um modelo republicano de moralidade, ética, honestidade, desenvolvimento, moralidade…

Então o ponto de partida dessa mudança foi a eleição de Edivaldo Holanda Júnior (PTC)?
Acho que a eleição de Edivaldo foi um momento muito importante, dele e de outros prefeitos muito importante no nosso estado, mesmo entre aqueles que não se elegeram. Hoje eu tenho muita esperança nesse movimento que nós representamos, não somente eu sozinho, mas o nosso grupo, que foi amplamente vitorioso no estado, não somente em São Luís e em muitas outras cidades do estado.

Em 2014 o senhor defende uma eleição plebiscitária?
Não é que eu defenda como vontade minha, a sociedade que está dizendo que ela será plebiscitária, por duas questões, a primeira por conta desse poder duradouro de 50 anos e segundo porque esse poder duradouro legou os piores indicadores sociais, então esse será o plebiscito, ele está posto, continuar o modelo oligárquico, ou supera-lo, nós acreditamos que esse modelo chegou ao seu capítulo final, chegou a hora de escrever uma nova história e não sou que vou escrever sozinho, estou apenas me dispondo a escrever a primeira página.

Então um novo candidato na disputa poderia vir a prejudicar a sua em 2014?
Não. A dinâmica da eleição é decidida pela sociedade e não pelos políticos, a dinâmica da eleição vai ser plebiscitária e como eu já disse, sou um democrata por convicção e na prática, então não posso ser contra a candidatura de ninguém, quem quiser se colocar é uma atitude legítima, eu faço um convite, eu faço um apelo, faço um pedido. Um convite a unidade ampla e unidade das forças da mudança, que haja um espírito de compartilhamento de ideias, de convicções e o convite está lançado nessa entrevista ao ao O Imparcial.


PPS corre risco de ficar apenas com Eliziane Gama

Batista Matos. Vieira Lima, Othelino Neto e Simplício Araújo: todos deverão deixar o PPS

O Partido Popular Socialista (PPS) corre risco de ser vítima de uma debandada geral de quadros importantes da legenda comandada nacionalmente com mão de ferro pelo deputado federal Roberto Freire, e no Maranhão pela doce, mas não menos dura, deputada estadual Eliziane Gama.

Quem primeiro abandonou a nau popular socialista foi a professora Miosótis Lúcio, no ano passado. A ex-candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino, em 2010, deixou o PPS no final do ano passado por discordar do “modo Eliziane Gama” de construção partidária.

Agora são mais quatros importantes lideranças que já se preparam para dar adeus à sigla do 23: o deputado federal Simplício Araújo, o deputado estadual Othelino Neto e os suplentes de vereador de São Luis, Batista MatosVieira Lima . Os dois ex-vereadores andam meio atordoados ainda pelo resultado da eleição de 2012 sem saber o que fazer neste momento, mas é certo que deverão sair do PPS.

No Maranhão o PPS é quase uma igreja evangélica, ou seja, sofre forte influência de pastores das igrejas pentecostais. Mas ser evangélico está longe de ser bobo, que o diga a própria Eliziane Gama, que jura de pés juntos que será candidata à governadora em 2014, mas, para alguns, além de “pé juntos” a irmã jura também com os “dedinhos cruzados”, pois a maioria das pessoas, dentro e fora do PPS, acha que a mulher será mesmo é candidata à deputada federal.

Além dos que têm votos, alguns “sem votos” também trabalham com a possibilidade de “zarpar”. É o caso do secretário adjunto de comunicação de São Luís, Robson Paz, que pode ir parar nos quadros do PCdoB.

É aquela história: que sair por último apague a luz.

Leia m ais sobre o assunto no blog do Clodoaldo Correa.


Pedro Lucas Fernandes começa mostrar serviço na Câmara de Vereadores

Pedro Lucas: vereador inicia bem o mandato

Em sua estreia na tribuna da Câmara Municipal, na sessão desta quarta-feira (06), o vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB) pediu que o prefeito de Edivaldo Holanda Júnior e a governadora Roseana Sarney continuem a conversar no sentido de estabelecer parcerias entre prefeitura e governo em benefício da população de São Luís.

“Não é porque a parceria não deu certo na área da saúde que ela deve ser deixada de lado”, disse o vereador.

Pedro Lucas Fernandes destacou a entrega de 220 mil kits escolares feita pelo governo do Estado e sugeriu que parcerias fossem feitas na área da Educação, como também na área da Cultura e do Turismo.

Mercado Central

Outro ponto importante levantado pelo jovem vereador foi para que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior determine à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), em caráter de urgência, a limpeza reforma do Mercado Central. O pedido foi formalizado via requerimento e encaminhado a Mesa Diretora da Câmara Municipal.

No requerimento, Pedro Lucas Fernandes justifica o pedido lembrando que o Mercado Central é um dos pontos turísticos da cidade e encontra-se em péssimo estado de conservação, necessitando de atenção especial do poder público.

“O Mercado Central reúne cerca de 450 estabelecimentos e mantém direta e indiretamente mil trabalhadores, em média, além de todas as pessoas envolvidas na logística do processo desde o transporte de mercadorias vindas de locais distantes. O mercado gera renda para quase 2.500 pessoas, incluindo flanelinhas e carregadores de sacolas”, disse Pedro Lucas Fernandes.

HISTÓRIA

O Mercado Central foi construído em 1864. Em 1939 foi demolido e reconstruído, dentro de uma reforma sanitarista do governador Paulo Ramos, quando passou a ser chamado de Mercado Novo. Na década de 1940, devido a existência de um curtume no local, ele foi chamado de Largo do Açougue Velho. Em 1992 ele passou pela última reforma. Desde lá, agoniza em meio ao talento e à disposição dos feirantes que viram o mercado crescer.

Como podemos ver, começa muito bem o vereador Pedro Lucas Fernandes.