Há mais ou menos uma semana, o blog publicou uma postagem intitulada Hospital Santa Lúcia: propaganda enganosa?, onde questiona-se o fato do referido hospital anunciar na sua página na internet que “apresenta um espaço de humanização na assistência, onde o paciente encontra amparo às suas patologias aliado ao conceito de conforto e qualidade de vida”, mas na prática pessoas, inclusive crianças, morrem nas suas dependências.
Dois comentários chamaram a atenção do blogueiro.
No primeiro, a leitora Simone Carla sai em defesa do Hospital Santa Lúcia afirmando que na trabalhou por mais de 10 anos na instituição, e que o considera o melhor hospital do DF.
Já no segundo comentário, assinado por Karine Jube, a opinião é totalmente o contrário. Ela afirma que esteve ontem (28) no Santa Lúcia com fortes dores de cabeça e que só foi atendida depois de mais de uma hora e meia, em seguida encaminha para outro setor onde foi “esquecida por mais de 40 minutos”.
No dia 13 de fevereiro, o jovem Marcelo Dino, filho do presidente da Embratur, Flávio Dino, faleceu no Hospital Santa Lúcia após uma crise asmática.
Leia os dois comentários e tire suas conclusões:
Simone Carla - Vejo aqui o exemplo de mais um leigo na área da saúde que critica uma instituição sem nenhuma propriedade e conhecimento na hora de argumentar. NÃO sabe, não fala. O Hospital é ótimo. Trabalhei mais de 10 anos e afirmo que é o melhor do DF. Uma pessoa morreu? SIM, assim como morrem todos os dias em todos os Hospitais do mundo. Agora quero ver provar que foi erro deles. Isso ninguém quer e não conseguem né? falar é muito fácil. Posso vir aqui e dizer várias coisas de você, divulgar em sites e todos irão acreditar sem mesmo te dar a chance de justificar e dizer que não aconteceu. Portanto, antes de escrever vá procurar de fato o que aconteceu, não somente ler na web o que dizem. Ou senão escreva sobre futebol…
Karine Jube – Hoje dia 28 de fevereiro, fui ao hospital em questão. Cheguei por volta das 12horas, com fortes dores de cabeça. Depois de uma hora e meia fui atendida por uma medica, que me encaminhou para um box onde eu deveria ser medicada e posteriormente levada para fazer uma tomografia. O posto de enfermagem estava bem tranquilo, mas fui esquecida por mais de quarenta minutos. Quando entao resolvi ir atras de uma enfermeira , que solicitou, sem paciência e boa educação, que eu aguardasse. Resolvi ir embora, pedi que meu prontuário fosse devolvido ou que ela cancelasse a medicação na minha frente, coisa negada pela mesma. O hospital Santa Lúcia não respeita seus pacientes, deixando-os abandonados com total descaso. Fico me perguntando: Será que o garoto Marcelo teve o mesmo atendimento?
Boa tarde,
Acho que não podemos tirar conclusões nem com oito nem oitenta. A srª Simone pode ter o lado de alguém que trabalhou e que conhece de fato a instituição, assim como a Srª Karine teve a impressão de paciente que ao setnri dores, 40 minutos se tornam uma eternidade.
Fato é que estamos dando um destaque enorme para isso, sendo que em hospitais públicos as pessoas estão esperando cerca de 10h para passarem pela triagem. O que sãp 40 minutos comparados a pessoas que esperam o dia inteiro? E o que são 10 anos em um hospital, quando encontramos situações pertubadoras na saúde?
É muito complicado compararmos as situações em questão. O que eu sei é que os hospitais precisam melhorar, sejam eles públicos ou particulares.
obs: Achei o post ( Hospital Santa Lúcia: propaganda enganosa?) um pouco sensacionalista.
Abraço,
José Cândido
Morador da Asa sul- Brasília/DF
Resposta: Caro Cândido, não concordo que o post seja sensacionalista, apenas fiz um comparativo entre o que está no site e os últimos acontecimentos. Mas, de toda forma, aceito a sua crítica. Obrigado pela participação.