Márcio Honaiser

Ainda rende a indicação do empresário Márcio Honaiser (PDT) para a vaga de vice-governador na chapa oposicionista liderada por Flávio Dino (PCdoB).

O Blog do Robert Lobato procurou alguns pedetistas para saber a opinião deles sobre o assunto, pois há uma impressão no meio político, e também na imprensa, de que apenas o deputado federal Weverton Rocha é quem está na defesa de Honaiser.

O presidente estadual do PDT, Julião Amim, por exemplo, entende que a questão foi discutida democraticamente nas instâncias do partido e que não tem porque fazer toda essa confusão. Amim disse ainda que o Márcio Honaiser tem história de militância, compromisso orgânico com o partido e sempre foi leal ao Jackson Lago.

“Como presidente do PDT entendo que o nome do companheiro Márcio Honaiser foi discutido e aprovado pelas instâncias do partido. Trata-se de uma jovem competente, militante orgânico do PDT e que sempre foi leal ao nosso saudoso Jackson Lago. Vamos chegar à convenção fechados com a indicação do companheiro para vice-governador na chapa de Flávio Dino”, assegurou.

Na mesma linha, o deputado estadual Carlinhos Amorim disse que o perfil empreendedor e jovem do Honaiser pode empolgar ainda mais a juventude em torno da campanha do candidato da oposição. Para Amorim, o PDT tem que superar essa polêmica sobre a indicação do vice e avançar com o nome do escolhido.

“O empresário Márcio Honaiser tem um perfil que agrega muito valor á chapa da oposição ao governo do Maranhão. Por ser jovem, pode empolgar ainda mais a juventude em torno da nossa campanha. Penso que o partido deve superar essa polêmica sobre a indicação do nosso vice e avançar com o companheiro Márcio junto aos partidos aliados”, defendeu.

Outro que defendeu a indicação do empresário de Balsas foi o ex-secretário de Planejamento no governo Jackson Lado, Aziz Santos.

Santos reconhece o valor partidário e político dos demais pretendentes do PDT à vaga de vice – como o ex-prefeito Deoclides Macedo, a odontóloga Rosângela Curado, e da ex-vice-prefeita de São Luis, Sandra Torres -, mas acha que o momento está mais propício para Honaiser, pois além de ser jovem, pode atrair o interesse de um setor importante da economia maranhense que o agronegócio, visto ainda com preconceito por alguns, mas que o perfil de esquerda de Márcio Honaiser pode atenuar essa questão.

Além de ser um jovem empresário, o companheiro Márcio pode atrair o interesse de uma setor importantíssimo para economia do Maranhão que é o agronegócio, visto ainda com um certo preconceito por alguns segmentos da política. Por ter um perfil de militante de esquerda, Márcio Honaiser pode atenuar essa questão e mostrar que o agronegócio e agricultura familiar não se excluem, pelo contrário, se complementam”, garantiu.

Perguntado pelo Blog do Robert Lobato se a presença do PSDB no palanque de Flávio Dino muda alguma coisa na relação do PDT com o PCdoB, Weverton Rocha respondeu: “A princípio não. Permanecemos com a disposição de escolher o nome para compor a chapa de partidos que fazem pare da mesa de negociação. Ou seja, vamos lutar para indicar o candidato a vice-governador da chapa, além de fazer campanha para Dilma na eleição de presidente”.

Maranhão 247 – Integrante do Diretório Nacional do PT, a bibliotecária e professora universitária Berenice Gomes diz que o PT maranhense terá que se reinventar. Ex-assessora da Vice-Governadoria, onde atuou na relação com os movimentos sociais, a dirigente afirma que o partido precisa “refletir sobre a formação de novas lideranças”.

Com atuação no Ministério do Desenvolvimento Agrário, Berenice Gomes faz crítica ao governo estadual por ter enfraquecido a política de desenvolvimento rural e ainda não ter aprovado um Plano Estadual de Apoio à Agricultura Familiar.

Sobre a aliança da legenda com o PMDB no estado, a dirigente petista diz há muitas questões de divergência programática a aliança com os peemedebistas, mas “no momento certo vamos apresentar quais são as propostas que defendemos, pois queremos um modelo de desenvolvimento com sustentabilidade econômica e social, com distribuição de renda e justiça social”.

A petista fez críticas a aliança do PCdoB com o PSDB que assegura palanque para Aécio Neves no estado. “Nós temos resoluções claras sobre a nossa estratégia e a política de alianças que não cabem o PSDB. O candidato do PCdoB já fez a escolha dele pelo palanque que cabe Aécio Neves e Eduardo Campos”.

Berenice Gomes relembra que “este mesmo método, o PCdoB adotou em 1995 aqui no Maranhão quando apoiou e compôs o governo Roseana Sarney, ocasião em que ela era do PFL (hoje DEM), portanto da base do governo Fernando Henrique (PSDB). Quando o grupo Sarney rompe com o PSDB, coincide com o momento em que o PCdoB faz a ruptura com o grupo Sarney e torna-se oposição”.

Leia os principais trechos da entrevista.

“A máscara de bom moço do Flávio Dino caiu no dia 15 de abril com o encontro dele com Aécio Neves e a direção nacional do PSDB”.

Maranhão 247 – Como você analisa o atual cenário político no Maranhão?
Berenice Gomes – O cenário é complexo e contraditório. Não podemos analisa-lo somente movido pelos discursos ‘Anti-Isso’ ou ‘Anti-Aquele’, apenas personalizando e demonizando os agentes políticos. Colocar como principal elemento político ser contra o grupo Sarney é resumir a leitura política da esquerda, pois isso até os setores conservadores da mídia que antes defendiam o Sarney o faz, curiosamente, após o mesmo ter apoiado o ex-presidente Lula e optado por dar sustentação política aos seus dois mandatos e ao da presidente Dilma.

MA 247 – E esta aproximação do PCdoB com o PSDB é um ataque projeto nacional?
Berenice – Não é a primeira vez que o PCdoB no Maranhão confunde a sua análise política. Ao invés de adotar a dialética como método, faz uso da forma pragmática ao considerar o projeto local acima do interesse nacional. A questão agora deixa de ser local e tornou-se nacional, à medida que o candidato do PCdoB trouxe para a cena o apoio do Aécio Neves, adversário do PT e do projeto nacional dos setores progressistas.

Mas só para lembrar, este mesmo método, o PCdoB adotou em 1995 quando apoiou e compôs o governo Roseana Sarney, ocasião em que ela era do PFL (hoje DEM), portanto da base do governo Fernando Henrique (PSDB). Quando o grupo Sarney rompe com o PSDB, coincide com o momento em que o PCdoB faz a ruptura com o grupo Sarney e torna-se oposição.

Portanto, a máscara de bom moço do Flávio Dino caiu no dia 15 de abril com o encontro dele com Aécio Neves e a direção nacional do PSDB. E mais: após esta divulgação ele, se pôs a atacar o PT nas redes sociais tentando justificar uma escolha que ele já vinha construindo.

MA 247 – Mas, o PCdoB justifica a aliança com o PSDB, como esta sendo semelhante ao que ocorreu no Acre onde o PT e os tucanos são aliados.
Berenice – Isso é uma falácia, coisa de quem está envergonhado por se aliar o que há de mais atrasado na política local e nacional. Essa ‘justificativa’ do PCdoB não se sustenta, é uma criação da cabeça do presidente estadual do partido, Márcio Jerry. No Acre houve uma aliança para combater o tráfico e o crime organizado. Havia uma outra conjuntura, inclusive a aliança foi aprovada tanto pela direção nacional do PT, quanto do PSDB.

MA 247 – Então a consolidação da aliança PCdoB/PSDB foi uma espécie de resposta de Flávio Dino a Lula pelo ex-presidente ter recebido o ministro Lobão e senador Lobão Filho?
Berenice – Tudo indica que criaram essa desculpa de que Flávio Dino teria adotado este caminho após ter sido descartado pelo Lula, com a divulgação das fotos do ex-presidente com o ministro Edison Lobão e o senador Lobão Filho, candidato do PMDB ao governo. Na realidade, temos informação de que esta aproximação já estava posta, pois o Flávio Dino nunca explicitou o desejo de querer aliança com o PT. Aliás, após o nosso grupo da CNB telo apoiado em 2008, havia a intenção de darmos prosseguimento à aliança para 2010, mas o mesmo se fechou em seu mandato na Câmara Federal.

MA 247 – E os petistas que já aderiram ao Flávio Dino, como ficam?
Berenice – São companheiros valorosos, mas infelizmente, muitos deles já estão fora do PT, então não faz diferença apoiar a Dilma ou não. Há outros que têm a sua importância, como o companheiro Manoel da Conceição, um dos fundadores do PT e outros como Augusto Lobato, atual vice-presidente do Partido no Maranhão. Com certeza muitos deixarão o PT assim que terminar a eleição, seja qual for o resultado. O comportamento é o mesmo que tiveram com o Jackson em 2006: pouco interessa o projeto nacional, ficam presos a um discurso de oposição ao Sarney, embora os que eles escolhem sejam caminhos da política conservadora. No governo Jackson, por exemplo, era o PSDB quem dava a linha e eu acompanhei quando houve aquela greve de professores da rede estadual que durou mais de 90 dias por falta de um mínimo de diálogo. Enquanto a Roseana, que eles alegam ser somente o atraso, aprovou o Estatuto do Magistério, paga os salários acima do piso nacional e aprovou também o Plano de Cargos e Salários dos Servidores do Estado. Mas há uma contradição e complexidade na política maranhense que não se pode concluir somente com os discursos ANTI-SARNEY como pregam alguns companheiro nossos.

MA 247 – Boa parte desses petistas que hoje apoiam a candidatura do PCdoB são os mesmos que a rejeitaram em 2008?
Berenice – Sim. É o mesmo grupo do PT que hoje aderiu ao Flávio Dino e ao projeto tucano foi que o rejeitou em 2008 quando a CNB defendeu a sua candidatura à Prefeitura de São Luís com a tese de não isolamento político do PT. A nossa diferença é que eles aderiram ao projeto do Flávio Dino, seja com quem for, não interessa o palanque da Dilma e do projeto nacional. Nós não abrimos mão, ainda mais agora que estamos em um cenário em que a Dilma precisará mais de nós. E na hora da guerra é que conhecemos quem são os aliados e quem são os inimigos. Para o PT não existe eleição fácil, nem adversário preferencial. E nós temos resoluções claras sobre a nossa estratégia e a política de alianças que não cabem o PSDB. O candidato do PCdoB já fez a escolha dele pelo palanque que cabe Aécio Neves e Eduardo Campos e tanto o candidato a senador dele, quando boa parte dos pré-candidatos a deputados federais são contra a Dilma e o PT. Muitos deles se dizem de esquerda, mas na prática estão referendando uma aliança conservadora travestida de oposição progressista. Até agora, há poucos sinais de debate programático, há somente um discurso pautado no ódio e no adesismo como se a eleição estivesse dada e sabemos que não existe eleição ganha na véspera.

MA 247 – O que o PT pode apresentar de proposta para poder reeditar a aliança com o PMDB no Maranhão?
Berenice – As bases da aliança do PT são as propostas voltadas para o desenvolvimento do nosso Estado. É claro que temos várias questões de divergência programática nesta aliança com o PMDB. No momento certo vamos apresentar quais são as propostas que defendemos, pois queremos um modelo de desenvolvimento com sustentabilidade econômica e social, com distribuição de renda e justiça social. Não abrimos mão da participação e do diálogo com a sociedade civil. Esta foi à marca do PT nesta aliança, mas isto tem de ir além do simbólico, pois se não avançar em ações concretas, não se justifica. Damos destaque, por exemplo, para a agricultura familiar. É inadmissível que o Maranhão, um estado com forte característica rural e agrícola, não tenha um Plano Estadual de Apoio à Agricultura Familiar que inclua a assistência técnica e Extensão rural como temos o da Segurança Alimentar e Nutricional, resultante da forte atuação e apoio dado ao CONSEA. O PT propôs a criação da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, em 2010 e esta proposta foi acatada pela governadora Roseana, tão logo assumiu o governo, em 2009, a SEDAGRO foi criada nos mesmos moldes do MDA, da estrutura do Governo Federal, depois houve uma reforma unilateral, sem que fôssemos ouvidos, que enfraqueceu a política de desenvolvimento rural e ainda complicou a área de Direitos Humanos, com a fusão da SEDES, juntando a área da Assistência Social com da de Direitos Humanos, quebrando, inclusive, a lógica do sistema e da política de Assistência. Isto afastou a base social, e ainda os movimentos sociais que vinham dialogando, por meio da vice-governadoria.

MA 247 – O PT vai exigir a vaga de vice para repetir a aliança com local com o PMDB?
Berenice – O PT quer a vaga na chapa majoritária. A governadora Roseana, assim como os principais dirigentes do PMDB do Maranhão, já declarou que a vaga de vice está garantida ao PT. Mas eu defendo que devemos pautar o Senado também com indicação de nomes mais ligados aos setores progressistas. Também reafirmo a posição do conjunto do PT, que entende que devemos concentrar forças para garantir eleição de deputados estaduais e federais. Não que o espaço da vice não seja importante, mas por entendermos que o partido precisa recuperar seu protagonismo, tanto no parlamento estadual como na Câmara Federal e compor, inclusive, a base de apoio da Presidenta Dilma. E o PT tem um bom time de candidatos e candidatas das diferentes correntes, ressaltando que temos novas lideranças que disputam e com chances reais de vencer. Fazemos questão deixar isso claro para o PMDB. Por fim, Sabemos que o PT do Maranhão deve construir caminhos próprios, retomar o projeto de desenvolvimento, em aliança com os movimentos sociais e setores progressistas da sociedade, buscar a unidade interna, pois temos compromisso com o projeto de desenvolvimento que está em curso no Brasil. E o nosso maior desafio será manter os votos da Dilma aqui no Maranhão, pois representa o reconhecimento do povo aos benefícios feitos pelo Brasil e pelo Maranhão.

MA 247 – São muitos os desafios do PT no Maranhão?
Berenice – Certamente. O principal deles é trabalharmos a nossa própria imagem que é muito associada às disputas internas e reconstruirmos a nossa identidade política, de um partido de esquerda que se renova, que enfrenta as contradições com a clareza de que as alianças são conjunturais. O nosso maior desafio é reinventar a política, diferentemente daqueles que negam a política, pois negar a política é negar a própria democracia. Reinventar a política significa refletir também sobre a formação de novas lideranças não apenas no PT, mas cabe ao movimento social também. Às vezes, temos a impressão de que em muitas organizações são as mesmas pessoas há mais de 20 anos quando eu era estudante ainda. E a crítica centra-se no combate à oligarquia. Também faz parte do nosso desafio, apostar na juventude, na capacidade das mulheres, no desenvolvimento do Estado, a partir dos municípios. São desafios que implicam em repensarmos os nossos papéis.

(Título original”BERENICE GOMES: “O PCDOB FEZ UMA ALIANÇA COM O ATRASO”)

Ricardo Kotscho

A menos de dois meses do início da Copa, com todos os estádios prontos, à exceção do Itaquerão do Corinthians, continuam as “manifestações pacíficas” contra o evento promovidas nas grandes cidades, seguindo religiosamente um calendário, preparado por alguém que ninguém sabe quem é. Nesta terça-feira, tivemos mais um em São Paulo e o próximo já está marcado para o próximo dia 29.

Inventaram até um “protestômetro” para divulgar os atos marcados em todo o país para antes e durante a Copa do Mundo do Brasil. O que eles querem, afinal? Derrubar os estádios? Derrubar o governo? Provocar um clima de caos antes das eleições presidenciais?

O que me parecia um negócio de malucos desocupados, como estes “black blocs”, que aparecem sempre no final dos “protestos” afrontando a polícia e quebrando tudo que encontram pela frente, está virando um movimento muito bem organizado, que não mostra suas lideranças nem os objetivos que os levam a fechar ruas e avenidas, provocando enormes congestionamentos nas capitais que sediarão a Copa. Atribui-se tudo a uma anônima mobilização feita pelas redes sociais.

Desde as grandes manifestações de junho do ano passado, que começaram pacíficas e terminaram em confrontos com a polícia e enormes prejuízos para os comerciantes, não teve semana em que não promovessem algum protesto por qualquer motivo, muitas vezes em parceria com os “black blocs”.

Assim como os “manifestantes”, batalhões de policiais comparecem pontualmente aos locais marcados e, vez ou outra, prendem alguns mais exaltados. Centenas já foram presos _ só ontem, a polícia levou mais de 50 deles_ , mas acho que nenhum permanece atrás das grades. Antes de soltá-los, no ritual que já se tornou uma rotina, será que os órgãos de segurança não poderiam pelo menos fazer uma pequena investigação para saber quem são, de onde vêm e a serviço de quem estão estas figuras estranhas que fizeram dos protestos uma profissão?

O de ontem foi o quinto ato do “Não vamos ter Copa” este ano. Lá estavam 750 PMs para tomar conta de 1.500 manifestantes. Nos dois protestos anteriores, havia mais policias do que participantes das marchas de protesto. Quanto custa isto ao Estado em recursos humanos e equipamentos? Quem paga esta conta? Parando o transito por onde passavam, da avenida Paulista ao Largo da Batata, em Pinheiros, cruzando toda a avenida Rebouças, eles conseguiram infernizar a vida de milhares de paulistanos que estavam voltando do trabalho ou da escola para suas casas.

Para marcar sua presença, antes do “protesto” acabar os “black blocs” destruíram três agências bancárias e correram corajosamente para dentro da estação Butantã da linha 4 do Metrô, onde foram cercados por 150 policias. Depois de revistados, foram levados para os ônibus da PM, que já estavam aguardando por eles. A polícia encontrou até coquetéis molotov nas mochilas dos “pacíficos manifestantes”.

Até quando nós vamos continuar assistindo a esta baderna pré-programada sem fazer nada?

O PT do Maranhão se prepara fazer uma grande campanha visando eleger deputados estaduais e federais.

É consenso no partido que a prioridade será fazer uma boa representação na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, daí que o foco principal será a eleição proporcional sem, lógico, prejuízo à chapa majoritária que tudo indica terá novamente o PT na vaga de vice-governador.

Atualmente o PT conta com dois deputados estaduais, Francisca Primo, que concorre à reeleição; e Zé Carlos, que será candidato a deputado federal, ambos com grandes chances de sucesso eleitoral em outubro.

O Blog do Robert Lobato apresenta alguns nomes da nova geração de petistas que concorrerão a uma das 42 cadeiras de deputado estadual da Assembleia Legislativa do Maranhão. Saiba quem são, o quais os pontos fortes e fracos de cada um, segundo a impressão de Bob Lobato. Confira.

cesarCesar Soares: Bancário do Banco do Brasil, casado, militante político, social e sindical, Cesar Soares é atualmente vice-prefeito de Pinheiro, a maior e mais importante cidade da Baixada Maranhense.

Pontos fortes: visibilidade pública pelo cargo de vice-prefeito; excelente trânsito entre a classe política, inclusive nos setores da oposição; pode reunir apoios importantes de políticos da Baixada; rede de relacionamento com empresários.

Pontos fracos: Desgaste nos setores da esquerda por conta da aproximação com o PMDB; perdeu contato com a base dos bancários; visto por muitos como vaidoso.

fernando_silvaFernando Silva – Professor, dirigente partidário e sindical, Fernando Silva vem se preparando há tempos para disputar com competitividade um mandato de deputado estadual. Até abril ocupava o cargo de Secretário Adjunto de Educação, onde foi responsável pela condução de vários projetos e programa importantes da Seduc. É ainda coordenador do Fórum Estadual de Educação.

Pontos fortes: Ótima capilaridade no estado por conta do seu trabalho na Seduc e no Fórum de Educação; boa estrutura de campanha; boa relação com servidores da Seduc; respeitabilidade entre os trabalhadores da educação; bom trânsito na classe política; conhece bem o PT; conta com apoio de várias lideranças petistas importantes.

Pontos fracos: Pouca desenvoltura na comunicação pessoal; falta leveza nas relações pessoais; ausência de apoio de prefeitos; não ampliou as bases para além do setor da educação.

ignácioJosé Inácio – Advogado, ativista político desde a juventude, José Inácio desponta como um dos nomes favoritos do PT para chegar ao parlamento estadual. Ocupou até o início do mês o cargo de superintendente regional do Incra, quado teve que se desincompatibilizar para concorrer às eleições.

Ponto fortes: Bom entrosamento com os movimentos sociais; advogou para sindicatos urbanos e rurais; conhece a base do PT; conta com apoio de alguns prefeitos e prefeitas; tem boa estrutura material para a campanha; tem apoio de parte da JPT, a juventude petista.

Pontos fracos: Não se organizou e planejou devidamente; perdeu apoios dados como certos no PT, inclusive de quadros importantes da sua corrente a CNB; durante a passagem pelo Incra minimizou a importância de bases sociais históricas.

EndlesMárcio Endles: Advogado, especialista em Direito Eleitoral, Endles também é apontado para ser um competitivo candidato a deputado estadual. Seu nome também é lembrado para vice-governador na aliança PT/PMDB. Mas sua candidatura depende de conjunturas e acertos políticos na região do Baixo Parnaíba.

Pontos fortes: Respeitabilidade no meio jurídico; ótimo transito na classe média e entre profissionais liberais; pode agregar apoios políticos na região do Baixo Parnaíba; irmão de prefeita; bom trânsito na classe política, tanto do lado governista quanto do grupo oposicionista.

Pontos fracos:  ”Refém” de acetos políticos que não dependem do PT; pouco estrutura para a campanha; não se preparou com boa antecedência para ser candidato; pode perder clientes com a candidatura.

choco_vagaNonato Chocolate: Sociólogo, professor, casado,  Raimundo Nonato “Chocolate” é um conhecido militante social e politico. Em 2010 disputou a eleição para deputado federal.

Ponto fortes: Ótimo trânsito em segmentos importantes da sociedade e da classe política; respeitabilidade no movimento negro maranhense; articulado nacionalmente com militantes pela igualdade social; boa comunicação; boa desenvoltura na tevê; também contra com a simpatia de parte da JPT.

Pontos fracos:  Pouca estrutura para campanha; falta de apoio de prefeitos; desgaste em setores mais à esquerda da política maranhense e do PT; poucos deputados federais para fazer “dobradas”.

yglésioYglésio Moyses: Médico, competente, polêmico e ousado, Yglésio é uma das apostas do PT para a eleição de deputado estadual. Teve uma conturbada passagem pelo Hospital Municipa Djalma Marques (Socorrão I). Ganhou notoriedade nacional ao organizar campanhas de doações alimentos para o Socorrão I quando foi diretor geral da instituição. Ano passado por pouco não trocou o PT pelo PSB ou pelo PPS.

Pontos fortes: Boa interatividade com as pessoas; usa bem as redes sociais a seu favor; ótima aceitabilidade entre o público jovem; teve boa votação para vereador de São Luis (2012); profissional respeitado; conta com a simpatia de quadros da CNB.

Pontos fracos: Temperamento imprevisível; afeto à crises e polêmicas gratuitas;  perfil deveras urbano; pouca estrutura para campanha; inconstância nos posicionamentos.

PS: Há outros candidatos com chances reais de eleição que são do inteior. O Blog do Robert Lobato fará um novo post com esses candidatos. Aguardem.

Em clima de “nacionalização” da campanha pelo governo do Maranhão, o Blog do Robert Lobato reproduz uma análise para lá de catastrófica, claro, do governo da presidenta Dilma feita pelo Instituto Teotônio Vila, órgão de estudos e formação política do PSDB.

É bom conhecer o pensamento dos tucanos sobre o governo Dilma, pois a eleição no Maranhão será a reprodução da disputa dos projeto políticos do PT e do PSDB para o país.

A seguir a íntegra da análise apocalíptica feito pelo instituto tucano.

Mau negócio é todo o governo de Dilma

Se os argumentos apresentados pela oposição para justificar a criação de uma CPI para investigar os escândalos na Petrobras ainda não eram suficientes, Graça Foster deu ontem razões de sobra para que o Congresso comece imediatamente a apurar os malfeitos. Há todo um rol de maus negócios realizados pela companhia nos últimos anos; Pasadena é só um deles. CPI neles!

Ontem, pela primeira vez, a presidente da Petrobras admitiu que comprar uma refinaria no Texas por valor quase 30 vezes maior do que havia sido pago pelo antigo dono não foi nenhuma pechincha. “Não foi um bom negócio. Isso é inquestionável do ponto de vista contábil”, afirmou Graça, durante audiência pública no Senado.

Até pouco tempo atrás, a avaliação de Graça Foster era outra: o negócio de Pasadena se justificava plenamente pelas condições de mercado à época. Isso foi dito em audiência pública na Câmara em maio do ano passado e reiterado por Sergio Gabrielli, ex-presidente da empresa.

Recentemente, o ministro Guido Mantega também manifestou a mesma opinião.

Resta claro que o governo não tem ideia nem avaliação clara sobre seus atos e suas iniciativas. São bons? Talvez. São ruins? Sei lá… Como a conta sempre sobra para o contribuinte ou para o consumidor, dá-se de ombros. O importante é fechar negócios, beneficiar quem está dentro do condomínio e contemplar com algum naco quem é sócio do butim.

Não é preciso ser nenhum gênio da raça para concluir que a compra de Pasadena não foi só um mau negócio; foi extremamente lesiva aos cofres públicos. Soube-se ontem que já foram gastos US$ 1,9 bilhão numa refinaria que custara US$ 42,5 milhões a seu antigo dono. Desde a compra, em 2006, a Petrobras enterrou mais US$ 685 milhões em investimentos na planta do Texas, que se somam aos US$ 1,2 bilhão pagos aos belgas.

A transação já resultou em perdas contábeis de pelo menos US$ 530 milhões, que jamais serão recuperados. Até dezembro passado, Pasadena só rendeu prejuízos – quanto exatamente, ninguém sabe. Diante disso, é “baixa a probabilidade de recuperação do investimento”, disse Graça na audiência de ontem. Negócios assim, nem de graça.

As roubadas em que a Petrobras tem se metido por orientação dos governos do PT são muitas – e sempre monumentais. A Abreu e Lima, em Pernambuco, já custou quase dez vezes mais e está indo para o sexto ano de atraso, sem produzir uma gota sequer de combustível. Já se tornou caso de estudo, por ser a mais cara refinaria já feita em todo o mundo, e de escárnio, em função do beiço dado pelo governo bolivariano da Venezuela no Brasil.

Já o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em construção em Itaboraí, já teve seu custo aumentado em 63%, de R$ 19 bilhões para R$ 31 bilhões. A inauguração, inicialmente prevista para 2012, só deve acontecer em agosto de 2016 e, mesmo assim, apenas da primeira das duas unidades de refino prometidas para o polo petroquímico. Negócios como estes, nem de graça.

Pasadena, Abreu e Lima, Comperj e mais um monte de lambanças deveriam ser “lições a serem aprendidas e não repetidas”, para usar palavras da própria Graça Foster. “Quando a gente vai para a rua com projetos que não estão acabados, o sobrepreço é inevitável”, admitiu a executiva, com sinceridade incomum entre os petistas, na audiência de ontem no Senado. São milhares as obras do governo do PT nestas condições. Quem vai pagar por elas?

A sinceridade de Graça Foster poderia contaminar todo o resto da equipe da presidente Dilma Rousseff. Afinal, sua gestão resume-se a um imenso canteiro de obras inacabadas, de promessas não cumpridas, de expectativas frustradas, de esperanças malogradas. Não é apenas a Petrobras que tem produzido resultados ruinosos. É todo o governo de Dilma que é um mau negócio. De cabo a rabo.

Nada de surpreendente o “beijo na boca” de Flávio Dino em Aécio Neves para selar a aliança do PCdoB/PSDB no Maranhão. Toda a blogosfera local já havia cantado a bola.

Do ponto de vista pragmático o comunista está certo, já que há tempos deixou o pudor político-eleitoral de lado e enveredou para o vale tudo eleitoral. Basta ver alguns dos atores com quem Dino anda à tiracolo pelo estado – como costuma dizer o um dileto amigo do Rede Sustentabilidade: “Flávio está aliado de estuprador a grileiro”.

Não existe essa de espanto ou escandalização em relação à aliança tucano-comunista no Maranhão. Isso é do jogo político.

Contudo, como diria o Arnaldo César Coelho, “a regra é clara”: para toda ação há uma reação.

Claro que a presença do PSDB no palanque de Flávio Dino, provavelmente ocupando a vaga de vice-governador, fará com que a direção do PT jogue peso na candidatura da aliança do partido com o PMDB no estado. 

Se antes havia uma certa “prudência” da direção nacional do PT em relação à disputa para o governo do Maranhão, até por respeito ao candidato comunista, agora a coisa muda de figura. Flávio Dino será visto como um adversário do projeto de reeleição da presidente Dilma, objeto estratégico número um do Partido dos Trabalhadores.

É muito provável que tanto o Lula quanto a própria Dilma venham fazer campanha no Maranhão no palanque onde estiver o PT, coisa que não acontece nas campanhas para presidente desde 1998!

Para justificar a aliança com o PSDB, os comunistas dizem que sempre apoiaram o PT e agora são rejeitados pelo petismo. Meia verdade!

Na realidade, a relação do PT com o PCdoB sempre foi conflituosa no Maranhão.

Somente no plano nacional há uma boa proximidade política entre petistas e comunistas, mas ainda assim no tocante à relação partidária, pois nos movimentos sociais, sobretudo no estudantil e no sindical, o pau quebra entre os dois partidos – basta ver que o PCdoB abandonou a CUT e fundou sua própria Central Sindical, a CTB.

Enfim, o fato é que o PCdoB de Flávio Dino acaba de trazer a disputa nacional do PT contra o PSDB para o Maranhão.

O mesmo PSDB que neste momento persegue a presidenta Dilma com a história da CPI da Petrobrás. O mesmo PSDB que tripudia contra os dirigentes José Dirceu, José Genoíno, João Paulo e Delúbio Soares.

A eleição no Maranhão está nacionalizada. Que bom!

E antes de finalizar uma constatação: nem o habilidoso Roberto Rocha no auge da sua força enquanto tucano conseguiu colocar o PSDB no mesmo barco do PCdoB.

Coube ao comunista Flávio Dino essa proeza.

Como é possível reconhecer um amor sincero e duradouro de uma paixão que logo, logo se esvai.

POR
Diana Corso

Quando se ama, o pior inimigo não é, como dizem por aí, o costume. Ele pode ser traduzido em intimidade, à guisa de elogio. A rotina pode ser deliciosa, porto seguro da alma, lugar onde ancorar a salvo do medo. A mesmice do outro não é chatice, é repouso.

A duração de um amor não esbarra nisso, é a idealização das escolhas que a abala. Somos tolos como insetos em volta da lâmpada. Ficamos trocando de parceiro, renovando a expectativa de algo maior, relançando as apostas num encontro absoluto. Balela. Amar é combater o desencontro a cada dia. Escute Clarice Lispector: “pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente”.

O convívio não destrói o mistério, pelo contrário. Viver uma vida toda ao lado de alguém é resignar-se a não decifrá-lo. Não nos saciaremos um no outro. Ele nunca chegará a nos pertencer definitivamente. Um rio separa os amantes, travessias são possíveis, mas as margens não fundirão.

Gulosos, consideramos que a felicidade seria fazer-se um: queremos mais do que encaixe, o objetivo é zerar a distância, virar uma só laranja. Nesse caso, melhor casar com o espelho ou seguir em busca desse par perfeito, pulando de promessa em promessa, procurando no amor o tesouro escondido da felicidade.

O problema é que Amor e Felicidade sofrem da mesma sina. São inflacionados, acima de tudo incompreendidos e costumam não ser reconhecidos quando estão presentes em nossas vidas. Por natureza, eles são discretos, deixam-se estar, dispostos a um bom papo, uma tacinha de vinho. Mas em geral são ignorados. Depois de um tempo, partem incógnitos. Os que não souberam reconhecê-los sequer têm motivo para lamentar por isso, a ignorância os protege.

Já a Paixão e a Euforia nunca passam despercebidas, causam furor quando chegam. São barulhentas, jogam confetes em si mesmas e somem sem que se saiba quando foi que a Ressaca tomou seu
lugar.

Os amantes ingênuos são mais afeitos ao estilo destas últimas. Como num parque de diversões eterno, ficam em longas filas, na chatice da espera, para viver instantes de vertigem. Prefiro gastar meu prazo tomando um vinho com a Intimidade. Essa, é mais próxima da Felicidade. Acho que nunca terminarei de comemorar a permanência do amor como um presente que recebo a cada dia. Um pacote de presente que nunca abro. O mistério de seu conteúdo faz parte da felicidade de tê-lo em mãos.

Diana Corso é psicanalista em Porto Alegre, RS. E escreve há dois anos para Vida Simples.

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