Reproduzo artigo de minha autoria publicado nesta segunda-feira, 1, no site nacional de notícias Brasil 247.

Bob_Brasil_247

“É como se a Viviane Senna, irmã do piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna, tivesse se candidato no embalo da morte igualmente trágica do nosso eterno campeão das pistas. Ou alguém tem duvidas que se a irmã do Sena fosse candidata naquele momento, inclusive a presidente, poderia ser um “fenômeno” a lá Marina?”

Desde que a ex-senadora Marina Silva, ex-PT, ex-PV, quase Rede, agora PSB, virou um “fenômeno” eleitoral e queridinha da grande mídia nacional, a ponto do PIG abandonar, ao menos aparentemente, o tucano Aécio Neves, muitas análises têm sido feitas para entender o porquê de, uma hora para a outra, a candidata do Itaú passou a ter chances reais de chegar ao cargo de presidente do Brasil.

Em primeiro lugar, é bom que se diga, o título deste artigo é um provocação política e não se trata de comparação biográficas da Marina com o Collor. A primeira foi forjada na luta popular e social; na militância política de esquerda e enfrentou todo tipo de dificuldades que uma pessoa de origem pobre precisa enfrentar para ser alguém na vida. Já o Color, bem, Collor parece-me desnecessárias as apresentações. Já nasceu em berço de ouro e só descobriu o significado da palavra “Dificuldade” quando enfrentou o impeachment sob acusações de corrupção, o que o levou a perder o mandato de presidente, em 1992.

Quando afirmo que a Marina Silva é o Collor de saias estou referindo-me ao que diz respeito à falta de um projeto político para o país. Marina não tem um projeto onde ela é a líder, não tem sequer partido político, uma vez que o Brasil inteiro sabe que ela não é do PSB, apenas ESTÁ no PSB.

Marina Silva perdeu a condição de liderar um projeto para o Brasil quando aceitou ser vice de Eduardo Campos. Este sim, tinha um projeto para o país, tinha partido e conhecia o jogo da política, ainda que não fosse a sua hora de governar do país – que continua avançando com a Dilma.

Até o discurso da tal “Nova Política’ caiu por terra quando a ex-seringueira do Acre preferiu ceder aos instintos do poder e aceitou uma candidatura de vice-presidente ao invés de esperar a legalização da sua Rede Sustentabilidade e disputar a presidência em 2016. Fica a impressão de que o único objetivo da Marina é se juntar e fortalecer a trincheira conservadora para derrotar o PT de qualquer jeito e do jeito que for.

Política e ódio nunca foi uma boa fórmula para se chegar ao poder.

COMPARAÇÃO COM O LULA

Numa tentativa quase que desesperada para tentar provar que Marina Silva está preparada para governar o Brasil, os marineiros afirmam que ela enfrenta os mesmos argumentos que o Lula enfrentou antes chegar à presidência, ou seja, que o petista seria um caos comandando a nação.

Comparar o momento do Lula então candidato em 2002 com a Marina agora em 2014 é de uma estupidez monumental.

Após ter perdido três eleições consecutivas de presidente, Lula entendeu que precisava fazer uma flexibilização no seu discurso que afastava as classes médias e médias-altas do programa do PT . A histórica “Carta ao Povo Brasileiro” foi ato mais simbólico dessa “flexibilização” de Lula no que diz respeito a entrar numa nova eleição e ganhar – sem falar na indicação de um grande empresário na condição de vice, o saudoso José Alencar, algo inimaginável para o PT alguns anos antes da eleição de 2002.

Nesse sentido, ao ser eleito o Lula já tinha dado demonstrações que seria um presidente de todos os brasileiros e não somente do sindicalismo, dos movimentos sociais e forças tradicionais das esquerdas brasileiras.

No caso da Marina Silva é exatamente o contrário: perdeu em 2010 mesmo obtendo uma votação expressiva, mas quatro anos depois abriu mão de ser protagonista aderindo a uma chapa na condição de vice.

Agora ressurge como protagonista na eleição fruto da comoção nacional provocada pelo falecimento trágico do ex-governador Eduardo Campos. É como se a Viviane Senna, irmã do piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna, tivesse se candidato no embalo da morte igualmente trágica do nosso eterno campeão das pistas. Ou alguém tem duvidas que se a irmã do Sena fosse candidata naquele momento, inclusive a presidente, poderia ser um “fenômeno” a lá Marina?

O fato é que não há comparação entre Lula e Marina quando o assunto é eleição e consequente preparo para governar o país. Lula se preparou e foi preparado. Tinha partido, grupo político, base social, apoio de diversas classes sociais e o mais importante: um projeto para o Brasil e para o povo brasileiro.

Semana passada inventaram que o José Dirceu tinha dito que a Marina seria o “Lula de saias”. Discordo!

A Marina tinha todas as condições, sim!, de ser um Lula de saias.

Mas, infelizmente, preferiu ser um Collor de saias.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

PS: Amanhã esterei na Rádio Capital AM 1.180, no programa Tribuna da Capital, apresentado pelo colega Renato Júnior, às 8h30, participando de um debate sobre Eleições 2014. Comigo no estúdio o secretário de Comunicação do PCdoB, Egberto Magno. Conto com a audiência de vocês.

O evento foi promovido pela candidata a deputada estadual Andrea Murad-15333 e reuniu milhares de apoiadores e simpatizantes dela e do candidato a governador Lobão Filho-15.

dedeiaCentenas de motos e carros percorreram as principais avenidas de São Luís. A candidate a deputada estadual, Andrea Murad, comandou a motocada que coloriu a cidade com bandeiras e com a alegria dos participantes. Por outro lado, a grande carreata de Lobão Filho, candidato ao governo, cobria as avenidas das cores azul e branco. As duas revelações destas eleições receberam fortes demonstrações de apoio.

Do Olho D’Água até o retorno da Forquilha em São Luís, as avenidas foram tomadas pela mobilização. Nem o calor impediu que centenas de motoqueiros e motoristas acompanhassem todo o roteiro. A motocada com Andrea Murad (15333), passou pelos bairros da Cohama, Cohab, Forquilha e Turu, até encontrar a carreata de Lobão Filho na Av. Litorânea. Andrea companhou todo o roteiro com garra e disposição, ao lado do secretário Ricardo Murad e várias lideranças. Durante todo o percurso, as pessoas acenavam positivamente, confiantes na sua proposta de defender o eficiente trabalho que vem sendo feito pelo governo do Estado na area da saúde.

Após percorrer as principais avenidas da capital, a moto-carreata seguiu para a avenida Litorânea juntando-se à caravana do candidato ao governo Lobão Filho que, com força e confiança, seguiu a orla marítima, na maior carreata de todos os tempos.

Na Avenida Litorânea, Andrea Murad fez questão de agradecer a todos pela companhia e que este momento foi uma verdadeira demonstração de apoio às suas ideias e o seu projeto de futura deputada estadual. “Estamos impressionados com a adesão do povo à nossa campanha, como vimos neste domingo em São Luís. E destaco o crescimento de Lobão Filho nessa caminhada, um grande sinal da virada”, falou Andrea.

Veja os vídeos que dá a exata dimensão do que foi a moto-carreata de Andrea Murad.

Vídeo 1:  A moto-carreata passando pela Avenida dos Holandesas.

Imagem de Amostra do You Tube

Vídeo 2:  Andrea Murad entre o povo durante concentração na Praça do Pescador, na Avenida Litorânea:

Imagem de Amostra do You Tube

Eis um bom artigo para reflexão crítica sobre o atual conjuntura onde a política pode ser vencida pela “não política”.

O autor do artigo, o jornalista e editor do site Brasil 247, Leonardo Artuch, chama atenção para uma questão que Bob Lobato concorda plenamente: a eleição de Marina Silva pode comprometer o que o Brasil conquistou ao longo de vinte anos entre estabilidade econômica e avanços nas políticas sociais. Confira.

FHC E LULA DEVERIAM, SIM, CONVERSAR

Daqui a cem anos, ou bem menos tempo do que isso, quando os historiadores se debruçarem sobre o que representou o período 1994-2014, com duas décadas de poder divididas entre dois governos tucanos, com FHC, e três administrações petistas, com Lula e Dilma, o período será retratado como uma coisa só: os vinte anos de consolidação da social-democracia no País. Um período marcado por estabilização econômica e um dos mais vigorosos processos de inclusão social ocorridos no mundo.

Isso significa que o Brasil, de 1994 a 2014, representa um caso formidável de sucesso, que deveria colocar em xeque o discurso dos que pregam mudanças radicais no País. Esse processo poderia ter transcorrido de forma bem mais suave se, a exemplo do que ocorreu no Chile, as forças social-democratas tivessem dialogado desde o início. Lá, a chamada “concertación” também governou o país por 20 anos, entre 1990 e 2010, viveu um breve interregno com a vitória de Sebastian Piñera, e retornou recentemente com Michelle Bachelet.

No Chile, os social-democratas com maior crença na iniciativa privada ou no estado foram capazes de dialogar. Por isso, dividiram o poder. No Brasil, em vez disso, preferiam disputar o poder. Assim, enquanto FHC cedeu aos encantos da direita, aliando-se ao antigo PFL, Lula governou com alas mais patrimonialistas do Congresso Nacional. Ambos disputaram o direito, segundo FHC, de “conduzir o atraso”, numa guerra fratricida entre grupos que talvez tenham mais semelhanças do que diferenças entre si.

Por isso mesmo, não é de todo absurdo o discurso de Marina Silva, quando afirma que PT e PSDB, cegos pelo ódio, não se escutam e se tornaram incapazes de ouvir o resto da sociedade. O problema, em Marina, não é o diagnóstico, mas, sim, o que ela oferece. Será mesmo possível governar um país com a importância que o Brasil adquiriu negando a política tradicional? Será que ela representa um ponto de união nacional, como outros já tentaram no passado, ou apenas a contratação de crises permanentes?

Impossível prever o futuro, mas o fato é que FHC e Lula deveriam, sim, conversar. Até porque o Brasil deveria estar acima de qualquer eleição.

Paulinha Lobão lidera a Caravana das Mulheres pelo Maranhão.

Paulinha Lobão lidera a Caravana das Mulheres pelo Maranhão e tem sido uma guerreira na campanha de Lobão Filho.

O Blog do Robert Lobato reproduz entrevista da empresária e apresentadora Paulinha Lobão, concedida ao Jornal Pequeno, edição de ontem, domingo, 31.

Na entrevista, a esposa do candidato Lobão Filho fala sobre a decisão do marido em aceitar ser candidato a governador, o papel das mulheres na campanha e as atividades que ela tem coordenado pelos quatro cantos do Maranhão acompanhada como outras mulheres, inclusive com a aguerrida militância feminina do PT.

Paulinha Lobão tem sido uma verdadeira guerreira nesta campanha de Lobão Filho, além de tem se revelado uma líder carismática e muito bem articulada. Onde tem chegado com a sua “Caravana das Mulheres” é sucesso total.

A seguir a íntegra da entrevista com Paulinha Lobão.

“Eu serei a primeira dama dos sonhos de todos os maranhenses. Eu vou doar do meu coração o que ninguém tira, que se chama amor. É o que falta na política”

Jornal Pequeno – Que avaliação se pode fazer desta campanha de seu marido à sucessão da governadora Roseana?

Paulinha Lobão – Estamos há apenas dois meses em campanha – percorrendo o Estado inteiro, levando às pessoas as nossas ideias e as nossas propostas. E o importante de tudo é que existe algo muito mágico nesta candidatura de Edinho, o que me faz pensar: quando Deus quer, tudo acontece. Quando Deus não quer, nada acontece. Acho que foi o que aconteceu com o Luís Fernando. Não era para ser ele o candidato. É como se fosse mesmo um propósito para o Edinho, o Lobão Filho, assumir esta responsabilidade, sendo o candidato nesta campanha.

JP – Por que este sentimento de algo mágico nesta candidatura?

Paulinha Lobão – Por várias razões. Senão vejamos: quando ele recebeu este convite, ele estava na UTI de um hospital, logo após uma cirurgia terrível. E já tinha sofrido um acidente três anos atrás, acidente este que eu acho que começou a prepará-lo para algo muito maior. Ele sempre foi um homem muito inteligente, que se transformou em um grande empresário, um megaempreendedor. Mas com o acidente se acentuou a humanidade dele e uma sensível transformação da pessoa dele. Isto há três anos atrás.

E agora, novamente, surgiu este chamamento após uma cirurgia, que seria algo simples, de uma hora e meia, uma hérnia de hiato, a correção de uma cirurgia mal feita e ele entrou no centro cirúrgico para uma cirurgia que seria de uma hora e meia.

Mas o que aconteceu foi que as horas foram se passando e veio a angústia de uma espera que parecia não ter fim, quando o médico veio nos avisar: Vocês estão vivendo mais uma vez um milagre; e disse que Deus tem um propósito muito grande para a vida do Edinho. Porque ele não teria mais do que um mês e meio de vida.Acabou sendo uma cirurgia superdelicada e o Edinho, ainda na UTI, recebeu a ligação com o aviso de que ele havia sido escolhido para ser o candidato ao Governo do Estado.

JP – Como ele recebeu este convite?

Paulinha Lobão – Ele passou a refletir e eu, de pronto, me coloquei contra. Disse logo: não aceite. Você está com uma candidatura pronta, tranquila, para o Senado, e já liderando as pesquisas. E ele indagou: E se essa for a minha missão de vida? Eu vou dizer não para Deus? Eu acabei concordando com ele e, naquele momento, assumi esse compromisso como mulher dele, como esposa. E agora é fato: eu não estou medindo esforços e não vou medir esforços para eleger meu marido.

JP – Como surgiu a ideia de lançar o movimento da Caravana das Mulheres?

Paulinha Lobão – Esta ideia surgiu assim que a campanha começou a ser desenhada entre nós e rapidamente passou a ganhar corpo. Entendendo o universo das mulheres, eu, que sou uma mulher que trabalha, que sou uma mulher que é mãe, já sou avó, já tenho minha carreira consolidada, já tenho meus espaços ocupados, dentro da minha vida. E eu percebo e sinto que a maioria das mulheres também tem a sede de ocupar estes espaços. Não se pode perder de vista o fato de que as mulheres são a maioria do eleitorado, ou seja, nós temos a força; nós podemos decidir uma eleição.

JP – Qual a efetiva repercussão desta Caravana no conjunto desta campanha?

Paulinha Lobão – Quero frisar que, no início desta caminhada, eu imaginei que seria um movimento com 200, 300 mulheres, no máximo 500 mulheres. Quando me deparei, logo na primeira, lá na cidade de Codó, estávamos com 10 mil mulheres em torno de nós. Eu fiquei impactada e, num primeiro momento, sem compreender. Agora eu já entendo: o chamamento que eu fiz trouxe as mulheres para uma enorme responsabilidade neste processo eleitoral. Se queremos mudanças, e um olhar para este universo feminino, a gente precisa estar nas ruas. E mostrar que a gente tem essa força. Este era um gigante que estava adormecido até então. E eu fiz este chamamento. Fiz este convite às mulheres, e elas aceitaram o convite.O nosso chamamento surtiu efeito. E volto a frisar: fui em Codó e lá deparei com 10 mil mulheres, isto: 10 mil pessoas. Em Presidente Dutra, foi oito mil e, em Bacabal, 15 mil mulheres. E mais que isso: as crianças, os adolescentes, homens também. As famílias estão com a gente. As pessoas entenderam que a nossa proposta de abertura para um novo momento é um grande lance; é uma inovação.

JP – Pela sua atuação na TV e no rádio, você acha que leva alguma vantagem em relação às esposas dos outros candidatos ao governo do Estado?

Paulinha Lobão – Eu já sou comunicadora. Faz parte da minha vida. Não é algo novo que eu vá viver agora. Eu já fazia caravanas do nosso programa na TV, mas para cantar e dançar. Agora, nesta campanha, as pessoas se aproximam, vêem e se identificam com a apresentadora. Mas é muito mais do que isso. É alguém que eles conhecem, e conhecem bem. Porque o meu discurso na televisão é o discurso do amor, de uma entrega, de uma comunicadora autêntica. O meu programa é C, D e E; são as classes que eu atinjo; a minha comunicação é de massa, que eu consigo com a linguagem do coração. E é esta mesma linguagem do coração que eu levo para as ruas.

JP – De onde vem a convicção de que o seu marido vai ganhar esta eleição?

Paulinha Lobão – Esta convicção vem de tudo o que eu percebo. Eu sou uma pessoa otimista por natureza. Eu já entro para ganhar. Se eu não ganhar, o máximo que eu vou dizer é: fiz o meu melhor. Eu não abro espaço para pensamento contrário disto. Eu estou no momento empenhada ao máximo nesta campanha. E vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para fazer do meu marido o nosso próximo governador. A nossa família toda está engajada. Todos estamos engajados. Por se ter pouco tempo, o ministro Lobão está para um lado, Lobão Filho está para outro, e Paulinha Lobão, Lucas e Tatiana estamos em lugares diferentes, para avançar com a campanha.

JP – Em razão deste seu trabalho rádio e na televisão, você se considera uma celebridade?

Paulinha Lobão – Eu sou uma comunicadora que circula bem em todos os lugares, sou bem recebida em todas as tribos. A minha área é a área da cultura, é a área social, são todas as áreas. Eu tenho uma facilidade tremenda e a grande maravilha é que eu gosto de gente. E isto é realmente espetacular. Daí porque esta nossa Caravana virou um movimento; agora é uma onda. Eu sinto que é um chamado que desperta nas mulheres o sentimento de que elas fazem parte deste processo. E este chamamento foi algo muito importante, muito bom e, como eu sou a Paulinha Lobão que as pessoas conhecem, que as mulheres se identificam na televisão, aquela que assim como elas é mãe, é esposa, é avó, tem família, enfrenta dificuldades e não foge à luta.

JP – No seu modo de ver, qual será o principal desafio do futuro governador do Maranhão?

Paulinha Lobão – Eu não tenho dúvida de que o Lobão Filho será o próximo governador e eu serei a primeira-dama do Estado. E o nosso grande desafio será o resgate da dignidade e da autoestima das pessoas. Eu vou sair do discurso do amor, no palco, para a prática do amor. Onde eu chego tem uma demanda de carinho, de cuidado, tem uma demanda da atenção do feminino. E eu não sei se isto se explica porque o povo está sem primeira-dama há tantos anos. Por isso eu sinto que está surgindo algo novo também para mim.Eu também estou descobrindo algo novo. A cada dia eu me convenço disto: a participação das mulheres no processo político era um gigante adormecido.

JP – O que precisa ser feito para o resgate da dignidade e da autoestima dos maranhenses?

Paulinha Lobão – Precisa ser feito um governo com a ênfase do amor ao próximo. Como o meu esposo vai ser o governador, sei que ele vai ter a vida de milhares de pessoas, de milhares de famílias sob sua responsabilidade. E eu também vou ter a oportunidade de poder ajudar muita gente. No fundo, no fundo, isto é a coisa que eu mais amo de fazer, na minha vida. Eu estou contribuindo e fazendo o máximo, e sem medir esforços, para eleger o meu marido governador, porque eu acredito nele. E eu sinto a responsabilidade imensa que se vai ter pela frente. Eu não vou deixar de contribuir com o meu melhor,com toda a minha inteireza, para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

As imagens abaixo são da carreata realizada na manhã deste domingo, 31, pelo candidato a governador Lobão Filho-15 e pela candidata a deputada estadual Andrea Murad-15333.

A carreata iniciou com Lobão Filho percorrendo as ruas e avenidas da Cidade Operária e bairros adjacentes para, em seguida, se encontrar com a “motocada” da candidata Andrea Murad na altura do bairro da Forquilha, culimando com uma carreata histórica que percorreu toda a Avenida Litorânea com participação de apoiadores e simpatizantes dos dois candidatos. Confira.

Andrea Murad deu, mais uma vez, demonstração de força e São Luis.

Andrea Murad deu, mais uma vez, demonstração de força e São Luis.

Lobão Filho foi recebido com muito carinho pela população de São Luis.

Lobão Filho foi recebido com muito carinho pela população de São Luis.

Leonardo Boff

“É notório que a direita brasileira especialmente aquela articulação de forças que sempre ocupou o poder de Estado estão se aproveitando das manifestações massivas nas ruas para manipular esta energia a seu favor. A estratégia e fazer sangrar mais e mais a Presidenta Dilma e desmoralizar o PT e assim criar uma atmosfera que lhes permite voltar ao lugar que por via democrática perderam.”

Se por um lado não podemos nos privar de críticas ao governo do PT (e voltaremos ao tema), mas críticas construtivas, por outro, não podemos ingenuamente permitir que as transformações politico-sociais alcançadas nos últimos 10 anos sejam desmoralizadas e, se puderem, desmontadas por parte das elites conservadoras. Estas visam a ganhar o imaginário dos manifestantes para a sua causa que é inimiga de uma democracia participativa de cariz popular.

Seria grande irresponsabilidade e vergonhosa traição de nossa parte, entregar à velha e apodrecida classe política aquilo que por dezenas de anos temos construido, com tantas oposições: um novo sujeito histórico, o PT e partidos populares, com a inserção na sociedade de milhões de brasileiros. Esta classe se mostra agora feliz com a possibilidade de atuar sem máscara e mostrando suas intenções antes ocultas: finalmente, pensa, temos chance de voltar e de colocar esse povo todo que reclama reformas, no lugar que sempre lhe competiu historicamente: na periferia, na ignorância e no silenciamento. Aí não incomoda nem cria caos na ordem que por séculos construimos mas que, se bem olhrmos, é ordem na desordem ético-social.

Esta pretensão se liga a algo anterior e que fez história. É sabido que com a vitória do capitalismo sobre o socialismo estatal do Leste europeu em 1989, o Presidente Reagan e a primeira ministra Tachear inauguraram uma campanha mundial de desmoralização do Estado, tido como ineficiente e da política como empecilho aos negócios das grandes corporações globalizadas e à lógica da acumulação capitalista. Com isso visava-se a chegar ao Estado mínimo, debilitar a sociedade civil e abrir amplo espaço às privatizações e ao domínio do mercado, até conseguir a passagem de uma sociedade com mercado para uma sociedade de puro mercado no qual tudo, mas tudo mesmo, da religião ao sexo, vira mercadoria. E conseguiram. O Brasil sob a hegemonia do PSDB se alinhou ao que se achava o marco mais moderno e eficaz da política mundial. Protagonizou vasta privatização de bens públicos que foram maléficos ao interesse geral.

Que isso foi uma desgraça mundial se comprova pelo fosso abissal que se estabeleceu entre os poucos que dominam os capitais e as finanças e a grandes maiorias da humanidade. Sacrifica-se um povo inteiro como a Grécia, sem qualquer consideração, no altar do mercado e da voracidade dos bancos. O mesmo poderá acontecer com Portugal, com a Espanha e com a Itália.

A crise econômico-financeira de 2008 instaurada no coração dos países centrais que inventaram esta perversidade social, foi consequência deste tipo de opção política. Foram os Estados que tanto combateram que os salvaram da completa falência, produzida por suas medidas montadas sobre a mentira e a ganância (greed is good), como não se cansa de acusar o prêmio Nobel de economia Paul Krugman. Para ele, estes corifeus das finanças especulativas deveriam estar todos na cadeia como criminosos. Mas continuam aí faceiros e rindo.

Então, se devemos criticar a nossa classe política por ser corrupta e o Estado por ser ainda, em grande parte, refém da macro-economia neoliberal, devemos fazê-lo com critério e senso de medida. Caso contrário, levamos água ao moinho da direita. Esta se aproveita desta crítica, não para melhorar a sociedade em benefício do povo que grita na rua, mas para resgatar seu antigo poder político especialmente, aquele ligado ao poder de Estado a partir do qual garantia seu enriquecimento fácil. Especialmente a mídia privada e familiar, cujos nomes não precisam ser citados, está empenhada fevorosamente neste empreitada de volta ao velho status quo.

Por isso, as manifestações devem continuar na rua contra as tramoias da direita. Precisam estar atentas a esta infiltração que visa a mudar o rumo das manifestações. Elas invocam a segurança pública e a ordem a ser estabelecida. Quem sabe, até sonham com a volta do braço armado para limpar as ruas.

Dai, repetimos, cabe reforçar o governo de Dilma, cobrar-lhe, sim, reformas políticas profundas, evitar a histórica conciliação entre as forças em tensão e o oposição para juntas novamente esvaziar o clamor das ruas e manterem um status quo que prolonga benefíciois compartilhados.

Inteligentemente sugeriu o analista politico Jeferson Miolo em Carta Maior (07/7/2013): ”Há uma grave urgência política no ar. A disputa real que se trava nesse momento é pelo destino da sétima economia mundial e pelo direcionamento de suas fantásticas riquezas para a orgia financeira neoliberal. Os atores da direita estão bem posicionados institucionalmente e politicamente…A possibilidade de reversão das tendências está nas ruas, se soubermos canalizar sua enorme energia mobilizadora. Por que não instalar em todas as cidades do país aulas públicas, espaços de deliberação pública e de participação direta para construir com o povo propostas sobre a realidade nacional, o plebiscito, o sistema político, a taxação das grandes fortunas e do capital, a progressividade tributária, a pluralidade dos meios de comunicação, aborto, união homoafetiva, sustentabilidade social, ambiental e cultural, reforma urbana, reforma republicana do Estado e tantas outras demandas históricas do povo brasileiro, para assim apoiar e influir nas políticas do governo Dilma”?

Desta forma se enfrentarão as articulações da direita e se poderá com mais força reclamar reformas políticas de base que vão na direção de atender a infra-estrutura reclamada pelo povo nas ruas: melhor educação, melhores hospitais públicos, melhor transporte coletivo e menos violência na cidade e no campo.

Leonardo Boff não é filiado ao PT, é teólogo e escritor, da Comissão da Carta da Terra

CAMINHADA_LOBOAo contrário do que mostram certos institutos que parecem fazer pesquisas apenas nas ruas onde moram lideranças ligadas à oposição dinista, o “Data P” (Data Povo) mostra que a candidatura Lobão Filho está no melhor momento da campanha e, quiçá, muito perto de uma virada histórica nestas eleições. Confiram.

O candidato Lobão Filho da coligação “Pra Frente, Maranhão” ao governo do Maranhão, ressaltou, ao comandar uma grande caminhada em Cajari, na Baixada maranhense, que a sua mensagem de fé, esperança e convicção em um novo e renovado Maranhão vai “conquistando mentes e corações” em todos os 100 municípios que já visitou.

“Poder caminhar pelas ruas dessa bela cidade (Cajari) e receber o carinho do posso hospitaleiro, assim como tem acontecido em todos os lugares, é o reflexo que as nossas propostas estão sendo entendidas. Que o nosso propósito de alma de transformar nosso Estado e mudar para muito melhor a vida da nossa gente é hoje um sonho que está sendo concretizado. A população entendeu a nossa mensagem e hoje temos plena convicção na vitória do povo do Maranhão. Na vitória de um Maranhão com economia crescente e com muita justiça e paz social”.

CARREATA_LOBOO candidato peemedebista destacou ainda que um amplo programa de governo está sendo elaborado com a participação popular e será implementado com o apoio de todos os gestores municipais. “Em cada município, em cada localidade estamos ouvindo o cidadão para sabermos dos seus anseios, dos seus pleitos e tornar cada sonho em esperança viva de uma vida muito melhor”.

Lobão Filho destacou ainda que todas as regiões do Maranhão estão contempladas em seu plano de governo. “Vamos promover o desenvolvimento do Maranhão de forma equilibrada. Vamos acabar com as desigualdades regionais e com a concentração de renda propiciando aos que mais necessitam a mão do governo com abertura de novos postos de trabalho, qualificação profissional, emprego e renda e serviços de qualidade prestado pelo Estado em especial em áreas como saúde, educação e segurança pública”, enumerou.

O deputado federal Gastão Vieira (PMDB), ressaltou que com Lobão Filho o Maranhão vai continuar seguindo em frente e o povo terá novas conquistas. Vieira relembrou ainda o seu trabalho como secretário de Estado da Educação. “Na minha época nenhum diretor foi demitido e nenhum professor foi transferido por perseguição política. Esse é novo grupo político: da paz, do amor, do carinho e do trabalho pelo Maranhão e seu povo”.

O prefeito de Cajari, Joel (PRB), ratificou as palavras do deputado federal Gastão Vieira: “aqui em Cajari ganhamos a nossa estrada tirando o município do isolamento e acabando com o sofrimento de 18.600 habitantes de nossa cidade, temos água potável de qualidade em quase todas as nossas comunidades rurais. É por isso que vamos com Lobão Filho para continuarmos esse grande trabalho”.

EM PENALVA NÃO FOI DIFERENTE

carreata_lobão2O candidato ao governo do Estado, Lobão Filho (PMDB) participou de intensa programação no município de Penalva, na Baixada Maranhense, manhã deste sábado (30). Ele foi recebido com grande festa por três lideranças locais e recebeu apoio da população ao assegurar estação de tratamento de água para a cidade. 

Durante carreata pelas ruas da cidade, Lobão Filho desceu para caminhar com a multidão que o acompanhava. “A partir de hoje, eu tenho um compromisso com vocês, vou trazer para Penalva, uma estação de tratamento de água para resolver definitivamente esse problema que tanto aflige essa população”, garantiu.

O candidato assegurou ainda, investimentos em infraestrutura, desenvolvimento econômico. “Vamos consertar o asfalto das ruas de Viana, valorizar a atividade pesqueira com capacitação e tecnologia, os pescadores de Penalva terão uma câmara frigorífica e um galpão para melhorar as vendas e nossa agricultura familiar será cooperativada para produzirmos renda”, elencou o peemedebista.

Em apoio a Lobão Filho, o prefeito da cidade, Edmilson Viégas, que já foi oposição ao seu grupo, admitiu ter mudado de lado porque foi recebido de “braços abertos”. “Mesmo em oposição, recebemos apoio e investimentos do governo do Estado. Para continuarmos essa parceria tão digna, temos que fazer de Lobão Filho o nosso governador”, declarou o líder municipal.

carreata_lobão2O candidato ao Senado, Gastão Vieira (PMDB) reforçou o compromisso do grupo com os municípios e afirmou: “o problema de água tratada de Penalva não chega mais a dezembro de 2015, porque eu conheço Lobão Filho e sei que ele vai assinar essa ordem de serviço logo no início de seu governo”.

Oposição municipal – Lobão Filho também recebeu o apoio dos ex-prefeitos de Penalva, Nauro Muniz e Zeca Gama. “Votar em Lobão Filho não beneficia apenas o atual prefeito, votar em Lobão Filho é votar em um estado melhor para todos”, declarou o ex-prefeito e grande mobilizador local, Nauro Muniz.

“Confiamos em seu plano de governo, porque contempla os pequenos produtores e porque sabemos que ele estará presente nos municípios” completou Nauro.

Lobão Filho visitou ainda a líder política e ex-prefeita Zeca Gama, que mobilizou seu grupo para receber o senador com grande festa. “O que faz com que todas as lideranças políticas apoiem esse grupo é a competência que eles têm para trabalhar por nosso estado”, exclamou a ex-prefeita.

Lobão Filho agradeceu o apoio da população e das lideranças de Penalva e destacou sua virada nas pesquisas de intenções de votos no estado: “Estamos caminhando para a vitória. Nas grandes cidades do Maranhão nós já viramos”. Zeca Gama completou: “E agora já viramos em Penalva também”.