O senador José Serra (PSDB-SP) abriu seu modelo para resgatar a Petrobras; trata-se de fatiar a empresa em várias áreas e vender ativos não estratégicos à iniciativa privada; “A Petrobras deveria ser dividida em empresas autônomas e uma holding. Aí, em cada caso, ou você vende, ou você abre o capital”, disse ele ao jornalista Fernando Rodrigues; embora seja privatização, Serra garante que não e disse que apresentará um plano completo para a empresa em breve; “Eu estou estudando esse assunto todo. Até para poder fazer, no Senado, daqui um mês mais ou menos, uma proposta a respeito dos rumos da Petrobras. Vou apresentar como contribuição para o debate”; em 2010, Serra foi acusado de ter prometido abrir o pré-sal à empresa americana Chevron; segundo ele, a Petrobras se transformou num “monstro, impossível de governar”

247 – O senador José Serra (PSDB-SP) concedeu uma entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, em que apresentou uma proposta polêmica para a Petrobras: o fatiamento da companhia, que seria dividida em várias áreas, que ficariam sob o comando de uma holding. Depois disso, alguns ativos seriam vendidos, ou seja, privatizados.

“A Petrobras deveria ser dividida em empresas autônomas [e] uma holding. Aí, [em] cada caso, ou você vende, ou você abre o capital. O Banco do Brasil fez isso com alguma coisa na área de seguro. Deu certo. Eu não teria nenhum problema de desfazer, ou conceder, ou associar a Petrobras em áreas diversas, que ela não tem que estar”, disse ele.

Serra citou, inclusive, alguns ativos que devem ser vendidos. “A meu ver ela não tem que produzir fio têxtil, não tem que fazer adubo necessariamente. Tem que ficar concentrada. A Petrobras tem 300 mil funcionários terceirizados. Isso é ‘imanejável’. Você criou um monstro, que não dá para governar”.

Segundo o senador, a empresa deve manter seu foco em produção e exploração, mas defendeu a abertura do setor a empresas privadas, nacionais e internacionais, com a retomada do modelo de concessões. Ele disse ser a favor de “abrir para mais produção, sob controle”, no sistema de concessões.

Serra afirmou, ainda, que não se trata de privatização e que se for acusado disso irá reagir. “Vou dizer, primeiro, é mentira. Segundo, a política de vocês [PT] é que levou à destruição da Petrobras, que hoje é clara”.

Ele também falou sobre eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff e afirmou que esse debate prospera porque “quanto mais fraco o governo, menos chance tem de terminar o mandato”. No entanto, disse que essa não deve ser a agenda do PSDB. “Eu acho que impeachment não é programa de atuação da oposição. A oposição tem que cobrar, criticar, mostrar as vulnerabilidades. Apontar aquilo que está acontecendo.”

seminário_inácioO deputado estadual Zé Inácio (PT) realiza nesta sexta-feira, 27, um seminário que tem por objetivo planejar as ações do mandato popular para os próximos quatro em que o petista atuará na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Com o tema “Brasil atual e os desafios do mandato popular”, o seminário terá desenvolvido a partir de várias vertentes temáticas.

O evento conta com a presença de mais de 140 participantes entre militantes e representantes de movimentos sociais de municípios de todas as regiões do estado.

O seminário conta ainda com a presença do senador e líder do PT no Senado Federal , Humberto Costa, que veio a São Luis especialmente para prestigiar o evento do companheiro de partido.

Via o Escrevinhador

tucanalhaNenhum parlamentar do PSDB assinou o pedido de instalação da Comissão Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do SwissLeaks-HSBC no Senado Federal. O requerimento foi protocolado e anunciado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL) na quinta-feira (26).

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) decidiu, ainda na quinta, acatar o pedido de instalação da CPI. De acordo com a assessoria do gabinete do senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, o requerimento tem apoio da bancada de 14 parlamentares petistas na Casa.

“Esta Comissão Parlamentar de Inquérito será extremamente importante para elucidar fatos que, até agora, têm sido colocados em segundo plano no Brasil, até mesmo pela mídia”, disse Humberto Costa.

“Nós podemos dar uma grande contribuição, esclarecendo a dimensão efetiva que esse esquema de sonegação tem no Brasil”, completou o líder.

Ao apresentar o requerimento no plenário, Randolfe afirmou ter conseguido, até aquele momento, apoio de 31 senadores para a criação da CPI.

O caso do HSBC, também conhecido como “Suiçalão”, veio à tona após jornalistas localizarem contas secretas mantidas por sonegadores com movimentação superior a US$100 bilhões. Mais de 6 mil contas atendem a 8,6 mil clientes brasileiros, com movimentação superior a US$7 bilhões. Dentre elas, 11 têm como titulares pessoas envolvidas na Operação Lava Jato.

A comissão investigará suspeitas de sonegação e evasão fiscal por meio de contas de brasileiros na filial do HSBC em Genebra, na Suíça. Para instaurar a comissão, seria necessário, no mínimo, 27 assinaturas.

Com a decisão de Renan, os senadores deverão incluir ou retirar as assinaturas de apoio à CPI até a meia-noite desta sexta-feira (27). Se o mínimo de assinaturas for mantido, o requerimento será lido em plenário. Depois, os partidos poderão ser convidados a indicar os membros para a comissão e instaurar a CPI.

Luis Fernando.

Luis Fernando.

O ex-prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, reuniu a imprensa na tarde desta quinta-feira, dia 26, para informar à população sobre a Ação de Improbidade Administrativa ajuizada contra ele e ex-auxiliares pela promotora de Justiça, Elisabeth Mendonça, da Comarca de São José de Ribamar.

Luis Fernando revelou que a Ação se baseia numa Representação do seu tradicional adversário político, o ex-prefeito Júlio Matos.

“Desde 2004, Julinho, inconformado com suas derrotas e com a péssima avaliação da sua desastrosa administração na prefeitura de Ribamar, já ingressou com mais de seis ações judiciais contra mim, mas em todas elas foi derrotado”, disse.

Segundo Luis Fernando, desta vez, Julinho se valeu de um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE), emitido em 2011 no qual, como de praxe, o TCE concede prazo para apresentação de justificativas dos gestores auditados.

“Ocorre que ele (Julinho) esqueceu, ou propositalmente, deixou de levar em conta as respostas e justificativas já apresentadas por mim e pelo meu ex-secretário de obras ao Tribunal, que ainda nem concluiu o julgamento. Ora, se ele teve acesso ao relatório, não sei em quais circunstancias, deve ter tido também acesso às justificativas apresentadas mas não as incluiu na Representação justamente para criar o fato político. A preocupação do adversário já deve ser por conta do anúncio da minha pré-candidatura à prefeitura de São José de Ribamar em 2016”, arrematou.

Durante a entrevista, o ex-prefeito Luis Fernando, com serenidade e segurança de argumentos, discorreu sobre todos os pontos levantados pela promotora e comprovou, com vasta documentação, a total improcedência da Ação.

Luis Fernando fez questão de valorizar e enaltecer o papel do Ministério Público, mas lamentou o fato de não ter tido a oportunidade de comprovar perante a promotoria que todos os questionamentos que fundamentam a Ação já se encontram, há bastante tempo, devidamente justificados ao TCE. À imprensa, o ex-prefeito exibiu, ainda, certidão do TCE atestando que todas as suas Contas de Governo (2005 a 2010) já foram aprovadas pelo Tribunal.

Luis Fernando afirmou que, independentemente do direito de se defender no processo, faz questão de recorrer à imprensa para que o cidadão maranhense e, em especial, os ribamarenses, tomem conhecimento de toda a verdade sobre o assunto.

As obras questionadas na Representação (pavimentação de ruas na Vila Sarney Filho I e acesso à Praia do Meio) foram iniciadas na administração de Luis Fernando, em 2010, e somente concluídas na administração do atual prefeito, Gil Cutrim, a quem coube apresentar a prestação de contas.

Dos R$ 5 milhões do convênio, foram pagos na administração de Luis Fernando, aproximadamente R$ 1,9 milhões. Vasta documentação e relatório fotográfico comprovam a execução das obras, o que torna inexplicável o pedido da promotora de bloqueio de bens em valor superior a R$ 5,7 milhões, o que, sem dúvida, além de exorbitante e desnecessário, por terem sido as obras executadas e concluídas, trata-se de um mecanismo processual somente usado em situações de execução de sentença, segundo advogados presentes na reunião.

Por fim, Luis Fernando reafirmou sua convicção de que a Justiça mais uma vez será feita e o processo não servirá de instrumento político-eleitoreiro para o seu adversário.

Prédio terá moderna infraestrutura para atender aos cursos implantados há pouco mais de um ano

NatalinoO reitor Natalino Salgado assinou, na última terça-feira, a ordem de serviço para o início das obras de construção dos novos prédios do Campus da UFMA em Balsas, situado em uma área de 120 hectares doada pela prefeitura local. Implantado em setembro de 2013, o campus vem funcionando provisoriamente na escola municipal Maria Justina Serrão, cujo prédio também foi cedido pela prefeitura.

A obra será divida em três blocos. O primeiro vai abrigar salas de aulas climatizadas em uma área de 4.166 metros quadrados. Terá dez salas com capacidade para 65 estudantes e duas para 150 estudantes, além de espaços para administração, xerox, lanchonete e banheiros adaptados também para pessoas com deficiência.

ufma_balsasO segundo bloco é reservado aos laboratórios de ensino e pesquisa, em uma área de 3.948,05 metros quadrados. Serão dois laboratórios com 117,37 m², cada; oito laboratórios de 175 m² e dois laboratórios de 223,11 m², além de um almoxarifado, salas administrativas, sala de xerox e banheiros.

Já o terceiro bloco, destinado ao centro administrativo do campus, será erguido em uma área de 2.633,11 metros quadrados. Contará com 64 salas para professores, área de vivência, banheiros, secretarias acadêmicas, coordenações de cursos e sala de direção.

Segundo o Prefeito de Campus, Guilherme Abreu, as obras terão início em março com prazo de conclusão em seis meses. Ele adiantou também que já foram licitados os projetos para urbanização e eletrificação do campus e que o projeto para construção da biblioteca, auditório e restaurante está sendo elaborado.

O reitor Natalino Salgado disse que a ordem de serviço para início imediato das obras marca uma nova etapa da expansão da UFMA no sul do Estado e a consolidação da Universidade em Balsas. “Estamos cumprindo o papel da Universidade, que é o crescimento com inovação e inclusão social, e proporcionando aos maranhenses o acesso ao ensino superior público em regiões do Estado de grande potencial econômico”, avaliou.

Atualmente, o Campus da UFMA em Balsas, a 774 Km de São Luís, possui um curso, o de Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia (BCT), que engloba as engenharias ambiental, civil, elétrica e mecânica.

No ato da assinatura, estavam presentes também o diretor do Campus de Balsas, Francisco de Assis Conceição, e os representantes do Diretório Central de Estudantes (DCE), de Balsas Eimar Nunes, Jefferson Barros e Felipe Matias. Para Eimar, o clima é de expectativa entre os estudantes da UFMA de Balsas que estão ansiosos pela entrega da obra, que vai beneficiar não só os acadêmicos, mas também contribuir para o desenvolvimento da região sul do Maranhão. “Criamos uma comissão permanente de fiscalização da obra até a sua conclusão, para dar celeridade ao processo de construção”, pontuou.

O senador maranhense quer estreitar relações comerciais entre o estado e o país comunista

Roberto_ChinaO senador Roberto Rocha encontrou-se na manhã desta quinta (26) com o encarregado de Negócios da Embaixada da China, Sr. Wang Wei, com quem tratou sobre parcerias comerciais e investimentos industriais entre o Maranhão e a China.

O senador fez uma ampla explanação sobre a economia maranhense, as vantagens logísticas e as oportunidades de investimentos, em especial na área de grãos e de equipamentos industriais.

O representante chinês mostrou interesse em promover a vinda de empresários chineses ao Brasil, notadamente nas áreas de siderurgia e cultivo de soja. A China, revelou o adido chinês, importa 75 milhões de toneladas de soja anuais, das quais a metade provém do Brasil.

Roberto Rocha lembrou o interesse chinês, manifesto ao tempo em que seu pai era prefeito de Balsas, de investir na ferrovia de escoamento da soja até o Porto do Itaqui. Para Wang Wei, as perspectivas projetam “um brilhante futuro” nas relações entre os dois países, com o fortalecimento dos Brics.

Ao final da visita o senador Roberto Rocha convidou o diplomata chinês para conhecer o Maranhão pessoalmente, visitando o Porto de Itaqui e as regiões produtoras. A embaixada chinesa, por sua vez, convidou o senador para visitar a 117 edição da Feira Industrial de Cantão, que será realizada em abril e maio naquela província chinesa.

O governador Flávio Dino foi recebido na tarde de ontem, 25, pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Foi o primeiro encontro de Flávio com Dilma desde a vitória do comunista nas eleições de outubro de 2014.

A visita de trabalho do governador maranhense à chefe do executivo federal tem dois aspectos simbólicos extremamente importantes para o país e para o Maranhão.

O primeiro é que o encontro entre as duas lideranças de esquerda demonstra que o PT e o PCdoB, partido da Dilma e do Flávio, respectivamente, estão unidos contra a ofensiva da direita de tentar a qualquer custo desestabilizar o governo federal. Não é por acaso que antes da agenda com a presidenta, o governador do Maranhão esteve reunido com a bancada do PCdoB no Congresso Nacional.

Flávio Dino reiterou apoio à Dilma, defendeu o governo popular em curso no país e mais: colocou-se à disposição da presidenta para mobilizar os governadores aliados, sobretudo do Nordeste, para defender o projeto exitoso do PT para o país.

O segundo aspecto relevante da agenda do governador maranhense em Brasília tem a ver com os interesses do nosso torrão.

Ressalta-se que Flávio Dino não só conta com o apoio da Dilma, mas do seu governo como um todo, tanto que nas várias incursões feitas por Brasília neste ano, o governador foi recebido, e bem recebido, por todos os Ministérios por onde passou.

Nesse sentido, essa reaproximação de Flávio Dino com Dilma Rousseff tem reflexos positivos tanto no campo da luta política nacional contra a ofensiva das forças de direita contra o governo federal, quanto na relação institucional do Palácio do Planalto com o Palácio dos Leões.

É este cenário que tem incomodado os setores conservadores instalados no governo Flávio, principalmente o PSDB.

E deverá incomodar ainda mais no momento em que PT local oficializar apoio político ao governador do PCdoB…